Notas iniciais
Continuando de onde o capítulo anterior parou...

O tempo vai se passando lentamente. Cada ponto vai se mobilizando, e de repente ligando o rádio instalado em seu veículo Aquiles percebe algo completamente desagradável que o faz mudar seus planos de um jeito para outro: o jornalista Cauã Curibato evidencia a notícia em uma publicação no jornal "Centro Informativo de Dendróvia" ("CID"), com uma matéria que se populariza com o título: "Uma nova era de ameaças: Morre-Arth voltou". Assim, muitos outros comunicadores repassam a informação com marcas das teorias de Cauã em suas palavras, escutas indesejavelmente por Aquiles, mesmo percebendo que por pouco recheio ainda estavam um tanto infundadas. Mas, já era o bastante para cair na boca do povo, e será que com tantas fontes já sabendo do sigilo, Luciano já saberá do que ele tentará esconder? Para saber disso, ele muda sua rota e parte para o prédio do Supremo Conselho, sem saber que com isso iria chocar sua direção com seus procurados criminosos, no puro intuito de dialogar com seu amigo a respeito, e ver sua opinião e planos para essa história. Enquanto isso, os cidadãos avisados se trancam-se em suas casas e comércios, diminuindo o fluxo nas ruas, que era suprido com um aumento de números de viaturas por bairro rondando para ver se acham a dupla criminosa e impeçam um grande ataque de acontecer. Isso era mais um obstáculo para os próprios, mas experto Morre-Arth não parecia temer. Instruído pelo Undertown, ele se desempenha muito bem em driblar os inimigos pelas variadas ruas da zona leste. Sim, eles já passaram pela transitória para com a zona sul. Prosseguindo de sinaleiro a sinaleiro, de arbusto a arbusto, de prédio a prédio, Gustavo estava cada vez mais confiante. Marlon então nem se fala, pois de tão leve ele depois de um bom tempo online em seu Whozapp, repousa nos bancos traseiros esperando o fim daquele interminável percurso. Assim, o giro contínuo de trezentos e sessenta graus do ponteiro de um grande relógio situado bem no centro do município, que afirmava a muitos advogados, empresários e meros passantes a hora exata daquele instante: Duas horas, quarenta e oito minutos; era ganhava destaque em todas as viagens. O veículo roubado cruzava um posto de gasolina chamado de "Esquadrão" e prosseguia por uma rua que dava de cara com um majestoso ginásio de esportes, que era cruzado e pela quantidade de automóveis ali presentes o evento que ocorria parecia ser grande. Um grande "Olé!" pôde ser ouvido, e isso perturba o motorista que estava concentrado em seus pensamentos. Em sua mente, várias janelas estavam sendo abertas muito referente ao passado. Andar por aquele asfalto que antes era um virgem mato há cerca de seis anos, onde ele pesquisava atalhos astutamente em expedições solo, ainda pelo mesmo objetivo: matar Arthur. Eram muitas lembranças que o faziam estar muito nostálgico. Logo ele inclina o volante para uma subida e de lá seu GPS aponta: "trinta minutos para seu objetivo". Era como enviar açúcar para um coração frio, água para uma pedra seca, e fazê-la desabrochar ao menos uma bela sensação de êxtase. Ele não podia se conter, e para garantir que tudo daria certo confere no bolço para ver se as armas e belas estavam em ordem; tudo em perfeição. Subida aquela pista, ele passa por um bairro de prédios com grama mesclada a calçada, e um homem de cabelo amarrado preto passa com seu cachorro branco, e dele logo o terrorista reconhece um rosto: Arthur. "O que é seu está guardado, e pronto para ser entregue" — diz Morre-Arth saboreando as palavras com um riso. Logo se vê em um cruzamento, e dele entra em uma avenida, e em poucas quadras enxerga um carro branco com uma faixa verde, e detalhes em preto: era a viatura da academia de polícia de Dendróvia Dekan. Descontente, ele vira "a carroça" e perde-se de vista de quem nem o tinha visto, e continua. Poucas quadras depois, o mesmo evento acontece. Tudo para confundir o GPS que é obrigado a reformular rotas continuamente, que mais e mais se chocam com mais guardas. Já estava ficando insuportável, e Morre-Arth tinha que fazer alguma coisa para poder circular em paz. Mas o que? Estacionando seu carro em um beco para configurar o GPS que já apresentava um erro depois de tantas alterações de rota, a resposta surge em seu caminho. Em frente de uma loja de artesãos, dois guardas de uniforme deixam uma viatura em perfeito estado estacionada e tranca e partem com uma maleta em direção a uma padaria, provavelmente para comer alguma coisa e revirem as contas do mês. Não importa, viatura é viatura, e um passe aberto para a invisibilidade até o prédio do Supremo Conselho, que já estava à poucos minutos de ser encontrado. Mesmo com um carro valioso, está oportunidade não podia passar.
– Morre-Arth: Marlon; Marlon!

Diz o homem cutucando o amigo.
– Morre-Arth: MARLON! ACORDA SEU INFELIZ!

assim ele acorda assustado.
– Marlon: TO ACORDANDO, MERDA!
– Morre-Arth: Saia do carro, e pegue suas coisas.
– Marlon: Pra que?
– Morre-Arth: Me obedece ou senão eu te deixo aqui pra se virar sozinho.

Ainda sonambulo, Marlon obedece pegando as duas bolças. Gustavo pega o GPS, celulares, e também os mapas e as chaves do automóvel que ia ser abandonado. Eles caminham até a viatura.
– Marlon: A polícia!? Mas o que!?

Gustavo o olha com um olhar de liderança, permanecendo quieto até sutilmente abrir a porta da mesma com técnicas especiais e entrando para fazer uma ligação direta. Marlon também adentra no carro, ficando no banco do co-piloto.
– Marlon: Vai assaltar os tiras?
– Morre-Arth: O que estou fazendo?
– Marlon: E o outro carro? Vai deixar para mendigos?
– Morre-Arth: Se eles conseguirem dirigir.
– Marlon: Pra que isso?
– Morre-Arth: Escutei no Undertown que a academia de polícia de Dendróvia aumentou o número de policiais nas ruas, algo que eu mesmo presenciei enquanto visitava o mundo das nuvens. Estamos entrando num distrito muito protegido, importante, e por isso a melhor maneira de continuar com nosso plano sem sermos pegos é nos passarmos por eles. Com o insulfilme, não podem saber que não somos da polícia. E quanto ao carro abandonado. Não me importo. Não dá para saber para onde fomos, apenas que passamos por aqui.
– Marlon: Aonde estão os tiras que deviam estar aqui?
– Morre-Arth: Entraram na padaria, tempo suficiente de sairmos daqui. Estamos bem próximos do Conselho, então sugiro que se mantenha acordado. Ainda teremos um bônus andando com esse carro. Ele tem um rádio conectado ao sistema de comunicação da rede de policiais, e assim sempre poderemos estar um passo a frente deles em suas investidas. Ai, cessamos nossas necessidades. Até que enfim Arthur terá o que merece.

Morre-Arth termina seu trabalho e o carro começa a andar. Contente com a conquista, Marlon revira os pertences dos assaltados, e no porta-luvas, localiza algumas revistas pornográficas.
– Marlon: Olha só o que encontrei. De inocentes os tiras daqui não tem nada.

Ferreira olha a capa rindo por dentro. Óculos escuros, drogas apreendidas, CD's e um celular que logo toca com um número desconhecido são avistados por seu parceiro e depois de terminar com sua curiosidade, foleia a Playboy em busca de prazer momentâneo. Gustavo instala o GPS, e ele os instrui para os últimos minutos de viagem até o ponto do destino traçado. Assim em setecentos e cinquenta segundos, eles adentram no distrito administrativo de Dendróvia Dekan. Prédios e mais prédios compunham um grande cenário desenvolvido. Passando dentre carros, limousines, helicópteros e muitas, mais muitas pessoas de terno, eles conhecem o local mais importante de toda Dendróvia, passando por cima ainda de até mesmo outras cidades em quesitos como concentração de riquezas, como exemplo. De lá saiam as leis, de lá saiam a ordem, lá estava o sistema que estruturava toda a cidade. Por isso, tudo tinha que ser majestoso. Até mesmo a distribuidora do correiro, que espalhava as correspondências pelas agências, era grandiosas. Os dois se perdem fácil no gigantesco cenário, mas por sorte o GPS lhes passava um porte seguro. Depois de anos um brilho nos olhos podia ser feito em Gustavo, e de repente o rádio anuncia que os policiais roubados já prestaram queixa.
– Rádio: Viaturas do norte, viaturas do norte. Foi-se constatado um roubo de carro da academia de polícia de Dendróvia Dekan na rua Lassâtani, próxima a avenida Tropicândor. Não se sabe como eles arrombaram, mas investigadores acreditam ter sido obra do criminoso que voltou as ruas, Morre-Arth, devido a um "Collumb-Kart" prata que bate com a discrição de Vinícius dada mais cedo. Oficiais já estão tentando localizar suas coordenadas, e todos os carros que estiverem perto dessa região se espertem. Lobo disfarçado de carneiro, é o que eu digo. Lobo disfarçado de carneiro. Busquem pela placa, ADK-3456. Todo o cuidado é pouco. Lembrem-se que o sujeito está armado e é perigoso. Mas nem por isso deixem de ter ousadia para prendê-lo. Assim que o virem, sugiro reforço imediado, antes que algo mais grave aconteça. Temos que garantir que nossa cidade continue íntegra, independente da presença de terroristas como Morre-Arth, Marlon Rodriguez, ou qualquer outro que possa viver com o intuito de fazer mal a mesma.
– Marlon: Oba. Eles me lembraram dessa fez! Lobo disfarçado de carneiro. Lobo disfarçado de carneiro. Que otários.
– Morre-Arth: Bom. Esteja preparado. Daqui há poucos minutos entraremos nos limites do prédio do Supremo Conselho, dando continuidade ao nosso plano final depois de tanta espera vindo do destino. Agora é o nosso momento, e não tolerarei falhas.
– Marlon: Fica tranquilo. É só não querer se vingar de mais uma homenagem, então... Nem tenho o que dizer, você já disse tudo o que era preciso mesmo. Há mais de três anos...
– Morre-Arth: Perfeito. Estamos quase lá...

E de fato estavam. O carro se depara com uma decida, e depois de três sinaleiros, um cruzamento, e duas viaturas as quais cruzam por eles com a sirene atacada, o GPS depois de horas de viagem finalmente pôde dizer: "você chegou ao seu destino". Frente a uma grande edificação de vidros espelhados, todo murado com apenas uma garagem e uma portaria visíveis, de dezesseis andares bem espaçosos, eles passam por uma placa majestosa que comprova que de fato eis o prédio do Supremo Conselho. Câmaras escondidas entre arbustos e plantas e outras nítidas focadas na circulação de pedestres, todo o lugar estava sendo filmado e protegido por uma forte segurança que tinha o dever de proteger o ponto mais importante daquela mega-metrópole a qualquer custo. Terminada a quadra pega por todo o monumento, Gustavo pega uma planta do local a ser invadido e caladamente estaciona o carro prestes a anunciar seu plano.
– Morre-Arth: O plano é o seguinte: eu entro, invado a segurança e inativo as câmaras para evitar de deixar rastros que possam denunciar minha entrada no prédio sem, até o momento, se notado. A partir disso eu invado os andares e me anuncio indiretamente com o auxílio de uma bomba de fumaça, e subo até o andar treze, responsável por registros em geral, e prossigo até o banco de arquivos que provavelmente estará vazio. Lá em pouco tempo eu pego para mim tudo o que esteja relativo a nosso inimigo, e em aproximadamente de dez à quinze minutos eu saio, e você me pega para irmos em direção do endereço da residência de Arthur, que é o que mais me importo. Entendido?
– Marlon: Você me trouxe até aqui para ser seu chofer!? Sério isso!? E o Ice iria vir aqui para que? Te ajudar a fazer a maquiagem de guerra?

M-A ameaça dar um murro no rosto de Rodriguez, mas se contém.
– Morre-Arth: Faça o que eu mando. Trouxe você aqui pois se diz meu companheiro nessa batalha que vivemos contra as forças de Arthur. Trouxe você aqui pois achei que nas horas importantes como está você fosse me ajudar. Trouxe você aqui para ver o rosto de Arthur depois de nós finalmente nos vingarmos de seus crimes. O Ice iria ser apenas agente de apoio, já que pelo que me lembre não tínhamos nenhum.
– Marlon: Correção: temos um a nossa espera, pronto para receber ordens.
– Morre-Arth: Ótimo. E não posso arriscar que você se envolva nessas coisas. Em momentos tão precisos como este, só posso contar comigo. Agora deixe de ser sentido e colabore pois em breve, todo o esforço valerá a pena.
– Marlon: Pra você.
– Morre-Arth: Te darei uma recompensa depois disso. Agora, foco!

Pegando seu equipamento composto por dois revólveres, um pequeno mapa, um pendrive, explosivos e muitas bombas de fumaça, ele deixa o carro e sai rumo a conclusão da primeira parte de seu plano. Armado por fora, e decidido por dentro, sua fúria interna o impulsiona para agir com toda a sua arduosidade frente aos Dendrovianos presentes. Pobres homens. Alguns segundos ele chega perto da portaria, aonde um segurança tomava café e vigiava muitas das câmaras, e via um homem suspeito andar como um cidadão que não quer nada. Em frente a sua cabine, ele pergunta se ali era mesmo o prédio do Supremo Conselho e antes de virar o rosto para responder ele leva um tiro no peito, e cai desacordado. Do buraco da janela, ele sobe pelos degraus e adentra no posto de trabalho do homem, ainda sendo vigiado e obtém acesso facilmente as câmaras frontais e algumas internas, mas principalmente ao sistema de segurança. Com o pendrive na mão, e conhecimentos em ação, ele hackeia o computador e logo logo toda a rede, desativando a vigilância do prédio. Aberta a porta, ele sobe as escadas e chega a um enorme portão espelhado que aberto, mostra um imenso salão cheio de pessoas destinadas a informar as pessoas sobre os respectivos departamentos de seus casos no prédio, já que o mesmo era de tamanha importância que todos os sectores da sociedade tinham secções em cada andar que eram os mestres de todo o assunto, mesmo tendo sedes espalhados pela Dendróvia. Letícia Matanny — a recepcionista principal — vê a face sombria do vilão olhando em sua direção antes das outras, sendo assim a única. Um forte explosivo é jogado contra o chão produzindo uma tensa névoa atordoando a todos. Nem mesmo os seguranças ali presentes conseguem impedir que Morre-Arth prossiga até o grande elevador no centro daquele imenso lugar, e subisse nele até o andar desejado. Depois do evento, Letícia anuncia a presença de M-A a todos fazendo os guardas avisarem a rede do prédio, e espertarem aos demais espalhados pelos muitos andares do polo administrativo de Dendróvia. No trigésimo terceiro andar, M-A cruza um corredor e olha uma bela vista da cidade, enojando-se, e vendo o mapa caminha até a zona de arquivos, sendo antes avistado por alguns homens que armados, zelam pela segurança do prédio e atiram contra o terrorista. Mal sabiam eles que Gustavo era um ótimo atirador, e logo revida causando-lhes a morte, e por fim entra num imenso depósito aonde tudo sobre todos os Dendrovianos continha. Arquivos de A à Z, organizando tanto em computadores como em armários físicos. Algumas meninas estavam gerenciando documentos quando de repente são mortas a sangue frio, e algumas outras que ali estavam fogem de medo se trancando num banheiro. Rindo, ele acessa o sistema dos registros no computador e obtém coordenadas de uma pasta posta não muito longe daquela imensidão. Também tem contato com dados levianos de Arthur, como o nome, o sexo, a idade, as contribuições, o status, e principalmente as posses. Tudo copiado para o pendrive e depois fragmentados por um programa instalado no mesmo. Tudo para dificultar o trabalho do Conselho pós-ataque. Ai, ele caminha entre muitas gavetas até seu objetivo e com o número do armário desejado, ele o abre e localiza o que queria. Antes de dar uma olhada, um grupo arromba a porta e começa um tiroteio contra o criminoso, que prova também seu título de assassino vencendo-os sem dificuldade, se escondendo entre mesas e outros recursos e atirando nos segundos das oportunidades. Morre-Arth com isso somente eleva seu ego, provando para si mesmo sua capacidade de vencer conflitos bélicos. De repente, com todos desencarnados dá uma olhada nos papéis que pegava para si e vê que os registros de Dendróvia eram impressionantemente detalhados. Um detalhe o enerva: todas as contas — tais como impostos, luz, água, telefone — de Arthur eram pagos pelo governo do Conselho, devido ao fato de ter sido um herói municipal e ter edificado toda a fundação da cidade. Se antes já sentia no caso uma injustiça, ali estava provado. Em baixo de tudo, ali estava; o endereço. Esboçando um sorriso ele parte para sair daquele lugar, pelas escadas pois voltar pelo elevador era muito óbvio. Conferindo na planta e memorizando, ele joga outra bomba de fumaça para desaparecer dentre os funcionários que o observavam. Enfim, eis as escadarias na escuridão do vazio escondido da luz. Ele desce rápido pelo corrimão fingindo enxergar, e por habilidade permanece em pé andar pós andar, sendo motivado por sua fúria, energizado por sua perspicácia, e fortalecido por sua convicção que aquele era o dia. Assim, tudo é feito sem cansaço e ele abre as portas de chumbo para novamente o térreo, encarrando em sua frente um batalhão de policiais que estavam lá tentando detê-lo sem saber de sua presença. Rindo, ele pega da bomba um explosivo caseiro e atira contra eles, pois nada podia parar a sua sede por vingança. Assim ele sai, triunfante, antes avisando a Marlon que ligando o carro, vai a seu encontro em poucos minutos e eis que o plano forrá feito.
– Marlon: Haha! Conseguiu!
– Morre-Arth: Eu disse que conseguiria. Vamos ver aonde nosso adversário mora.

Pegando o endereço, ele obtém duas casas. Ambas na zona leste, mas em pontos distintos.
– Morre-Arth: Temos duas residências. Rua Jequita, número quinhentos e dez; e rua Reprolt, número setecentos e cinquenta e dois. Qual escolhemos?
– Marlon: Sem dificuldades. Ficamos com a segunda, que me parece mais perto. Eu falo pro nosso agente de campo dar uma olhada na outra.
– Morre-Arth: Feito. Porém, quem é esse agente de campo que você menciona? É da Corporação?
– Marlon: Sim. É a que mais sabe se cuidar em qualquer lugar que a despejamos.
– Morre-Arth: Mulher? Seria a Manuela?
– Marlon: Acertou em cheio.
– Morre-Arth: Hmm... creio que para invadir domicílios, a Manuela seria uma pessoa qualificada. Gosto de jeito dela de fazer seu serviço sem ser notada, demonstra competência. Voltando ao assunto, vamos prosseguir. Espero poder terminar com esse acerto de contas antes da noite. Quero aproveitar acordado, me divertindo enfim durante toda a madrugada, e depois sonhar com o último tiro no pescoço daquele infeliz, e poder mutilá-lo para guardar comigo uma lembrança.
– Marlon: Você é cruel. Desde que não fiquemos acordados para sentar em uma rocha e ficar bebendo o sangue de Arthur, eu topo. Vou ligar pra Manulua, e mandar pra ela nosso recado.
– Morre-Arth: Excelente.

Assim, sem levantar mais suspeitas, eles continuam seus caminhos com o carro policial roubado, dirigido por Marlon que ainda disca para uma jovem de cabelos pintados loiros chamada Manuela Luana Blandala, que estava esperando por ordens em um bar ainda na zona sul, e recebendo a missão de ir na primeira casa de Arthur e investigar na mesma sobre ele, a moça levanta pagando a conta, aceita o que lhe foi proposto, e sai pelas ruas pronta para chegar lá de quaisquer jeito que fosse. Morre-Arth estava feliz, lendo uma das dez páginas que roubou do prédio do Supremo Conselho sobre seu inimigo, e de repente assustando o motorista ele esboça uma profunda risada. Quando indagado sobre o porquê dela, ele mostra na ficha de trabalho de Arthur que o mesmo estará desempregado há um ano. Parecia que ele estará passando por reveses financeiros, ao menos é o que aquele histórico trabalhista dizia. Ao mesmo tempo, uma moto preta terminava de passar por um conjunto do arranha-céus gigantesco que refletiam o imenso brilho que o sol fazia naquele momento. Parando com uma bota marrom e preta frente a cabine da portaria, ele percebe um buraco no vidro espelhado que não estava ali antes. De repente, um corpo sem vida caído e a tela do computador vaga, com todo o sistema de vigilância desconectado. Debaixo de seus óculos escuros ele exibe um rosto de raiva e desprezo muito forte, e com ele o policial desce para garagem, e nela deixa seu veículo tomando seu elevador e indo ao térreo, aonde pretendia se manter informado.

Notas finais
Continua...