Notas iniciais
Essa história simplesmente martelou na minha cabeça, do nada... Loucura. A poesia parecia ir se formando sozinha.
Espero que gostem!

Não sei

Se me abriria, se diria o que realmente senti e pensei,

Geralmente não digo,

(E é provável que nunca diga)

Então chega aquela saudação amiga

Do vazio que entra

Sem bater na porta

Sem pedir licença:

“Você não correu atrás dele, Vega, não se declarou

Ele se foi

E a oportunidade, puf, passou!”

Não sei se me falta

Coragem, paz

Riso, ou algo mais

Eu só queria entender

Algumas pessoas, sem perceber

Gostam de sofrer

E quem sente, sofre

É o sentimento menos ideal

No calor do momento, parece genial

Pegar a chave e abrir o cofre

Que guarda um coração

E depois de se iludir

Cair com a realidade no chão

Eu, diferentemente

Gostaria de ter coragem o suficiente

Para dizer minha opinião

Meu pensamento

Minha posição

Me esconder é meu tormento

Um dia, vou realmente aprender

Que amar e sofrer é viver

E me dar o direito de sentir

E receber da vida o que está por vir

Quero fugir da inocência

Acolher a experiência

Suprir a carência

de uma vida com mais aventura,

emoção em fartura

Não falo de cair, mas de me jogar em um escuro abismo

Possivelmente, cheio de maldade e cinismo

Mas eu valentemente aceitarei o risco

E enquanto caio, chuto a ganância e o egoísmo

No fim, apenas procuro uma doce e pura vida

Acho a caixa de Band-Aid em um armário bem polido

E continuo caminhando, enquanto conserto meu coração partido

Em busca de uma boa situação que ainda não tenha vivido.

Notas finais
O que acharam?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!