Notas iniciais
bom, hoje vamos ver a continuação dessa historia maluca. espero que gostem! Comentem!

Capítulo 2

Edward dirigiu rápido pela rodovia, era necessário chegar o quanto antes possível Carlisle gostava de pontualidade e se não fosse assim sempre havia punição. Mesmo dirigindo a toda velocidade sabia que jamais chegaria a tempo, sabia que seu pai o olharia com desdém mal disfarçado pela roupa amarrotada e o cabelo desalinhado de sempre.

Em menos de vinte minutos parou o carro na frente do grande arco da entrada esperando que o segurança abrisse o grande portão prata. Depois de cinco minutos que contribuiriam categoricamente para seu atraso, passou pelo enorme arco e estacionou em frente a escadaria que levava ate a porta, lá estava o motorista que recebeu a chave e levou o carro ate a garagem.

Subiu a escadaria praticamente correndo e antes que pudesse tocar a campainha a governanta Carmem abriu a porta com uma expressão severa e disse simplesmente: — Esta atrasado.

Ela era uma bruxa velha, sempre o cão fiel de seu pai. Desde que conseguia se lembrar Carmem esteve lá, ela importunava sua mãe Esme e fazia de sua vida um inferno. A grande verdade era que ela não suportava Carlisle ter escolhido Esme a ela e mesmo assim ela permanecia do lado dele esperando e se alimentando das migalhas que ele lhe soltava como um verme se alimentando do hospedeiro.

Edward seguiu pela sala e desceu até o escritório no porão. Bateu na porta e esperou a permissão de entrar.

A voz ressoou pela porta, mas não perdeu a altivez em nenhum momento. — Ande logo seu moleque! — Pelo tom de voz ele estava pronto para massacrar alguém e esse alguém era Edward.

Ele entrou, o escritório era o mesmo de que se lembrava, as paredes ainda eram de um tom de creme amarelado com o tempo, as poltronas eram negras e a mesa de mogno estava lá também só que mais velha. Ele esperou seu pai sinalizar para que sentasse, mas isso não aconteceu.

Carlisle estava sentado na grande cadeira atrás da mesa de mogno, porem entre ele e seu filho não havia apenas uma mesa de mogno e sim uma vida inteira. Ele levantou a cabeça e o olhou bem nos olhos, gelados olhos azuis encarando olhos verdes, quentes e carentes. Ele o fazia lembrar-se de sua Esme. Nunca conseguiu lidar com a morte de sua esposa e ter Edward em sua vida, sempre presente o fazia lembrar ela sempre, não ajudava em nada que ele tivesse os olhos dela e a mesma teimosia. Então Carlisle o excluiu.

Sabia que seria difícil, mas estar em Londres seria o melhor para Edward, por mais que afastasse seu filho ele continuava sendo seu filho e de Esme. Carlisle o amava acima de tudo, mas a máfia era algo acima de todo o amor que ele sentia. Seria bom para ele se afastar das prostitutas e se casar, pelo que soube Isabella era uma mulher adorável e inteligente, se manteve afastada dos homens e trabalhou incansavelmente para conseguir sua liberdade, era uma pena que fosse terminar sendo uma prisioneira.

— Você vai para Londres hoje de oito horas. —Antes que Edward pudesse dizer algo na enorme confusão que se encontrava, Carlisle se pronunciou rapidamente. — Antes que diga algo, sugiro que me escute bem e saiba que não tolerarei desobediência de parte alguma vinda de você. Vai honrar seu dever de homem! — Agora Edward estava profundamente perturbado, que historia maluca era aquela? — Do que você esta falando?

Carlisle não sabia como amortecer aquele tipo de noticia, nunca soube ser gentil dando noticias ruins, mas era necessário. Adiou a conversa o máximo que pode, no entanto, ambos não podiam mais fugir do compromisso.

— Serei rápido explicando e você não fara perguntas desnecessárias. Há quinze anos eu fiz um acordo com Charlie Swan. — Edward o olhava estupefato, como ele podia fazer algo assim com aquele homem! — Não me olhe assim, não fiz isso por que gosto dele, mas era importante e necessário. Resumindo toda a situação... Nosso acordo tinha o objetivo de juntar as máfias para conseguir um maior lucro e assim também nos fortalecer contra os americanos que vem nos atacando à anos. Eu sei que a principio pode parecer ruim, mas é o melhor para você e para a máfia, como objeto de barganha nos usamos você e Isabella Swan. Vocês vão se casar para selarem o acordo que esta pendente há tanto tempo.

Edward estava louco de raiva, não podia acreditar que tinha sido oferecido como uma mercadoria. Sabia que tinha que obedecer ou seria morto, mas não sabia se seria capaz. Carlisle ainda tinha coragem de dizer-lhe que era para seu próprio bem quando na verdade tudo que sempre importou para ele foi a porcaria da máfia. Sabia que ele podia ver o ódio em seus olhos e também sabia que não havia importância o que ele pensava. Então apenas ficou ali o olhando de pé com a raiva consumindo seu corpo.

— Sei que não esperava que as coisas fossem assim, mas são. — Ele abriu a gaveta da mesa e jogou uma pasta marrom sob outras pastas ali. — Aqui tem um dossiê sobre sua noiva, pelo menos ela é bonita o suficiente.

Edward pegou o dossiê e saiu do escritório sem permissão deixando a porta aberta. Seus passos pesados ecoavam pelas paredes da casa fria e grandiosa, após subir as escadas e chegar à sala lá estava Carmem o esperando para leva-lo ate a porta.

De repente lhe veio a ideia de fazer algo que a muito tempo queria. E assim falou em alto e bom som: — Saia! — Carmem o olhou como a um verme e continuou parada na sala, então Edward repetiu mais uma vez e complementou: — Saia! Você é só uma empregada na minha casa e eu sou seu chefe!

Carmem parecia preste a ter uma convulsão, seu corpo tremia e seu rosto se transformou em uma mascara de ódio, ela se aproximou de Edward com passos rápidos e colocou seu indicador no rosto dele. — Seu moleque! Deve-me respeito, já aturei aquela puta da sua mãe e não aturarei você também! — Edward nunca gostou de Carmem, mas a odiava completamente agora, ele aceitaria que ela o xingasse, mas nunca deixaria que ninguém falasse de sua mãe. Ele a segurou pelo pescoço e lhe deu um tapa forte no rosto e a jogou no chão. — Nunca fale da minha mãe, ela foi a mulher que ninguém nunca poderá ser, muito menos você sua vagabunda! — Carmem riu. — Espero que ela apodreça no inferno! Antes de terem a matado eu mesma deveria ter feito o serviço, mas o máximo que consegui foi fazê-la perder o segundo bastardo que estava na barriga dela. — Com essa confissão Edward ficou estático, tinha tantas coisas rondando sua cabeça, um casamento, um acordo e agora a perda de seu irmão antes mesmo de ter nascido. Ela havia matado seu irmão e estava lá, impune! Seu transe foi quebrado pelo gemido louco de raiva que ele ouviu, institivamente virou-se para a porta e deu de cara seu pai.

Mas não era o mesmo Carlisle, quando ouviu as palavras pronunciadas por Carmem não pode acreditar, ele confiou Esme seu bem mais precioso a ela por que eles eram amigos, confiou Edward e depois confiou que Carmem cuidaria da segunda gravidez de sua Esme. Ficou inconsolável com a perda do bebe e muito preocupado com sua esposa depois do incidente. Um mês depois ela foi brutalmente assassinada. Não pode acreditar que por todos os anos estava com a assassina de seu filho sob o mesmo teto e não sabia de nada!

O ódio puro e cru percorria todo o seu corpo e se misturava a seu sangue envenenando suas veias e o cegando de tal modo que tudo o que mais queria naquele momento era o sangue dela em suas mãos. — Edward, saia. Tenho assuntos a tratar com Carmem. — Embora estivesse consumido pela dor e pelo ódio sua voz saiu fria e leve como um corte feito pelo fio de uma navalha.

Edward não sabia se saia ou se ficava, mas um só olhar para seu pai respondeu todas as suas duvidas. E então ele subiu as escadas devagar ate seu quarto, mas antes de fechar a porta pode ouvir os gritos aterrorizados e soube que Carmem não seria mais um problema. — Não! Por favor! Eu amo você, sempre amei! Não!

Então ele fechou a porta.

Notas finais
Comentem amores!