A Summers Love Story
3 Capítulo 3: O garoto estranho
Notas iniciais
Capítulo 3: O garoto estranho
- E foi isso que aconteceu... – disse Naruto deitado em uma rede na varanda da casa de seu padrinho, observando a chuva forte de verão que estava caindo, enquanto contava tudo que tinha acontecido nos últimos dias para Jiraya.
O garoto encarava seu padrinho, esperando que ele pegasse as suas malas que ainda estavam em sua sala e o mandasse sumir, mas olhando nos olhos do velho pervertido, ele sentiu um pouco mais de conforto.
- Caramba, você é um pirralho bem problemático. – ele disse suspirando.
Quando ele viu o estado do garoto quando chegou, Jiraya sabia que tinha algo muito grave em jogo. Minato apenas tinha pedido a ele para ficar com Naruto e cuidar dele e fez um breve discurso por ter falhado como pai. Não tinha dado nenhuma explicação sobre seus motivos para tomar uma decisão assim tão radical e agora ele estava xingando mentalmente Minato por ter abandonado seu filho no momento em que ele mais precisava de apoio paterno.
Jiraya levantou-se do degrau da varanda e andou em direção a Naruto, sendo observado pelo mesmo que estava apreensivo.
- Não se preocupe Naruto... Seu pai só precisa de um tempo, ele prefere ficar sozinho para poder pensar melhor... Tudo vai voltar a ser como antes. – ele afagou os cabelos do loiro. – Eu não vou tentar te mudar para mandá-lo de volta gostando de outras garotas... É uma pena, mas se é sua escolha... Aproveite as férias.
- Obrigado ero-sennin... – disse Naruto com a expressão triste enxugando uma única lágrima que fugiu de seus olhos.
O homem entrou na casa e deixou Naruto sozinho. A residência em que morava ficava no interior da cidade de Kyoto, sua arquitetura mantinha os padrões tradicionais, o lugar era perfeito para o escritor, que precisava de tranqüilidade para escrever seus romances sem o barulho das grandes cidades para lhe atormentar.
Naruto se acomodou mais na rede, fechando os olhos para descansar com o barulho chuva, não demorando muito para adormecer.
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Sonho... Aquilo tinha que ser apenas um sonho...
Naruto tinha seus olhos desfocados por causa da luz solar, tremendo enquanto tentava assimilar o que estava acontecendo, encarando um rosto dolorosamente familiar... Ele estava lhe tocando... Sasuke...
Erguendo sua cabeça ele viu que o rosto familiar tinha o cós de sua calça de moletom puxada para cima segurada pela mão pálida dele, e que estava olhando para dentro de suas roupas íntimas...
- AH! – Naruto gritou e caiu da rede recuando para se afastar do garoto.
- Olá. – ele disse com um sorriso.
“Não é Sasuke...” — Naruto concluiu estudando-o melhor e se acalmando. – “Mas é tão parecido...”
- O que você estava fazendo? – disse Naruto encarando-o.
- Você estava chorando feito uma menininha, aí eu resolvi tirar a prova... E bem, pelo que vi por este pequeno detalhe aí. – respondeu Sai apontando para as partes baixas de Naruto o fazendo corar. – Eu concluo que você é um menino, certo?
- Claro que sou seu idiota! – disse Naruto extremamente vermelho.
- Você estava deitado adormecido na rede chorando. Eu fiquei te observando, tentando descobri o que você estava sentindo... – O garoto pegou um bloco de desenho e folheou a procura de algo antes de colocar na mão do loiro. – Eu desenhei, talvez você possa me dizer...
Naruto olhou para a sua própria imagem, seu rosto estava contorcido em angustia com lágrimas abundantes escorrendo por suas bochechas. Ele desviou seu olhar do desenho e voltou a encarar o garoto de pele pálida a sua frente, não deixando de ficar deslumbrado pelo talento artístico dele.
- Você estava gritando: “Sasuke, por favor, não, pare Sasuke!” – disse Sai tentando imitar a voz dele. – Sasuke é algum baitolinha como você? Que você estava sonhando?
Naruto sentiu o sangue subir para sua cabeça rápido demais para sua própria saúde. Ele se levantou jogando o desenho para longe e pegou o artista pelas golas de sua blusa jogando-o contra a parede.
- Nunca-mais-repita-este-nome, fui claro? – falou Naruto pausadamente para ter certeza que o garoto compreenderia e o soltou se afastando dele.
Sai ficou chapado no lugar que estava. O que ele viu nos olhos do loiro o fez tremer, era muitas sensações mistas e ele não soube decifrar quais sentimentos continham naqueles olhos tão profundamente azuis.
Naruto deu as costas para ele e colocou a mão em sua cabeça, sentindo-a latejar quando a imagens do seu recente pesadelo voltaram para atormentá-lo.
- Sai! – Jiraya abriu a porta saindo para a varanda. – Vejo que você conheceu meu afilhado Naruto.
Jiraya voltou-se para o loiro que estava muito pálido e suava.
- Hei moleque, você está bem? Vê se não fica doente, a culpa é sua por ter dormido aqui fora... – disse em tom brincalhão, mas começando a se preocupar vendo que ele estava parecendo ofegar.
- Eu to legal... – disse o loiro, mas na realidade sentindo que estava difícil manter o ar em seus pulmões e sua visão estava ficando cada vez mais desfocada. – Eu só...
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- Você está me dizendo que ele pode me ajudar...
- Sim, acho que vocês podem se ajudar. Naruto... Ele é um garoto diferente, desde quando era um pirralhinho ele conseguia mudar as pessoas para melhor. – disse Jiraya observando o rosto sereno de seu afilhado desacordado no sofá da sala. – Ele tem um temperamento muito explosivo e acho que isso pode te ajudar com seus problemas.
- Eu notei que ele perde a cabeça fácil... Mas quando você disse sobre “se ajudar...”? – perguntou Sai.
- Ele sofreu muitos problemas para pouco tempo, sinto de alguma forma que vocês podem dar certo. – disse o velho sorrindo malicioso. Pobre Minato... Achando que o super-pervertido iria surrar seu filho até virar heterossexual.
- Hum... – os dois homens viraram na direção do gemido observando Naruto despertar. – Mas que merda... Minha cabeça tá explodindo... O que foi que aconteceu?
- Você tem certeza que não é uma garotinha? – perguntou Sai sorrindo.
- Tenho, por quê? – perguntou Naruto ranzinza.
- Pois você tava hiperventilando como uma garota que teve o coração partido... E depois desmaiou. – explicou Sai ainda sorrindo.
- Eu vou te socar até você virar do avesso! – disse Naruto tentando se levantar, mas sendo segurado pelo seu padrinho que o manteve deitado.
- Sai. – Jiraya chamou sua atenção para que ele não passasse dos limites. — Você não precisa usar esses sorrisos falsos com ele.
- Sorrisos falsos? Do que você está falando ero-sennin? – perguntou parando se debater e trocando imediatamente seus sentimentos de raiva por curiosidade.
Jiraya lançou um olhar significativo para Sai e voltou sua atenção para o garoto loiro.
- Ah! Eu li em um livro uma vez que a melhor maneira para lidar com as pessoas é sempre sorrir. – explicou Sai enfatizando com outro sorriso.
- Eh? – Naruto franziu o cenho tentando compreender aquilo. – Bem, não importa... Mas o que você está fazendo aqui afinal?
- Oh! Sai é responsável pela arte de capa dos meus romances, hoje ele veio me mostrar alguns novos esboços. – explicou o velho.
- Ah! Bacana! Agora eu tenho que aturar um escritor pervertido e um pintor pervertido! – ele tampou o rosto com as mãos se sentindo frustrado. – Hei velhote! Você tem algum ramen?
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