Notas iniciais
Olá mais uma vez meninos e meninas, quero agradecer a todos os novos leitores e leitoras que dedicam uma parte de seu tempo lendo minha historia.

Capítulo 3

Bella tinha voltado para casa mais tarde que de costume naquela noite, havia ficado muitos livros para organizar e catalogar, era um bom trabalho, mas exigia tempo.

Ela pegou um ônibus e percorreu o resto do caminho ate sua casa andando a pé, era uma boa caminhada e não chegava a ser nem um quilômetro. Ela passou pelo grande portão da entrada e seguiu pelo enorme jardim admirando as flores e arbustos, aquele lugar sempre tinha sido o preferido de sua mãe e consequentemente o dela também. Sabia que sua mãe não tinha suportado aquela vida e por isso tinha ido embora, mas não conseguia aceitar o fato que ela nem mesmo tentou leva-la junto.

Não conseguia esquecer-se daquele ultimo dia. As lembranças eram turvas e dolorosas, mas ela conseguia lembrar, ela tinha sete anos, sua mãe entrou em seu quarto para lhe desejar boa noite como fazia todos os dias. Sentou-se em sua cama, beijou sua testa e sorriu, no entanto, não lhe contou uma historia e apenas a olhou por um longo tempo.

Bela ficou sonolenta, Renée beijou novamente sua testa e sussurrou em seu ouvido palavras que pareciam distantes. — Durma querida, amanha mamãe será uma borboleta e um dia você também será. — Ela tinha adormecido pouco tempo depois. No dia seguinte quando acordou e desceu para o café encontrou seu pai sentado na poltrona da sala com um copo de bebida na mão. Ele a olhou e disse com amargura: — A vagabunda da sua mãe nos deixou, não só a mim, mas a você também. Ela não precisa mais de nós por que agora tem outro homem.

Bella não entendia por que sua mãe havia lhe deixado e sofreu durante anos, ainda não entendia exatamente como ela teve coragem de deixa-la para trás, mas tinha crescido e essa era uma historia do passado.

Abriu a porta com sua chave e entrou na casa, subiu as escadas e foi para seu quarto, onde fechou a porta e jogou sua bolsa preta sob uma cadeira, deitou-se na enorme cama King Size e fechou os olhos.

Ela sentia o silêncio a envolver, estar naquela casa era uma droga, embora ela morasse com Charlie sempre estava sozinha e a única empregada que trabalhava lá não estava disposta a ter contanto com eles. A solidão era tão grande que ela podia ouvir seus pensamentos ecoarem no silêncio mórbido, sentia como se estivesse enlouquecendo ali.

Foi para o banho que não durou muito, estava estranhamente perturbada hoje e não entendia o motivo. Como se tivesse esquecido algo ou ate mesmo alguém.

Escutou a porta lá embaixo bater, vestiu o roupão rapidamente e desceu silenciosamente as escadas, mas não havia ninguém na sala, então Charlie deveria estar em seu escritório. Ela nunca desejou companhia tanto quanto agora e não se importava que fosse a de seu pai. Seguiu em frente e caminhou ate a sala de jogos, de lá subiu a escada que levava ate o escritório de Charlie. Antes de bater na porta viu que ela estava apenas encostada e assim segurou a maçaneta para abri-la, mas o que ouviu a fez parar e desejar não ter subido ali.

A voz de Charlie era grave e nervosa. — Não! Quero-o morto hoje mesmo! Aquele idiota me custou uma fortuna em cocaína e se não tem dinheiro o faça se arrepender de ter tentado enganar Charlie Swan!

Sabia o que acontecia na máfia superficialmente, sabia que pessoas eram mortas o tempo todo, mas ouvir seu pai dar uma ordem como aquela a fez ter um choque de realidade horrível, seu pai era um criminoso e ela também por matar e ser cumplice de tudo que ele fazia.

Com a consciência pesada desceu as escadas e foi ate o quarto onde abriu a gaveta de seu criado-mudo e tirou de lá um dos muitos calmantes que tomava para dormir, sabia que essa noite não conseguiria dormir sem ajuda.

[...]

Era bem cedo quando Edward pôs os pés em Londres, já tinha visitado algumas vezes, mas ir com o objetivo de casar e me estabelecer por lá nunca me ocorreu. Não podia negar que era um lugar agradável e aconchegante, mas o objetivo da viagem não podia ser esquecido nem mesmo se eu tentasse.

Foi de táxi até o hotel Divine Season em que sempre ficava quando vinha visitar, tinha que alugar um carro já que ficaria por aqui. Logo que fizera o check-in na recepção foi para o quarto e jogou as malas sob a cama. Caminhou ate a sacada e abriu a enorme janela com vista para o museu de historia natural. Quando era criança sempre adorou aquele lugar, era muito divertido ver todos os animais. Mas agora tudo tinha mudado.

Com pensamentos sombrios voltou ate a cama e se jogou sobre ela, abriu a camisa branca de linho revelando seu peito cuidadosamente esculpido por longos exercícios e ficou lá, completamente parado tentando esvaziar sua mente, no entanto, era uma tarefa impossível, estava muito inquieto e curioso. O dossiê na mala parecia chamar-lhe em um nível desconhecido, era tão encantadoramente irresistível.

Virou-se na cama e sentou puxando a mala para mais perto, abriu o zíper e tirou o dossiê do compartimento. Abriu a pasta marrom e de dentro tirou um volume fino de apenas duas paginas com informações sobre Isabella Swan. Ali tinha tudo de necessário que ele deveria saber sobre sua futura noiva e nada mais. Ate mesmo em sua mente quando pensava sobre isso eram pensamentos cheios de escárnio e ironia.

Perguntava-se se ela sabia sobre o acordo ou se descobrirá de repente como ele. Não queria casar-se, mas se ia realmente fazer isso não queria que fosse com uma garota estupida e mimada.

Passou a primeira folha em branco e lá estava apenas uma única folha com informações! Quem diabos seria essa completa estranha?!

Havia seu nome e o que mais lhe assustou foi sua idade, ela tinha apenas dezessete anos! Só faria dezoito em setembro, daqui a nove meses! Não que ele fosse um velho, mas já tinha vinte e quatro e bem no fundo sabia que ela não devia ter a menos ideia que se casaria.

Continuou lendo aos poucos, ela tocava piano e violino, dançava balé, era formada em um cursinho de literatura e tinha grandes chances de entrar para o curso de economia na universidade. Atualmente trabalhava em uma biblioteca. Parecia muito inteligente, mas já conhecera diversas pessoas formadas em diferentes áreas que não entendiam o principio de uma lei estadual. Quando deitou novamente e leu mais uma vez a folha uma foto caiu virada em cima de seu peito nu.

Era a foto de Isabella, do contrario o que mais seria? A foto de um cão ou de um gato? Ele estava receoso em virar, não só por que queria fugir da tarefa imposta, mas também por que temia que ela fosse feia.

Em um sopro de coragem Edward virou a foto e a pós na frente de seu rosto e não conseguiria descrever em palavras a criatura magicamente bela e magnifica que acabava de ver diante de seus olhos. Ela era espetacular.

A foto devia ter sido tirada em algum café durante a manha. Ela estava com uma blusa azul e cachecol cinza, sua pele era pálida e suas bochechas estavam coradas, não sabia se pelo frio ou pelo calor da bebida que ela segura na xicara em sua mão. Olhava para longe com uma expressão vazia, seus olhos de um preto tão intenso que poderia arrancar os segredos mais secretos do homem mais frio. Suas feições eram delicadas, seu nariz pequeno e fino e seus lábios cheios e rosados. Ela era um anjo.

Ele se perdeu na fotografia pelo que pareceu ser longos minutos e nem viu o tempo passar, estudava todo o cenário da foto e sempre se voltava para o belo rosto que o cativava. Havia algo mais nela, algo que ele desconfiava estar escondido dos demais. Um mistério.

Foi então que bateram na porta do seu quarto e o transe foi quebrado. Ele levantou fechando a camisa rapidamente e abriu a porta. Era um empregado do hotel trazendo seu jantar, deixou-o entrar e organizar a mesa. Quando terminou lhe deu gorjeta e ele se foi.

Onde ele poderia estar com a cabeça admirando a foto de uma garota qualquer que seria a sua carcereira na prisão chamada casamento? Onde ele estava com a cabeça?! Ele nunca perdeu um segundo pensando sobre a beleza de nenhuma mulher, mas dessa vez algo tinha sido despertado nele, talvez a curiosidade. Não sabia ao certo.

Naquele momento só era sensato fazer uma coisa: Beber grandes quantidades de uísque e esquecer o que estava reservado para ele no amanhã já que não lhe parecia nenhum pouco atraente.

Notas finais
Comentem amores, favoritem e recomendem. espero que estejam gostando da nova versão.