Notas iniciais
Eu sei q os nº estão bagunçados, mas é assim msm... Eu gostaria de agradecer à Larah-chan por estar comentando minha fic ^v^ (#427983) Bem, aproveitem a história!

Carla e Bianca se entreolharam por instantes.

Marc ficou com medo. Temeu que essa tal de Liz pudesse tirar a vida de seu amor. A tensão era tanta, que ele resolveu ligar a televisão. Para descontrair um pouco.

Bianca deitou em seu colo. Carla se apoiou na cama. Marcos estava sentado. O silêncio continuou, só sendo interrompido pelo som da televisão. Até que uma palavra familiar foi dita: Gui.

"..., mais chamado de Gui, foi assassinado hoje à tarde. É o segundo ataque em alunos da escola Santo Ensino, apenas hoje. De manhã, uma aluna foi esfaqueada. Não se tem detalhes sobre ela. Guilherme foi morto por um tiro. Foi visto uma menina correndo. Testemunhas serão consultadas."

As imagens que passavam na televisão não eram fortes, mas chocaram Marcos, o melhor amigo de Gui. Não... Não pode ser. Macas, ambulâncias, alunos chorando, tudo isso aparecia, mas nada impressionava Marcos.

Bianca e Carla também estavam chocadas. Ele era amigo delas desde crianças. E morreu. Como? Quem?

– Liz.

Marcos e Carla olharam para Bianca. Ela estava pálida, com uma expressão indecifrável. Era medo, nervosismo, raiva? O que Bia sentia não podia ser lido em seu rosto.

– Quem? — indagou Marcos.

– Liz, oras.

– Mas ela não pode portar armas... Acho que nem tem capacidade para isso! — disse Carla.

– Viu só, Carla? — e dessa vez, Bia gritou. — Nós achávamos que ela era inútil, chata, boba... Que não tinha amigos. A gente a subestimou, e olha só o que aconteceu!

Marc e Carla estavam pasmos. Bianca nunca foi de elevar o tom de voz.

– Ela quase me matou. E agora... — Bianca hesitou. Respirou fundo e lágrimas escorreram em seu rosto — E agora... Ela matou o Gui.

Ver Bia chorar era a pior visão que Marc podia ter. Envolveu-a em um abraço terno, e chorou também. Tinha perdido seu melhor amigo. Carla olhava as mãos e mexia nas unhas.

– Não grite comigo Bia. A culpa não é minha.

– Eu sei que não é.

– Então... O que podemos fazer? — perguntou Carla.

– Nada. Deixaremos tudo com a polícia. E pediremos total sigilo à mídia. — respondeu Marc.

Depois desta decisão, o silêncio voltou a reinar.

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Elizabeth quase foi pega quando estava pulando o muro da escola. A polícia passou por ela. Ela deu um sorrisinho falso. O carro parou, e dois homens saíram de lá.

– O que faz, fugindo da escola? — perguntou o primeiro policial.

– Não estou fugindo.

– Mas vimos você pulando o muro. — disse o segundo.

– Eu nem sequer estudo aqui.

– Então o que estava fazendo lá? — perguntaram os dois, em uníssono. Eles estavam realmente zangados.

Liz notou que os homens estavam armados. Decidiu que precisava de uma. Atacou um dos policiais com um chute, e pegou sua arma.

– O que está fazendo? Está roubando a arma? Devolva já! — gritou o outro policial.

– Não estou roubando. Estou pegando, e não vou devolver.

E com um sorriso maléfico, ameaçou atirar no policial. Ele saiu correndo, junto com o amigo que ele acordou. Liz atirou para cima, apenas para assustá-los. Não é que deu certo? Um plano tão bobo e fútil funcionou com as autoridades. Que piada!

Liz sentou para descansar. Depois de alguns minutos, ela ouviu a ambulância chegando. Sorriu.

O som das sirenes foi diminuindo enquanto a ambulância se afastava. Liz não sabia se tinha matado a garota, ou se apenas feriu-a. Mas isso não importava. Tinha feito sua ameaça e mostrou do que era capaz.

Liz decidiu que tinha que fugir. Procurar um lugar para se esconder. Com certeza, os policiais trariam reforços. Mas não tinha para onde ir. Ela precisava de uma base, um covil secreto.

O antigo estacionamento foi o lugar escolhido. Correu para lá, escondendo a arma roubada. Decidiu que ficaria ali. Era um lugar pequeno, a casa onde eles gerenciavam o estacionamento. Mas era aconchegante.

Liz adormeceu. Sonhou com Felipe, o menino que ela matou acidentalmente. Sonhou com toda a cena: o menino a empurrando na piscina, ela toda molhada; ela saindo da piscina, furiosa, e puxando o menino para a piscina; ela não deixou o garoto vir à superfície para respirar, e depois ele permaneceu quieto. Seu corpo inerte, salvo pela monitora, no chão. Tudo isso apareceu no sonho.

Acordou trêmula. Por que sonhara com aquela cena? Por que relembrara isso? Não era algo de que ela se orgulhava, mas foi o pontapé — e o motivo — para que fugisse daquele inferno.

Procurou um relógio. Não havia nenhum. Queria saber que horas eram. Saiu à rua para descobrir, escondendo a arma no casaco. Uma senhora vinha da mesma calçada que ela. Gentilmente, Liz disse:

– Senhora, por favor, sabe que horas são?

– Sim, claro. São três horas e sete minutos.

– Muito obrigada. — respondeu Liz, sorrindo.

– Não há de que!

Quem vê pensa que é gentil.

Depois de muito andar, chegou à escola Santo Ensino. Estava tendo alguma atividade na quadra, pois o barulho era alto.

Entrou. Pulou os muros da escola, e andou em direção à quadra. Os alunos faziam grande escarcéu, gritando com alguém. "Pô, Gui! Mas já morreu?"

Ha! Quem diria que Gui está aqui também... Ele já morreu na partida? Que morra de verdade. – pensou Liz. Entrou na quadra, e avistou Gui, sentado nos bancos, sozinho.

Gui Moraes. O menino que continuou com todas as piadinhas e brincadeirinhas de Felipe. O menino que mais irritava Liz, o menino que não deixou que as brincadeirinhas acabassem. Estava ali, parado. Desprotegido.

Liz levantou a arma. Mirou na cabeça de Gui. Gui notou alguém, e virou. Neste momento, Liz disparou. Gui foi caindo de costas, e — na visão de Liz — lentamente, como em filmes. Liz saiu correndo, pois alguns alunos tinham se virado, e notado sua presença.

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Notas finais
Hahaha A Liz é mt linda viu, osh ♡ Bem, acho q semana q vem eu solto mais um capítulo... Ok? Até mais! ♡