A Ultima Chance

18 Capítulo - 18


Notas iniciais
Olha quem está sendo atualizada!!! Quero dizer que fiquei imensamente feliz pelo retorno que tive com o desfecho da fic, eu sou uma abençoada por ter pessoas tão maravilhosas acompanhando essa fic. Ai para vou chorar! Obrigado mesmo galera!!! Valeu Viviane por betar a fic, você é muuuuito diva, linda e amiga!! Chega de papo que essa capítulo tá.... você vai ver...

— Você acha que eles transam? — Perguntou infantilmente Issak.

Hyoga riu. — Que tipo de pergunta é essa? Você tem alguma dúvida?

Falou descrente o loiro.

— Bom, Issak eu acho que eles vão dar um tempo nisso o Camus ainda está se recuperando, mas logo eles voltarão a ter uma vida sexual ativa. — Continuou Hyoga.

— Você acha que eles já transaram? Digo de verdade, sabe... como nós? — Tornou Issak.

Hyoga girou os olhos antes de responder. — O que você acha Issak que eles ficam jogando xadrez quando estão sozinhos?

Issak ruborizou emburrado antes de responder. — Não sei, sempre achei que o Camus não fazia... Que ele com aquele jeito dele nunca tinha... Só hoje, quando os vi juntos, foi que percebi que, sei lá... eles transam.

— Issak, acha mesmo que o Milo não teria dado um jeito de transar com o Camus? Não acho que o mestre consiga se manter indiferente ao Milo nu. — Hyoga falou e rio de seu comentário. — Sabe o que dizem sobre os quietinhos?

— Só me dei conta que o Camus é um homem comum hoje, quando eu o vi beijando o Milo, foi a primeira vez desde sempre que eles trocam carícias na nossa frente, eu sempre achei que o Camus fosse imune ao sexo e ao amor. — Comentou Issak.

— O Camus ama com a intensidade dele Issak, nunca duvide do amor dele. – Falou Hyoga serio.

— Ele está tão frágil Hyoga, e só de pensar no Milo se aproveitando dele...

Hyoga rio alto antes de zombar. — Que filho ciumento você está me saindo, senhor Issak.

Issak emburrado acabou rindo também, era verdade, sentia um ciúme de filho, ver seu "Pai" tão frágil e debilitado brotou em Issak uma vontade enorme de protegê-lo, de cuidar dele.

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Capítulo – 18

Camus nunca foi de ficar quieto, parado... sempre estava tentado fazer alguma coisa, e aproveitou um dia em que Milo tinha saído, para resolver os assuntos do aluguel de seu apartamento. Issak estava no trabalho e Hyoga estava lavando os pratos, para checar as suas contas, água, luz, telefone, ainda haviam algumas despesas em seu cartão de crédito referente às compras dos equipamentos de seu laboratório perdido.

— Pelos deuses, estou falido.

Preocupado, Camus sentia uma grande pontada na cabeça, massageando a testa fazia as contas e tentava imaginar como faria para economizar. Tinha muitos remédios para comprar, tinha as despesas de casa, do cartão, o ruivo estava entretido fazendo as contas que não percebeu a chegada de Milo.

O escorpiano notou assim que chegou o que Camus estava fazendo e não gostou de ver a ruga de preocupação na testa do ruivo. — Camus o que está fazendo?

O ruivo olhou para o namorado preocupado e mostrou as contas, enquanto Milo analisava as faturas, Camus falou, — Estou falido Milo, como farei pra pagar essas contas?

Milo suspirou, sentou ao lado do ruivo e pegou sua mão. — Camus me deixa cuidar de você? Não se preocupe com isso, dinheiro, isso não é nada perto da vitória que tivermos. Você está aqui e vivo pra mim.

— Sei Milo, mas...

— Não tem, mas! Camus! Eu tenho dinheiro guardado e vamos conseguir passar por isso. — Falou o loiro.

— Milo, é seu dinheiro, não é justo, não pode fazer isso... gastar seu dinheiro por minha causa. — protestou Camus.

— Camus, se fosse eu quem estivesse precisando de ajuda, o que você faria? Me deixaria por conta ou me ajudaria?

O ruivo calou-se e Milo o abraçou. — Vai dar tudo certo, vamos conseguir meu amor.

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Camus estava sozinho em seu apartamento naquela manhã, Milo precisou sair e deixou seu ruivo só por longos quinze minutos, e esse foi o tempo que Issak levou para chegar até o apartamento do seu antigo mestre, obviamente antes de sair Milo ligou para Issak e para Hyoga solicitando a presença de um deles pela manhã, Issak se prontificou a ir e Hyoga só não o acompanhou porque tinha que resolver alguns assuntos de sua faculdade.

O rapaz tocou a campainha e Camus, que tinha começado a ler um livro, foi atender.

— Issak! Não precisava vir, estou bem o Milo é exagerado, você precisa descansar, trabalhou a noite toda, não foi?

O rapaz entrou sorrindo, trazia algumas frutas e uma revista nas mãos. — Tudo bem Camus! Não estou cansado e além do mais, não me custa ficar com você. Já tomou café?

Camus sorriu por dentro, era bom ter Issak ali com ele, e esse Issak lembrava o menino que ele conheceu na Sibéria, olhos vivos e gentis. — Tomei café cedo com Milo.

— Bom, de qualquer forma vou preparar um suco para você! Uma das minhas especialidades! — Falou Issak indo para a cozinha.

Camus pegou a revista que o rapaz trouxe "Turismo SA Reportagem Especial — As Maravilhas da Grécia," a reportagem mostrava alguns pontos turísticos do país, as belezas do mundo antigo, e havia uma matéria sobre as maravilhas do mundo moderno onde indicava várias casas noturnas e havia uma foto de Issak em seu trabalho, o descrevendo como o melhor Bartender da Grécia, seus coquetéis estavam sendo muito elogiados e ele se tornara o atrativo do bar, aonde muitas pessoas iam só para provar seus drinks.

Camus lia a matéria enquanto o jovem lhe preparava o suco.

— Pronto, experimente este suco, abacaxi, morangos e hortelã é muito... — Issak não terminou de falar, pois viu Camus lendo sua revista e olhando sua foto, não que não quisesse que o seu ex-mestre lesse, mas ele queria ter mostrado, preparado o terreno antes. — ... Camus eu...

— Me perdoa Issak? Estive sempre tão preocupado com estudos e profissões tradicionais que não vi que aquilo que realmente importa é o que fazemos por amor e com prazer.

Issak sentiu seus olhos lacrimejarem e foi até o sofá onde Camus estava, se agachou em frente ao ruivo e pegou suas mãos.

— Mestre... sou eu quem deve te pedir perdão, eu que foi um ingrato com você todos estes anos, mas quero que saiba: Eu agia assim por vergonha, por não me achar digno de você.

— Não diga isso! Nunca mais diga uma coisa dessas! Você é digno sim, meu discípulo sempre teve um bom caráter, sempre acreditei em você. — Tornou Camus, deixando as lágrimas caírem.

— Você confiou em mim e eu traí sua confiança no primeiro obstáculo, me dedicando a outro deus, lhe jurando fidelidade... — Confessou o rapaz a razão de seu jeito de agir.

Camus balançou a cabeça e colocou a mão nos lábios de Issak o impedindo de continuar a falar, — Não diga isso, não foi um traidor. Primeiro, você era muito jovem, segundo não tinha jurado fidelidade a Deusa Atena e por último, — Camus voltou a se emocionar nessa hora, — Eu não estava lá pra você, não consegui te salvar e nunca me perdoei por isso! Nunca.

Issak estava tendo um momento único com o seu mestre, o vendo como um homem comum, o homem que sempre confiou e amou como mestre e como pai, apesar de Camus não ter idade para ser pai deles.

Os dois se abraçaram e Issak falou, — Eu te amo Camus, amo e respeito como a um pai.

Camus sorriu emocionado e completou: — Eu te amo Issak, amo como a um filho.

Após aquele momento intenso Camus falou: — Não quero que gaste seu dinheiro comprando coisas para essa casa, frutas e tudo mais.

Issak o olhou confuso.

— Tem que economizar para comprar seu barco! Ou desistiu de sair navegando pelo mundo?

Issak sorriu e falou: — Queria falar sobre isso com você, me matriculei no curso de oceanografia, vou entrar daqui a dois meses, o curso é em Creta, tudo bem?

E essa foi a vez de Camus ficar surpreso. — Vai entrar na faculdade? Mas... como e quando decidiu isso?

Issak levantou e andando pelo apartamento respondeu cauteloso. — Encontrei um amigo que está matriculado neste curso, e fiz a inscrição enquanto você estava no hospital, então eu passei.

Camus não se aprofundou em quem era o tal amigo, mas no fundo sabia quem deveria ser não ia bater nessa tecla, Issak tinha um passado e Camus aceitaria isso e não deixaria essa barreira se formar entre eles, nunca mais.

— Você vai entrar na faculdade, temos que comemorar! Vou falar com o Milo, faremos um jantar pra comemorar. Nossa... estou muito feliz por você, muito feliz mesmo, parabéns!

Falou o ruivo dando um novo abraço em Issak.

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— Nós conversamos acho que finalmente nos entendemos... foi bom! — Camus contava para Milo sobre a conversa que teve com seu pupilo pela manhã.

Eles estavam na cama, já era noite Milo havia ficado fora grande parte do dia dizendo que estava ajudando Aioria com um trabalho, pois o amigo leonino, sabendo da dificuldade financeira que eles estavam, ofereceu um trabalho para Milo, que segundo informou a Camus só aceitou com a condição de ter algum tempo livre para ficar com o ruivo.

Camus falava distraído, deitado com a cabeça no peito de Milo e com uma das mãos acariciava a barriga do namorado, passando os dedos pelos gomos de sua barriga definida. O ruivo estava fazendo o movimento inocentemente distraído quando sentiu a mão de Milo sobre a sua, e olhou para o loiro confuso.

— Não faça isso, olha o que está fazendo comigo? — Milo falou baixo e malicioso.

Camus olhou para onde Milo apontou e se deparou com uma volumosa e bela ereção despontando na calça do pijama.

—Milo! — Exclamou Camus sorrindo, seu namorado não tomava jeito mesmo.

Eles não se amavam há muito tempo, desde a fatídica viagem para a Itália. Milo já estava subindo pelas paredes, se tocava muitas vezes durante o banho para aliviar a tensão, não havia procurado Camus para o sexo, pois julgava que o namorado ainda estava se recuperando, e os dias foram passando, mas estava sensível agora e o menor toque de Camus já fez seu corpo incendiar.

O ruivo também tinha suas vontades, sentia falta do sexo, mas como não estava se achando atraente, não procurou Milo, ou se insinuou como fazia antes desfilando de boxer próximo ao namorado. Mas diante daquela ereção Camus não se fez de rogado! Desceu os dedos pela barriga do namorado até que sua mão encontrou o membro rijo de Milo, o ruivo apertou a carne dura que pulsava em sua mão e o gemido de Milo se fez ouvir no quarto, mostrando a Camus que ele havia feito a coisa certa.

O aquariano livrou a falo duro de seu namorado do aperto da roupa íntima e começou uma masturbação lenta, hipnotizado bela beleza do órgão Camus molhou os lábios com a língua que salivava na expectativa de sentir o gosto de seu amado novamente. Sem aviso ou sem precisar de ordem, o ruivo lambeu como se estivesse diante de um delicioso picolé.

— Puta que pariu! Que delícia! — Exclamou Milo rouco.

Camus trabalhava na felação, caprichava... queria dar prazer a Milo, mostrar seu amor no sexo, ser quente pra ele, mas algo estranho estava acontecendo, seu corpo não estava reagindo.

Camus sentia vontade, se sentia excitado, sentia tesão, mas seu "corpo" continuava adormecido.

"Talvez eu precise de estímulos físicos" — pensou o ruivo, que com a mão livre começou a se tocar, acariciar, apertar, mas nada surtia efeito.

Milo ainda alheio a este problema, puxou Camus para um beijo intenso apertando a bunda do namorado e colocando a mão por dentro da calça de moletom que Camus usava, sentiu o corpo de Camus retesar, colocou a mão por cima da mão de Camus e sentiu qual era problema do namorado.

Usando de todo seu autocontrole, falou baixo: — Tudo bem Camus, posso esperar...

— Não! — Camus o cortou, — Eu quero, eu tô pronto, não quero esperar! Quero fazer amor com você!

Milo preocupado com a saúde do namorado não iria forçar, para o escorpiano o fato do corpo de Camus não ter "acordado" era porque ele ainda estava convalescendo, era sinal de que ele não estava preparado para o sexo, e obviamente, Camus só estava querendo agradá-lo, então se afastou do ruivo com cuidado. – Camus, vamos esperar. Tudo bem, ok?

Camus sentiu o rosto queimar estava com raiva, com vergonha, se sentiu humilhado, impotente, levantou da cama nervoso, sua cabeça estava doendo, ajeitou sua roupa, calçou seus chinelos, olhou ainda mais uma vez para Milo com cara de poucos amigos e saiu do quarto batendo a porta com força.

— Não, Camus! Não faça isso, o temperamental aqui sou eu! — Falou Milo baixo.

O escorpiano respirou fundo, esperou seu "corpo" se acalmar e foi atrás do namorado.

Camus precisava de ar, queria respirar, foi até sua varanda e sentou em sua espreguiçadeira olhando para o horizonte, abraçado aos seus joelhos.

O aquariano estava cheio de dúvidas e uma angústia apertava o peito, "E se eu não conseguir mais?", "E se isso for permanente?" Camus não tinha problemas em ser o passivo, não, isso era até uma preferência sua, mas às vezes eles revezavam, "E se Milo sentir falta?", e se... e se... O maldito "E se" martelando em seus pensamentos. Ele bagunçou os cabelos irritado tentando fazer aqueles pensamentos irem embora, fechou os olhos tentando se acalmar quando ouviu a porta da varanda sendo aberta.

Milo foi ao encontro do ruivo com uma manta nas mãos, Camus não o olhou, ainda estava zangado e envergonhado. Milo sem cerimônia sentou-se atrás de Camus colocando a manta nos ombros e abraçando o namorado para esquentá-lo.

Ficaram em silêncio por algum tempo até que Milo falou: — Vamos conversar Camyu.

Camus continuou sério olhando para o nada, sua cabeça doía.

— Eu te amo, Camus..... vamos passar por tudo isso juntos, hum? Isso não foi nada, nós podemos esperar.

— Não quero te ver com outro, Milo — Falou Camus com a voz trêmula, tocar neste assunto, remexer nessas feridas... era muito doloroso, ainda mais com o que tinha acabado de acontecer.

— O quê? — Perguntou Milo incerto.

— Quando descobri sobre você e o Paul, eu sofri muito Milo, não quero mais sofrer, não quero que fique com outros, eu preciso conseguir te dar prazer. — Camus sentiu os olhos arderem, mas se segurou enquanto pôde e apenas uma teimosa lágrima desceu por seu belo rosto.

Milo abraçou forte o namorado. — Nunca mais vai existir alguém entre nós, eu sou apenas seu.

— Não quero mais te ver com ninguém, nem na vida real, nem na virtual! — Tornou Camus.

Milo olhou para Camus, se levantou sem aviso e entrou no apartamento.

Camus não entendeu o gesto do namorado, isso seria uma forma de dizer que ele não iria mudar? Pensou o ruivo sentindo o peito doer ainda mais.

Logo, Milo voltou com seu notebook e sentou próximo a Camus colocando o note em uma mesinha.

— Nunca mais vai existir ninguém entre nós, Camus. — Milo ligou o note e ligou num site gay que disponibilizava um chat para os usuários.

Milo achou quem queria e o chamou para uma conversa.

"Olá Paul"

Camus estreitou os olhos quando viu de quem se tratava, — O que está fazendo, Milo? — Perguntou sério e irritado.

— Shhhhhh, apenas observe! — Respondeu Milo.

Logo a pessoa começou a digitar do outro lado da tela.

" Olá! Milo, quanto tempo, está sumido, o que houve? Senti sua falta."

"Eu tive alguns problemas, Paul" — Milo respondeu.

"Mas está tudo bem?"

"Sim, Paul, agora está tudo bem"

Camus não entendia o que Milo pretendia com aquilo, sua dor de cabeça aumentava, e seu ciúme também.

"Paul, estou aqui com meu namorado"

“O certinho que não faz sexo virtual com você”?

" Sim, Paul. Ele mesmo"

"Uau, isso é ótimo, Ei, vou mostrar uma coisa para vocês"— Digitou Paul e logo a janela de vídeo apareceu e se fez presente um pelo pênis em uma fabulosa ereção.

— Mas que safado oferecido! Que vulgar, Milo, onde já se viu? — Reclamou Camus irritado tomando aquela ereção como uma ofensa pessoal.

Milo apenas sorriu, Paul era assim desde que se conheceram naquele site.

"Paul, não estamos aqui pra isso, na realidade só entrei para dizer que não vamos nos falar mais, não vou entrar mais aqui, fiz essa promessa ao Camus e vou cumpri-la."

"O quê? Não, Milo! Ei, namorado do Milo, não seja ciumento e possessivo, podemos nos divertir muito, nós três juntos, ligue a cam!"

"Adeus, Paul"

"Não Milo..."

Milo não leu o resto da mensagem, fechou o chat e excluiu sua conta.

— Pronto, Camus! Não precisa mais se preocupar.

Camus ficou olhando para Milo sem saber o que dizer, até que falou: — Que oferecido esse seu amigo.

Milo sorriu. — Está com ciúmes de mim, Camus?

— Não seja ridículo... eu... sim. Estou com ciúmes e aquele cara é um oferecido!

Milo sorriu realmente feliz.

— Venha aqui seu bobo ciumento. — Falou beijando seu ruivo na bochecha e o abraçando. Deitaram na espreguiçadeira de Camus.

O ruivo ainda estava com dor de cabeça, não havia esquecido os acontecimentos daquela noite.

— Milo... e se eu não conseguir mais? — Perguntou sem olhar para Milo.

O loiro pensou antes de responder. — Pra mim isso não importa, temos nossas preferências e, você sabe, mas quero que sinta prazer. É com isso que me importo... quero que aproveite tanto quanto eu.

— Mas eu estava aproveitando, Milo! Estava excitado, não sei por que ele não...

— Shhhhhh... não vamos pensar sobre isso, não agora, OK? — Pediu o loiro. — Você está bem Camus? — Perguntou ao notar o jeito do namorado.

— Dor de cabeça. — Foi o que Camus conseguiu dizer.

— Vou pegar um remédio pra você. — Falou solícito o escorpiano tentando se levantar, mas foi impedido por Camus.

— Não... fique aqui quieto, tô bem... só preciso ficar aqui, assim... com você.

E ficaram na sacada até Camus adormecer no peito de Milo.

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— Aioria está vendo as questões legais do terreno e o Kanon disse que finalizará o projeto na próxima semana! Estou tão animado. — Mu falava sentado com as pernas na posição de lótus nas costas de Aldebaran, este por sua vez fazia flexões naquela manhã.

Essa era uma rotina do casal, este exercício pela manhã, às vezes faziam em silêncio, outras conversando, como agora.

— Estou muito feliz com isso, me pergunto por que nunca pensamos nisso antes? — Respondeu Aldebaran.

Num movimento rápido Aldebaran girou o corpo desequilibrando Mu, que caiu sobre o tatame.

— Ai!! — Gritou com o susto.

— Vamos aproveitar a manhã? Hum? Recarregar as baterias? -Pediu Debas malicioso.

— Aldebaran, você está suado! — Reclamou Mu.

— Eu sei... e pretendo ficar ainda mais suado... — Falou o taurino já tirando a camisa de Mu e lambendo seu mamilo.

Mu gemeu ao toque de seu marido que tinha o dom de fazê-lo perder o juízo.

Apaixonados os dois se amaram na sala reservada de academia de Aldebaran.

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— Cuide bem dele, Hyoga! Ele teve um pouco de dor de cabeça essa noite, só estou indo trabalhar porque marquei com o Aioria, senão ficaria aqui com ele. — Recomendava Milo, antes de seguir para seu trabalho no escritório de Aioria.

Assim que Milo saiu, Camus veio para a sala vestido para fazer exercícios. — Bom dia, Hyoga! Milo já foi?

— Sim, acabou de sair, disse que você não se sentiu bem essa noite. — Comentou o loiro.

— Estou ótimo, vou sair para fazer exercícios, vem comigo?

— Exercícios há essa hora? Logo o sol estará forte, se me avisasse eu teria vindo mais cedo... — Hyoga não acabou de falar, Camus passou por ele e saiu, restando ao loiro a alternativa de seguir seu ex-mestre. — ...mas Camus... o quê?

Foram correndo até a praça próxima ao apartamento de Camus, lá o ruivo fez questão de fazer vários exercícios, o sol já estava quente, Hyoga se preocupou e por várias vezes chamou Camus para irem embora.

— Camus, não seria melhor pararmos um pouco? Está quente, vamos descansar.

— Hyoga, estou bem, não precisa se preocupar eu... — O aquariano não terminou de falar, pois tudo ficou escuro de repente.

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Hyoga chegou ao apartamento trazendo Camus apoiado em seu corpo, o aquariano desmaiou na praça e foi atendido no posto de plantão, o médico o liberou por insistência do francês que afirmou com veemência que estava bem.

Assim que entraram Camus sentou se um pouco e Hyoga foi pegar um pouco de água para o ruivo.

— Camus, precisamos conversar, — Pediu o loiro sério.

— Depois Hyoga... quero descansar, estou exausto. — Respondeu Camus se levantando e indo para seu quarto. Lá chegando, pretendia tomar um bom banho, contudo, se deixou cair na cama e adormeceu instantaneamente.

Hyoga foi até o quarto de Camus e vendo o ruivo deitado com as mesmas roupas tirou seus sapatos, ligou o ar, sentou numa cadeira e se pôs a velar o sono do mestre.

Algumas horas depois, Camus acordou se sentindo melhor. Estava sozinho no quarto, levantou e foi tomar banho, não era de dormir com as roupas que chegava da rua, principalmente roupas que fazia seus exercícios.

Quando chegou à sala viu Hyoga na mesa lendo alguns papéis e escrevendo em outros.

Camus sentou no sofá sem dizer nada, seus cabelos estavam molhados por causa do banho, Hyoga esperou para ver se Camus falaria alguma coisa, mas como viu que o ruivo não fez nenhum movimento, largou o que estava fazendo e foi até ele, sentando na poltrona ao lado. Camus olhou em sua direção.

— Hyoga, não conte sobre o que houve hoje para o Milo, por favor. — Pediu o ruivo.

— O que houve, Camus?

Camus estranhou a pergunta. — Não houve nada, só tive uma queda de pressão, você viu. — Começou.

— Droga, Camus! Quando vai confiar em mim? Quando? — Perguntou Hyoga irritado.

— Do que está falando, Hyoga?

— Do que estou falando? Camus! Obviamente alguma coisa aconteceu pra você fazer o que fez hoje, colocou sua vida em risco, sabe que está em recuperação, por que fez isso? — Continuava o questionamento o jovem aquariano.

— Hyoga, não aconteceu nada... nada que eu ache necessário compartilhar com ninguém. — Respondeu Camus sério.

— Por que Camus? Por que nunca confia em mim?

— Que conversa é essa, Hyoga? De onde tirou essas ideias?

— Camus, você podia ter morrido hoje, e novamente isso aconteceria nos meus braços, você nunca pensa em mim quando tem essas atitudes, não é? Não pensa como vou me sentir. — O jovem russo desabafou as mágoas do passado.

— Hyoga...

— A Marin confiou no Seiya até o último momento, o Donko guiou o Shiryu, o fazendo ser forte, e você não confiou em mim, nunca acreditou na minha capacidade... o Issak me contou que você acreditava que ele ficaria com... — Hyoga não terminou de falar, pois foi cortado por Camus.

— Sempre confiei em você! Você sempre foi especial pra mim, mon pettit, — Camus usava este modo de chamar Hyoga assim que ele chegou para treinar na Sibéria, pois Hyoga era muito pequeno e frágil.

— Não, Camus, você me fez lutar contra você, me fez te matar, e me fez viver com esta culpa até hoje, — O jovem russo começou revelar seus sentimentos.

Camus escutava a tudo atento.

— Sempre confiei em você, Hyoga, o problema não foi com você e sim comigo, o problema sempre fui eu. — Disparou Camus.

— Como... como assim?

— Eu sou um fraco Hyoga, tive medo de perdê-lo, de ver você perecer nas mãos de um amigo. — Confessou Camus sua fraqueza.

— Em outras palavras, não confiou em mim, não acreditou que eu pudesse vencer as batalhas! — Replicou o loiro.

— Eu tinha perdido o Issak não fazia tanto tempo, só em pensar em perder você já não raciocinava direito.

— Não, Camus! Você não confiou em mim, e continua não confiando, eu te amo como se fosse meu pai, foi você quem me criou, te admiro mais que tudo na vida, mas dói saber que nunca vai confiar em mim. — Lamento Hyoga.

— Hyoga...

— Sabe, Camus... me sentia culpado e triste por tudo que aconteceu antes, não vim morar aqui por não me achar digno de você, e pelo visto nunca serei digno de sua confiança...

— Não diga isso! Nunca mais diga isso, eu o amo como filho, mon pettit... você sempre foi tão puro, sensível, amoroso... temi sim por você, peço perdão por isso, mas confio sim em você... eu te amo tanto... — Falou Camus sentando próximo ao loiro e o abraçando forte, ambos emocionados.

— Quero ser mais que um filho, Camus, quero ser seu amigo... confie em mim... — Pediu Hyoga.

Quando soltaram o abraço, Camus repousou a cabeça no colo de Hyoga e começou a falar.

— Eu e o Milo não... nós ainda não nos amamos depois que voltei, aliás... nós já estávamos muito tempo sem antes disso, nós tínhamos terminado.

Hyoga piscou algumas vezes até entender que Camus estava se abrindo com ele.

— Então ontem... nós estávamos no quarto e... estávamos no clima... achei que ia acontecer finalmente...- Camus ficou envergonhado nunca foi bom em se expor e aquele assunto era delicado e humilhante, mas isso talvez mostrasse a Hyoga o quanto confiava nele. — Meu corpo não me obedeceu... Não "acordou".

Camus terminou de falar e eles ficaram em silêncio, Hyoga pensando no que acabara de ouvir, era íntimo demais, e de certa forma ficou feliz, pois essa história mostrou a Hyoga que seu ex-mestre confiava nele.

— Eu queria... queria muito... mas por mais que eu tentasse, não consegui não que isso fosse um empecilho, no entanto, Milo não quis continuar, ele não quis me tocar, achou que eu não estava pronto. — Camus revelava sua situação e sentia a mão de Hyoga acariciando seus cabelos. — Tenho medo, Hyoga... se o Milo cansar de me esperar? Ele é tão bonito e viril, chama a atenção de todos e eu aqui... assim... tão feio.

— Camus, você não seria feio nem se tentasse, não diga bobagens! — Começou Hyoga carinhoso. — Você poderia ligar para o Saga, conversar com ele sobre isso, acho que é normal devido a tudo que passou.

— Não! Hyoga, não comente sobre isso com ninguém, por favor! — Pediu Camus levantando a cabeça e olhando nos olhos do loiro. — Eu morreria de vergonha... como... como confessar minha impotência?

— Camus, você está em tratamento, por Athena! Não coloque caraminholas na cabeça, logo você estará bem! E se acha que está pronto converse com o Milo, vocês podem juntos achar uma solução para este problema.

Camus voltou a deitar a cabeça no colo do ex-pupilo, foi bom falar sobre seu problema para alguém, de certa forma se sentia melhor.

— Não me acho capaz de despertar o tesão do Milo, magro e pálido como estou, me surpreende ele ainda estar comigo.

Hyoga girou os olhos.- O Milo te ama, Camus! Você sabe o quanto e quando amamos assim não importa o que o outro tenha ou faça, o nosso amor sempre vai estar lá, firme. — Romanizou.

— Como sabe tanto sobre o amor, mocinho? — Perguntou Camus achando graça.

Hyoga apenas sorriu.

Eles ficaram conversando por mais algum tempo até que, mudando o rumo da conversa, Camus perguntou a Hyoga, — Que papéis são estes que você estava lendo?

— Aquilo? São documentos que estou traduzindo, é um meio de ganhar dinheiro, traduzo alguns documentos do russo para o grego ou para o japonês ou do japonês para o grego sabe que domino essas línguas. — Comentou Hyoga displicente.

— Isso dá dinheiro? — Perguntou Camus tendo ideias e sorrindo.

— Camus, nem vem! O Milo me mata se souber que eu tô fazendo você trabalhar! — Tentou contestar o jovem aquariano.

— Hyoga, não tem problema nenhum nisso, eu falo fluentemente quatro idiomas e entendo outros seis, adoro ler e adoro escrever, e não há restrição médica sobre ler documentos ou escrever documentos, é perfeito! Como não pensei nisso antes? — Se perguntava o ruivo animado.

— Camus, vai tomar cuidado? — Perguntou Hyoga, sabendo que não conseguiria tirar essa ideia da cabeça de Camus.

Camus concordou com a cabeça sorrindo.

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Milo saiu do escritório de Aioria tenso, passou o dia pensando no ocorrido da noite passada, não que ele se importasse com a ereção em si, ou melhor, com a falta dela, para Milo o que estava o deixando preocupado era o temor que seu Camus não tivesse mais prazer, Milo não podia imaginar seu ruivo sem o sexo, amar o namorado sabendo que não veria mais a carinha vermelha e tímida que o namorado exibia naqueles momentos... isso era angustiante.

Só tinha uma pessoa que poderia ajudar e Camus mataria Milo se soubesse que ele falaria sobre isso com alguém.

Estacionou o carro e saiu, nunca tinha estado ali antes mesmo com todos os anos de amizade.

Saga estava em casa era seu dia de folga, havia arrumado a casa e preparado um delicioso salmão ao forno com molho de alcaparras na manteiga, quando ouviu a campainha, avisara na portaria para deixarem seu convidado subir, "mas ele está muito adiantado" — Pensou o médico que foi abrir a porta.

— Você chegou cedo! Isso tudo é sauda.... — Parou de falar quando viu sua visita parada na sua frente.

— Milo, o que faz aqui? Aconteceu algo com o Camus?

— Oi, Saga, como vai? — Começou Milo da porta, — Fui ao hospital e me disseram que você estava de folga hoje.

Saga percebeu que não tinha convidado Milo para entrar ainda. – Venha, Milo... entre, você nunca vem aqui, aconteceu alguma coisa?

Milo entrou e foi logo sentando no sofá de Saga, se mexendo sem graça antes de começar a falar.

— Saga, sim... aconteceu, mas não se preocupe. — Adiantou vendo a expressão preocupada do amigo, — Foi outra coisa.

— Fale de uma vez Milo. — Pediu Saga, não que ele não fosse um bom anfitrião, mas realmente estava com pressa de se livrar da visita.

Milo concordou com a cabeça e recomeçou a falar. — Sabe, desde que o Camus saiu do hospital nós ainda não... nós... bem, não tínhamos transado ainda... então ontem a gente tava lá e...

"Como é difícil falar disso" — pensou Milo.

— O Camus ele não conseguiu... ele não... — Milo falou fazendo um gesto com o braço que simbolizava a ereção.

Saga enfim percebeu sobre o que se tratava e suspirou alto e pegou uma bebida para Milo, aquele era um assunto delicado.

— Milo, sabe que Camus passou por momentos difíceis e o fato dele estar vivo hoje já é um milagre, não sabe? — Perguntou Saga paciente.

— Sim, claro que sei! A preocupação não é por mim, mas por ele! Sei que o Camus é um cabeça dura e não vai pedir ajuda, principalmente para isso, tenho medo dele fazer alguma besteira. — Se defendeu Milo, colocando suas reais preocupações para o amigo. — Viu como ele se portou com a doença, quando descobrimos quase era tarde demais.

Saga ficou analisando as palavras de Milo e teve que concordar com o amigo, Camus poderia fazer alguma besteira.

— Milo, o Camus tomou, e ainda toma uma grande quantidade de remédios, seu organismo está se habituando às mudanças, essa falta de ereção é normal, mas nem sempre a “não ereção” está relacionada à falta de libido. — Explicou o médico.

Milo franziu a testa sem entender o que Saga acabara de dizer.

Vendo a confusão no rosto do amigo, Saga suspirou e continuou. — Milo muitos homens heterossexuais sofrem neste momento achando que a vida acabou, pois eles se consideram incapazes de dar prazer as suas mulheres, contudo no caso dos homossexuais este problema é mais brando psicologicamente, pois nós sabemos que ainda podemos dar prazer aos nossos namorados. Claro que existem preferências, mas o ato de dar prazer ao outro está mantido. Esse é o ponto um.

— Mas, eu não quero que ele me dê prazer apenas, quero que ele sinta prazer comigo. — Tornou Milo.

Saga sorriu antes de prosseguir. — Este é o ponto dois! – Continuou sorrindo vendo a cara confusa de Milo. — Milo, acabei de dizer, nós homens temos pontos sensíveis, cabe a você achar os pontos sensíveis do seu namorado. Quando vocês estavam juntos o Camus, ele estava afim ou só estava tentando te agradar?

— Ele disse que queria, estávamos num clima ótimo, mas percebi que ele ficou tenso, então parei tudo, mesmo ele dizendo que queria... Temi que ele só estivesse querendo me agradar, mas ele ficou muito bravo comigo por eu ter parado tudo. — Revelou Milo encolhendo os ombros.

Saga sorriu novamente.

— Milo, não coloque caraminholas na sua cabeça, muito menos na do Camus, sugiro uma noite descontraída, vinho... ele pode tomar um cálice. — Acrescentou Saga. — Deixe o relaxado, toque nos pontos certos, não o deixe se abater com a falta de ereção, sei que consegue.

Milo escutava tudo quieto, pensando no quão estranha era aquela situação, foi interrompido de seus devaneios quando ouviu o toque da campainha, olhou para Saga e pela primeira vez percebendo que o amigo estava esperando alguém.

—Saga, está esperando alguém? Desculpe eu...

—Tudo bem, Milo. — Saga respondeu ido abrir a porta.

— Espero ter acertado no vinho não sei o que preparou... — Shaka parou de falar quando viu Milo na sala e voltou seu olhar para Saga.

Milo, com seu jeito simples e espontâneo, estreitou os olhos malicioso e falou sem pensar. — Vocês estão transando!?

Saga girou os olhos e Shaka o olhou com reprovação. — Como você é indiscreto, sério como o Camus te aguenta? — Falou o loiro.

— Não estamos transando, Milo, estamos namorando, algum problema com isso? — Perguntou Saga.

— Não, problema nenhum, isso é ótimo! Fico feliz por vocês. — Falou Milo, abraçando os dois amigos, com Saga namorando Shaka, ele não teria que se preocupar com o médico bonitão próximo ao seu ruivo.

— Mas, o que faz aqui? Aconteceu alguma coisa com o Camus? — Perguntou Shaka preocupado.

— Não, não, tá tudo bem. — Respondeu Milo sem graça.

— Bem, já vou saindo, vou deixar vocês a sós. — Falou Milo indo em direção a porta.

Saga o acompanhou. – Milo, não tenho que pedir para ser discreto, não é?

— Nem para o Camus posso dizer? — Perguntou Milo sorrindo.

— Se contar a ele terá que contar o que veio fazer aqui na minha casa, não é?

— Milo pensou e concordou com a cabeça, — Tem razão, obrigado mais uma vez, divirta-se Saga. — Despediu-se o escorpiano.

— O que o Milo queria aqui? — Perguntou Shaka assim que Saga voltou a sala.

— Saber se está tudo bem com o Camus.

— E...?

— E está tudo bem. — Respondeu Saga abraçando o loiro pela cintura e, olhando para a boca do virginiano, mudou o assunto. — Quero fazer algo desde que o vi chegar.

Shaka sorriu e ordenou. — Faça!

O geminiano o beijou cheio de saudades, eles estavam naquela fase de início de namoro onde se transa o tempo todo em que estão juntos.

O beijo foi se tornando cada vez mais intenso, mãos passeavam nos corpos um do outro, Saga pressionou o namorado contra parede fazendo sua ereção se chocar com a do namorado, Shaka tentou voltar à razão.

— Não íamos jantar?

— Depois... agora estou com fome de outra coisa. — Sussurrou o geminiano predador.

Eles foram aos beijos até o quarto de Saga, lá chegando o geminiano começou a desabotoar a camisa social azul clara que o virginiano usava. Ver o torso nú de Shaka era como ter uma visão divina o corpo alvo do loiro indiano. Era um convite à luxúria.

Em pouco tempo o loiro estava nu com Saga, ajoelhado aos seus pés e sugando seu membro.

— Hnng... Saga... por que faz isso comigo? Por quê... me transforma num depravado...? — Dizia o indiano estocando seu membro contra a boca do outro.

Saga fazia seu trabalho na divina felação e, com os dedos livres, começou a massagear o orifício do indiano, que gemeu ao toque.

— Saga... — Pediu suplicante o virginiano.

Saga não se fez de rogado parou a felação antes que o loiro se derramasse em sua boca.

Voltou a beijar os lábios finos e bem desenhados do namorado, o deitou com carinho e cuidado, ficando por cima as ereções se chocavam dando mais prazer aos dois.

— Eu quero você, Saga! — Pediu o indiano.

Saga pegou o lubrificante e o preservativo, o colocando em seu membro e derramado o lubrificante sobre ele, logo se aproximou do loiro se posicionando entre as pernas do indiano, e com carinho começou a penetrá-lo.

Logo sentiu o corpo de Shaka cobrindo o seu por inteiro, gemeu quando se viu totalmente dentro do outro, respirou fundo e tentou não se mexer até que sentisse que o loiro havia se acostumado com o intruso.

Ao sentir a dor diminuindo aos poucos, Shaka começou a se movimentar lentamente dando sinal a Saga que sorriu e começou a se mover calmamente contra o corpo do indiano.

Num movimento rápido Shaka mudou de posição ficando por cima, movia sua cintura fazendo Saga gemer, o loiro era conhecedor das técnicas no Kama Sutra, mostraria a Saga cada técnica que conhecia.

Ainda rebolando, baixou a cabeça lambendo o peito definido de seu geminiano que gemeu alto.

Sorrindo, Shaka endireitou as costas e ainda conectado a Saga deitou do lado oposto.

— Pelos Deuses, Shaka!

O virginiano conhecia posições que Saga jamais imaginaria existir, o sexo com o indiano era uma experiência única.

Deitados lado a lado Saga arremetia contra o loiro indiano, enquanto beijava sua doce boca.

— Shaka, eu vou...

— Sim, Saga... Vamos juntos... Ahhh...

O ápice veio ao mesmo tempo para ambos, Saga inundou a camisinha e Shaka se derramou contra os lençóis.

Ficaram um tempo esperando a respiração voltar ao normal, Saga mantinha o loiro preso em seu braço.

— Shaka... onde esteve durante todo este tempo?

— Estava esperando pacientemente você me notar. — Respondeu o loiro indiano, bem verdade que ele teve sim um breve romance com Ikki, mas o jovem era novo demais e a coisa não fluiu como deveria, o sexo era bom, ótimo, Shaka diria perfeito, mas tirando o sexo não sobrava muitas coisas que eles pudessem fazer juntos. Com Saga era diferente, a maturidade do geminiano o completava, e em termos de sexo Saga não ficava devendo nada a Ikki em alguns detalhes a experiência ajudava muito.

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Uma semana havia se passado desde os acontecidos, Camus ainda de esquivava quando estava a sós com Milo e o escorpiano não era mais incisivo em sua vontade por saber que era necessário eles estarem relaxados e com um clima ameno. Não, Camus não estava triste ou emburrado, conversar com Hyoga havia lhe feito muito bem, mas no seu psicológico "linkou" a falta de iniciativa de Milo em procurá-lo a sua aparência ainda abatida, por melhor que estivesse desde que deixou o hospital há apenas dois meses e ainda não estava com sua forma antiga restabelecida.

Essa era a noite do jantar dedicado a comemorar a entrada de Issak na universidade.

Milo estava dando o seu retoque final no seu assado de carneiro quando Camus foi abrir a porta para receber seus ex-pupilos.

— Olá, rapazes! — Cumprimentou o ruivo.

— Uau, Camus! Você está lindo hoje! — Comentou Hyoga.

Camus estava vestido em uma blusa polo rosa com uma calça social preta, seus cabelos estavam curtos, mas já haviam crescido um pouco, e como eles eram muito lisos Camus os penteava para trás, contudo alguns fios teimavam em cair sobre sua testa.

— Que bom que chegaram! — Milo que saía da cozinha para os receber, colocando um dos braços na cintura de Camus. — Concordo com você, Hyoga... o meu Camus está lindo.

Camus sorriu de lado ao ser beijado no rosto pelo namorado, e Hyoga piscou para ele o incentivando.

Os quatro conversaram um pouco sobre amenidades, o foco era sobre o curso de Issak, Camus estava muito feliz em ver seu pupilo rebelde finalmente tomar um rumo na vida.

À mesa eles puderam saborear o delicioso assado de carneiro com ervas que Milo preparou com muito carinho, e de sobremesa ainda tiveram os deliciosos crepes de morangos flambados de Camus.

— Por Athena! Que delícia estava este jantar hoje. — Comentou Issak.

— Foi em sua homenagem, Issak, que bom que gostou. — Camus falou carinhoso.

— Bom, depois de termos sido tão bem alimentados, só nos resta lavar os pratos para agradecer. — Falou Hyoga tirando a mesa sob os protestos de Camus e Milo que diziam que não precisavam se preocupar com essas coisas.

Aproveitando que os rapazes estavam na cozinha, Milo foi até o aparelho de som e colocou uma música agitada para tocar, olhou para Camus e avisou: — Você prometeu que iria começar a dançar quando melhorasse e está na hora de começar a cumprir sua promessa.

— Oi? Milo... não sei... — Começou Camus inseguro.

— Você prometeu mocinho, e promessa é dívida! — Cobrou Milo puxando o ruivo até o centro da sala. — Vamos relaxe, essa é fácil é só agitar o corpo ao som da música, sim como eu estou fazendo.

Milo começou a dançar, fazendo Camus o acompanhar sorrindo, Hyoga e Issak ouviram as risadas da cozinha e foram até a sala para saber o que estava acontecendo. Quando viram os dois dançando, eles franziram a testa sem acreditar no que estavam vendo, Milo estava fazendo Camus dançar?

— Isso sim é uma festa! — Falou Hyoga indo para a sala com Issak dançar junto com os outros dois.

Camus olhou para os rapazes dançando junto e não conseguia segurar o riso, às vezes gargalhava com os rodopios que Milo o fazia dar, não demorou muito para ele pegar o ritmo da música e acompanhar Milo decentemente.

— Você é lindo. — Elogiou Milo ao ouvido do namorado.

Camus sorriu para ele.

Hyoga colocou uma música lenta e piscou para Milo, que agradeceu e pegou Camus pela cintura.

— Essa música se dança diferente, colamos o corpo assim, juntamos o rosto assim... e faz dois prá lá e dois prá cá... assim.

Camus o acompanhou, ambos se olhavam mais apaixonados do que nunca, Milo acariciava a nuca de Camus o fazendo se arrepiar.

Hyoga percebendo o clima romântico entre os dois chamou Issak, — Vamos Issak, está na nossa hora.

O finlandês olhou para o mestre e Milo que trocavam beijos enquanto dançavam, — Vamos deixar ele aí, com Milo? — Issak sentia ciúmes de filho, mas queria Camus feliz e olhando para a cara de Hyoga percebeu que era justamente a intenção do loiro.

— Vamos, Issak, sem barulho, Ok? — Pediu Hyoga e eles seguiram para a porta.

Camus olhou na direção da porta seus olhos encontraram com os de Hyoga que fez sinal para que ele continuasse, piscou e saiu sem barulho.

Ao se ver sozinho com Milo, ficou um pouco tenso.

— O que foi? — Perguntou Milo parando a dança e olhando para Camus.

— Estou com sede. — Respondeu o ruivo.

Milo pegou a garrafa de vinho e serviu dois cálices, entregou o de Camus, e com o seu brindou. — A nós, meu amor... a nossa vida, a nossa nova chance de sermos felizes.

Camus ficou olhando para o cálice de vinho e Milo o tranquilizou. — Um cálice você pode.

Camus sorriu e brindou. — A nossa felicidade.

Tomaram o vinho e voltaram a dançar, juntos, colados, aos beijos...

— Onde estão os rapazes? — Milo sussurrou ao ouvido do ruivo.

— Já foram. — Respondeu Camus no mesmo tom.

Os olhares se encontraram cúmplices, e voltaram a se beijar com vontade e volúpia.

Camus sentou no sofá e Milo o observou com olhos famintos, o escorpiano ajoelhou em frente ao ruivo e novamente tomou sua boca com vontade. Com as mãos livre retirou a blusa do ruivo, observou o tórax alvo e os mamilos rosados com água na boca, se aproximou e com a língua lambeu e mordiscou aquela região.

Camus gemeu ao toque da língua macia do namorado.

Milo alternava de um mamilo para outro, e os beijos cresciam com seu ruivo.

O loiro retirou as calças de Camus, e sua roupa também, ficando vestido somente com sua boxer e voltou a beijar seu ruivo. Notou quando Camus descia a mão para pegar em seu falo afim de verificar se ele estava duro, Milo no entrando segurou a mão do ruivo antes do toque. — Milo!

— Shhhhhh... confie em mim. — Pediu Milo, pegando a blusa de Camus e amarrando seus braços em cima da sua cabeça, e com sua blusa vendou os olhos os ruivo. — Hoje você só vai sentir.

Camus tentou protestar, mas foi impedido por um beijo.

Milo passou a lamber todo corpo de Camus, suas pernas, virilha, sua barriga, mamilos... ao retirar a boxer azul de Camus viu que, apesar dos gemidos que seu ruivo estava deixando escapar, seu membro estava aparentemente adormecido, lembrou-se da conversa com Saga, e olhando para o ofegante namorado entregue a sua mercê, não teve dúvidas, ele queria não pararia hoje, foi até o quarto e pegou o lubrificante.

Voltou a lamber os mamilos de Camus e com a mão livre e com os dedos melados começou a fazer movimentos circulares com o dedo envolta do anel rosado do ruivo que gemeu.

— Milo... que delícia! — Falou entre gemidos o ruivo.

Milo sentia seu falo latejar, então com calma que estava se esforçando muito para manter, Milo forçou a entrada do ruivo com o dedo.

Camus sentiu um ligeiro desconforto, pois fazia tempo que eles não transavam.

Milo massageou com carinho antes de colocar o segundo dedo, estava sendo mais carinhoso do que na primeira vez dos dois.

Quando achou que Camus já estava pronto se posicionou entre suas pernas e começou a penetrá-lo lentamente. Por mais lubrificante que tenha usado ainda assim foi dolorido para Camus, que gemeu ante a fisgada que sentiu, contudo, o fato que estar de mãos amarradas e olhos vendados o fazia ter todas as sensações triplicadas.

No primeiro momento o ruivo se agarrou ao corpo de Milo, mordendo seu ombro, mas quando sentiu sua dor diminuir, foi relaxando e começou a se mover na cadência que Milo ditava.

— Hum... Milo, assim... assim... hnnnnng....

— Isso, Camyu... geme pra mim, geme.... hunng... geme meu viadinho, ahhh, assim...

Camus adorava ouvir os "incentivos" de Milo, e pela primeira vez se arriscou a entrar naquele jogo. – Sim... Milo... sou seu viadinho... me fode... hunnnng... assim...

Milo sorriu ao ouvir seu ruivo falando daquela maneira. — Hum, que depravado o senhor está se saindo.

Milo deitou no chão trazendo seu ruivo para ficar em cima, Camus ainda vendado se acomodou no membro do escorpiano comandava os movimentos, sentia Milo tocar em seu ponto sensível, e gemia enlouquecido cada vez que isso acontecia.

Milo já perdendo todo seu controle mudou de posição fazendo Camus ficar por baixo e começou a acelerar as estocadas.

— Ahh, Milo! Puta que pariu! Não para, não para eu... eu vou, nossa, não para! — Gritou Camus ensandecido com prazer desconhecido.

Milo ao ouvir a ordem de Camus, continuou a estocar sabendo que não aguentaria por muito tempo. – Camyu... juntos... vem meu amor... goza pra mim, goza... Vamos!

Camus deu um grito mudo, e seu corpo convulsionou quando atingiu o ápice do prazer, uma sensação nunca obtida antes, ele sentiu sua semente se derramando em sua barriga.

Milo gozou junto, feliz consigo por ter conseguido levar seu ruivo ao orgasmo.

O escorpiano tombou o corpo em cima do seu ruivo e ouviu a respiração ofegante de Camus, ele girou para o lado e olhou para seu namorado, que continuava com os olhos vendados e as mãos amarradas acima da sua cabeça, o peito subia e descia acelerado.

— Camus... você está bem? — Perguntou preocupado tirando as amarras do ruivo e olhando em seus olhos, Camus apenas sorriu sem responder. — Camyu, tá tudo bem? — Tornou Milo novamente.

Camus finalmente respondeu. – Uau... o que foi isso, Milo? – Ofegante perguntou — A gente transou na sala?

Camus continuou sorrindo deitado no chão de sua sala onde dançara com Milo a poucos momentos atrás.

— Na verdade a gente precisa batizar todos os cantos desse apartamento. — Comentou Milo mais tranquilo. — Vamos para o quarto? Precisamos tomar banho. — Sugeriu o loiro.

— Acho que eu não consigo ficar em pé... não mesmo! — Falou o ruivo ainda ofegante.

Milo sorriu e pegou seu namorado nos braços o levando para o quarto, lá foram tomar banho e depois, um exausto Camus caiu adormecido ainda nu entre os lençóis e Milo o observou agradecendo aos Deuses por poder amar seu ruivo novamente, e de forma ainda mais incrível que nunca.

Notas finais
Ufa!!! Que calor!!! Eu avisei que estava quente!!! Desculpe se o capítulo ficou enorme, mas não tinha nada que eu pudesse ter cortado, tinha? Pobre Camus, eu sei que judio dele, mas pelo menos os dramas pessoais dele estão se resolvendo, não é? Um ponto importante que eu queria colocar aqui é sobre a impotência nos homens que passam por tratamentos como este que Camus passou, isso é motivo de depressão entre muitos, mas pelo fato de acharem que não vão mais conseguir dar prazer. Espero ter abordado o assunto de maneira satisfatória. Falta pouco agora, muito provavelmente o próximo capítulo será o último, só não posso prometer que ele seja pequeno, pois como sabe eu tenho este defeito de escrever demais. =P É isso, quem curtiu comenta dizendo o que gostou e com não curtiu comenta dizendo o por que não gostou!!! Leitores fantasma eu amo vocês, mas vamos trazer essas vozes (escrita) do além, comentem, comentem, comentem. Sou dessa que pede review mesmo!!! =D