A Viagem
5 Capítulo 5 - Caldeira
Emma POV:
Matt me acordou hoje, disse que David tinha sumido.
– Como assim? – Perguntei.
– Eu não sei, eu fui ver ele hoje e a porta estava trancada de novo, mas então eu descobri que tinha uma segunda chave do quarto dele, no molho. E então eu abri e ele não estava lá! Ele trancou o quarto pelo lado de dentro, então deve ter saído pela janela. – Ele disse.
– Tá, tudo bem. Vamos procurar ele depois, ele não deve ter conseguido ir muito longe. – Eu disse.
– E a Cath, como esta? – Eu perguntei.
– Do mesmo jeito. Ela está dormindo muito e quando acorda diz que está frio no quarto. – Ele disse.
– Ok, vamos procurar o David e achar lenha pro quarto da Cath. – Eu disse.
Procuramos David por toda a casa, mas não o achamos. Talvez ele esteja na floresta. Não vamos nos perder na floresta por sua culpa, uma hora ele tem de voltar.
Fui ver Cath, e achei uma chave no criado-mudo dela. A chave é do depósito, tem um armário de limpeza lá, gasolina e lenha. Mas não tenho certeza se devo acender a lareira... Talvez piore o estado dela.
Voltei ao quarto do velho, li mais algumas páginas do diário dele para ver se tinha algo sobre o pântano.
‘’Alfred está fazendo tudo errado! Ele esta destruindo essa casa trazendo os estrangeiros para cá. As empregadas estão desconfiando, não posso correr o risco de elas contarem para alguém. Eu mesmo irei dar um jeito nisso.
Irei construir uma nova casa, e nela, nada de estrangeiro! Os estrangeiros irão ficar na casa antiga que meus pais construíram.
Destruí as copias da chave da antiga casa, agora só eu tenho a chave principal. ‘’
‘’ Alfred deixou uma estrangeira escapar do quarto da lareira, agora a antiga casa está cheia de lama. Mas não posso deixar as empregadas limparem, elas vão notar as pegadas e o rastro de sangue que aquela estrangeira deixou na sala de jantar.
Alfred decidiu se mudar para uma vila perto da floresta. Ele disse que lá era mais perto da cidade, onde ele poderia comprar mais plantas e outros ingredientes para fazer suas drogas para os estrangeiros, já que ele não pode comprar elas prontas.
Ele construiu uma casa no final da vila, separada das outras casas. Essas pessoas daqui são repugnantes, mal elas sabem que estamos fazendo isto para o bem delas, para controlar esses monstros. ‘’
‘’ Alfred perdeu a chave da caldeira.
Procurei por toda a casa, desconfio que alguma empregada a achou. Elas não podem de maneira alguma entrar na sala da caldeira, irão descobrir tudo. Por precaução, havia feito uma chave reserva, mas tenho de achar a original do mesmo jeito. ‘’
‘’ Alfred finalmente fez um lugar para colocarmos os homens estrangeiros, a floresta estava ficando cheia de buracos porque eles são muitos e não tem serventia alguma. Ele os enterra agora no subsolo e o único modo de chegar lá é atravessando o pântano. ‘’
‘’ Uma empregada conseguiu entrar na antiga casa pela caldeira. Eu sabia que foram elas! Descobri isso porque havia um monte de pegadas por toda a casa, Alfred está muito bravo.
Ele as matou. Eu não queria que ele fizesse isso, apesar de saber que se elas abrissem a boca estaríamos mortos. Ele jogou os corpos delas no subsolo. Acho que alguma delas entrou no meu quarto, a chave da casa antiga sumiu do meu criado-mudo.
Notaram a falta delas, um xerife local veio aqui. Ocorreu tudo bem, ele não achou nada, as folhas das árvores cobriram os buracos na floresta e ele nem se deu trabalho de procurar lá nem de atravessar o pântano. Eu e Alfred o convencemos que as empregadas haviam sido demitidas. Tranquei o armário de roupas dela, o xerife não desconfiou de nada. ’’
‘’ Ontem achei quatro estrangeiros no meio da estrada. Duas mulheres e dois homens. Falei com Alfred sobre isso. O carro deles está com uma peça estragada, eles não vão conseguir sair daqui. Alfred me disse para matar eles de uma vez, mas iremos os deixar morrerem aos poucos.
Já que nunca vão conseguir sair daqui mesmo.
Deixei-os na casa principal, fui com Alfred para a casa dele na vila, estava cansado daquela casa. Se demorar muito, Alfred irá voltar para mata-los. ’’
Então é realmente tudo verdade, como eu havia pensado. E o único jeito de sair daqui é pela floresta.
Eu tenho que achar David e dar um jeito de levar Cath. Mostrei a Matt isso, ele finalmente acreditou. Peguei a lenha e acendi a lareira do quarto de Cath, espero que ela melhore.
David não voltou, está de tarde agora. Amanhã iremos ir à floresta.
Peguei o arame que eu havia achado e conseguiu abrir o armário das empregadas. Tinha um monte de roupas lá e embaixo de um sapato um bilhete.
‘’ Eu achei a chave da caldeira que Alfred havia perdido. Não contei nada a eles e entrei na caldeira de madrugada, acho que eles não me viram.
Tinha uma passagem para a antiga casa lá, e o que havia lá era horrível.
James e Alfred não queriam que ninguém fosse lá, por causa do quarto da lareira.
Oque tem lá é horrível.
Caso eles descubram, eu deixo este bilhete, para vocês saberem disso tudo.
A chave da caldeira está dentro deste sapato.
Eu também achei a chave da casa principal, mas eu a joguei no pântano. Alfred estava vindo e ele não podia desconfiar que eu houvesse achado ela. ’’
Fui com Matt para a caldeira, onde havia um aquecedor de água, um gerador de energia e uma mesa com um vidro que contém um líquido escuro, do lado do vidro havia um mapa. Ótimo, agora poderíamos saber para onde ir.
– E a passagem para a casa principal? – Eu perguntei.
– Aqui. – Matt apontou para uma porta perto da caldeira.
Eu tentei abrir e não consegui, Matt também tentou mas parecia que ela havia sido trancada pelo lado de dentro.
– O pântano. Ela disse que tinha jogado a chave lá dentro. – Eu disse.
– Emma, você não vai. Tem que ter outro jeito. – Disse Matt.
– Se ficarmos aqui ou nos morremos de fome ou eles voltam para nos matar! – Eu disse.
– Mas deve ter um monte de coisas terríveis naquele pântano. – Ele disse.
– Mas é o único jeito, Matt.
– Então eu vou. – Ele disse.
– Não vai. Eu mesma vou lá. – Eu disse.
– Vamos esperar então. Vamos esperar até amanhã, se a gente não conseguir sair pela floresta, a gente volta para procurar algum outro jeito. – Ele disse.
– Eu até tenho uma ideia, tem um barco perto do pântano, mas ele está quebrado, podemos tentar consertar ele caso a gente não consiga ir pela floresta. – Ele disse.
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