Notas iniciais
Olá, pessoas. Mil desculpas pela demora, mas eu sou um ser humano enrolado que caiu em uma puta crise criativa e só teve coragem de escrever agora. Perdoem-me pelos possíveis erros ortográficos/de digitação existentes no capítulo. "Buruberu" em português é "Sino Azul" e significa gratidão. Este é o penúltimo capítulo e o próximo será postado amanhã. Espero que gostem!

Assim que paramos de chorar, Naruto levanta, dando-me um beijo no rosto. Ele insiste que tenho que procurar ajuda e me faz prometer que irei falar com alguém. Eu não tenho certeza de que vou cumpri-la, sou covarde demais para admitir que não estou bem, bom, pelo menos, não em voz alta.

Não tão covarde ao ponto de não perceber que eu não estou nada bem. Droga, eu estou em pedaços! Sinto que o meu mundo é uma bola de golfe que nunca vai sofrer uma tacada para chegar ao buraco, não faço ideia de como progredir.

Naruto-kun sorri e diz que precisa ir. E assim me deixa sozinha de novo, não é culpa dele, eu sei que não é; porém permito-me flutuar na solidão. Ouço a porta bater, anunciando a sua saída, o sofá abraça o meu corpo e fecho os olhos.

Minha cabeça pesa, mas acho que posso passar por isso também.

[...]

Sakura está sentada no sofá, sorrindo para mim como se tivesse descoberto um segredo tão secreto que nem eu mesma sei. Tento ignorar, mas não existe forma de se esquivar do olhar curioso da mulher de cabelos róseos. Então, olho diretamente em seus olhos e pergunto-lhe o que aconteceu. Seu sorriso fica maior e ela pisca muitas vezes antes de falar:

—Soube que o Naruto esteve aqui um dia desses –fala em um tom sugestivo, eu reviro os olhos. Sakura não para de pensar bobagens?

—Sim, esteve. E, antes que pergunte, nada aconteceu. –Ela manda um olhar decepcionado e coloca as mãos na cintura em um gesto indignado.

—Como não? –Suspira. –Naruto é imbecil?

—Muito provavelmente –respondo, rindo sem jeito. –Mas não por isso.

—Não por isso? Pensei que ainda o amasse, Hinata.

—E amo, mas do que adianta continuar uma coisa sem fundamentos? Tenho certeza que Naruto-kun me ama também, mas não do mesmo jeito. –Sorrio ao lembrar do dia em que ele contou um dos motivos para a separação. –Além do mais, acredito que ele esteja amando outra pessoa.

Sakura arregala os olhos, vejo seu rosto ganhar uma coloração avermelhada e ela ri, porque sabe exatamente do que estou falando.

—Sabe, Hina, a visita do Naruto não foi a única coisa que eu soube –ela fala, mudando de assunto. –Não vai me falar como foi lá no psicólogo?

—Como sabe que fui ao psicólogo? –pergunto-lhe, semicerrando os olhos.

—Um passarinho azul me contou.

—Sei, seu passarinho azul, por acaso, tem olhos pretos e usa óculos vermelho? –Ela levanta os braços em rendição e sorri. –Ótimo, tenho uma agente infiltrada na minha casa.

—Ela está praticando para quando for Hokage.

—Claro que sim. –Reviro os olhos.

—E então, não vai dizer? –Suspiro.

—Foi bom, bem, de alguma forma foi. Ficamos quarenta e cinco minutos em silêncio, mas senti que ele estava pronto para me ouvir, mesmo que eu não conseguisse falar nada.

—Você acha que consegue superar?

—Não faço ideia, talvez não. Mas, de qualquer forma, não quero superar...

—Como assim? –pergunta, preocupada.

—Quero aprender a conviver. Talvez se eu superasse, desse espaço para esquecer a Hima, mas não quero, nunca. –Estou a ponto de chorar, então respiro fundo algumas vezes até que meu coração pare de bater tão rápido.

—Hinata, você nunca vai esquecê-la. Ela é a sua filha e a primeira coisa que aprendemos quando vamos à convenção das mães é que eles nunca irão embora, nosso amor os sustenta aqui.

—Obrigada, Sakura, obrigada.

—Então, que tal regarmos aquelas flores ali fora? Acho que os girassóis ficarão felizes com um pouco de atenção.

Eu a abraço com força e ela retribui. Tudo em mim é gratidão, pois sinto que meus pilares estão levantando-se pouco a pouco e eles fornecem o material para essa construção.

Notas finais
Obrigada pela leitura!!!