A Vida Continua...
50 A verdade foi revelada.
Notas iniciais
Depois da confusão que tivera com Hinata no campo de treinamento da ANBU, Naruto acompanhou as garotas até o hospital onde as deixou sobre os cuidados de Ino. Assim que Ino ficou sabendo o que tinha acontecido com as garotas, tratou de culpa o Uzumaki do ocorrido e não parou de lhe enche o saco por causar de Hinata.
Assim que saiu do hospital, Naruto decidiu treinar fora dos domínios de Konoha indo para o Monte Myōboku o lar dos sapos enormes e pequenos, uma terra rica e bela. Ele precisava sair de Konoha, precisava colocar as ideias em ordem. Como em tão pouco tempo, sua vida foi se tornar essa merda?
Infelizmente, seus pensamentos foram totalmente cortados com a chegada de mais uma pessoa. Mas precisamente uma das pessoas que ele não queria ver no momento.
— Então é aqui que você está se escondendo?! — Brincou, Naruto olhou para cara do pequeno shinobi e o mesmo suspirou. — Eu queria falar com você...
Naruto: Não temos nada para conversa. — Rebateu friamente, mas foi impedido de ir embora pelo pupilo que se pôs em sua frente. — Sair da minha frente... Konohamaru.
Konoha: Eu disse que queria falar com você. — Ele estava furioso, já não aguentava mais aquela cara de bunda do loiro e aquela situação da cunhada com o mesmo. O pequeno Sarutobi resolveu que era hora de encarar o seu sensei. — Qual é o seu problema? Porque não está falando comigo? Por que esta me ignorando?
Naruto: Já mandei sair da frente... — As palavras ditas com tranquilidade, fez Konohamaru arregala os olhos e começa a se irritar ao vê-lo ir embora.
Konoha: Espere um pouco! Não me de as costas! Eu estou falando com você, Naruto onii –san! — Saiu correndo para alcança-lo, já próximo voltou a dizer. – Eu estou falando com... — Sem medir sua força, Naruto o agarrou com brutalidade pelo pescoço, batendo as costas do mesmo em uma arvore. — ...você. — Murmurou assustado, percebendo está em uma situação perigosa.
Naruto: O que estava dizendo? — Foi impossível conseguir disfarça sua frustração, fazendo o pequeno shinobi estremecer em suas mãos.
O loiro olhou naqueles olhos assustados e suspirou.
Naruto: Vá embora. — Pediu, soltando o pescoço do Sarutobi. — Não me leve a mal, apenas quero ficar sozinho.
Konoha: Naruto-onii-san... você precisa me escuta. — Sussurrou assustado com o estado temperamental de Naruto. — A Hinata-san não fez nada do que você está pensa...
Naruto: Pela milésima vez... eu não queo sabe nada dessa garota. – Disse já começando a fica novamente irritado.
Desde o dia que Naruto viu aquela cena na cabeça de Hinata, que o Sarutobi tentar converse o loiro a escutar a versão da Hyuuga.
Konoha: Chega Naruto! Você não queria sabe a verdade, eu vou lhe conta a verdade.
Naruto: Hinata... — Abaixou a cabeça e fechou as mãos apertando-as — Pare de fala dela... —Sentiu um liquido quente escorrer por suas mãos.
“Acalme-se Naruto...Já chega!”
Era voz de Kurama. O loiro respirou fundo e sentiu seus batimentos cardíacos voltarem ao normal, a calma foi lhe consumindo aos poucos o fazendo afrouxa mais o aperto de suas mãos.
Konoha: Seu covarde! — Vociferou encarando Naruto nos olhos. — Aposto que você sabe a verdade...
O Uzumaki sentiu uma ira novamente ao lembra-se daquele homem próximo de Hinata. Tocando-a. Se deitando com ela. Engravidando-a.
Naruto: Cale a boca. — Rosnou, pulando para atacar Konohamaru que desviou rapidamente pulando para o lado.
Konoha: Você não pode fugir dessa conversa pra sempre.
Naruto: Eu não estou fugindo de nada. Estava treinando se não viu.
Konoha: Você que treina? Então vamos treina. — Dizendo isso, ele faz alguns sinas com as mãos. — Estilo Gelo: Técnica de Avalanche do Canino do Lobo.
Em um movimento rápido Naruto executou uma seção de selos, é terminou com as mãos juntas.
Naruto: Estilo vento: Palma de bunda. — Ao afastar as mãos uma enorme massa de ar carregado de chackra se desprendeu das mãos do loiro. Naruto conseguiu repeli a avalanche, mais num descuido levou um forte soco no estômago, que o fez cuspir sangue, seguido de uma rasteira e um chute que lhe mandou longe.
Konoha: Estilo gelo: Sopro glacial! — O loiro foi atingido em cheio pela técnica, sendo totalmente envolvido pela nevasca e congelando da cabeça aos pés. — Agora me esc... — O Sarutobi mal teve tempo de comemora e foi atingindo por um forte tapa na nunca, deixando-o atordoado.
Naruto: Você melhorou. — Falou concentrando chakra em sua mão formando uma esfera e logo depois uma shuriken — Mas isto acaba agora...
Konohamaru: Não será tão fácil quanto pensa sensei.... —O Sarutobi realizando o mesmo jutsu do loiro porem o mesmo adquirindo um aspecto de gelo. — Rasenendan. — Disse lançando uma shuriken de chakra água.
Naruto: Rasenshuriken. —Disse lançando uma shuriken de chakra vento.
Ambas as técnicas se colidiram causando um gigantesco turbilhão de água, jogando-os longe em direções opostas.
Aos poucos podia se ver um rastro de destruição que levava a uma grande cratera e em lados opostos da mesma, os dois ninjas se encararam ofegantes.
Konoha: Você sabe a verdade não é, Naruto- oni-san? Mais mesmo assim quer descontar em alguém toda a raiva que está sentido por ser um imbecil covarde!? Então velha. —
Ele assumiu novamente uma postura de lutar. Vendo que Naruto não iria fica ali para escuta-lo e muito menos para volta a lutar. Ele continua a falar. — Você deveria está aqui para protegê-la... — Ele rosnou ferozmente. — Como pode tratá-la assim, se foi sua culpa que algo assim ocorresse com Hinata!? — Acusou e viu o loiro ficar tenso, quando o mesmo voltou a olhá-lo os olhos azuis eram vermelhos.
Naruto: Eu já mandei você calar a merda da boca, Sarutobi. — Ele perdeu a paciência, estava tão bravo e tão irritado com sua vida, e mais ainda com aquela conversa, que acabou por querer descontar sua raiva.
É ali estava o alvo perfeito, o chakra do loiro explodiu e em um pisca de olhos ele apareceu na frente de Konohameru, e o pegou pela gola do uniforme shinobi que ele vestia. O jogou novamente contra uma arvore e o ergueu com apenas uma mão pelo pescoço, enquanto a outra lhe dava seguidos socos.
Konoha: Se sente melhor? — Perguntou, já com o olho roxo e o canto da boca sangrando. — Não vou desistir de lhe convese! Se a intenção e me calar, então me mate! — Gritou.
Naruto: Como pôde ajuda-la a mentir pra mim? — Ele o encarava e o segurava com força. — Foi divertido vê-la brincado com meus sentimentos? — O loiro apertava com mais força o pescoço do Sarutobi, enquanto falava com fúria.
Konoha: Na-Na-ruto-oni-chan... — Ele tentou tira a mão de Naruto do seu pescoço, mas o mesmo apertava cada vez com mais força e com mais raiva. O Sarutobi arregalou os olhos de medo, ao contempla os olhos da Kyubi. Ele sabia que agora tanto as outras bijuus como a Kyubi, eram boas, mas não deixavam de ser terrivelmente assustadoras aos olhos dos mais velhos e dos mais jovens.
Naruto: A morte é muito melhor que essa dor que estou sentido. — O loiro murmurava areio ao que estava fazendo com o pupilo. É antes que o mesmo percebesse, o ar faltou aos pulmões de seu mais fiel discípulo, fazendo-o desmaia.
— Pare com isso Naruto. — Só quando escutou a voz da Kyubi que o loiro viu os olhos do Sarutobi fechados. — Desse jeito ira mata-lo. — Continuo a raposa e ele percebeu a crueldade que cometeu contra seu discípulo.
Naruto: Que merda eu fiz? —Balbucio quase que desesperado, largando o pescoço do Sarutobi fazendo-o cair desacordado no chão. — E tudo por culpa daquela puta, narcisista, maníaca! — Vociferou, enquanto afundava seus dedos entre os cabelos loiros bagunçados.
Kyuubi: No fundo você sabe a verdade. — Comentou.
Naruto: Cale a boca você também. — Ele se agachou diante do corpo sem sentidos do Sarutobi e ergueu do chão. — Esse bastardo me deu bastante dor de cabeça. — Dizendo isso ele o colocou sobre o ombro e começou a caminhar como se nada tivesse acontecido minutos atrás.
Kyuubi: Você sabe que essa conversa não terminou. —Disse alguns minutos depois.
Naruto: Como vocês são insuportáveis. — A raposa riu e continuo:
Kyuubi: Não importa o que faça, o quanto queira fugir ou se enganar...Você sabe o que realmente aconteceu. — Depois de alguns segundos de silêncio o Uzumaki suspirou derrotado.
oOooOooOoOO
O dia passou sem maiores problemas e também sem nenhuma missão, e ao final da tarde Hinata já se viu dispensada do Hospital. Chegou em casa, mentalmente exausta por ficar pensando naquela situação complicada que estava metida. Ouviu um barulho vindo da cozinha e assim que entrou no ressinto, seu olhar recaiu sobre uma pequena Hyuuga que parecia tão atenta no que cozinhava que apenas se deu conta da presença da irmã quando desligou o fogão e virou-se, tomando um susto ao vê-la ali.
Hanabi: Não a ouvi chega.
A Hyuga mais nova havia aparecido no apartamento da irmã para conversa, já que Hinata andava muito ocupada com os assuntos do hospital e da ANBU, e aparecia nas ruas de Konoha o mínimo possível. Hinata iria perguntar como ela entrou, mas lembrou-se que Hanabi sabia onde estava a chave reserva.
Hinata: O que faz aqui? — Foi direta.
Hanabi: Você andar sumida.
Hinata: Hum...
Depois de algum tempo, lá estava Hinata, chorando com a cabeça afundada na cama depois de desabafar todas as frustrações que estava tendo nos últimos dias. Sentada a sua frente, Hanabi a ouvia atentamente e segurando sua mão com carinho, tentando lhe passar confiança.
Nas ultima duas horas, Hinata desabafou com a irmã, pedindo-lhe ajuda, ou simplesmente para desabafar com alguém, o que estava enchendo seu peito de raiva e apertando seu coração.
Hinata: Não aguento mais, Hana. — Disse enfadada.
Hanabi: Eu vim aqui para você desabafar e encontrarmos juntas uma saída onde você e o Uzumaki baka ficarão de bem de novo, e não para ver você se afogar nas suas magoas chorando como um bebezinho.
Hinata: Seria mas fácil espanca-lo até a morte... — Ela pensou com um sorriso vingativo no rosto e a outra foi obrigada a estalar os dedos para chamar novamente sua atenção.
Hanabi: Hinata! Foco entendeu?! Você quer ficar de bem com o Uzumaki de novo e não deixá-lo traumatizado. —As duas suspiraram. — Bem, primeiro de tudo, você tem que contar a verdade para ele, antes de qualquer coisa.
A morena abriu a boca, chocada com as palavras da irmã.
Hinata: Conta a verdade? Ele não que nem olha na minha cara, quanto mais me escuta. — Ela disse ultrajada.
Hanabi: A questão aqui é.... — Fez uma pausa para que a irmã voltasse a prestar atenção. — Você tem que para de fugir, para de chorar e agir!
Hinata ficou em silencio por alguns instantes fitando as malas a sua frente.
Hinata: Você acha que ele um dia me pedoara? — Ela murmurou triste, sem olhar para irmã que respirou fundo pensando em como responder.
Hanabi: Sinceramente? Não acho. Você deveria te contado logo pra ele. — Segurou a mão da irmã e acaricio. — Mais ele te ama. — Finalizou e viu um sorriso surgir nos lábios da morena.
Hinata: Você acha mesmo?
Hanabi: Que ele quer matá-la!? — Brincou.
Hinata: Não... — Ela balançou a cabeça e corou voltando a olhar para a pequena Hyuuga. — Que ele ainda me ama.
Foi a vez de Hanabi rir e dar um peteleco na testa da irmã que resmungou de dor.
Hanabi: Sua retardada, é claro que ele te ama, ou não te deixaria viver, já que acha que você o traiu. — Completou ainda rindo, recebendo um olha de reprovação da irmã. — Eu não sou muito fã daquele Uzumaki baka...
Hinaata: Hanabi!!!
Hanabi: ...mas é mais do que óbvio para qualquer um que ele mudou muito e que te ama de verdade. — Finalizou com um sorriso encorajador, enquanto Hinata voltava a fitar as malas sorrindo corada. — Então Hinata? Vai deixar essa sua insegurança de lado e vai lutar para não deixar o Uzumaki-babaca nas mãos das pirralhas de Konoha?
Hinata ficou muda novamente, para em seguida pular da cama com um sorriso decidido.
Hinata: Você está certíssima Hanabi. De agora em diante eu vou parar de gritar e chorar, e vou lutar de novo pelo Naruto -kun, nem que para isso eu tenha que matar todas as garotas da Vila.
Hanabi: Isso foi cruel e mórbido, mas é por ai! — Elas riram
Hinata: Eu já até sei o que fazer. — Ela calçou as sandálias — Eu vou contar a verdade pra ele e se for preciso eu vou matar o Naruto -kun.
Hanabi: NAAANIIIIIIIII? — A Hyuuga mais nova acabou caindo da cama.
Hinata: Sayonará Hanabi, beijos e arigatou! — E dizendo isso ela saiu saltitando pela janela do quarto.
Hanabi: Espera um pouco, Hinata! O que você... — Colocou a mão na cabeça. — ... vai fazer... — Finalizou apenas para si mesma, se levantando do chão e massageando as têmporas que começavam a doer.
Hanabi saiu do quarto e desceu as escadas em direção a sala, onde pegou a chave pra tranca a porta.
Hanabi: Ai, Hinata, sua maluca, espero que não vá fazer uma besteira tão grande... — Abriu a porta da casa para sair.
— Devia me preocupar por você estar falando sozinha? — Perguntou Konohamaru, fazendo com que finalmente a Kunoichi notasse sua presença e ao vê-lo sorrir. — Eu estava com saudades da minha namorada! — Ele disse e a viu abandonar o pequeno sorriso de repente. — O que foi?
Hanabi: Porquê está machucado? — Ela olhou triste para o rosto do namorado que estava com alguns roxos e hematomas. — Você falou com ele?
Konoha: Falei, mas ele não quis me escuta... — Fez bico. — Na verdade me espancou por isso, to todo roxo e dolorido.
Para a surpresa do Sarutobi, a Hyuuga apenas deu os ombros.
Ela nunca mais havia falado com Naruto depois dos acontecimentos, nunca mais o tinha visto. Não tinha certeza — e principalmente agora com as palavras de Konohamaru — se Naruto iria escuta sua irmã, mas confiava na força de vontade da nova Hyuga Hinata, a princesa do clã Hyuga.
Hanabi foi tirada de seus pensamentos ao ser puxada de encontro a um corpo forte e maior que o seu.
Konoha: Você está linda. — Ele sussurrou sensualmente ao pé de seu ouvido e sorriu ao sentir as mãos dela toca as suas, tentando afastar-se sem sucesso.
Hanabi: Você está machucado. — Murmurou de olhos fechados, sentido-o toque quente da boca do Sarutobi em seu pescoço.
Konoha: Você poderia me cura. — Sugeriu sorrindo e logo a beijando, mas ela afastou-se dele rapidamente fazendo o mesmo resmungar. — O que foi? — Perguntou ao vê-la encará-lo séria.
Hanabi: Aqui não. — Disse, retomando o próprio controle. — Este é o apartamento da Onee-chan!
Naruto: E quem liga? — Um sorriso malicioso brincava em seus lábios, enquanto se aproximava dela, mas a mesma sempre se afastava.
Hinata: Eu ligo. — Ele riu ao vê-la bater as costas na porta, enquanto tentava fugir dele. — Pare! — Apesar de sua suplica, ele sorriu e aproximou-se ainda mais, deixando encurralada entre os braços dele e a porta do apartamente.
Konoha: Eu estou com saudades. — Sussurrou deixando os lábios a poucos milímetros do dela, enquanto fitava com intensidade os olhos de lua cheia. Sem resistir mais, ele a beijou impetuosamente.
Ela puxou seus cabelos tentando afastá-lo, mas ele apertou a pequena cintura contra a sua e a ouviu gemer baixinho. Ele sorriu durante o beijo ao senti-la segura inconscientemente sua camisa com força. Aproveitando-se que ela havia abaixado aguada, ele a levantou, obrigando-a aprender suas pernas ao redor de sua cintura para não cair.
O pequeno vestido florido que a Hyuuga usava subiu e ele aproveitou para aperta as nadegas de sua companheira.
Hanabi: Es-espera...mais tarde. — Disse ofegante.
Konoha: Eu não vou espera nem mas um minuto, muito menos até mas tarde. — Disse investindo seu membro já endurecido e ereto dentro da calça contra a intimidade protegida apenas pela calcinha.
Hanabi: Será melhor em outro lugar. — Rebateu impedido -o de abrir a porta.
Konoha: Acho que vou fazê-la mudar de ideia. — Disse segurando seus pulsos e beijando novamente a pele de seu pescoço até os lábios, dando lhe um beijo ardente, intenso e cheio de desejo que foi correspondido.
Ele não aguentava mais, queria tê-la e pelo que parecia, não teria mais nenhuma objeção da parte dela. Ele levou uma das mãos até a maçaneta e abriu a porta do apartamento, entrou com ela ainda em seu color e a imprensou na parede da sala sem para de beija-la. Depois de trancar a porta ele atravessou a sala com ela colada em si. Colocou-a deitada no sofá e deitou-se por cima dela, prendendo-a com seu corpo. Enquanto a boca do Sarutobi voltava a beija a pele macia do pescoço da Hyuga, uma de suas mãos desceu para entre as pernas dela e tratou de tira a calcinha.
Konoha: Você não quer isso!? Tenho certeza que quer. — Ele afirmou tão safado que ela desejou que aquilo fosse mentira.
Ao vê-la sem resposta, beijou sua bochecha e passou para sua orelha, mordendo o lobulo macio.
Hanabi: Não faça... — Ela perdiu, desesperada, quase sem forças.
Konoha: Apenas aproveita meu amo. — Suas palavras eram acompanhadas por mordidas provocantes e ela perdeu o fôlego quando sentiu os dedos dele tocando seu porto de prazer. – Você já está molhadinha. — Ele sorriu malicioso e voltou a beija-la. Ela gemeu em meio ao beijo e arranhou seus braços quando sentiu-o apertar seu porto de prazer, e suas pernas se afastaram mais ainda, completamente a mercê do ninja.
OoOoOOooOoOooooOoO
A Hyuuga chegou à porta da nova casa do Uzumaki, mas ao invés de bater, saltou o muro alto e ficou de pé na sacada que levava ao quarto.
Ia abrir a janela quando Naruto o fez para ela:
Naruto: Você acha mesmo que não senti seu chakra?
Hinata: Ah, esqueci de ocultá-lo.
Naruto: O que quer Hinata? Seja lá o que for, não dá para esperar até amanhã cedo? Estou morto de cansaço.
Hinata: Não dá... Amanhã parto para Suna. — Ela reparou nos modernos móveis que havia no cômodo amplo.
Naruto: Hn. — Emitiu. — Veio se despedir? — A Hyuuga arqueou as sobrancelhas, para quem queria até se casar com ela, Naruto parecia não fazer a mínima questão de mantê-la ali.
Hinata: Também. — Suspirou. — Vim aqui porque eu querio que soubesse por mim, o que houve anos atrás comigo.
Ele deitou na cama, entediado. Ela diria que se apaixonou e se entregou, mas foi coisa rápida que resultou numa gravidez indesejada que a fez ficar estéril. Era o que ele pensava e o deixava irado, sabendo que fora o velho, o mesmo que acabou com a vida de seu melhor amigo.
Sem jeito com a feição neutra com a qual Naruto lhe olhava, ela começou:
Hinata: Quando a Sakura-chan começou seu treinamento com a Godaime, na época eu assim como a Ino, fomos designadas para o mesmo treinamento, fiquei mais próxima aos líderes de Konoha por causa do cargo da Hokage. Eu escutava seus planos idiotas, suas tramas políticas, suas discussões inúteis. Percebi então que o Danzou, que o inferno o consuma, me olhava cada vez mais com desejo.
Naruto: Pare! – Pediu. — É nojento!
Hinata: Por favor, Naruto-kun, eu preciso... — Ele consentiu, embora contrariado. — Sempre que eu ia naquele gabinete consultá-lo, fazia questão de levar a Ino ou a Sakura comigo, até mesmo uma enfermeira se possível, mas teve um dia em que precisei ir só. Quando cheguei a sua sala, entrei e escutei um “feche a porta”, depois disso desmaiei. Ao acordar percebi que estava num lugar à meia luz, fedorento e com meu chakra selado, não era mais do que uma garotinha normal e fraca.
Uma lágrima rolou por sua face.
Naruto: Ele a torturou, te machucou ou você se apaixonou perdidamente pelo canalha? — Fez piada.
Hinata: Ele me estuprou Naruto. — Vociferou. — Aos quatorze anos de idade eu fui violentada por um canalha nojento, asqueroso e inescrupuloso. Aquilo doeu tanto, Naruto, além de machucar meu corpo, ele feriu a minha alma, minha dignidade. Ele tirou meus sonhos mais românticos, naquele dia Danzou matou Hyuuga Hinata. O que você vê hoje de mim é uma máscara que uso para disfarçar toda a dor que me destrói sempre que lembro daquele dia.
Naruto: Hinata, eu... sinto muito. — Ele disse por fim. Já não estava mais aguentando fica imaginando o que havia acontecido aquele dia. É vê-la ali frágil, chorando, dizendo –lhe o que realmente aconteceu, destruiu o coração de pedra que ele estava tentando manter. — Eu realmente... sinto muito. — Disse colocando suas mãos nas dela e depois limpou a face vermelha por onde escorriam grossas lágrimas.
Hinata: Depois de ter o que queria, disse que se eu contasse a alguém ele o mataria.
Naruto: A mim? Ah fala sério, eu acabaria com ele com o dedo mindinho...
Hinata: Naruto, eu ainda era uma menina. Não fazia ideia do quanto estava se tornando poderoso, não sabia por onde andava ou quem enfrentava. E esse abuso resultou numa gravidez. Mas não sei que forma Danzou descobriu, me sedou e levou-me até uma mulher que faz abortos ilegais. Essa mulher foi tão porca e vil que além de matar a criança, ainda me deixou com uma lesão no útero, uma cicatriz, que me impede de gerar novamente... — Ela tentou sorrir, passando a mão pela face, limpando as lágrimas enquanto via a feição surpresa do Uzumaki. — Pelo menos consegui arrancar a expressão neutra de seu rosto.
Naruto: Eu não sei o que dizer... — A expressão neutra dele havia sumido. Mas muitas coisas passavam por sua cabeça.
Hinata: Que vai me fazer feliz casando-se com a mocinha saudável que pode te dar quantos filhos quiser.
Naruto: Não a quero! — Levantou-se abruptamente da cama onde estava sentado. — Não sei nem se quero filhos.
Hinata: Mas e a reconstrução de seu clã? Você é o último da linhagem, da família que possui o Nokyogan.
Naruto: Ah, que se dane, tudo e todos, eu quero é você! — Em um movimento rápido ele a puxou e deito-se por cima dela.
Ele a olhou nos olhos por alguns segundos e em seguida passou a olhar para a sua boca, levemente avermelhada e inchada pelo choro. Enfim sua indecisão havia sido eliminada. Naruto a queria e não havia dúvida de sua parte, somente a dela e esta não contava naquele momento.
Depois desses longos e excitantes dois minutos, ele pareceu transformar-se em outra pessoa. Ele começou a passar as mãos no pequeno corpo levemente e lentamente, como se quisesse decorar as curvas ainda cobertas pelo vestido. Ao chegar às suas coxas, ele não fez uso de tanta leveza.
Hinata: Naruto, me ame... ; Ela mal terminou de fala e ele já estava a retira o seu vestido curto e preto para deixar livre seu corpo de qualquer coisa que o deixasse coberto.
Naruto: Você é tão linda... — Afirmou, deixando-a ainda mais rubra, dedilhou sua face. — Muito linda.
Ao retirar o vestido, ele não havia percebido que uma calcinha intrusa ainda encontrava-se cobrindo a intimidade que já pingava de tanto desejo. A morena começou a retirá-la, mas ele segurou firme em suas mãos querendo dizer que faria isso.
Antes segurou em seus longos cabelos, o puxou numa mistura de leveza e grosseria e encaixou seu rosto no alvo e perfumado pescoço. Sentiu o cheiro e o gosto dele deixando-a arrepiada dos pés a cabeça.
Ainda estava só começando, mas Hinata estava tão excitada que chegou ao primeiro orgasmo apenas com o ralar das grossas coxas sobre a calcinha que vestia e roçava-lhe a intimidade.
O beijo aconteceu. Sua língua e a dela pareciam dançar num mesmo ritmo. Sua respiração ofegante fazia seus corpos mexerem-se.
O melhor ainda estava por vir. Ele parou de beijá-la para retirar o que cobria a intimidade, que por sinal estava totalmente molhada. Como era caminho, retirou suas sandálias. Alisando seus pés, subiu para as coxas, abriu suas pernas e passou a morder levemente as coxas e a sentir com sua língua o sabor da sua pele inferior.
Ele parecia estar diante de algo que conhecia perfeitamente. Sabia quais as reações que teria com cada movimento que sua língua fazia. No movimento do beijo a morena jogava os braços para trás como se estivesse voando. No movimento em que ele rodeava com a língua o clitóris ela colocava as mãos na própria cabeça para não perder o juízo.
Hinata: Aaaaahhhhh... — E explodiu num orgasmo alucinante, seu corpo parecia estar tendo um ataque epilético.
Narruto ainda não desistiu e provava de seu mel, cutucando-a naquele ponto tão sensível e inchado. Ela dava pequenos tremores e parecia levar choques que percorriam seu corpo. Ele voltou a beijar sua boca para que a Hyuuga sentisse o seu próprio gosto, enquanto suas mãos percorriam o corpo que ainda estava adormecido pelo forte orgasmo.
Hinata: Essa noite é minha Naruto? — Perguntou entre um beijo e outro, enquanto sentia ele se encaixar entre suas pernas.
Naruto: O que quiser Hinata... — Sua língua passou a rodear os seios, ele parecia que estava a decalcá-los com ela.
Suas delicadas mãos enlaçando o forte e esculpido corpo do loiro, pareciam querer ter mais dele, exigindo mais prazer. Ele, sobre a morena e ela não somente abria as pernas como também o puxava para dentro de si.
E seu rosto? Ela fechava os olhos perolados e deixava a boca entreaberta, e a cada estocada saía um gemido abafado, no mesmo ritmo empregado pelo membro rijo do rapaz. A falta de ar, ocasionada pela respiração descompassada, também se manifestou intensamente.
Esses pequenos detalhes mostravam claramente: ela estava adorando ser amada. Depois de um bom combate, o Uzumaki olhou para a face rubra e sentiu-a contrair-se em seu membro e gozou no mesmo instante.
Ela sorriu e inverteu as posições, sentando em cima dele. Gemeu gostosamente sentindo-o todo dentro de si. A morena viu seu sorriso de satisfação em seus lábios milimetricamente perfeitos e foi a sua boca, curvando o corpo, sem deixar de se movimentar.
Foi ao delírio quando ele largou seus lábios e seus seios foram à boca dele que os lambia e sugava-os com intensidade. Ela ia conforme a velocidade que o pau dele ia entrando e saindo da sua boceta tão molhada que escorria por suas pernas.
Hinata sentiu o orgasmo tomar conta de seu corpo, enchendo com um calor gostoso que lhe atingiu toda a região genital, fazendo contrair seus músculos. Não demorou muito e o moço gozou novamente. Segurou o cabelo dela com força.
Naruto: Assim você me mata de tesão... — Murmurou quase inaudível com a respiração descompassada o coração acelerado.
Hinata: Naruto-kun... — Falou saindo dele, deitando ao seu lado colocando a cabeça em seu peito. — Posso te falar uma coisa?
Naruto: Hn. — Disse como se fosse “prossiga”.
Hinata: Então, eu acho você tão sexy com aquela roupa ANBU. — Ele não segurou o riso.
Naruto: Você é muito safada, Hinata. — Ela riu ficando vermelha, nem acreditava ter dito aquilo. — E acho bom ter pensado isso somente de mim, ouviu bem? — Pôs o dedo em seu rosto.
Hinata: Na verdade eu... — E viu o rosto dele querendo tomar feições enraivecidas e não aguentou nem mentir. — Claro, eu nunca tive olhos para outro homem.
Naruto: Hn, acho bom! Você é minha, somente minha!
Hinata: Só sua? — Disse enlaçando seu pescoço, tentando-o a um beijo, que fosse bom enquanto durasse.
Naruto: Só, e de mais ninguém.
Hinata: Eu te amo, Naruto-kun.
Naruto: Então vai parar com aquela bobeira de querer me casar com outra, não é? Quero casar-me contigo, mesmo que somente nós dois pelo resto de nossas vidas.
Hinata: Ah, você diz isso agora que tem só vinte anos. Quero ver quando estiver próximo aos quarenta, olhar para trás e...
Naruto: Perceber que fui feliz ao lado da mulher que amo? — Ele completou e Hinata sentiu um desmaio ali mesmo, fitando aquelas safiras brilhantes. Naruto a querendo e dizendo que a amava. Aquilo era real ou um sonho?
Ela calou. Era triste demais ter que deixá-lo e seguir para Suna como já havia se comprometido, mas talvez assim a moça com que ele havia quase assumido o noivado, o conquistasse enquanto ela estivesse fora. Longe dos olhos, longe do coração. Isso não funcionou com ela, funcionaria com Naruto?
OoOooOooOoOOoOoO
Sakura passou pela porta do hospital. Tantas lembranças lhe traziam aquele lugar, noites sem dormir, crianças que salvou, incluindo seu querido Ucker. O Uchiha não poderia privá-la de trabalhar ali, era o que ela mais gostava de fazer.
Sentindo-se um pouco tonta por causa da febre, ela foi para casa, tomou um banho e ao deitar-se na cama lembrou... Tinha ido terminar tudo com Sasuke, dizer-lhe umas boas verdades, mas se bem que o soco que lhe deu, acalmou-a um pouco, só para mostrar que não era tão dependente assim.
Era quase noite quando ele chegou. Subindo ao quarto viu a esposa dormindo serena e tranquila. Bateu a porta com força para acordá-la e isso não aconteceu. Foi próximo ao corpo da rosada e quando a tocou até se assustou, estava ardendo em febre. Pelo visto ser médica de nada lhe adiantava, pois nem sabia cuidar de si mesma.
Ele encheu a banheira com água de morna para fria. Pegou-a no colo e pensou em jogá-la dentro, mas refletindo melhor, ela poderia se afogar, é isso seria péssima ideia. Tirou a roupa dela e a sua, entrando com a moça lá dentro despertando-a.
Sakura: Hã... Sasuke?
Sasuke: Eu deveria afogá-la na banheira depois de ter quebrado meu rosto. — Ela riu levemente. — E você é uma irresponsável.
Sakura: Por quê?
Sasuke: Não tomou um remédio para curar essa febre e me faz ter esse trabalhão todo. Eu poderia estar comendo... Comida é claro e descansando.
Sakura: Percebesse.
Sasuke: Estou falando sério. — Ele inventou e Sakura pode sentir mesmo seu desinteresse sexual ao sentir o membro dele excitado encaixando no meio de suas pernas.
Sakura: Você só pensa em sexo?
Sasuke: Não, penso também em posições.
Sakura: Está muito engraçadinho senhor Uchiha. Mas eu não quero transar agora, estou fraca, com o corpo doendo. Você se lembra de uma palavra chamada carinho? Por que não tenta ser carinhoso comigo?
Os olhos negros atrás de Sakura fecharam por um instante. Sasuke endureceu o corpo e saiu da banheira. Vestiu um roupão felpudo e disse:
Sasuke: Não demore muito, porque não vou sair correndo no meio da noite com uma adoentada até o hospital.
Sakura: Babaca... — Murmurou, mergulhando a cabeça.
Saiu logo depois e já trocada deitou na cama, vendo o marido ainda acordado. Ela fechou os olhos, estava realmente muito cansada que nem raiva conseguia sentir. Só queria dormir.
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