A Vida Dupla de Claer
43 XLI- Revelação
Notas iniciais
Da morte da Camyla pra cá. Tinha se passado apenas um mês.
Ainda sentia a perda dela como também da de Juliette. Era ruim saber que não as veria novamente.
Mais tinha que tocar minha vida, igual Shin estava fazendo com maestria.
Já estava acostumado a perder entes queridos.
-Claer – me chamou ele numa voz serena.
Fechei meu livro de historia e desci, o encontrando na sala junto com Kellan.
-O que houve? – perguntei os olhando alternadamente
-Temos uma reunião daqui á duas horas – respondeu Kellan numa voz arrastada
-Tudo bem – disse me voltando para a escada
“Folga de assassino não demora muito” – ouvi isso na voz de Camyla.
Me encolhi enquanto subia para o meu quarto.
Ouvi meu celular vibrar. Lins. Suspirei. Já sabia do que ele ia falar. Camyla.
Ele sofria mais do que qualquer um.
Atendi e fiquei a escutar sobre Camyla sentindo a tristeza e o vazio tomar conta de mim novamente.
Às duas horas se passaram arrastadas.
Tomei banho rapidamente.
A tristeza e o vazio tinham descido pelo ralo para meu alivio.
Peguei minha blusa rosa, meu colete preto, calça jeans e uma sandália de cobre vernizada.
Arrumei meu cabelo rapidamente.
Desci encontrando Shin e Kellan á minha espera.
-Podemos? – indaguei
Shin fez que sim com a cabeça. Logo saímos de casa. Cada qual foi no seu carro.
Preferimos ficar mesmo atrás do volante, não dispensamos uma corrida, a qual Kellan saiu vitorioso.
-Você me deve uma moto agora, Shin – disse ele enquanto íamos rumo ao elevador.
-Tudo bem. Vou te dar uma bem legalzinha – disse ele sarcástico.
Sorri levemente.
Logo estávamos no 27ºandar. Shin suspirou pesado enquanto caminhávamos para a sala de reuniões.
Abri a porta, entrando primeiro. Na sala estavam apenas os majores, capitães e... Luzt!
O olhei surpresa.
Ele estava sentado na cadeira de frente pra mim. Onde estaria Kisuke.
Não é possível!
-Luzt, o que significa isso? – perguntei enfática
-Significa o que você está vendo, Claer Morris Hale – respondeu ele solene.
Arregalei os olhos.
Luzt Jacob Tech era o Kisuke.
O comandante geral!
Mentiras foram ditas.
-Delegada Morris – disse Bruce – Acho que é de seu conhecimento que o posto de Steve até agora não fora ocupado.
Ele pausou e me encarou.
-Está desse modo, pois Kisuke estava ele próprio analisando duas possíveis candidatas ao posto – continuou ele – Essas duas candidatas eram você e a delegada Suri Omoichi.
-Como é que é? – perguntei ríspida
-Isso mesmo que você ouviu Hale – respondeu Gabrielle – O seu lance com Kisuke não passou de uma analise para saber se você era boa o suficiente para ser capitã.
A olhei. Havia fúria em seu olhar. Uma fúria feminista, diga-se de passagem.
Voltei meu olhar para Suri que tinha uma expressão impassível.
Finalmente olhei para Luzt. O maldito.
Reprimi a raiva. Tinha que aparentar frieza.
-Se é essa palhaçada da qual você me fez entrar espero que tenha algo para compensar essa droga toda – disse ríspida
Luzt me olhou superior, sereno, frio. Tudo misturado.
-Claro Hale – disse ele se levantando – Decidi que você ocupara o cargo de capitã agora.
-O quê? – perguntou Suri enfática
Luzt a olhou frio. Ela bufou.
-Ótimo – disse seria
Me virei para sair. Só que decidi voltar. Dei um soco em Luzt e sai.
Ele mereceu isso.
Notas finais
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