POV. Carolina Seary

Nunca faça uma aposta com a Sammy. Porque ela vai ferrar com a sua vida, sério mesmo.

Estavamos eu e a louca ferradora de vidas sentadas no dormitório, junto com Hermione. A Mione insistiu que Sammy e eu estudássemos História da Magia.

- Isso é tão chato! – exclamou Sammy jogando o livro num canto.

- E nós temos dislexia, Mione – disse – Tenha piedade da nossa alma!

- Tudo bem – por um momento eu sorri, só que ela completou – Então eu vou ler para vocês.

- Aposto que você vai dormir – sussurrou Sammy.

- Aposto que você vai dormir – sussurrei de volta – Mas oque vamos apostar?

Sammy deu um sorriso no melhor estilo Fowl.

- Falamos disso depois – respondeu. – Mas jure pelo Estige.

- Não.

- Jure!

- Certo... Juro pelo Estige – ouvimos trovões ao longe.

Então Hermione começou á ler sobre a Revolta dos Duendes. Eu lá quero saber da Revolta dos Duendes? Eu lutei contra a Revolta dos Goblins, serve?

Pensei então no meu novo cargo de agente da LEP na superfície. E também...

Acordei com o grito de Hermione e a risada de Sammy.

- D’Arvit! – xinguei e Sammy riu ainda mais.

- Oque? – perguntou Hermione.

- Nada não, Mione – respondi – E Sammy, sua cabeça de javali, qual é a aposta?

- Nada doloroso... Para você – respondeu sorrindo.

- Que seria...? – perguntei com medo da resposta.

Sammy deu um sorriso malicioso.

- Beijar Draco Malfoy.

- VOCÊ ESTÁ DROGADA, MINHA FILHA? – gritei – BEIJAR O NEVILLE TE DEIXOU RETARDADA, É?

Hermione segurava o riso, mas Sammy não tinha toda essa sensibilidade, então estava rindo da minha cara.

- Você jurou pelo Estige – falou Sammy – Então vai lá e seja feliz.

Maldito seja o Rio Estige. Bufei e sai da Torre da Grifinória, com as meninas me seguindo. E adivinha? Malfoy estava ali, parado no meio do Salão Principal conversando com os amigos.

- Não posso fazer isso – disse

- Pode e vai – falou Hermione. Desde quando ela é malvada?

- Não vou lá! – exclamei

- Tudo bem – falou Sammy – Então ele vem aqui... Ô MALFOY! VEM CÁ!

Ele olhou em nossa direção enquanto xingava Sammy de todos os nomes que conheço.

- Oque foi? – perguntou a loira.

- Ér... – comecei – É o seguinte, eu e Sammy fizemos uma aposta e...

- E ela perdeu – completou Sammy.

- E daí? – perguntou Malfoy.

- E daí que... – disse e virei para a ruiva do mal – Sammy! Não dá!

- Vai logo! – exclamou ela e depois deu um sorriso malicioso – Ou quer privacidade?

Posso virar um avestruz e enfiar a cabeça na terra?

- Como é que é? – perguntou Malfoy, que estava boiando totalmente no assunto.

- Rápido e indolor. – cantarolou Sammy.

- Indolor é a sua cara – respondi e me virei para Malfoy – Certo. Só não tenha um ataque de pelancas, ok?

- Oque? – ele perguntou definitivamente confuso.

Respirei fundo, segurei a gola de sua camisa e lhe dei um beijo. Draco ficou tão perplexo que deu um passo para trás, mas logo passou a mão pela minha cintura.

- UHU! – gritou Sammy ás nossas costas.

E... Isso pode soar realmente estranho, mas Malfoy beija... bem? É, isso aí. Quando eu o soltei (demorou um pouco, mas não que eu esteja reclamando), Draco estava me olhando como se nunca tivesse me visto.

- Vamos – disse puxando Sammy e Hermione pelo braço.

Hermione e Sammy estavam tão felizes que foram saltitando até a Sala Comunal.

- Sua bitches! – falei assim que fechei a porta.

- Fofa, nós só te ajudamos – falou Sammy.

- Ajudaram em que? – perguntou Rony aparecendo com Gina e Harry.

- A Carol acabou de beijar o... – tampei a boca da filha de Atena antes que ela terminasse a frase.

- O quem? – perguntou Gina, a Curiosa Eterna.

- Não te interessa! – exclamei.

- Você está mais vermelha que o cabelo da Sammy – falou Harry e eu tive que me controlar para não meter a mão naquela cara cicatrizada.

- Quer saber? – perguntei – Vocês me irritam. Até amanhã! Vou dormir.

- Mas são três da tarde – disse Rony

- MAS EU ESTOU COM SONO, CARAMBA! – gritei já nas escadas para o dormitório.

* * *

Os deuses me odeiam. Todos os deuses. Os egípcios, os gregos, os romanos... Sabe por que digo isso? Por causa da visita divina do dia seguinte.

Entrei no Salão Principal e me deparei com Ísis e Afrodite (sim! As duas!) correndo loucas de um lado para o outro e com Poseidon olhando com raiva para a mesa da Sonserina.

- D’Arvit – xinguei enquanto ia até a mesa da Grifinória.

Dumbledore viu que eu entrei no Salão e gritou:

- Carolina! Dê um jeito nisso!

- AFRODITE GODOFREDA HABLOS E ÍSIS ANTONIETA HERNANDES! – gritei e as duas param de correr e me encaram – Estão drogadas?

- Não, fofa! – falou Afrodite – Mas nós sabemos oque aconteceu ontem.

- E oque você faz aqui, Ísis? – perguntei – Não tinha que estar, sei lá... Ajudando Sadie á salvar o mundo?

- Não, ela que vire – falou a egípcia – E caso você não saiba, eu também represento o amor.

Pronto. Agora estou mais vermelha que toda a Grifinória.

- Tudo bem... – disse e me virei para meu pai com um sorriso – Oi, papai! Como vai?

- Sem essa conversa mole – falou Poseidon – Eu aceitei quando você viajou com aquele milionário irlandês, com aquele garoto egípcio...

- Artemis e Carter – corrigi.

- Não interessa – respondeu – E eu até aceito o fato de que você ser amiga desses aí – apontou para Rony e Harry – Mas não vou aceitar isso!

- Isso oque? – perguntou Gina impaciente.

- É que ontem – começou Afrodite – Carol beijou o...

- HÁ HÁ! – interrompi – Afrodite que engraçada! Coma um pedaço de bolo!

E taquei um pedaço de bolo na cara da deusa do amor.

Para mim, Afrodite sempre apareceu como uma loira de olhos pálidos e pele bem branca, mas agora os olhos ficaram vermelhos de raiva.

- AGORA EU ESTOU PUTA DA VIDA! – gritou

- Na verdade – falou Sammy – Puta você sempre foi, você só deve estar brava mesmo.

Então Afrodite tacou um pedaço de frango na cara da Sammy, que tacou um muffin que caiu na Astoria Greengrass (UHU!). Então uma guerra de comida começou. Eu até participaria, mas eu saí de fininho para ninguém lembrar que eu era o motivo da guerra.

Mas alguém segurou meu pulso e me puxou para um beijo. Quando me dei conta, era o puto do Malfoy! Quando ele me soltou, sorriu e abriu a boca para dizer algo. Mas fechou-a e inclinou a cabeça para o lado.

- Desde quando você tem um olho verde e outro azul? – perguntou franzindo a testa.

Sorri para ele.

- Longa história, loirinho. – respondi e dei-lhe um beijo na bochecha.

É, talvez a Sammy não seja tão maligna assim.

Notas finais
Sammy: Viram? Não sou maligna!
Carol: Cale a boca.
Poseidon: Isso mesmo, filhote de javali. Cale a boca.
Ares: Está xingando minha filha?
-briga-
Carol: Sammy, trouxe a pipoca?
Sammy: Aqui está.
Carol: Amo muito tudo isso!