A Thousand Miles
8 Natal.
Notas iniciais
Shake it up, shake up the happiness, wake it up, wake up the happiness
C'mon y'all, it's christmas time
Shake it up, shake up the happiness, wake it up, wake up the happiness
C'mon y'all, it's christmas time
Ho ho ho, ho ho ho, it's christmas time
***
Shake Up Christmas – TRAIN.
Já se passara 1 mês desde o episódio do hospital. Era uma noite linda e nevada de Natal. Todos estavam deslumbrantes para a ceia na casa dos Collins. Por dentro, a casa estava muito mais bonita do que por fora. Árvores, enfeites, piscas-piscas por todo o lado. Havia até um pisca-pisca que ficava cantando músicas natalinas, e que já estava deixando Casper louco. Durante este um mês aconteceu muita coisa:
Rendal e Susana ficaram muito próximos, o Sr Collins, Edmundo e Casper juravam que já estavam namorando, os outros juravam que ainda não, pois Susana e Rendal eram muito tímidos. Lúcia e Casper também estavam avançando no relacionamento, eu não deveria contar, mas vou, Lúcia contou a Susana que teve seu primeiro beijo com Casper.
Edmundo e Daphne tiveram um desenvolvimento muito rápido no relacionamento deles, se tornaram amigos muito rápido. Amigos muito íntimos. Tão íntimos que Edmundo contou o que ele sentia pela Charlotte e então fizeram um “trato”, na verdade um favor. Eles estavam fingindo que estavam namorando apenas para meter ciúmes na Charlotte.
Houve também um fato que foi muito coincidência, iria passar o Natal na casa dos Collins, além dos Pevensie, o Oficial Teddy James Cooper, irmão de Daphne, e claro um “empregado” do Sr Collins. O Sr Collins virou delegado recentemente, e antes era parceiro de Teddy.
Estavam todos lá, na casa dos Collins, esperando há chegada da meia-noite para cearem. Enquanto aguardavam a conversa corria solta pela casa. Num canto qualquer estavam Edmundo e Daphne, conversando. Logo Charlotte apareceu e encostou na parede, encarando os dois. Um olhar mortal, capaz de secar uma pimenteira.
- Ela está olhando para nós. – Daphne falou sorrindo, bem baixinho. Edmundo sorriu também.
- Ah, sério? – Ele olhou através do ombro e lá estava ela, com o vestido vermelho, a corrente de Pedro e uma maquiagem linda. Deslumbrante. Segurava uma taça de champanhe, que se ela depositasse toda a raiva para a apertar a taça, a taça se quebraria de um jeito em que o vidro viraria pó.
- Quer brincar um pouquinho? – Daphne sussurrou para Edmundo, que afirmou com a cabeça piscando, Logo ele virou Daphne, de um modo em que Charlotte pudesse ver os dois. Desceu e lentamente beijou os doces lábios de Daphne. E ficaram se beijando lentamente. A Língua dele invadiu a boca dela, fazendo tudo ficar quente e mais violento. Ele deu uma espiada para Charlotte, que estava prestes a atirar na cabeça de Daphne com uma escopeta.
- Charlotte, você está ai! – Falou Pedro animado ao encontrar a namorada. – Venha, vamos deixar os pombinhos a sós. Charlotte fez uma careta como se tivesse tido uma idéia brilhante.
- Pedro, você é meu namorado... – Falou como se fosse a coisa mais obvia do mundo. Ele apenas afirmou com a cabeça. E logo foi surpreendido por um bote que Charlotte deu. Deu um beijo violento mesmo. Atirou Pedro contra a parede e o voltou a beijá-lo de uma maneira selvagem. Pedro não entendeu, mas cedeu, agarrando a amada.
Edmundo foi surpreendido pelo ato de Charlotte, e não iria deixar barato. Aprofundou mais ainda a sua língua na boca de Daphne a apertando contra seu corpo. A agarrando com toda as suas forças na cintura dela.
Charlotte, não sei como, invadiu quase toda a sua língua na boca de Pedro, que sem saber o que fazer, fez o mesmo. Agarrando a sua cintura também. Charlotte “arranhou” suas costas por cima do palito de Pedro.
Edmundo queria mesmo tirar a parte de cima da roupa, tentando “vencer” de alguma maneira Charlotte, mas isso seria uma loucura. Estavam tendo uma guerra eu diria. Beijos, abraços violentos e olhares malignos para todo o lado. Só faltaram fazer sexo ali mesmo. Mas o ato final foi de Edmundo, que sem pensar desceu sua mão até os quadris de Daphne, que interrompeu na hora.
- Calma, né meu amor! – Ela falou recuperando o fôlego. Edmundo pediu desculpas, limpou o borrado de batom da sua boca e ajeitou seu smoking no corpo. No exato momento, Charlotte empurrou Pedro, os separando. Na mesma hora, Lúcia entrou no corredor, e parou ao olhar os quatros. Sem fôlego, os cabelos bagunçados, os batons de Charlotte e Daphne borrados e aparentemente borrados nas bocas de Edmundo e Pedro.
- Guardem um pouco de fôlego para a lua de mel, gente, pelo amor de Deus. – Ela falou se virando. Charlotte foi para a sala e Pedro seguiu com Edmundo para fora. Daphne ficou conversando com Lúcia.
Charlotte se sentou ao lado de Susana no sofá. A mesma encarava Rendal conversar com Teddy perto da lareira, que estava acesa.
- Charlie, posso te fazer uma pergunta? – Falou Susana.
- Lógico! – Respondeu Charlotte bebendo um gole do Champanhe, aliais, eu não contei o que aconteceu com a taça que ela estava segurando na cena anterior, está quebrada no meio do corredor.
- O Rendal, sabe, ele já namorou? Como ele é, perto de uma garota? – Ela perguntou meio incomodada, torcendo para que a loira não estranhasse a pergunta.
- Bom, há alguns anos, o Rendal namorou uma garota chamada Lizete. E pode acreditar, ela era tão baranga quanto o nome. Era arrogante, nojenta, mimada, sabe uma garota que só o Rendal poderia gostar. Eles tiveram um caso, mas depois ele descobriu que ela não gostava dele do mesmo jeito que ele gostava dela, ela só estava de olhos no dinheiro e depois ele terminou com ela, o pai dela descobriu a colocou no primeiro NAVIO para a América do Sul, Brasil ou Argentina, não lembro. – Ela fez uma pausa e bebeu mais um gole do champanhe. – Agora, quando ele gosta de uma garota, ele fica meio nervoso quando falar com ela, gaguejando. E quando fala dela fica pior ainda, como se estivesse no mundo da lua. E por incrível que pareça, ele parece ser de Júpiter quando falamos de você Su. – Ela disse dando um sorrisinho malicioso.
***
Amélia chamou todos para cear, e foram todos para a cozinha. Começaram a se acomodarem em seus lugares. Rendal puxou uma cadeira para Susana. Que sorriu timidamente e agradeceu se sentando. Ele ia puxando uma cadeira para ele, mas antes que pudesse pensar em se sentar nela, Edmundo foi mais rápido, sentando-se ao lado de Daphne.
- Eu adoro o Natal! – Ele falou descaradamente, enquanto Susana o fuzilava com o olhar. O Sr. Collins, que iria se sentar do lado direito de Susana assistiu toda a cena. E se levantou.
- Pode sentar aqui, Patrick! – O Sr e a Sra Collins dirigia-se ao Rendal como Patrick. Rendal agradeceu o pai com o olhar e se sentou ao lado de Susana, sorrindo para ela.
Todos comeram de uma maneira confortável e conversa teve de sobra. Conversaram sobre o Ano Novo, no qual seria realizado na casa da Sra Pevensie, que insistiu muito. Foi um jantar muito animado. Até que Charlotte resolveu “provocar” Daphne e Edmundo.
- Então, Daphne, querida – Apenas Edmundo pode perceber o tom irônico e sarcástico no “querida” de Charlotte. – você e o Ed estão mesmo namorando?
Todos se voltaram a Daphne e Edmundo, ambos estavam surpresos com a pergunta, mas Daphne tinha a resposta na ponta da língua.
- Estamos, sabe, Edmundo e eu estamos muito apaixonados. – Ela disse de um jeito sensual, fazendo todos os homens do local – menos Teddy – sorrirem de um jeito abobado. Charlotte soltou um olhar de desprezo.
- Mas vocês não estão avançando rápido no relacionamento de vocês? Digo, só se conhecem há um mês. – O tom da voz dela estava mudando de falsidade para raiva e ódio.
- O Amor é imprevisível, Charlotte! Acho que você sabe disso mais no que ninguém. Podemos até correr o risco de nos apaixonarmos por duas pessoas. – Eu poderia dizer que saiu briga naquele momento. Mas não, Charlotte apenas sorriu e eles continuaram a cear.
Quando todos acabaram de cear. Pedro pediu a atenção de todos, que cederam facilmente. Ele se levantou.
- É neste momento familiar, e com a boa atenção de todos vocês, que escolhi este Natal, para fazer um pedido. Todos sabem, eu e Charlotte estamos namorando a alguns meses, e eu não posso esperar mais para fazer este pedido. – Pedro enfiou sua mão dentro do paletó e tirou de dentro uma caixinha preta de veludo. Ele se ajoelhou diante de Charlotte, abrindo a pequena caixa e mostrando um anel dourado com uma pedra pequena de diamante em cima.
- Charlotte, você é o meu dia, minha noite. Meu sol, minha lua. Meu céu e minha terra. É o meu calor e o meu frio. É meu oxigênio, é o meu coração. Aceita se casar comigo?
Todos ficaram boquiabertos. Charlotte tentava segurar o choro, já a Sra Collins e a Sra Pevensie não conseguiram. Edmundo olhava com um sorriso, que escondia a tristeza.
- Pedro, você simplesmente é a minha vida, e eu não posso viver mais um dia sem você. É claro que eu aceito. – Pedro sorriu, chorando também, e pôs a aliança no dedo de Charlotte, e deram um longo beijo. Todos bateram palmas e deram vivas.
Depois de cear, todos conversavam animadamente, como antes da ceia. Estavam todos animados, de barriga cheia, apenas alguns bebiam vinho e champanhe. Rendal conversava com Edmundo.
- Ed, eu posso te fazer uma pergunta? – Rendal perguntou, de uma maneira meio tímida.
- Claro! Sobre o que? – Rendal corou um pouco, e respirou fundo.
- Sobre a Susana. – Edmundo tirou o sorriso da cara, fez um olhar de desprezo e arqueou as sobrancelhas.
- Sobre a Susana? Pode. – Ele disse o olhando dos pés a cabeça. Como um pai ciumento quando vai conhecer o namorado da filha.
- Ela já teve um namorado? Como é a relação dela com os homens? – Rendal perguntou com as mãos soando frio e o estômago dele deu um looping imediato.
- Bom, Susana já teve um caso, e acredite se quiser, com o nosso querido Príncipe. – Edmundo disse ele sem emoção nenhuma. Rendal ficou boquiaberto.
- Príncipe Caspian X da Inglaterra? – Ele perguntou assustado. Edmundo confirmou com a cabeça.
- Eles tiveram um caso, se amavam de verdade, mas, como você sabe, o Caspian vem de uma linhagem da realeza, e ele acreditava que teria de se casar com alguma herdeira da nobreza também. Então, ele abandonou Susana, jurando amor eterno a ela, mas se casando com uma tal de Liliandil, princesa de não sei aonde. Susana ficou muito mal e desde então não tem consigo ficar muito perto de garotos.
- E o que aconteceu com Caspian e a Liliandil?
- Tiveram um filho chamado Rilian, e Liliandil morreu picada por uma serpente. Pouco tempo depois de sua morte, Caspian voltou a procurar Susana, que não quis mais saber dele. Eu acho Rendal, que você foi o primeiro garoto que Susana deixou se envolver, desde Caspian. Eu se fosse você daria muito valor a ela – Edmundo falou severamente. – Não quero que ela tenha outra decepção amorosa. – Ele disse e saiu. Rendal arrumou sua gravata, que na hora parecia apertada demais.
***
Lúcia e Casper estavam sentados na sacada, encarando a Lua, que pouco aparecia entre a névoa branca. Aos longes eles podiam ver os piscas piscas das outras casas. Era um show de visão.
Mas a única coisa que os iluminava era a luz da enorme lua. Lúcia a olhava com a maior admiração do mundo. “Ela é linda sobre a lua” pensou Casper, a olhando, perdido no rosto angelical de Lúcia, que sorria. Ela o olhou, e o viu a encarando, com um sorriso torto. Ela continuou sorrindo.
- O que foi, Casper? – Lúcia perguntou. Não obteve resposta, mas Casper apenas foi se aproximando, encostando os lábios dos dois.
***
27 de Dezembro.
A campainha soou e Edmundo abriu a porta. Charlotte entrou, totalmente alterada, como se estivesse bêbada.
- Você está sozinho? – Ela perguntou se sentando. Edmundo estranhou.
- Sim, Susana foi visitar seu irmão, já que é aniversário dele, ela volta só a noite, Pedro, nossas mães e seu pai foram viajar, só voltam amanhã. E Lúcia viajou com Casper e só voltam para o ano novo. Por quê?
- Ótimo, porque eu quero muito falar com você. – Ela disse, se levantando e indo cambaleando a direção de Edmundo.
- Está bêbada? – Ele perguntou a segurando Charlotte quando ela tropeçou.
- Eu tive que beber, Edmundo. Sóbria eu não conseguia falar. Eu amo você Edmundo. Você sempre teve razão. Termine com a doutora vadia e eu desmancho com Pedro. – Charlotte falou, dando um beijo romântico em Edmundo logo em seguida, que cedeu, mesmo assustado.
Ela abriu a camiseta de Edmundo, tirando e a jogando em qualquer lugar. O atirou no sofá, caindo em cima dele. Que estava mesmo assustado.
- O que você está fazendo? – Ele perguntou. Ela sorriu, sensualmente. A maquiagem preta em volta dos olhos a deixando muito mais linda.
- O que eu deveria ter feito há muito tempo.- E voltou a beijá-lo.
***
N/A: FELIZ ANO NOVO ATRASADO. Está ai o primeiro capítulo de 2011. E que era pra ser postado no Natal. Mas graças ao servidor do Nyah não deu.
Bom, está ai o capítulo. Eu sei, vocês querem me matar por que eu terminei o capítulo no momento mais hot da fic. Mas se vcs me matarem eu não poderei mais postar:B. E bom, dia 27 FOI O MEU ANIVERSÁRIO E ANIVERSÁRIO DO RENDAL TBM \\O/.
É isso gente, eu estou ficando sem criatividade para os N/A. Então, apenas para descontrair, me respondam:
"O Que vocês acharam do final de A Última Batalha? E quando eu pergunto "final" quero dizer o que o Lewis fez com a Susana, dizendo que ela não foi para o país de Aslam. Se ele fosse vivo eu o mataria u.u".
Fiquem com Aslam.
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