A Vingança é um Prato que se Come Cru
3 Imprevisibilidade
Notas iniciais
O tempo vai se passando em disparada e a rotina agitada das ruas de Dendróvia ficam mais agitadas ainda quando às meio-dia, todos os trabalhadores vão as ruas garantir seu almoço para poderem voltar a trabalhar. Armados com armas e um novo e moderno carro para ninguém colocar defeito, Morre-Arth e Marlon andaram milhas desde a concessionária e já estavam quase passando pelos limites da zona sul, indo para o centro. Estavam mais perto do prédio do S.C do que nunca, e no rádio ouviam no canal Undertown as últimas notícias sobre seu ataque. Logo sabem que o dono da Hunger's era um conhecido dos mesmos, Gabriel Malta, e assim caem na gargalhada. Gustavo olha para os lados e vê um condomínio fechado chique, e nele vê um jovem rapaz sendo cavalheiro com uma bela donzela de roupa social, e ele se enoja lembrando de Arthur. Via o padeiro andando na rua, um homem concertando um poste e até mesmo um mero estudante sendo levado por quatro que espantava as senhoras do ponto de ônibus, tudo por diversão, e aquilo era como uma navalha para seu íntimo. Todos deveriam sofrer era o que este o dizia. Marlon se sentia com o carro, mas seu estomago não dizia o mesmo. Ele olha para os lados e muitos restaurantes self service e sentindo um enorme desejo na boca ele já sabia o que fazer.
– Marlon: E então, Gustavo. Vamos parar para fazer uma boquinha?
– Morre-Arth: Nada pode interferir em minha vingança, Marlon. Concentre-se ou será descartado.
– Marlon: Se eu quiser eu paro, falô!
Ele logo faz isso encostando em uma vaga.
– Morre-Arth: O que pensa que está...
– Marlon: Vamos comer, estou com fome. Saiba que somos um time, tá lembrado?
– Morre-Arth: Sei me virar sozinho. Já teve o que queria, agora é a minha vez.
– Marlon: Eu te ajudei com esse carro. Ele é rápido e já estamos adiantados, agora é hora de comer e pronto.
– Morre-Arth: Não. Isto apenas dá vantagens ao meu inimigo, e jamais alguém que se diz de meu time dá oportunidades a quem eu odeio. Continuemos.
– Marlon: Só depois que eu fazer uma boquinha.
Marlon desce do carro e entra num restaurante chamado "Le Parmezonni", deixando seu amigo muito irritado. Minutos depois de espera, ele reaparece com uma marmita.
– Morre-Arth: Você assaltou esse lugar!? Não sabe que...
– Marlon: Diferente de você, eu tenho dinheiro. Quem não tem vinte reais... Peguei só pra mim, já que não quer.
– Morre-Arth: Ótimo, se puder dar andamento.
Marlon liga o carro e prossegue dirigindo e comendo.
– Marlon: Sabe. Estou gostando de nossa aventura em Dendróvia no final das contas. Está me lembrando os velhos tempos. Quando caçamos Arthur e o Luciano bem perto dessas bandas. Acho que a torre FonserNicol ficava bem próxima dessa região.
Ele vai ao GPS e pede pelo comando de voz para saber onde é a FonserNicol, e por fim descobre que estava certo.
– Morre-Arth: Não sei como nunca bateu o carro.
– Marlon: Eu tenho talento. Fica bem próxima daqui sim, e soube que virou um museu. Topa dar uma olhada para ver como ela está depois de nosso ataque?
Gustavo o puxa o revólver.
– Morre-Arth: Está muito abusado hoje, Marlon.
– Marlon: Aff. Relaxa ai, Gustavo. Eu pensava que a segurança desse lugar teria aumentado, mas não, diminuiu. Só você não vê que...
– Morre-Arth: Só você não vê que podemos deixar rastros.
– Marlon: Como? Eu paguei pela comida, tá!
– Morre-Arth: Não é isso. Temos que ser objetivos, senão seremos pegos. Seguir em linha reta até o maldito prédio do Supremo Conselho, e através dele saber aonde Arthur L. Neto mora, e a partir das coordenadas será unicamente para lá que iremos.
O GPS os manda seguir a direita.
– Morre-Arth: Está prestando atenção!?
– Marlon: Sim. Concordo com vossa sumidade, mas saiba que não tem como esse plano dar errado. Estamos indo em frente, fica tranquilo. Mas por que não curtir esse passeio?
– Morre-Arth: Por que isso não é um passeio! É uma vingança!
Ai Rodriguez para de se deliciar com sua comida italiana e percebe o verdadeiro valor da missão.
– Marlon: Tá bem, Gustavo. Tá bem. Seguiremos em frente, satisfeito.
– Morre-Arth: Ótimo. Que mais nada nos atrapalhe até lá.
A discussão poem-se ao fim, e os dois seguem rumo ao caminho traçado pelo GPS. Direita, esquerda, frente a cem quilômetros. Todas as ordens dadas pelo aparelho eram seguidas pelo motorista Marlon, que em dez minutos terminará de almoçar enquanto Gustavo sem se importar saboreava um pão mofado que trouxe em sua mochila com mortadela, o que para ele já era o suficiente. Dez minutos depois, uma surpresa indesejada. Eles passam por uma construção até nova, mas para a cidade considerada antiga. Aspectos romanos com classe, mas um nítido conforto aos olhos de quem vê deixada como marca do império Afonsiano na região. Os dois param o carro e o GPS fala: "você chegou a seu destino". Eles mal podiam acreditar que estavam diante da torre FonserNicol, o que desperta uma fúria insolúvel por parte de Ferreira.
– Morre-Arth: O que é aquilo, Marlon?
– Marlon: Maldito GPS! Nos trouxe a torre FonserNicol!
Gustavo que estava no lado dele logo o avança com uma arma, o fazendo abrir a porta e cair para trás. Eles estavam em uma rua perigosa, quase que uma "rodovia" com mais de oito pistas divididas entre os carros que iam e os que vão, e consequentemente bastante movimentada. Um poste bem alto estava fincado no centro, e menores em sequência.
– Morre-Arth: Você nos trouxe aqui... Marlon. Onde está com a cabeça!
– Marlon: Gustavo. Pare com isso. Esta rua é movimentada e pode chamar atenção. E mesmo por que, relaxa. Estamos apenas dez minutos fora do curso, ou até menos pois creio que essa rua ainda nos leva para o prédio do S.C. Calma, seu exagerado.
– Morre-Arth: Exagerado?
– Marlon: Exagerado.
Com ousadia, ele pega o instrumento de navegação mesmo estando sobre a mira de uma arma guiada por um insano e traça de volta o destino original. De fato, ele estava certo.
– Marlon: Pronto, estamos corretos.
– Morre-Arth: Muita sorte a sua, muita sorte.
Ele abaixa o revólver.
– Marlon: Agora, Gustavo. Pare e pensa. Eu sei que a missão é o nosso real objetivo aqui em Dendróvia, e o apoio fielmente em sua vingança. Não entendo o porquê de sempre ficar me ameaçando de morte quando as coisas não vão como o previsto. Poxa vida. Somos amigos desde o quinto ano do colégio.
– Morre-Arth: Esse evento é muito importante para mim.
– Marlon: Mas, sabe. Estive pensando. Eu já guardava esse desejo a tempos, mas quem sabe possa ser útil.
– Morre-Arth: Por que quer tanto entrar nessa torre?
– Marlon: Como eu disse, ela se tornou museu. Podemos entrar lá e estudar o que mudou desde quando saímos, que não estava no site de Dendróvia. O que acha?
– Morre-Arth: Inconsistente. Volte ao carro e vamos ir em frente.
– Marlon: Cara, vamos. Deixa disso. Só por alguns minutos.
Gustavo liga o rádio e o poem no canal Undertown, afim de ver mais notícias sobre o caso recente.
– Levine: ...Metade da polícia está concentrada em saber sobre os autores do roubo da concessionária. Felizmente o policial Victor Geeare achou um possível envolvido na zona norte da cidade, que traficava drogas e explosivos por toda a Walker Luie. Seu nome é Irvin Desato Neto, e autoridades acreditam que ele foi quem causou a explosão na Hunger's da zona sul neste mesmo dia. Ainda assim nada é confirmado, e para variar o chefe do esquadrão não nos forneceu mais detalhes. Ainda assim estamos envolvidos em saber mais sobre tais terroristas, e por isso a qualquer momento estaremos de volta com mais notícias. Eu sou Levine Tavares e você está vendo o canal Undertown.
Ele desliga o rádio.
– Morre-Arth: A polícia está atrás de nós. Temos que tomar cuidado.
– Marlon: Não. Eles nem sabem de nada, cara. Prenderam um tal de Irvin... Como aqueles funcionários são inteligentes... "Eu gravo rostos"... Quanta piada. Chega disso e vamos curtir um pouco.
– Morre-Arth: Temos que...
– Marlon: E como dito. O prédio do S.C nessa hora deve estar muito armado, ligado, já que é o centro administrativo de todo esse lugar. Temos que esperar para a tensão se diluir, para podermos atacar!
– Morre-Arth: Ok. E para que entraremos nesse museu? E me estranha saber que se interessa por um.
– Marlon: Gosto de ouvir histórias, principalmente sobre nós mesmos. Acho que a uma oportunidade de tê-as acesso. Soube que para entrar lá é de graça. Vamos?
– Morre-Arth: Pois muito bem, vamos.
Deixando o carro estacionado, os dois atravessam a pista perigosa pela faixa de pedestre caminhando até um sinaleiro para tornar mais fácil. Minutos depois, eis que os dois se veem num passado nem tão distante com detalhes da antiga casa de Caio N. Afonso, mais recheados de lembranças dos tempos da ditadura e até muito tempo antes, e ainda lembranças de depois. O museu era dividido entre muitas categorias históricas, e com quatro andares os dois estavam diante de uma grande quantidade de escritoras sobre Dendróvia e como o movimento estava fraco podiam andar a vontade. Seguranças andavam pelo local, mas os dois sempre os evitavam pois acabavam por saber que podiam sim ser reconhecidos. Mesmo assim Marlon era insistente, pois no fundo apenas queria ver o que seus feitos causaram para Dendróvia tempos atrás para nutrir seu ego. Morre-Arth desperta um gosto maior pela estrutura da cidade, o governo do Supremo Conselho e é para lá que pretendia se dirigir. Há um choque de interesses e por fim cada um vai para um lado. No segundo andar, Marlon contempla memórias de seu tempo de comandante, vendo armas aprendidas de seu exército e fotos de Hermínio do ataque do M-A e seu grupo, os M-A's, rindo desenfreadamente quase que em ritmo crescente. Com a ausência de câmaras, tudo era perfeito. Podia andar pelos corredores livremente e sabia que nenhum de seus ângulos seriam pegos, e nisso logo vê uma foto sua próximo de um carro blindado e seus olhos enchem de orgulho. Ao lado, um texto escrito por Luciano Oliveira que dizia que "mesmo com os ataques traumatizantes, a força dos cidadãos foram mais fortes e com isso eles venceram as forças bélicas e fincaram em nossos corações um orgulho de uma nação". Um texto patriota, mas que faz Rodriguez cair ainda mais na gargalhada mais uma vez e chamar a atenção de um guarda que fazia ronda. Percebendo ele sai do cômodo e vai para outro, e começa a ser seguido. O homem era forte e bem vestido, com um cavanhaque e uma arma de choque contra invasores tais como mendigos e possíveis assaltantes. Marlon andava discreto e devagar, com as mãos no bolço e saia sorrateiramente de tal parte do museu para não ser visto como é: um terrorista. Saindo e entrando num outro lugar que contava sobre envolvimentos de Dendróvia com a cidade de Flerblênias — uma cidade conhecida por ter prodigiosos em tecnologia e as melhores faculdades de engenharia — ele para frente a uma máscara típica de teatros sorridente que era o símbolo do evento, e logo ele é encarado pelo sujeito da lei. Ele vê o rosto de Rodriguez que finge não notar, e algo lhe era parecido. Assim ele sai e Marlon também, mas ele sabia que estava na mira de alguém. Com seu celular ele liga para Gustavo, e este não atende. Do outro lado ele se dirigia ao andar referente a história do Conselho — o quarto — mas lá via informações sobre a participação de Arthur na entidade. Lá dizia: "para mais informações, vá ao primeiro andar sala nove"; e é o que ele fez. Ele passa por um poster de Vinícius Aquiles e Luciano Oliveira frente a uma ovação dos moradores e encara o rosto dos dois, ambos com uma lembrança. Em voz alta, ele diz que sabia que os dois fariam tudo para proteger seu inimigo de suas garras e que não hesitaria em matá-los caso eles lhe cruzassem o caminho. Deixando-os de lado, ele vai ao cômodo em homenagem a Arthur e suas emoções se descontrolam. Muitas fotos podem ser percebidas e principalmente uma majestosa estátua dele, com os dizeres: "Este foi o pai de Dendróvia Dekan." Textos e mais textos passavam sua boa fama, e o colocavam como um "cidadão modelo". "Vítima de Morre-Arth" eles diziam, "de um louco insensato". Para todos os lugares que ia encontrava olhos castanhos e um ar de deboche, e da boca de todos a frase: "eu tenho a Natália, e você não". Um guarda passava para o local e via o homem tendo um assédio de raiva, com uma expressão sombria em sua face se dirigindo para o topo da escultura.
– Morre-Arth: Você irá pagar caro, Arthur. Irá pagar caro pelo o que me fez!
Um explosivo é tirado de sua jaqueta, tudo na frente do segurança do local.
– Segurança: MORRE-ARTH!
O olhar negro é voltado para ele, e a bomba lhe é jogada. Ele cai desacordado, e com lágrimas outro explosivo é tirado e jogado frente a escultura feita por José Luiz, ruindo-a a destroços.
– Morre-Arth: Você irá pagar caro, Arthur. Começando por agora.
Ele pega um esqueiro aceso e o joga em uma das fotos coladas nas paredes, e logo provoca um incêndio. Um alarme é disparado e Marlon o escuta em outro andar.
– Marlon: Ohh... não.
Ele corre para tentar acudir o amigo, e os seguranças fazem o mesmo. Um tiro é ouvido no peito de um deles, que cai já como carne, sem vida.
– Morre-Arth: MARLON!
O telefone toca.
– Marlon: Gustavo. Mas, o que você fez?
– Morre-Arth: VOCÊ FEZ ISSO COMIGO! VOCÊ ME FEZ REENCONTRAR O ARTHUR! ELE MERECE PERECER!
– Marlon: Saia do museu! Farei o mesmo!
Marlon desliga o telefone. Na sala da segurança, o guarda que vigiou Rodriguez sabia o que fazer. Na academia de Polícia de Dendróvia, o telefone toca.
– Vinícius: Alô?
– Segurança #2: Vinícius. Aqui é do Museu da História de Dendróvia. Dois terroristas entraram aqui, e fui informado que atearam foco em uma de nossas secções.
– Vinícius: Dois terroristas? Não vem me dizer que são... Marlon e o M-A?
– Segurança #2: São esses mesmos.
– Vinícius: Droga! Estou mandando reforços, tentem o manter ai.
– Segurança #2: Está bem.
A ligação termina, e Vinícius sai de seu gabinete e vai até um escritório na outra parte da delegacia — pois a academia e a delegacia eram a mesma sede — atrás de um oficial. Abrindo-a, ele o vê comendo um pretzel.
– Vinícius: Oficial João Bastista.
– João Batista: Sou eu mesmo.
– Vinícius: Preciso que investigue para mim no completo litigio sobre um caso bastante importante para a nossa cidade. Quaisquer falhas poderão nos causar sérios danos. Preciso que seja os olhos, e os ouvidos da delegacia não para mim, mas por toda a Dendróvia.
– João Batista: Sobre o que seria?
– Vinícius: Quero que investigue sobre o retorno do Morre-Arth.
– João Batista: Morre-Arth!? Aquele inimigo do Arthur L. Neto?
– Vinícius: Esse mesmo.
– João Batista: Pensei que ele havia morrido.
– Vinícius: Não interessa. Vá atrás dele, e siga seus passos. Hoje mais cedo ele atacou na zona sul a concessionária do Gabriel Malta, e agora mais para o centro o Museu da História de Dendróvia. Qual será seu próximo passo?
– João Batista: Eu não sei.
– Vinícius: Trate de descobrir. Leve o Mega com você e junte informações dos seguranças com as do Abner Santos, sabe aquele baixinho daqui da academia.
– João Batista: Sei. Sem problemas, eu farei. Sou o melhor do assunto.
– Vinícius: Investigue sobre Arthur, aonde ele mora atualmente, já que sua ajuda nos será útil. Busquei informações sobre ele, mas nada que encontrei era útil. Creio que terá melhores resultados buscando em arquivos no prédio do Supremo Conselho, do que eu agora pouco aqui na academia, por isso ordeno que se dirijam até lá. Evite a imprensa, não quero atrair polêmicas a este caso, portanto não use disso para uma matéria para o Undertown. Fui claro? Espero que saiba diferenciar as profissões.
– João Batista: Não usarei agora, mas quero esse direito.
– Vinícius: Somente com o caso resolvido. Seguindo os pontos onde ele atacou, presumo que ele esteja se dirigindo para o norte. Temos que impedir que essa ameaça cresça, caso contrário pode se tornar tão grave como foi das últimas vezes. Dendróvia Dekan não tem tempos para essas guerrinhas, não mais. Seja sério e ágil para podermos prender esse vilão enquanto ainda é tempo.
– João Batista: Sim, Vinícius. Falando assim até me assusta.
– Vinícius: É pra assustar. Agora prossiga com seu trabalho.
– João Batista: Pode deixar.
Enquanto isso, o fogo aumenta dentro do importante prédio da cidade. Os dois homens se encontram e partem em retirada, até que um tiro de raspão pega a jaqueta de Marlon o irritando. Um homem de óculos escuro o atingirá com o distintivo da segurança no peito, e irritado Marlon pega seu revólver e rapidamente o põem na mira. Perto da saída, Gustavo nota que outros estavam surgindo e ordena para que sejam rápidos. Infelizmente já estavam na mira de todos, e Marlon dá o primeiro tiro. Irritado com ele, Morre-Arth não via outra coisa senão usar seu terceiro e último explosivo (que estava com ele) contra o chão fazendo uma grande explosão seguida de uma tensa fumaça, e no meio de um tiroteio eles conseguem fugir deixando quatro homens mortos. M-A atira contra um veículo na pista e este faz um acidente que bloqueia os carros que vinham de um lado da pista, logo ele olha para os que subiam fazendo-os parar de medo e se aproximando do carro os dois entram e Gustavo dirige, impedindo Rodriguez de dirigir por conta do fato de tudo ter acontecido por conta deles. Os seguranças ainda insistem em atirar, mas como o carro era blindado nada surge como efeito. Em alta velocidade eles fogem e em poucos minutos de adrenalina uma sirene familiar era ouvida. Quatro viaturas se aproximavam, e em uma manobra impossível, Gustavo gira o carro para direita e mesmo quebrando um quebra-molas, ele consegue muda de pista e segue indo por uma nova despistando as mesmas que o perdem de vista quando ele entra aleatoriamente numa rua. Foi um momento louco, e ao final Marlon ri desenfreado enquanto Morre-Arth dirigia calado.
– Marlon: HA! HA! Você viu isso!? Hein!? Nós conseguimos!
– Morre-Arth: Nós? Marlon, agora chega. Nós iremos rumo ao prédio do Supremo Conselho e nada mudará isso.
Ele olha para o GPS, que indica que estavam indo pelo caminho certo
– Morre-Arth: Quem diria...
– Marlon: Você... você foi demais! Nós queimamos aquele lugar infernal! Ou tecnicamente o fizemos voltar as origens... Mas seja como for, nós conseguimos!!
– Morre-Arth: Graças a você, nos entregamos.
– Marlon: Eu não queria dizer, mas foi você que nos entregou. Eu apenas queria ver sobre o museu, e você agiu de tal maneira, embora eu aprove.
– Morre-Arth: ARTHUR TEM QUE SOFRER, MARLON! ARTHUR TEM QUE SOFRER!
– Marlon: É o Arthur, não eu. Não desconte sua raiva em mim, Gustavo. Agora que sabem que somos nós, não precisamos nos disfarçar. Olha que coisa boa. Só seguir em frente, livres para viver e matar o Arthur.
– Morre-Arth: Seja como for, temos que aliviar nossa barra. Infelizmente você tardou minha vingança, já que temos que esperar a polícia se acalmar para podermos agir.
– Marlon: Só que não.
– Morre-Arth: Como?
– Marlon: Quando for necessário eu falo. Agora siga em frente, pra podermos terminar com esse negócio logo.
Gustavo liga o carro e continua o tráfico, tão obstinado que destruiria tudo o que ousasse pisar em seu caminho. No mesmo espaço de tempo, João Batista e o oficial Victor Geeare — o apelidado de "Mega", mencionado por Vinícius — vão ao museu e socorrem os feridos, com um dos seguranças apenas dizendo que eles partiam em um pleno ritmo de vingança. Ligando para o superintendente, Aquiles diz que a busca pelo ex-governante seria algo um tanto óbvio, e os apressa dizendo que deveriam saber aonde o alvo está para se ter ao menos uma noção de alguma coisa. Concordando e desligado o telefone, o policial disca para um novo número, ignorando o que acabou de falar, e enquanto partem para suas motos ele apenas afirma a seu amigo: "vamos fazer uma parada antes". Na academia de polícia, Vinícius estava tenso. Muitos pensamentos fervilham em sua cabeça, quase todos preocupações. Aquela semente ruim estava crescendo, e até que ponto ele conseguiria segurar isso para que Luciano não soubesse? No meio de inúmeras reflexões eis que surge uma surpresa: o telefone toca, e pensando ser "Batista Pita" (apelido pelo qual Batista era chamado) com mais informações ele logo atende, iniciando uma conversa com Gabriel Malta. Nela, são trocas opiniões e pedindo uma ideia quanto a sua incógnita, Malta aconselha o que ele já estava fazendo: abafar o quanto puder. Mas, para onde M-A iria? Em um lugar aonde ele pudesse saber aonde Arthur estará, porém será que ele já não sabe? A zona norte era conhecida por ser lar de informantes, mas será que ele poderia atacar algum órgão público para saber a resposta? Todas essas perguntas podiam ser suavizadas com uma ação: armar policiais fazendo uma barreira nas proximidades do norte da cidade, e obtendo essa ideia Vin desliga o telefone e trata logo de fazer isso. Antes de ir, o empresário passa a Vinícius uma informação sobre o carro roubado dos criminosos, o número de série ("45532468981"). Através dele ele obtém um padrão e a marca do carro, e emite um alerta para chegarem o condutor de quaisquer "Columbo-Kart" prata que esteja circulando pelas ruas. Feito isso ele levanta e vai em direção a sua moto, com um intuito: instruir a armada que irá fazer contra Morre-Arth, e ajudar ativamente defendendo sua nação.
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