A Viagem
4 Capítulo 4- Pântano
Emma POV:
É de manhã, fui para a sala e David e Matt estavam sentados no sofá, David estava cabisbaixo.
– Oque foi? – Perguntei para David.
– A Cath piorou. – Disse Matt.
– Como assim piorou? Oque ela tem? – Perguntei.
– Eu não sei... Eu nunca tinha visto isso antes. – Disse Matt.
– Ela está... Horrível. Eu fui ver ela com o David agora de manhã e ela está inchada, com a pele meio roxa... Parece que ela foi envenenada. – Disse Matt.
– Ah, meu deus. – Eu disse.
Eu saí correndo ver ela... E ela estava com a pele roxa, inchada e com as veias visíveis. Ela parecia estar dormindo.
– Cath, CATH! Acorda, por favor! – Eu a sacudi, nada.
Ela ainda estava respirando, mas ela não acordava. Ela estava fria, muito fria, apesar de ter várias cobertas com ela.
– Emma... Fica calma, tá. Vamos procurar um hospital. – Disse Matt, abrindo a porta.
– Como isso pode acontecer? Isso não é normal! – Eu disse.
– Eu não sei. Quando eu era criança, às vezes eu ia com o meu pai ver minha mãe no hospital, tinha um monte de coisas horríveis, mas eu nunca tinha visto isso antes. – Disse ele.
– Eu acho que pode ser uma alergia... Ou alguém, de algum jeito, a envenenou. – Disse ele.
– Como alguém pode ter envenenado ela? Ninguém entrou aqui. – Eu disse.
– Ela não tem alguma alergia às plantas da casa? – Ele perguntou.
– Não, não que eu saiba. – Eu disse.
– Ela está gelada. Como ela pode estar assim se ela está cheia de cobertas?- Eu perguntei.
– Eu também não sei. Eu acho que não é febre. – Ele disse.
– Mas tem uma lareira ali, se a gente achar lenha, podemos acender. – Ele disse.
Eu e Matt pegamos uma lanterna e saímos pela floresta, procurando algum meio de sair daquela casa. Caminhamos muito, mas a floresta parecia nunca acabar. Já que não tínhamos uma bússola ou um mapa, decidimos voltar. Quando chegamos a casa principal de novo, David estava em frente ao pântano.
– David? Oque está fazendo? – Perguntei a ele.
Ele me olhou e não respondeu, entrou na casa novamente.
– Oque ele tem? – Perguntou Matt.
– Não sei. – Respondi.
– Ele está estranho. Vou falar com ele. – Matt Disse.
Matt entrou na casa e foi ao quarto de David, mas ele disse que David o trancou pelo lado de dentro. Cath acordou, mas a única coisa que ela diz é que está muito frio no quarto.
Perguntei a Matt sobre oque ele acha de acender a lareira no quarto de Cath, ele disse que pode ser bom, já que ela está com muito frio.
– Você viu o David? – Matt me perguntou.
– Não, ele não está dentro do quarto? – Eu disse.
– Não, o quarto está aberto agora. –Ele disse.
– O pântano... Ele pode estar lá agora. – Eu disse.
– Oque? Porque ele estaria lá agora? – Ele perguntou.
– Eu não sei... Ele estava estranho e não falava com a gente e ficava olhando o pântano. – Eu disse.
Matt e eu fomos olhar lá fora, David tinha pulado no pântano. Matt conseguiu trazer ele de volta para a superfície.
– David? DAVID! – Gritou Matt, tentando acordar ele.
– VOCÊ ESTÁ LOUCO? – Ele gritou com David.
– Me deixa em paz! Eu só queria ir com elas. – Disse David, que se levantou e saiu correndo.
– Elas... Elas quem? – Perguntou Matt.
As sereias... Aquilo realmente é sério?
– Precisamos sair logo daqui. – Eu disse.
– Por quê? Você sabe do que ele estava falando? – Ele perguntou.
– Eu não queria te falar. O diário do velho diz que tem coisas estranhas que vivem ai. – Eu disse.
– Coisas estranhas? Oque? – Ele disse.
– Sereias. – Eu disse.
– Sereias? Isso tudo é estranho, eu sei, mas sereias, Emma? Agora todo mundo está ficando louco ou doente nessa casa? – Ele disse.
– Matt, eu sei, parece loucura, mas é, é verdade. – Eu disse.
– Vocês... Vocês estão ficando loucos! – Ele disse, torcendo sua blusa para tirar a água.
– Então explica o David e o diário. – Eu disse.
– Eu não sei oque é isso tudo, tá. Mas eu não consigo acreditar em sereias! – Ele disse.
Eu e ele entramos, Matt foi tomar banho. Cath continua do mesmo jeito e David se trancou no quarto de novo. Eu não sei mais oque fazer, e, além disso, a comida que tínhamos esta acabando e a gente não consegue sair daqui, não tem estradas e é muito arriscado caminhar por ai sem nada.
– Advinha? Não temos luz! – Disse Matt, ainda com o cabelo molhado.
– A água do chuveiro está gelada e as luzes não acendem. Agora a gente só tem uma caixa de fósforos e uma lanterna. – Ele disse, irritado, se sentando no sofá.
– E para piorar temos David completamente louco e Cath doente. – Disse ele.
– Vamos tentar achar a chave da casa antiga. – Eu disse.
– Vamos ver se lá tem um mapa, uma bússola, qualquer coisa que nos ajude a sair daqui. – Eu disse.
– Eu estou cansado. Tudo está dando errado. – Ele disse.
– É, mas se a gente ficar aqui, sem fazer nada, vamos morrer aqui. – Eu disse.
Começamos a procurar a chave da antiga casa, enquanto estávamos procurando a chave da antiga casa, achei um vaso grande na segunda sala de TV, no andar de cima. Alguma coisa brilhava contra a luz lá, mas eu não conseguia tirar, a abertura era pequena demais para a minha mão, e eu não poderia virar o vaso, porque ele era muito pesado.
No quarto de hospedes do andar de cima, no quarto de casal, achei um arame. Agora eu podia tirar o que estava dentro do vaso. Voltei a sala de TV e consegui puxar o que estava dentro do vaso para fora, era uma chave, mas não era a chave da casa antiga, era muito pequena.
Testei-as nas outras portas trancadas, e ela abriu uma no final do corredor. Era o quarto das empregadas.
Tinha um quadro com um texto que tinha o título de ‘’O Conhecimento do Servo’’:
‘’ Mantenha-se sempre dedicado.
Não fale demais.
Não ande despreocupadamente pela casa.
Mantenha-se longe do pântano.
Não entre na sala da caldeira. ’’
Tinha várias camas, enfileiradas, e um armário. Eu tentei abrir o armário, mas ele parecia ter sido fechado por dentro.
Fui dormir depois, mas não consegui. Fiquei olhando o teto por algum tempo e depois fui olhar o pântano, pela janela. Ele parecia estar bem perto pela janela do meu quarto.
Caí no sono depois de alguns minutos.
Tive outro sonho estranho.
Eu vi uma mulher sentada na sua cama. Ela estava escrevendo em um diário. Logo depois de alguns minutos ela largou o diário no criado mudo.
– Que deus me perdoe, pelo o que eu vou fazer. Mas é o único jeito. – Ela sussurrou.
Ela saiu do quarto, foi a um quarto à direita, onde uma menina pálida dormia. Ela lentamente tirou o travesseiro da cabeça da menina e colocou sobre o rosto dela. Segurou firme, a menina acordou e começou a se debater. Ela continuou segurando, até a menina parar.
Ela tirou o lençol de baixo da menina e a enrolou nele e depois amarrou com uma corda.
Ela entrou no outro quarto ao lado, e fez o mesmo com a outra menina, que tinha a aparência igual à primeira. Ela as jogou no pântano.
Ela olhou para cima e sorriu.
– Para sair daqui... Deve mergulhar no pântano. – Ela disse.
– Oque você quer está no pântano.
– Vá para o pântano, estrangeira... Antes que seja tarde.
Eu acordei, ainda estava de madrugada. Olhei o pântano novamente. Isso tudo poderia ser uma armadilha, ou o meio de sair daqui.
Oque tem no pântano?
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