A Verdade por trás desse Meu Jeito
13 Inverno
Palavras fumaçadas dentro do chalé
Um gole no chocolate quente
Suspiro devagar para não acelerar o ritmo
As meias secam no calor da lareira
O céu se fecha de uma vez só, quase automaticamente
Desperta o colosso pálido que atormenta o povo do pequeno planeta
Pesado como um cometa
Por que ser autentico num mundo onde todos mentem?
A bola de neve aumentando refletia o peso de suas próprias ações
Mesmo assim, não tão doloroso quanto os prantos
Nem tão intenso quanto suas emoções
O gelo lentamente invadia os cantos
Esperando o sol raiar enquanto repetem as mesmas canções
Antes mesmo de esfriar, já coloquei a blusa
Pois no inverno, é preciso ser pessoa madura
Ter paciência de esperar e coragem de dissipar as massas frias
Os bons corações se acalorecem com a eliminação das amarguras
Porém, a peleja segue suja
Sou aquele que escava essa realidade
Para não virar saudade o que ainda pode ser resgatado
Com o calor corporal, junto um punhado
Moldo a bola que destrói a sociedade
Num instante, contagia todos ao redor
Sem perceber, distorcem o problema em humor
Mas do que isso: O sabor
Antes dor, agora cor
Terminou seu discurso dizendo:
"Qualquer um, de sua vida, pode ser autor".
Retornou ao lar após ser dispensado de suas atividades
Trancou-se no porão, longe de amizades
Desenterrou sonhos, mágoas e soldados
Seus dedos sentem hoje o impacto da liberdade.
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