Notas iniciais
Depois da demora trago mais um capitulo!

Capítulo 4

Edward acordou com o sol brilhando em toda sua glória, desdenhando de sua ressaca monstruosa graças ao uísque. Ele tinha esquecido as malditas cortinas abertas e agora tudo o que tinha no quarto era luz quando o melhor para ele seria a escuridão. Mas essa era sua rotina agora se acostumar a coisas que não queria.

Levantou e foi ate a mala em busca de um Advil, a dor de cabeça o estava matando além de ele não ser uma pessoa matinal. Tomou dois comprimidos e se dirigiu ate o banheiro a fim de tirar o cheiro impregnado em sua pele de uísque barato.

A água fria era tão agradável e bem vinda que ele gemeu mentalmente ao sentir ela bater contra seus músculos amassados. Muitas pessoas preferiam água quente, mas como era verão em Londres não havia essa necessidade devastadora.

Saiu do banho e escutou alguém bater na porta de seu quarto, na pressa de atender acabou pegando uma toalha branca que estava mais próxima invés do robe que estava ao lado da cama. Enrolou a toalha ao redor de sua cintura e abriu a porta.

La estava uma camareira gordinha e loira de aproximadamente quarenta anos com toalhas na mão. Ela corava em diferentes tons ao olhar para o peito nu de Edward. Ele não pode deixar de achar a situação engraçada e ao mesmo tempo constrangedora.

Ela falou rápido e de modo esganiçado: — Eu vim trazer as toalhas ... Desculpe, eu...

Continuou o encarando, depois empurrou as toalhas contra seu peito e saiu empurrando seu carrinho a toda a velocidade pelo corredor, quando chegou ao fim do corredor e apertou o botão do elevador Edward pode ouvir a pobre mulher falar alto: — Onde já se viu abrir a porta praticamente pelado! Nunca conseguirá casar-se assim!

Edward não contendo-se mais deu uma sonora gargalhada que fez seu corpo todo tremer, aquela tinha sido a coisa mais engraçada e normal que o tinha acontecido em muito tempo. Era reconfortante ter um pouco da normalidade de volta, não que senhoras gritando que ele era indecente fosse normal, mas a reação conservadora dela era.

Ele entrou e vestiu-se para evitar futuros incidentes, desceu ate o hall do hotel e foi ao restaurante comer algo. O garçom se aproximou com o cardápio, mas Edward sabia exatamente o que queria.

Pediu um pudim de verão, fazia anos que não comia um, lembrava que a ultima vez tinha sido há cinco anos e sentia saudade do maravilhoso sabor. Depois que pagou a conta voltou ao quarto, não tinha vontade de sair e mesmo que tivesse estava esperando a ligação de seu pai o dizendo o que fazer. Ele não tinha feito contato ainda e já havia se passado horas.

Então ele resolveu checar seus e-mails. Tinha e-mails de seus amigos Emmett e Jasper falando sobre uma festa, depois mais outros perguntando o que diabos ele tinha ido fazer em Londres que não poderia ter avisado. E havia acabado de chegar outro dizendo que estavam vindo para Londres também o acompanhar na emocionante aventura do casamento. Esse só podia ter sido do Emmett mesmo.

Ele riu do entusiasmo de Emmett, só ele poderia transformar aquela maldita situação e algo engraçado. Respondeu o e-mail mandando o endereço do hotel e antes de fechar o Mac seu celular tocou.

Era seu pai. Era hora de receber as instruções.

— Edward.

— Você deve ir à casa de Charlie hoje mesmo às quatro e meia, quando chegar lá quero que fale com ele sobre o acordo e não assine nada. Depois que falar com ele peça para jantar com Isabella e um dia qualquer e quando sair me mande u e-mail relatando tudo o que aconteceu.

Não que ele fosse uma pessoa sentimental, mas o que tinha acontecido com os velhos ‘Olás’ e os preocupados ‘ como você vai?’

—Entendeu?

— Sim.

Um pequeno silêncio se seguiu na linha, nenhum deles falou nada ate que Carlisle quebrou-o e disse com a voz cheia de emoção mal contida: — Você é meu único filho. Fique seguro e se tiver problemas me ligue.

Logo depois desligou.

Edward não conseguia entender o que significava aquela emoção na voz de seu pai e tão pouco entendia por que seu coração se sentiu aquecido depois de tanto tempo, mas em seu intimo estava satisfeito.

Checou seu relógio no pulso e já se aproximava das quatro horas. Desceu de elevador ate o hall e saiu do hotel, já do lado de fora pegou um taxi ate uma concessionaria onde alugou um Volvo prata. Como tinha visto o endereço da casa de Isabella no dossiê, digitou no GPS e foi dirigindo rápido ate lá. Seu pai tinha sido muito claro: esteja na casa de Charlie às quatro e meia.

Ele passou pelo enorme portão logo depois de sua entrada ser autorizada e estacionou em frente à porta da enorme casa. Por alguns minutos se deteve na entrada e observou a casa, era maior que a sua na Alemanha, soube que Charlie era um esbanjador, a arquitetura era bem antiga, mas se via vários toques modernos. O jardim era enorme e ocupava grande parte da propriedade, as flores estavam todas bem cuidadas e a grama era impecável.

Com uma respiração profunda ele subiu os degraus e bateu na porta. Por alguns minutos não ouviu nada, mas logo em seguida ouviu alguns passos e a porta foi aberta revelando o um semblante pequeno e frágil. Depois de alguns minutos a pessoa se pronunciou: — Hum... Olá...

Era ela. Era tão bonita, a foto não lhe fazia justiça de modo algum, sua pele era pálida e parecia suave, mas hoje diferente da foto olheiras roxas e profundas marcavam seus magníficos olhos cor de chocolate. Eram os mais profundos e belos olhos que já tinha visto.

Tinha que falar algo, tinha consciência que estava parado ali apenas a olhando: — Charlie Swan esta?

Bella estava se sentindo estranha, desde que tinha acordado atrasada decidiu não ir ao trabalho e ficou em casa lendo seu livro preferido, sua cabeça doía graças à noite regada a calmantes e por mais que amasse os livros sentia saudade de ter companhia. Depois de longas horas lendo ouviu alguém bater na porta. Ficou receosa de abrir, nunca tinham visita, só vinha alguém naquela casa se fosse acompanhado de Charlie e de repente havia alguém na porta batendo que estava sozinho afinal Charlie nunca esquecia a sua chave.

Ela pensou se deveria abrir, mas chegou à conclusão de que se fosse alguém perigoso os seguranças nunca o deixariam passar do portão, então abriu a porta. E lá estava o homem mais bonito que ela já tinha visto, seu cabelo era de um estranho tom de bronze, sua pele era pálida, era alto, forte e incrivelmente bonito. Ela o olhou e sentiu-se ofuscada e envergonhada com a presença dele, lembrou-se que ele deveria querer algo então acabou o cumprimentando.

O belo estranho tinha aparecido na porta de sua casa perguntando por Charlie e ela não sabia o que fazer. — Hum... Não, ele saiu... Mas você pode esperar... Ele não deve demorar.

Era melhor o deixar entrar e esperar por seu pai do que ter que vê-lo novamente e saber exatamente em que tipo de lixo estava metido. Só de ele estar em sua casa à procura de Charlie era suficiente para Bella saber que ele não fazia coisas boas, saber que ele não era inocente.

Notas finais
Obrigada por lerem, espero que tenham gostado. Comentem, sua opinião é importante.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.