Notas iniciais
Estou reescrevendo a historia, incrementando mais detalhes e a deixando mais com a cara que eu queria, espero que vocês também gostem.

Capítulo 1

Duas poderosas máfias lideravam o tráfico de armas, órgãos e drogas ilícitas na Europa. Ambas perigosas e cruéis, a máfia Cullen atuava na Alemanha e a Swan atuava em Londres. Com o passar dos anos ao revisar as contas e analisar suas finanças viram que seria muito mais lucrativo se unirem ao invés de travarem guerras por determinados pontos de venda, além de juntas poderem parar os ataques que sofriam da Máfia americana. Charlie Swan e Carlisle Cullen planejaram unir as máfias, no inicio cada um governaria os negócios por seis meses, mas viram que isso jamais daria certo então como pareciam não encontrar uma solução cabível, um grande amigo de Charlie, Billy Black propôs fechar o contrato com um casamento. Desde o começo Carlisle e Charlie sabiam que não seria fácil, juntar na mesma casa, adultos criados para se matarem a primeira oportunidade, mas não havia outra solução que inspirasse confiança mesmo que não parecesse uma boa ideia.

[...]

15 anos depois do acordo

Londres

Bella acabara de acordar de um sono perturbado, um pesadelo a tinha despertado, mas ela não conseguia lembrar mesmo que o tremor ainda atravessasse seu corpo. Nunca deveria ter lido aquele livro de mistério, agora estava sonolenta pelo pouco sono, seus olhos apresentavam olheiras roxas, sua cabeça doía e seu humor não era dos melhores. Com esse pacote maravilhoso foi ao banheiro se prepara para o dia que vinha pela frente.

Ao tomar seu banho desceu para o café, como já era de se esperar a casa estava vazia, Charlie já se fora muito antes de ela sequer acordar. Não importava o quão cedo tentasse acordar nunca conseguia encontra-lo, com o tempo ela parou de tentar, talvez não fosse ideal encontrar Charlie tão cedo, talvez ele nem mesmo quisesse encontra-la. Com o tempo ela entendeu isso mesmo que às vezes doesse.

Mas exatamente hoje algo parecia incomum, Charlie havia esquecido sua pasta sob o sofá, Bella havia reparado há muito tempo que o comportamento de Charlie se modificará, estava sempre nervoso e apressado e andava a obrigando a ter aulas de alemão. Isso aconteceu por volta do último ano quando ela fez dezessete, ele nunca tinha se importado com o que ela estudava ou fazia com seu tempo livre, mas de uma hora para a outra insistiu veemente que ela deveria ter aulas de Alemão e estudar todos os costumes e regras do país.

No entanto, o que ela poderia fazer? Ele não era como os pais normais, nunca foi e nunca seria. Quando ela precisou de carinho depois da morte de sua mãe ele lhe deu uma babá nova, quando apanhou na escola de uma garota mais velha ele lhe deu uma arma, quando teve medo do escuro ele lhe ensinou a atirar e quando quis uma boneca nova ele lhe ensinou a matar.

— Estou lhe preparando para o futuro sua garota mimada! — Ele dizia.

Nunca conseguiu esquecer o olhar assustado daquela mulher olhando para ela. Seu próprio medo a deixará paralisada e só saiu do transe quando seu pai a bateu e colocou sua mão sob a dela forçando seu dedo no gatilho e atingindo a cabeça da mulher. Bella tinha apenas dez anos e teve pesadelos durante anos, na verdade às vezes ela ainda tinha pesadelos com a cena.

Ela nunca mais pediu nada a seu pai.

Mas ele tinha razão em algo, realmente estava a preparando para a vida. Não que ele tivesse dado os conselhos que os pais normais dão, como: Não roube ou não se meta em confusão. O pai dela fazia exatamente o contrario, incentivava todo tipo de violência que ela pudesse estar disposta a fazer, com isso perdeu as escassas amigas que tinha. Mas ele a ensinou que a vida machuca as pessoas lhes tira tudo de mais importante e especial.

Bella foi tirada de seu devaneio pelo alarme de seu celular tocando e indicando que era hora de ir ao seu trabalho na biblioteca antes que se atrasasse. Ela poderia ter o emprego que quisesse, mas estar perto dos livros a fazia ser outra pessoa, a fazia esquecer de quem era, a fazia esquecer que pertencia a máfia e que não tinha vida própria.

Alemanha

Acordar em um quarto de motel com Tanya não pareceria a pior das coisas para Edward se já não fosse à terceira vez que isso acontecia na mesma semana. Não que ele estivesse se apaixonando por uma puta, mas podia confessar que algo estava errado.

Ele estava com medo.

Carlisle, seu pai era inabalável. Nunca se descontrolava, era frio e calculista, mas não podia ignorar as explosões que vinham acontecendo diariamente. Quando seu pai demonstrava fraqueza nunca era um bom sinal. Da ultima vez que acontecerá sua mãe havia morrido.

Não tinha sido acidente, nem suicídio.

Era vingança.

Seu celular tocou em algum lugar do quarto. Ele o achou em meio a um emaranhado de roupas.

— Alô?

— Edward venha para casa agora, não importa com quem diabos esteja seu moleque! — Era seu pai e depois de falar desligou.

Edward permaneceu com o celular na orelha, algo estava errado. Começou a vestir suas roupas rapidamente, mas antes que terminasse a vagabunda na cama de motel barato havia acordado.

Sua maquiagem estava borrada, seu cabelo loiro estava bagunçado, não de um jeito sexy, se assemelhava mais a um ninho de algum pássaro. E mesmo tão decadente ela tentou seduzi-lo.

Gemendo, falou: — Edward, querido... Volte para a cama.

Ele nem mesmo a olhou.

Ela levantou e se posicionou em sua frente sem roupa alguma e começou a gritar como uma louca. — Não me ignore seu filho da puta estou cansada de acordar todas as manhas ao seu lado e você simplesmente me ignorar!

Ele a olhou com desdém e tão rápido quanto o salto de um leopardo agarrou seu pescoço a prensando contra a parede, seus pés não conseguiam tocar o chão e ela estava com dificuldade de espirar.

Sua voz saiu fria e cruel, não remetia em nada o homem que ele era e sim o homem que ele deveria ser. — Agora escute você sua puta, você nada mais é que uma vagabunda paga para foder! Sugiro que cale a boca e se mande da minha frente antes que eu coloque uma bala na sua cabeça de merda!

Ela o olhava aterrorizada, sua respiração saia em grandes lufadas e seu rosto tinha um tom de vermelho profundo, com muito esforço conseguiu falar: — Mas eu te amo... Pensei que você me amasse também...

Seu riso saiu rouco, cheio de escarnio e sua voz carregada se sarcasmo. — Você acha que a amo por que acordei nessa espelunca com você algumas vezes ou por que fodo você ocasionalmente? Você é mais louca do que pensei. Vou te explicar uma coisa, você pertence ao lixo e isso que você diz sentir por mim não é amor é interesse pelo meu dinheiro. Você só é uma vagabunda qualquer.

Ele podia ver o medo e a verdade em seus olhos, ela não poderia engana-lo e ele não se deixaria comover por tentativas ridículas de sedução.

Tanya o olhou assustada, como se ele a tivesse contado um terrível segredo que nunca deveria saber. Todos seus planos de se tornar a futura Senhora Cullen pareciam terem sido descobertos e esmagados. Ele tinha razão, entre foder com velhos imundos e ricos na maldita boate em que dançava preferia foder com algum jovem e rico que pudesse lhe dar qualquer coisa. Mas todo esse plano agora parecia incrivelmente ridículo, ela deveria ter aceitado um velho qualquer a se envolver com um lunático com ideal de grandeza.

Edward a jogou na cama com violência e arremessou em seu rosto varias notas, vestiu o resto de sua roupa e se foi do quarto, deixando para trás uma Tanya nua e humilhada em uma cama imunda do subúrbio da Alemanha.

Ele tinha muitos problemas a resolver.

Notas finais
Comentem amores! logo mais trarei outro capitulo.