A Vida Maluca De Semideus
14 Opala Koboi
Notas iniciais
Não liguem para a falta de coerência ou falta de criatividade do capítulo x.x
Continuei sentada na cama mexendo no capacete até ouvir um barulho, passos, muito leves. Apressei-me em pegar uma de minhas adagas no criado-mudo ao lado de minha cama, pisei levemente no chão, não me dei a trabalho de vestir a pantufa, para quem estava cansada e com uma dor de cabeça infernal eu não usava pijama e sim uma blusa azul com um short. O assoalho de Madeira rangeu novamente, parei de me mover para ter certeza de que não eram meus passos, não, não eram. Novamente range embora eu não esteja me movendo, vejo uma sombra e três pares do olhos na escuridão do banheiro, ouço murmúrios e por fim uma luz, tudo isso antes que chegue a escuridão repentina. Consegui ouvir o grito de Mayara e Carol ao abrirem a porta, mais nada. *** Acordei em uma sala, tentei me mover, porém estava presa em uma cadeira. Olhe ao redor, pensei, dez segundos de observação é tudo que preciso. Era um lugar completamente moderno, instrumentos de pesquisa estendiam-se por todas as bancadas dali, por fim percebi que era um laboratório. Vi novamente três pares de olhos, tentei recuar, porém, como dissera antes, eu estava presa a cadeira. _Ora, ora, ora nossa convidada acaba de acordar. — desdenha uma voz feminina. _Quem é você? — perguntei firme. _Eu? Eu sou Opala Koboi... _Espera, não me diga, você é uma duende-diabrete que se acha melhor que o tal gênio da tecnologia, Potrus, além disso odeia Artemis Fowl II, com quem já lutou mais de uma vez e perdeu. — falei indiferente, a duende-diabrete arregalou os olhos. _Como você sabe, Garota da Lama? — perguntou ela fumegando de raiva. _Tenho meus contatos. — dei de ombros. _Merv, traga esta agulha de uma vez, vamos acabar com essa aqui de uma vez. — logo virou-se para mim — Só vai doer, muito. Clac. Ótimo, consegui, para a surpresa de Opala levantei as pernas a ponto de dar-lhe um soco no queixo, ela cambaleou, atordoada, porém um de seus subordinados apontou sua arma para mim. _Ah, merda. — xinguei enquanto usava meus pés descalços para pegar um objeto como uma trufa no chão. Graças a minha habilidade com o pé joguei a trufa a tempo de conseguir pegá-la na boca, logo cuspo-a como um míssil em direção a um dos duendes-diabretes. Se ao menos eu tivesse minha adaga. Não consigo me soltar do bracelete de ferro que prende minhas mãos e a cadeira é muito pesada para eu levantá-la. Respiro fundo, olho dentro dos olhos do segundo subordinado esperando seu primeiro passo, em vão ele tenta jogar a agulha contra mim, desvio no último minuto e ela crava-se a pouco centímetros de minha cabeça, retiro-a com a boca e tento botá-la para dentro sem que a engolisse, cuspi novamente, agora na perna do subordinado, ele cai e grita de dor enquanto eu aproveito a distração para procurar um objeto no chão. Acho minha adaga no chão, estava no bolso de Opala, porém agora está no chão ao lado de sua cabeça. Pego-a com os dedos envolvendo sua base. Jogo-a em minha direção e novamente desvio. Com os dentes agarro a base e tento mirar no botão vermelho, percebo porém que meu plano não dará certo, por isso miro um pouco para o lado, antes do botão. Jogo. Minha tensão aumenta ao perceber que já soltara a faca, ela voa contra a parede, porém, como havia previsto não acerta a parede e sim o botão. Imediatamente os braceletes em meus pulsos deixam-me livre, consigo correr, antes de sair pego minha adaga. Percebo que Koboi está voltando a si e começo a correr. Estou no meio dos corredores quando esbarro em alguém, caio no chão com o coração na boca, eu estava cercada. Sopro uma das muitas mechas em minha face, levanto o olhar e o que encontro me surpreende, um olho azul e outro castanho. _Sammy? — pergunta uma voz que conheço bem até demais. _Artemis? — me levanto e arrumo meus cabelos que caíam sobre o rosto. Sorrio, antes que pudesse perceber abraço o garoto irlandês. _Por que você está aqui? — pergunto recuperando-me. _A pergunta é o porquê de VOCÊ estar aqui, eu não sabia que outro humano conhecia o povo. — diz ele. _Aquela duende-diabrete apareceu no meu chalé e me trouxe até aqui, acabei de derrotar três daqueles idiotas lá. — esfrego os pulsos tentando aliviar a dor que ainda sinto.
_Respondendo a sua pergunta, eu estou aqui porque a Carol me perguntou se eu vira você. _Ela está aqui? — perguntei. _Com Palha. Recuei a ouvir passos, gritei instintivamente: _Artemis, abaixe! Um tiro passou raspando por nossas cabeças rastejei no chão seguindo o garoto irlandês que conduzia-me até o local por onde entrara. Era m buraco no chão, entrei na frente e ele entrou logo depois, caímos por um bom tempo, porém não me espatifei no chão, em vez disso achei dois olhos azuis fitando-me. _Sammy! — grita a doida desmiolada. — Quando Artemis disse que você poderia estar aqui eu não acreditei. Por um momento não me senti eu mesma, estava tremendo, a dor de cabeça e o enjôo aumentaram demais, senti uma vontade enorme de vomitar. _Artemis, há como irmos a um lugar? — perguntei olhando para A Milionária( vulgo Artemis Fowl). _Depende. — responde. Expliquei-lhes meu plano, tudo tim tim por tim tim. Bem, eu estava com esse pensamento desde que ele me falara sobre a Colônia Perdida, conta histórias que existe o Limbo e que às vezes deixamos algo perdido nele, ou acharemos algo nele. Todos me olharam descrentes. *** Após muitos telefonemas conseguimos falar com Holly, a Elfo da LEP nos levou até o departamento onde o demônio ficava. _Olá Holly! — exclama um centauro quando encontra a elfo no caminho. _Então esse é Potrus...Meus deuses me lembra muito o nosso pônei maldito. — dizemos, eu e Carol em uníssono. Prosseguimos seguindo Potrus até uma pequena sala branca onde três demônios conversam. Entramos na sala. _Olha se não é o Garoto da Lama! — exclama o mais velho. — E quem são as outras duas. _Carolina Seary. _Samantha Hellthorne. Preciso da ajuda dele. — aponto para o mais jovem entre eles. _Sou Qwan e esse é Número Um. — diz o mais velho. _Número Um? — pergunto. _Prefiro que fique assim. — diz o jovem demônio, depois saímos da sala. — O que quer? Explico-lhe meu plano, novamente reclamam, idiotas --' *** Não dará certo, todos diziam durante o caminho, tarde demais para desistir, já estávamos na corrente, senti algo estranho dentro de mim, como se magia fluísse ali, mas afinal eu era uma bruxa e uma maga. Caímos em um local feito de pedra, circulado por pedestais agora com caixas. _Isso é o Limbo? — pergunta Carol. _Não, mas é quase isso. — respondo aproximando-me de uma caixa. _Acredito que não seja seguro tocar-mos em nada. — diz Artemis enquanto contava as caixas, reviro os olhos. Retiro a corrente de meu pescoço fitando a chave de prata que pendia nela, enfiei-a na fechadura da caixa, girei três vezes. Crack. Ela abre, dentro não há nada, a não ser um pequeno livro junto a um colar. Fecho a caixa e guardo a chave, olho para os que me acompanharam, estavam completamente atordoados, menos Carol, da fora rápida e agora estava a meu lado. Percebi a presença da duende-diabrete, Opala apontando o dedo para nós. Lançou uma rajada de raios. Pulei para um lado e Carol para o outro, rolei até a parede ainda segurando a caixa, mais raios deixaram instáveis todas as paredes da pequena sala, se tudo caísse e nós continuássemos lá sumiríamos da face do cosmo. Precisávamos alcançar o portal. Fitei Carol, ela sorriu e apresentou o número cinco com as mãos, concordei e joguei minha faca em Opala, ela desviou e sorriu. _Garota da Lama estúpida, não pode me matar. — zombou ela. _Eu não, mas ela pode. — retruquei sorrindo. Carol enfiou a faca no ombro de Opala e logo retirou minha adaga que estava cravada em uma das pilastras. _Vamos? — perguntou. _Claro. — concordei. A filha de Poseidon pulou no portal e segui ao seu lado arrastando o corpo inerte de Artemis, em que eu tropeçara. _Conseguimos. — sorri. _Conseguimos. — cara de concha retribui o sorriso. *** _Por que queria tanto a caixa? — perguntou ela. _Minha família. — aponte para o H esculpido na tampa — Ela e o povo estão relacionados, talvez a sua também esteja, eu não sei. _O que há ai dentro? _Não posso dizer. — murmurei. _Ah... — disse desapontada. Noto seus olhos, como não vira antes? Ela tinha agora um olho verde. _Carol, desde quando você tem um olho verde? — pergunto incerta. Ela se vira para mim. _E você, desde quando tem um azul? Caímos na gargalhada, agora somos mais unidas do que o normal e o pior ela tem os poderes de uma filha de Ares e eu de uma filha de Poseidon. Somos fodas...Além disso agora somos agentes da LEP aqui na superfície. Esse simplesmente foi mais um dia normal na minha vida.
Fale com o autor