A Vida Continua...
49 Cap.49
Notas iniciais
Sakura pegou a maldita pedra que a forçou ir naquele vilarejo, embrulhou-a num pedaço de pano e recolocando a máscara saiu. O céu nos tons de laranja e vermelho parecia anunciar uma tempestade de areia que antecedia a chuva. Nada disso incomodava-a. Seu objetivo era volta o mais rápido possível para Konoha, e ela se concentrava nele.
Pouco mais de um dia de viagem rápida, correndo, sem paradas ou intervalos, ela chegou à grande floresta que secava a aldeia da folha. Já era noite e a chuva antes anunciada cair, caiu. Como era uma garoa sem raios ou trovões, ela encostou-se a uma árvore e sentou.
Sakura: Só pode ter sido proposital. – ela disse encolhendo-se ao sentir frio causado pela chuva – Porque se fosse o Sasuke que tivesse ido atacar aquele povo, teria lançado de inicio o Amaterasu e pegado sem problema algum o triângulo.
Ela acabou adormecendo encostada a árvore.
Acordou no dia seguinte com o cantar dos pássaros e o raiar do sol. O corpo todo dolorido por ter dormido de mau jeito e sabia que estava febril por causa da pele sensível ao toque. Tratou de voltar logo à vila para tomar um antitérmico.
Alcançou o portão. Respirou fundo. Deveria ser pouco mais de onze horas da manhã.
Foi diretamente a sede da Anbu e acessou a sala do Uchiha que estava de pé frente a sua mesa com sua feição neutra de sempre. Parecia que a Haruno teria saído há minutos se fossem deduzir pela sua preocupação.
Ela jogou o pergaminho em cima da mesa dele, juntamente com o triângulo de ouro envolto no pano. O mesmo ia falar algo quando ela, com raiva, disse:
Sakura: Quem é a fraca aqui hein Sasuke? A chorona?
Sasuke: Quem a mandou ir sozinha? Sabe muito bem que missões da ANBU não são e nem devem ser realizadas por uma só pessoa, ainda mais uma fraca como você. Poderia ter morrido.
Sakura: E faria falta? Afinal eu sou só uma chorona que rende uma boa foda! – Sasuke agarrou-a pelo braço e ambos ficaram com os rostos a milímetros de distância.
Sasuke: Escutando atrás da porta rosadinha? – ela não soube decifrar se aquele intenso olhar era de puro ódio ou luxúria.
Os lábios dele roçaram aos dela que fechou os olhos sentindo sua respiração próxima. A febre que tomava conta de seu corpo, deixava-a ainda mais sensível.
Sasuke: Você está quente. – ele observou.
Sakura: Estou com febre. Deixe-me ir tomar um remédio.
Sasuke: Você foi uma menina muito má saindo assim sem avisar. Desobedeceu a seu comandante e poderia ter perdido a vida, me colocando numa situação bem desconfortável.
Sakura: Por isso se preocupa, não é? – ela queria avançar sobre os lábios dele, mas tinha medo dele esquivar outra vez – Não gosto mais de você Sasuke, o que eu sentia morreu. Agora sou apaixonada por outro.
Sasuke: Uhum... Eu sei... E fica ainda mais claro pelo modo como cola seu corpo no meu e fica roçando sua pélvis contra a minha.
Sakura: É você que está fazendo isso. Estou tentando dar o fora daqui.
Sasuke: Eu não vou tocá-la novamente se você não me pedir. –sorriu fitando-a nos olhos esmeraldinos, cerrados e brilhantes.
Sakura: Quer ver-me ainda mais rebaixada, não é?
Sasuke: Estamos só nós dois aqui, Sakura, quem é que vai ver e ouvi-la se humilhando pra mim? – sorriu irônico, superior, olhando-a por cima.
Sakura: Arrogante.
Sasuke: E você me ama ainda assim.
Sakura: Você tem muita sorte em me ter, Sasuke Uchiha. Dê graças a Kami, pela sua glória. Eu acho que nasci só para te amar. Nem ódio consigu sentir por você. – ele riu e com o dedo tocou o centro do peito de Sakura.
Sasuke: É que você tem um coração bom. – a rosada surpreendeu-se com o elogio, vindo dele merecia até aplausos. Deve ter-se esforçado para dizer aquilo.
As mãos dele voltaram a envolvê-la, mas o Uchiha não a deixava sair e nem ousava ir além daquela insinuação de abraço.
Sakura: Vai me segurar até quando aqui Sasuke? – ela fechou os olhos enquanto sentiu a boca dele buscando zonas erógenas em seu rosto e orelha.
Sasuke: Até você me pedir para ser tocada.
Sakura: Não vou pedir. – ela disse maliciosa, ficando na ponta dos pés e soprando ao ouvido dele.
Ele pegou os braços dela segurando-a pelo pulso.
Sasuke: Eu não quis te enforcar, foi um ato quase involuntário.
Sakura: Eu também não tinha nada que ter ofendido seu irmão, a discussão era entre nós.
Sasuke: Fui eu que pus o nome dele na conversa. – Sakura franziu o cenho para Sasuke ainda imparcial.
Sakura: Você está tentando me pedir desculpa? – ela sorriu lindamente, achou que ele diria, “bem feito, quem mandou me provocar”.
Sasuke: Acho que sim. – disse levando as mãos dele até as nádegas dela, o roçar dos corpos, já não era o bastante – Você me excita tanto vestida dessa maneira...
Sakura: Então por que está tentando tirar a roupa?
Sasuke: Porque fica ainda melhor sem ela. – respondeu tirando o peitoral e subindo a blusa de malha, descendo a boca aos seios, lambendo os mamilos, brincando com os mesmos.
Sakura fechou seus olhos sentindo-o tocá-la, excitá-la de uma maneira que só ele conseguia fazer. Deixou-a com a blusa levantada e conduziu-a até sua mesa, onde jogou tudo para o chão, pondo-a sentada, abrindo suas pernas.
Sakura: Sasuke e se alguém entrar aqui?
Sasuke: Ninguém entra sem bater, Sakura, só você.
Sakura: Agora além de tudo, sou mal educada.
Sasuke: Não tem problema, você é minha esposa. – ele próprio se assustou com aquilo, balançou a cabeça negativamente e ao abaixar os olhos e ver os seios de Sakura expostos, apertou-a contra seu corpo. Desceu a calça e penetrou-a lentamente.
Sakura enlaçou as pernas no quadril dele, que estava de pé, para senti-lo entrando bem fundo. Ele estocava com força, se afastando e apertando com as mãos os seios empinados e a pele quente da rosada.
Sasuke: Eu te quero, gostosa. – ele gemia no ouvido dela, distribuindo beijos pelo pescoço coberto pela gola da blusa – Delícia de boceta apertada... – perdia a razão quando estava amando-a, não conseguia ater-se nos gestos e nas palavras.
Sakura: Mete tudo Sasukeeee, com força, ahhhh... – ela disse deitando sobre a madeira fria da mesa. Sasuke abriu ainda mais as pernas dela e a cada estocada via seus seios balançando, aquilo era uma visão prazerosa aos seus olhos. Via a expressão de satisfação no rosto de Sakura.
Ela bateu com a mão na mesa e ergueu levemente o tronco. Estava a ter seu orgasmo e quando o viu suando, com a blusa semi aberta mostrando poucos detalhes de seu peito, ela chegou ao clímax, sentindo a sua região genital toda ter contrações, uma onda de calor subir até a cabeça, o coração acelerar. Uma explosão gostosa que lhe preencheu toda.
Ao senti-la pressionar seu membro, Sasuke inundou-a com vontade. Chegou a sorrir tamanho alívio e prazer que sentia. Com a respiração ofegante, ele passou as mãos pelos seios dela mais uma vez.
Sasuke: Você me faz perder o controle Sakura.
Sakura: Gostou dessa rapidinha? – ela sorriu, abaixando a blusinha de malha.
Sasuke: Mais ou menos. Você está ficando meio larguinha sabe.
Sakura: O que? Você acabou de...
Sasuke: Eu me enganei. – interrompeu, enquanto fechava discretamente seu quimono – Agora pode ir, não preciso mais dos seus serviços. Vou ter que mudar minha observação perante aos Anciões, você não rende mais uma boa foda. – e recebeu um soco concentrado de chakra bem no meio do rosto, mandando do outro lado da sala – Sua LOUCA! Você quebrou meu nariz! – cuspiu o sangue que escorreu para sua boca.
Sakura: Teve sorte de eu não capá-lo! E eu peguei leve no soco. – ela terminou de se vestir e prendeu os cabelos, saindo da sala e batendo com força a porta.
Sasuke pegou um pano para conter o sangramento e foi ao hospital, podia ser um vingador assassino, mas continuava sendo um homem e aquilo estava doendo.
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Enquanto isso, na area de treinamento da ANBU, Hinata treinava com a sua comandante, mas era incrivelmente notável a falta de atenção da morena que foi derrubada diversas vezes por golpes estúpidos.
Quando foi ao chão mais uma vez, Hinata bufou irritada consigo mesmo. Sempre que ela direcionava seu olha para trás de sua superio, ela podia ve-lo. Ele não poderia estar mais lindo, tanto que tinha até algumas garotas ali o cercando e gritando seu nome. Que vontade ela teve de ir até ele e beijá-lo na frente de todas, marcando território, mas conteve-se.
De repente, se deu conta que ainda continuava no chão quando viu os pés de sua comandante se aproximar. Esta parou em sua frente e parecia analisá-la por alguns instantes antes de dar sua sentença.
Mika: Está lenta e desatenta. — decretou sem hesitar, e Hinata continuou a encará-la sem sair do chão – O que houve?
Por um segundo, Hinata quase pensou que a ruiva realmente se preocupava com ela. Quase chegou a desabafar o que estava sentindo e o que estava havendo. Quase mostrou a angustia que parecia aumentar em seu peito.
Quase.
Por que imediatamente ela lembrou-se quem ela era. Com o que ela deveria se importava. E o que ela realmente queria. Então quarquel que fosse o motivo de sua distração, ela deveria elimina.
Naruto não era sua distração. Sua distração era aquelas estupidas garotas que secava seu loiro.
Hinata: Gomenasai. Eu apenas dormi mal. — foi uma desculpa imbecil, mas ela não ligava. Voltou a se levantar e a tomar a posição de luta, mas percebeu que a comandante já estava indo embora.
Mika: Não adianta nada treinarmos se você não está se esforçando. — ela disse, sem olhar para a subordinada, com sua voz fria e indiferente. — Vá para casa. — E se foi, deixando -a sozinha para trás. Ou pelo menos era o que ela queria.
“Hinata colocou a mascara no rosto e como um vento passou pelo loiro e suas admiradoras, deixando abochecha de cada uma com um filete de sangue escorrendo.“
Ela queria muito ter feito isso. Só que sua mente lhe mandou essa cena “imaginária” e ela com certeza não gostaria de ter ficado na pior e sem nenhum argumento.
Suspirou pesadamente, tentando tirar a cena dele apertando a bunda de uma das garotas da cabeça e relembrando do por que havia ido até lá. Não fora para contemplá-lo, não fora para chorar por ele e nem lamentar por ambos. Ela estava ali para treina e somente isso.
Ela se, pois a caminhar o mais discreta possível em direção ao quartel da ANBU, que nesse caso seria na direção do Uzumaki. Entretanto seus planos foram por água abaixo, quando ela ouviu uma voz atrás de si que a fez sentir seus pêlos da nuca arrepiarem-se e suas mãos tremerem.
Naruto: Já vai, Hinatinha? Pensei que iria continuar me secando. — ele debochou e apesar dela estar de costas, sabia que ele tinha um sorrisinho sacana nos lábios.
Depois de contar até três, ela encheu-se de coragem e virou-se na direção dele, olhado diretamente nos olhos azuis Safira.
Por pouco ela não se perdeu neles. Tão azuis, tão lindos, tão cruéis...
Mas dessa vez ela havia prometido a si mesma, não iria se perder.
Hinata: Estou aqui para treina e não para perde meu tempo com um cafetão e suas putas. -Tentou fala o mais fria possível, mas foi inevitável corar quando ele sorriu e lhe olhou da cabeça aos pés maliciosamente.
Naruto: Puta igual á você?
Apesar do insulto, Hinata manteve-se imparcial e até ela surpreendeu-se com a própria frieza.
Hinata: Eu aconselho o senhor a medir suas palavras ao me copara as suas amiguinhas. — as garotas riram como se concordasse com algo que havia sido dito e Hinata teve vontade de fechar todos os seus pontos de chakra.
Os dois ficaram em silencio por alguns segundos, até que de repente Naruto gargalhou irônico, o que incrivelmente dissipou a tensão do lugar e até mesmo da Hyuuga.
Naruto: Você sempre me surpreende Hinatinha. — ele frizzou bem o apelido, claramente para lhe desafiar, mas ela apenas sorriu sem humor.
Nesse momento os olhos de ambos se cruzavam sem hesitações. Perolas e safiras que antes se encontravam tão profundamente passando entre si um sentimento de puro erotismo, agora se desafiavam e tentavam subjugar um ao outro, mas dessa vez nenhum cedia e nem cogitava tal possibilidade.
Hinata: Fico feliz que pense assim. — sorriu doce, o que fez o Uzumaki ficar um pouco confuso. — Acho melhor você acompanha suas amigas ao hospital.
Naruto: Como ass... — é antes que ele terminasse de fala, ela sumiu, deixando um rastro de vento suficiente para fazer um pequeno rasgo no rosto das garotas ao redor do loiro, que bufou pela atitude displicente dela, ao machuca as garotas que não tinham nada a vê com a briga deles.
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Hospital de Konoha
Ino viu Sasuke entrando no Hospital carregando um pano encharcado de sangue próximo ao nariz e foi ao seu encontro.
Sasuke: Problemas matrimoniais. – ele disse com a voz abafada, fechando um olho por causa da dor aguda no local.
Ino: A Sakura te deu um murro na cara, Sasuke? – a loira se surpreendeu.
Sasuke: Parece. Cura isso pra mim. – foi mais uma ordem e passando a mão com chakra acumulado pode perceber o estrago.
Ino: Não foi só o nariz que ela quebrou. Vários ossos da face estão trincados, mas porque não desmaiou? – ela perguntou e não obteve resposta – Nem imagino o que tenha feito para receber tal agressão, pois Sakura é um doce de pessoa. E quanto àqueles seus exames, vão demorar um pouco mais para sair o resultado.
Sasuke: Muito tempo?
Ino: Não, coisa mínima... Prontinho! – exclamou contente – Acho que teve sorte, se a Sakura tivesse te atacado com força e vontade teria te arrancado a cabeça.
Sasuke: Hn.
Sasuke voltou ao prédio da ANBU e a sua sala, tinha algumas últimas coisas a resolver. Respirou fundo, ainda podia sentir no ambiente o cheiro de sexo, misturado ao doce perfume de Sakura. Ele a desejava o tempo todo. Chegava a parar de ler um pergaminho importante e via-se excitado só de lembrar-se de seus corpos se chocando.
Pegou o triângulo, segurou bem diante o seu rosto.
Sasuke: Pois seja esposa, desta vez me surpreendeu.
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Suada e com os músculos tensos devidos os exercícios, Hinata decidiu tomar um banho no quartel da ANBU mesmo. Tirou sua roupa, e entrou debaixo do chuveiro deixando a água fria cair por seu corpo cansado depois de uma manhã inteira de treino, fechou os olhos apenas tentando relaxar, os dias se passavam cada vez mais tensos e estressantes pra ela.
Ela fechou os olhos e encostou a cabeça na parede. Queria refleti sobre a forma como estava se comportando. Nunca havia feito aquillo, sempre fora realista nas coisas que fazia ou pensava. Balaçou a cabeça frustada. Queria apagar aquela cena do loiro apertando a bunda da garota de sua cabeça, mas não conseguia, ficava remoendo e remoendo até sentir-se sufocado.
Foi tirada de seus pensamentos, quando ouviu a porta do vestiário sendo aberta, mas não se importou, até abrir os olhos e perceber que havia alguém na sua frente.
— Vá atrás dele! – aconselhou a chocolante a sua frente – E se despeça do Naruto do modo como tem que ser, para poder se livrar desse amor de uma vez por todas.
Hinata: Você já está sabendo? — perguntou, desligando o chuveiro e enrolando a toalha ao redor de seu corpo.
A Mitsashi suspirou e olhou bem fundo nos olhos da amiga.
Tenten: Dizem as más línguas que ele recebeu uma proposta de casamento.
Hinata: Agora é assim? Pensei que mulheres que a recebessem! – riu minimamente.
Tenten: É, mas... Quem é que não quer se casar com Uzumaki Naruto? – e dizendo isso, saiu do banheiro deixando a morena em silêncio, com a boca aberta de choque.
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