A Vida
13 Coisas do dia a dia (Parte II)
Notas iniciais
— Aff... Que calor! Precisava de uma aventura agora... Já sei!
Toquei no meu anel e chamei pelo Jace. Dois minutos depois, uma luz apareceu e, no meio dela, vinha o Jace.
J- Olá, princesinha!
C- Oi! Estava com saudades... Está tudo bem?
J- Sim e contigo?
C-Também. Estou a precisar de uma aventura. Não arranjas nada?
J- Por acaso até tenho uma. Não é nada de especial.
C- Não faz mal.
J- Sendo assim... Há dias que a dona de uma loja de carnes tem se queixado de um ladrão. Parece que quando vai abrir a loja, está tudo do avesso e os lombos desaparecem.
C- Ok... Isso é estranho... Quem é que vai roubar lombos?
J- Pois... Ah! Ela também se queixa do cheiro. Cheira a queimado e o chão tem rastos de lama...
C- Bem... vamos a isso! Eu teletransporto-nos. Vamos até à porta da biblioteca. Sabes que tem lá equipamento para missões. Enquanto tratas do equipamento eu vou trocar de roupa.
J- Ok. Tens a certeza que não queres que seja eu a teletranportar-nos? Tu não usas magia há muito tempo...
C- Não te preocupes.
Agarrei-lhe a mão. Senti um formigueiro. Uns segundos depois estávamos noutro sítio...
J- De certeza que pensaste na porta da biblioteca?
C- Sim...
Estávamos na despensa da cozinha.
C- É melhor despacharmos-nos antes que chegue alguém...
O Jace abriu a porta. Estava escuro. Apenas dei três passos quando, de repente, "Pumba!"
C- AU!
—Quem são vocês??- perguntou uma mulher assustada.
C- Sou eu, a princesa!
— Princesa?! Peço imensa desculpa.
A mulher acendeu a luz. Era a cozinheira com uma frigideira e com um rolo de massa nas mãos.
— A menina precisa de alguma coisa?
J- Não, senhora. Só estávamos com fome e viemos comer qualquer coisinha.
—Ah, está bem. Peço imensa desculpa.
C- Não se preocupe. Temos de ir.
Lá fomos nós. O Jace foi a rir-se o caminho todo.
C- Não tem piada!
Chegámos à porta da biblioteca.
C- Bem... Trata disso que eu vou até ao meu quarto. Até já!
Cheguei ao meu quarto. Fui até ao armário ver as minhas roupas pretas. Camisa, jeans, sapatilhas...
C- Assim não dá! Que calor... Calções!
Vesti os calções. Fiz duas tranças, peguei na minha mochila preta, onde o Jace iria pôr as coisas, enfiei o meu telemóvel na bolsa pequena e fui-me.
Cheguei à biblioteca. O Jace estava a olhar o céu pela janela.
C- Voltei! Tens tudo?
J- Acho que sim.
Abri a mochila e coloquei tudo lá dentro.
C- Cordas e ganchos caso seja preciso escalar, mapa, GPS, três lanternas... Ah! Água!
J- Está tudo então. Vamos.
Fomos até ao portão do castelo. Olhámos para o mapa e lá fomos nós. A porta estava fechada.
J- Tens um gancho?
C-Tens sorte. Aqui tens.
Dez segundos depois, "click!"
C- Já?
J- Estou numa organização secreta...
C- Eu sei. Mas foi demasiado rápido.
J- Senhoras primeiro...
C-Jace!
J- Pronto...
Ele entrou. Fui logo atrás.
J- Estiveram aqui.
Estava tudo revirado. Tinha um rasto de lama até à cozinha.
C- Ainda cá estão. A lama está fresca. Vai em direção à cozi...
Ouvimos um barulho vindo da cozinha. Mal comecei a correr escorreguei na lama. O Jace desatou à gargalhada.
C- Vai mas é apanhar o ladrão!
Levantei-me e fui a correr até ao Jace. Consegui apanhá-lo. Fomos sempre atrás do suposto ladrão. Até que chegámos a uma rua sem saída. A sombra do ladrão era estranha. Não era de uma pessoa. Era de dragão! Ligámos as lanternas.
C- Perzys?? És tu o ladrão?
J- Bem... Caso resolvido. Quem diria que o nosso ladrão era o dragão da Bia?
C- Ela deve ter-se aproveitado do facto da Bia estar fora por uns tempos.
J- Pois...
Chamei por ele. Fomos até a floresta. Levei-o para um sítio onde havia muitos veados.
C- Bem...Come à vontade.
Eu e o Jace fomos para o meu jardim.
C- Tenho fome...
O Jace começou a procurar algo na mochila. Era um pacote de bolachas.
C-Tiraste as bolachas?
J- Sim... Já que passámos pela despensa aproveitei e trouxe algo para comer. Sabia que ias ter fome.
C- Obrigada...
Comemos e bebemos a água que tínhamos trazido.
C- Bem... Tenho de ir para o meu mundo. Estou cansada. Obrigada pela aventura. Estava a precisar...
J- De nada. Vai dormir. Falamos depois.
C- Sim...
Acordei no meu quarto. Suspirei. Estava um calor do inferno. Apaguei a luz e adormeci.
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