A Vingança
15 14.
Notas iniciais
Marc decidiu que não ia embora com José e Ana. Primeiro, ele tinha medo de que Liz tentasse algo; segundo, queria ir até a casa de Bia; terceiro, tinha que ir ao hospital, para curar seu ferimento. José e Ana concordaram.
Marc foi à casa de Bia primeiro. Chegando lá, Bia abriu a porta com um lindo sorriso, que sumiu ao ver a mancha de sangue no ombro de Marc.
– O que aconteceu?
– Vou te contar agora.
Depois de tudo explicado, Bia abraçou Marc forte. “Quase te perdi!” “Não vou desistir tão fácil de você, Bia”. Poucas lágrimas caíram dos olhos de Bia.
– Não chore.
– São lágrimas de felicidade.
Beijaram-se. Gabriela estava em casa – tirou o dia de folga para passar com a filha – e comemorou com eles. Fez um bolo magnífico de chocolate, e estancou o sangue de Marc. Nem foi necessário ir ao hospital.
Quando Marc chegou em casa, Flávia já o esperava. Abraçou o filho fortemente, e com muito orgulho, disse: “Aquela menina foi presa.” “Eu sei mãe, eu sei.”.
A notícia até passou na televisão (aliás, foi assim que Flávia ficou sabendo da prisão de Liz). Flávia disse que a policial Ana disse que houve uma ajuda extra.
– Por acaso foi você?
– Como você adivinhou mamãe? – falou Marc, rindo.
– Intuito materno. (Na verdade, Flávia desconfiou muito daquele ombro cheio de curativo).
Na quinta feira, era só felicidade. Muitos alunos comemoravam – internamente – a prisão de Liz. Mas realmente, era uma alegria. Finalmente, a paz voltou a reinar naquela escola. Ninguém mais temia que alguma morte pudesse acontecer. O diretor pediu para que Marc agradecesse os policiais.
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De tarde, Marc decidiu ir à delegacia. Levou Bianca. Os dois agradeceram imensamente á Ana e José.
– Não foi só a gente, certo Marc? – disse José. Marc deu um risinho.
– Eu sabia que você ia atrapalhar. Mas, graças a Deus, no final deu tudo certo. – disse Ana, olhando com uma cara de reprovação e ao mesmo tempo, de deboche para Marc. Ele retribuiu com uma piscadela.
– Brincadeiras a parte, você se saiu bem garoto. Acho que serve para o cargo de investigação. – afirmou Ana.
– Realmente... Você é bem inteligente mesmo. – concordou José. E virando para Bia, disse – Seu namorado ajudou bastante na investigação, viu? Você devia se orgulhar dele.
– Eu já me orgulho – disse Bia, sorrindo. Beijou Marc. – Será que eu podia vê-la?
– Acho melhor não amor – disse Marc, mas Ana já foi interrompendo:
– Pode sim! Ela está presa, não pode fazer nada. Não sei para que quer vê-la, mas já que pede... Vamos, me siga.
Ana guiou Marc e Bia para as celas. José foi atrás. Pelo que José disse, Liz pegou cela solitária. Chegando à cela de Liz – que estava com a perna toda enfaixada -, Ana disse:
– Ei. Garota. Você tem visita.
Liz virou-se. Ao perceber que era Bia, corou. Para quê Bia foi vê-la? Queria humilhá-la?
– Nada de brincadeirinhas hein? Você não pode sair.
Liz continuou no mesmo lugar. Não queria ver ninguém. Muito menos Bia. Bia olhou direto em seus olhos, mas Liz desviou o olhar. Marc abraçava Bia pela cintura, nervoso. Bia continuava a encarar Liz. Até que em certo momento, Bia disse:
– Eu perdoo você.
Aquela frase foi um baque para Liz. Depois de tudo o que Liz fizera por ela, Bia ainda a perdoava? A vontade de Liz era chorar, pois tinha se arrependido de tudo o que fizera. Bia sorriu para Liz, e disse á José.
– Já fiz o que queria. Vamos voltar.
Mas antes que eles fossem embora, Liz tomou coragem e chamou:
– Ei!
Bia virou-se para ver o que era. Liz apenas disse baixinho:
– Desculpa.
Bia sorriu, e foi embora.
A consciência de Liz já não a atormentava mais.
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