A Vingança
16 Prólogo
Notas iniciais
Um mês depois, em uma noite escura e tranquila, Liz tentava dormir. Finalmente achara a paz.
Liz fechava os olhos, virava, mudava de posição... Mas não conseguia dormir. Não havia chuva, nem tempestade, nem qualquer barulho que atrapalhasse seu sono.
Por que não conseguia dormir?
Quando Liz finalmente conseguiu fechar os olhos e descansar, sonhou. Liz sonhou com Felipe. Mas não era o Felipe criança: era a alma dele. Ele brilhava, e parecia bem mais alto e crescido. A luz era tão forte que Liz teve que cerrar os olhos pela metade.
– Veio me assombrar agora, rapaz? Só agora?
"Que viesse antes, e me impedisse de fazer merda."
– Não. Vim te buscar. Está na sua hora. E você tem dívidas lá do outro lado. – disse Felipe, com a voz serena.
– Só a morte vai vir me tirar daqui.
– Sua missão está completa aqui.
– Mas eu não terminei minha vingança! Mesmo que eu me arrependa do que fiz, eu não a finalizei! Não era essa a minha missão?
– E desde quando fazer o mal é “missão”? — Felipe aumentou a voz. Suavizou-a novamente, e continuou — Você conseguiu perdoar. Você perdoou, e foi perdoada. Sua missão já acabou.
– E quais são minhas dívidas do outro lado? – indagou Liz.
– Tem gente que você ainda não perdoou...
No dia seguinte, encontraram o corpo de Liz inerte.
Mas ela sorria.
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“Todos nós nos encontraremos de novo. No outro lado da vida.”
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