A Vida de Mei
1 Capítulo 1 - Novo Continente, nova vida.
Notas iniciais
25 de Junho — Falta 7 dias para Escola.
Oi sou a Mei. Eu tenho 16 e vou fazer 17 em 12 de Setembro. Eu sou negra com olhos negros, cabelo com progressiva (era cacheado) e marrom escuro. Eu sou filha adotiva por um japonês rico escritor bem famoso, Yuki Hiroshima, com cabelo preto, pele branca e olhos negros. Ele me encontrou no pior dia. No pior momento da minha vida. Ele salvou minha vida. Ele tornou aquele dia o melhor dia da minha vida, o dia que ele me encontrou. Então eu o respeito muito.
Ele se apaixonou por uma mulher chamada Sakura Fujioka, ela uma mulher muito bonita. Quando ela descobriu que Yuki tinha uma filha adotada do Brasil ela ficou muito surpresa. Acho que eu fui um pouco da razão que ela ama ele. Bem, quem não se apaixonaria por um homem gentil, rico E tem uma filha que resgatou da favela? Ai ai, Hiroshima é realmente incrível!
Agora estou no avião para Japão, Tokyo. É minha primeira vez fora do Brasil! Eu estava um pouco triste que iria perder todos os meus amigos, mas se Yuki está feliz, eu estou feliz!
Onde Yuki está é a minha casa.
... No japão, mais específico em um táxi.
—O QUE?!
Eu falo quase gritando e o motorista faz um som de "Shhh".
—Desculpe. Hiroshima Yuki! Como assim você não irá morar comigo? Você acha que isso é um anime? Que pode fazer isso comigo e sair sorrindo?
Ele sabe que quando falo seu nome assim é por que estou sendo super séria.
—Eu achava que estaria feliz. Você sempre ficou na minha sombra, achava que queria um pouco de espaço.
—Yuki você sabe que eu não faço o que eu não gosto.
Ele faz uma expressão de triste e eu suspiro.
—Ei, não faça essa cara.
—Não está brava?
Ele faz uma cara de felicidade.
—Não estou brava com você, só acho que você devia ter me falado disso antes. Vai que eu não minha sentia bem sem você.
Eu tenho 17 anos, mas sei muito bem tomar conta de eu mesma, porém não pensei que eu ía sair de casa aos 17 fazendo 18. Achava que sairia aos 20 sei lá. Mas eu acho que no Japão eles são bem mais apressados.
—Ta. Que apartamento irei morar? Você vai me deixar quanto? (Mei está falando de dinheiro) Vou morar com uma família ou sozinha?
—Irá morar com uma família. Eles são amigos de Fujioka (Sakura). São 16 pessoas em uma casa. Bem, tecnicamente 14, os pais não estão presentes (escritora: (͡ ° ͜ʖ ͡ °) eita porra) mas eles voltam em 3 dias (escritora: ;-;, pq eu faço isso comigo mesmo?).
—Meu deus 16 pessoas? Tem gente adotada ou são todos genéticos? Eles são confiáveis?
—Tem gente que não é da família, mas tem gente que sim. Você vai entender tudo quando conhece-los. E sim, são muito confiáveis.
—Okay?... Parece complicado.
—Fujioka me explicou 3 vezes para eu entender direito. Bem, eles são pessoas muito gentis e são bem mente abertas.
—Ainda bem, não queria viver com preconceituosos, homofóbicos e etc. (sim ela fala etc)
Eu faço uma expressão de estressada sem querer.
—O que foi?
Hiroshima me pergunta com uma expressão preocupante. Realmente, ele preocupa demais. Por isso me importo tanto com ele.
—Eu vi na tela do seu celular. Isto te importa tanto?
Eu olho pro lado e digo com uma voz baixinha:
—Você não deveria xeretar nos celulares dos outros.
Ele me olha com um olhar de: só me responda. Nós no se entendemos.
—Um pouco. Mas eu sei me virar.
Eu falo a última parte com uma voz mais intimadora.
—Acho que sim. Mas tente evitar um pouco.
(-)"Se me atacar eu vou atacar"- Inês Brasil (ZUEIRA)
—Se me machucarem eu não tenho escolha.
—Por que você não pode ser uma estudante normal e aceitar que nem toda que sofre bullying.
Ele dá um sorriso, ele está totalmente brincando.
—Porque eu sou da favela. E lá a gente bate nos moleque malcriado.
—Haha.
Eu sinto o meu rosto ficar quente. Ele é meu pai, mas toda hora que ele ri é super efetivo em me fazer ficar envergonhada. Ele percebe isso e me dá um beijo na bochecha.
—Te amo.
—Te amo também pai.
Acho que é a segunda vez que eu o chamo de pai desde que conhecemos. Sempre o chamo de Hiroshima ou Yuki, hoje quis mudar um pouco.
Eu vejo que nós chegamos em um prédio grande branco super moderno. Eu odeio grandes alturas, por razões... Yuki paga o Táxi para estacionar em uma tal rua. Estava muito ocupada olhando o lugar para notar o que falava. Era tão bonito. Crianças brincando num parquinho do prédio. Pessoas andando com cachorros na rua. Lojas de Ramén. Hmmm Rámen! Joalharias. Tudo é tão mais bonito fora do carro, olhando pela janela!

Eu não aguentei, tinha que abrir os meu braços e dar um giro que nem nos filmes. Podem me achar louca, mas quando está em um lugar desses pela primeira vez é incrível. Já fui nos lugares mais bonitos do Brasil. Quando você tem um pai como Yuki você ganha o melhor tratamento, não sei como não sou mimada. Não levantei os braços tão alto, e dei um rodopio bem rápido. Percebi que uma pessoa com cachorro percebei e deu uma mini risadinha. Mas foi uma risada gentil. Fiquei surpreso que ela... ou ele falou comigo. Não tenho certeza do sexo, seu cabelo é enorme e loiro, bem clarinho, arrumado e de um jeito tão bonito. O cachorro era um Husky lindo, com olhos azuis.
—It's really beautiful here isn't it? (É bem bonito aqui não é mesmo?)
Ainda bem que Yuki me pagou aulas de inglês para mim, se não teria sido muito confuso essa conversa.
—Sim é muito. É minha primeira vez aqui no Japão. E também fora do país.
—Oh, você fala em japonês, me desculpe. E wow, por isso está tão animada assim.
Eu fico vermelha. É um homem afinal. E como seus olhos são lindos. Como um homem assim existe no Japão?
Escritora: não existe. É eu mesmo, sou praticamente Deus nessa história.
—AU AU!
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