Notas iniciais
Prometo não demorar mais.

[CAPA DO CAPÍTULO EM BREVE,]

I will dry your tears
Take away your fears
Let me be your shelter
Your heart is safe in here
-

Fergie – Won’t Let You Fall

Charlotte aos poucos acordava. Não estava nada bem. O estômago dava loopings, sua cabeça doía muito, acho que ela nunca teve uma dor de cabeça tão forte. Ela só via borrões, aos poucos a imagem ficava nítida aos seus olhos. Assim que tudo ficou normal, ela olhou em volta, mas não reconheceu, nas estava em seu quarto, nem dos seus irmão. Tentou raciocinar. Obviamente não estava mesmo em sua casa, mas onde poderia estar? Como se alguém tivesse quebrado um tijolo na cabeça dela, ela gemeu e pôs as mãos na cabeça.

- Aonde é que eu estou? – Ela perguntou para si mesma, ainda com as mãos na cabeça.

- Dormiu bem, dorminhoca? – Perguntou uma voz grossa. Imediatamente Charlotte olhou para o lado e lá estava, dando um sorriso irônico, Edmundo. Ele estava sentado na cama ao lado dela, sem camiseta. Eu arriscaria dizer sem calça também, apenas de cuecas, mas eu acho que isso faria algumas meninas infartarem, ou terem um AVC. Mas é fato, ele estava apenas de cueca.

Assustada Charlotte deu um longo e agudo grito. Edmundo revirou os olhos, e quando ela terminou ficou olhando assustada para ele.

- Terminou de dar o chilique agora?! – Edmundo perguntou irônico. Charlotte tirou na hora o olhar assustado o substituindo por um severo. “Essa sim é a minha Charlotte” pensou Edmundo para si mesmo.

- Edmundo. – Ela começou severamente, respirou bem devagar e continuou. – O que você fez comigo? – Edmundo soltou uma gargalhada enorme. Mas parou ao ver a expressão séria de Charlotte, aqueles olhos verdes o fuzilando.

- Não está falando sério, está? Charlotte, você chegou aqui em casa bêbada. Você disse que me amava, e não conseguia falar isso sóbria, você simplesmente se jogou em mim, e arrancou minhas roupas. Eu não fiz nada para você, pelo contrário, você que fez comigo. – Edmundo falou com um sorriso torto e malicioso na boca.

- Ah, Edmundo essa história de novo não, ok? Eu quero saber o que a gente fez? – Charlotte mudou o tom de voz como se não soubesse do que Edmundo estava falando. Mas ela se lembrava muito bem de todos os copos de Uísque que ela havia roubado e bebido de seu pai.

Edmundo eu um sorriso malicioso para Charlotte, seguido de um olhar, a garota engoliu seco.

- Charlotte, estamos apenas de roupas íntimas, o que você realmente acha que nós fizemos. – Ele continuou sorrindo. Charlotte se desesperou.

- Ah não. Meu Deus e agora? O Que Pedro vai pensar quando souber que eu não sou mais virgem? – Ela começou a chorar descontroladamente.

- Jura mesmo que era virgem? Sei, não, mandou tão bem hoje que... – Ele foi interrompido por um olhar da loura, que ainda chorava descontroladamente. – Desencana, Charlotte. Não aconteceu nada.

Charlotte, deu um olhar de Chuck para Edmundo. E sem pensar deu ma bofetada no rosto de Edmundo, tão forte que ficou a marca no rosto dele.

- Nunca mais me dá um susto desse, Edmundo. ONDE VOCÊ ESTAVA COM A CABEÇA GAROTO? – Ela gritava do outro lado da cama, Edmundo se aproximava devagar da garota, que continuava gritando. – Onde você tirou essa idéia...Edmundo...O que você está....? – Ela foi interrompida pelos lábios do garoto que colavam aos seus.

Ela o afastou. Olharam-se por alguns segundos e voltaram a se beijar. Um beijo forte, selvagem, sensual. Charlotte agarrou o pescoço do moreno enquanto ele agarrava forte a sua cintura. Afastaram-se para pegar fôlego, mas mantinham o contato visual sensual. Aos poucos deitaram-se na cama e continuaram a se beijar. Edmundo desceu os lábios até os pescoço da garota, mas não pode continuar o ato, já que a mesma o empurrou.

- Espera, Edmundo, estamos indo um pouco longe demais. – Charlotte disse, e os dois voltaram a se sentar na cama. Começaram a pegar fôlego. – Olha, o que eu te disse é realmente verdade. Eu...eu amo você, Edmundo. – Edmundo abriu um largo sorri no rosto. – Mas eu não posso. – E logo desmanchou o sorriso.

- Mas Charlotte, por quê? – Ele perguntou, ela olhou triste para ele, acariciou seu rosto por um tempo.

- Porque eu também amo o Pedro, Edmundo. E eu não quero decepcioná-lo. Por favor entenda, se ponha no meu lugar. – Edmundo se levantou, bravo.

- Você se preocupa em não chatear Pedro, mas não está nem ai comigo? O que é isso, Charlotte? – Ele disse indignado. Ela se levantou também.

- Ed, entenda, por favor...Eu amor Pedro também, e nós vamos nos casar.

- Eu sei, mas, Charlotte...Eu não consigo ver você com Pedro, Eu sei, eu não queria me apaixonar por você, foi de repente , muito rápido...Mas, o amor é imprevisível. – Ele disse, e Charlotte o abraçou. Ficaram um tempo abraçados. – Me escolha, por favor. Eu prometo de fazer feliz.

Charlotte se afastou e respirou fundo. Beijou profundamente o rapaz.

- Eu não sei, Ed. Por favor, me dê um tempo para pensar. – Foi a última coisa que Charlotte disse. Ele concordou, e ambos se vestiram.

Desceram as escadas e Edmundo a acompanhou até a porta. Já era noite e estava chovendo. Antes dela sair, deram um longo beijo e ambos sorriram. Abriu o guarda-chuva e sumiu. Antes que Edmundo pudesse fechar a porta, Daphne apareceu, com uma cara séria.

- Edmundo, o que foi aquilo? – Ela perguntou, referindo-se ao beijos.

- Daphne, entra, rápido. Tenho algo para lhe falar. – Edmundo disse sorrindo, puxando Daphne para dentro e a sentando.

- Nossa, que coisa é essa? Fiquei curiosa agora. – Ela disse com um belo sorriso no rosto.

- Charlotte esteve aqui, ela me beijou, Daphne. – Edmundo disse num tom excitado. Daphne olhava para ele, um cara triste, de ciúmes. Edmundo sorria, esperando uma resposta da amiga. Ela molhou os lábios e forçou um sorriso.

- Nossa, Ed...Isso é, legal...? – Ela disse nervosa, Edmundo segurou suas mãos, e o seu coração começou a palpitar.

- Legal? Isso é maravilhoso...Mas, bem, ela inda está confusa com isso. E vou dar um tempo para ela decidir, sabe? – Ela continuava sorrindo, e Daphne dava apenas um sorriso falso. – Ai, dependendo do que ela decidir, nós não precisamos mais fingir que estamos namorando. Quero dizer, agora que ela já sabe. Tudo bem para você? – O Coração de Daphne começou a bombear mais forte ainda, sentiu as lágrimas chegarem. Ela queria continuar com aquilo, ela gostou daquela brincadeira...Ela gostava de Edmundo. Segurou as lágrimas. Já estava expert nisso, sempre que um paciente morria, cabia a ela avisar os parentes.

- Ah, não, tudo-tudo bem, para mim. Quero dizer, tudo bem. – Ela disse nervosa, ele continuava sorrindo, ela não agüentava mais, precisava soltar as lágrimas, então inventou uma desculpa qualquer. – Me desculpa Edmundo, eu tenho que ir agora, hoje eu faço plantão. Sorte para você e para a Charlotte. -Daphne deu um abraço rápido e foi correndo em direção a porta. A abriu e saiu correndo em direção a chuva, sem rumo.

- Hoje é domingo, ela não tem plantão hoje. – Edmundo disse coçando a cabeça, assustado com a reação de Daphne. Deu os ombros e fechou a porta. Ligou o rádio e deitou-se no sofá...Não queria se preocupar com nada, além da decisão de Charlotte. Fechou os olhos com um sorriso no rosto.

***

Daphne chorava como nunca havia chorado. As lágrimas se misturavam com a água da chuva, que a molhava toda. Suas roupas pesavam em seu corpo, seus cabelos grudavam em suas costas.

- Por quê eu fui me apaixonar por ele? – Ela disse para si mesma. – Por quê? Eu sabia que ele era apaixonado por outra, eu sabia qual era a sua real intenção comigo...Então por quê? Edmundo seu maldito. – Ela falava entre os dentes, ainda chorando, andando sem rumo no meio da noite chuvosa.

De repente, um guarda-chuva cobriu sua cabeça.

- Você vai pegar um resfriado, assim. – Uma voz disse. Ela olhou para o lado e viu a figura loira de Pedro. Ele sorria. Ela sorriu também.

- Obrigada, Pedro. Mas você não ia voltar só amanhã?– Ela perguntou disfarçando o choro. Ele entrou embaixo da proteção junto a ela.

- Mudança de planos, mas o que aconteceu? Você está bem? – Ele perguntou, aquilo fez ela sentir mais vontade ainda de chorar.

- Uma briga entre Ed e eu. Nada demais. – A mentira escapou de sua boca. Eles começaram a andar.

- Vamos, eu te levo para a sua casa. – Ele deu os braços para ela, que agradeceu o ato. Num piscar de olhos, um volto passou correndo por eles. Era Edmundo.

- Edmundo? – Perguntou os dois.

***

Algo entrou batendo a porta. Edmundo levantou-se assustado. Era Susana, chorando. As lágrimas cortavam o rosto branco da garota, e seus olhos estavam marejados.

- Irmã, o que aconteceu? – Edmundo disse segurando o braço de Susana que iria subir as escadas. Ela o olhou e o abraçou rapidamente.

- O Rendal... – Ela disse. Edmundo ficou sério.

- Rendal! – Ele disse entre dentes. Não esperou Susana terminar de falar e saiu correndo.

***

Ela corria sem se importar com a chuva, e nem notou quando passou por Pedro e Daphne. Corria, e nem sentia sua respiração. Nunca havia corrido assim na vida. Virou a esquina, e parou na casa dos Collins. Começou a esmurrar a porta.

- RENDAL, VENHA AQUI SEU IDIOTA. – Ele começava a gritar e a bater mais forte ainda na porta. Rendal apareceu, com cara de gostava de pouca coisa.

- QUEM AQUI É O IDIOTA? Edmundo? – Num piscar de olhos, Edmundo puxou ele pela gravata, fazendo – o cair na chuva, no meio na rua.

- Eu lhe falei para você não magoar a Susana. – E logo e seguida deu-lhe um chute na barriga.

- EDMUNDO. – Pedro e Charlotte chegaram, segurando o Edmundo. Rendal apenas o olhava.

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N/A: Gemt, é de madrugada, não posso fazer um N/A longo. Olha desculpem a demora, prometo não demorar mais. Bom, está ai, e ninguém é burro de não saber q vai ter um romance entre a Daphne e o Pedro ¬¬. Apenas me digam para quem vocês estão torcendo:

Charlotte/ Edmundo, Pedro/Charlotte, Daphne/Pedro ou Daphne/Edmundo.

Ah, gente, aproveitem e dêm uma passada na minha ONe-Shot, da Susana que eu escrevei, por favor:

http://fanfiction.nyah.com.br/historia/122875/Believe

Fiquem com Aslam, e me desculpem pelo péssimo N/A, o próximo vai ser melhor, juro.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.