A Submissa Do Cullen
18 Agora seria o fim... Ou apenas mais um começo?!
Sai correndo sem deixar ele terminar, e me tranquei no banheiro.
–Porra. — gritou — Isabella abra essa porta agora — mandou — Bells abra essa porta agora! — pediu esmurrando a mesma.
–NÃO! — gritei e percebi que estava chorando. Peguei uma toalha e me cobri. Escutei algo se quebrando do outro lado e tive medo. Continuei ali sentada no chão esperando que algo acontecesse como, ele derrubando a porta. Mais nada... Nenhum ruido a mais nem a menos. Quando, para mim, pareceu ser que estava ali a uma hora sai do banheiro no quarto havia uma empregada da casa. Meio de idade, mas bonita. As rugas que possuía ao sorrir a deixava mais nova e foi isso que aconteceu quando apareci.
–Senhorita Swan. Gostaria de alguma coisa? — perguntou e eu assenti.
–Preciso que arrume minhas coisas e pegue uma roupa para mim por favor.
–Como assim suas coisas, Senhorita? — perguntou. Como estava ali a um mês tive que decorar o nome de cada um dali até mesmo das pessoas que ficavam a estreita.
–Mariah, coloque algumas trocas de roupas minhas numa mala e só. — pedi desesperada e ela pareceu perceber. 5 minutos depois eu estava lá embaixo esperando Mariah com as minhas coisas, pedi para ela que ninguém visse. Mariah desceu com uma mala pequena e eu lhe dei um abraço apertado me despedindo da mesma. — Eu volto qualquer dia para ver você e as meninas. — prometi
–Ele lhe expulsou? — perguntou e eu neguei. — Então por que vai Pequena Swan? — perguntou
–Ele... Ele não me ama. — confessei a ela.
–Como não? — perguntou — Ele lhe ama só não admite.
–Vai continuar sem admitir. Pois cansei dele só me querer por perto para uma só coisa. — avisei.
–Tome cuidado e se cuide. — pediu. E senti meu estomago embrulhar, uma vontade forte de vomitar me veio e larguei a bolsa correndo para a cozinha que era mais próxima e vomitei na pia. — Pequena Swan? — perguntou.
–Estou bem, foi só um enjoou! — disse calma.
–Pequena Swan, espere um minuto. — pediu deixando minha bolsa em cima da cadeira e me sentei ali mesmo. — Aqui. Cheire. — pediu. Mariah era de uma tribo indígena do Brasil e sua cultura tinha muitas lendas. Fiz o que a mesma me pediu e aquilo novamente embrulhou meu estomago e eu pulei a arquibancada para poder vomitar na pia novamente mais quando cheguei lá voltei ao normal não vomitando. — Ah! Minha Pequena Swan! — disse Mariah me abraçando. — Você está grávida!
– Não estou, acho que foi por algo que comi hoje de manhã e só caiu agora no estomago Mariah. — falei. Eu não podia. Só tive vontade de vomitar agora. Despedi-me novamente de Mariah e sai indo até o táxi que me esperava. Pedi para me deixar 5 esquinas antes da casa da Milly. Pois se o Cullen soubesse onde estava com certeza viria atrás.
10 meses depois
Mariah tinha razão sobre eu estar gravida naquela época, eu estava mesmo, mas então eu perdi no 5° mês, era uma menina, Milly e Jake ficaram tão felizes. Fazia uns bons 10 meses que estava morando com Mih. Ela não se preocupava com isso. Claro que não iria, depois que sua filha Gabriela nasceu e 2 meses depois o Cullen a chamou de volta ela teve que deixar sua linda filha de agora 4 meses comigo. E eu era sua "babá/Madrinha". Gabriela tinha um rosto de anjo, branca de olhos marrons tão escuros que pareciam negros, como os de Jake, seu cabelo era preto idêntico aos da mãe. Gabriela nesse exato momento estava dormindo e estava já na hora de Jake e Milly chegarem com a pizza. Estava deitada no sofá assistindo televisão quando Jake bate três vezes tão forte na porta que quase penso que ela vai cair. Dou uma risadinha ele ficou assim desde o dia que Gabriela nasceu. Sempre protetor, pensei indo abrir a porta para ele. Então vi Edward, ali parado descabelado e meu coração quase pulou para fora.
–O que faz aqui? — perguntei surpresa
–A pergunta é o que você faz aqui? Por que fugiu? — perguntou entrando e me sentei no sofá, e ele fez o mesmo — Bella, por todo esse tempo você me deixou louco. Eu não sabia o que fazer! Por que...? — perguntou me olhando profundamente nos olhos.
–POR QUE? — gritei pulando do sofá — VOCÊ QUER MESMO SABER POR QUE?! POR QUE NAQUELE DIA VOCÊ NÃO ME DISSE NADA! — Lembrei-me de Gabriela dormindo no outro quarto — Sabe o que mais Edward? — abaixei a voz — Eu tinha quase a certeza de que você me amava. Eu jurava para mim mesma que não era só o meu corpo que te conquistava. Mais eu estava errada. Iludida!
–Não era bem assim Bel...
–Não Edward... Era exatamente assim! Eu estava me sentindo suja quando cheguei aqui. Estava me sentindo uma verdadeira Puta naquela época. — confessei escondendo o rosto.
–Ei! — repreendeu — me — Nunca, Isabella — ele pegou minhas mãos em uma só e levantou meu rosto para encarar-lhe — Eu disse NUNCA mais se refira a você mesma como uma puta. Entendeu? — perguntou e eu tive que assentir, seus olhos verdes estavam me encarando como nunca. Com coisas demais ali para, talvez, ele mesmo carregar.
–O que veio fazer aqui? — reperguntei.
–Vim te ver e te levar para casa. — ele olhou para minha barriga e suspirou. — Você...? — perguntou ficando sério e logo entendi sua pergunta. Ele queria saber se eu abortei.
–Não, nunca faria isso Edward. — respondi, coloquei minhas mãos sobre a barriga e a acariciei tentando em vão, sentir minha barriga mediana novamente. E comecei a chorar — Eu- Eu — Eu perdi Edward. Perdi a criança... Era uma menina. — chorei mais ainda e o mesmo me abraçou me segurando em seu abraço.
–Não chora. — pediu — Por favor, Bella. Não chora. — implorou. E escutei um barulho vindo do quarto me levantei em um pulo e sai correndo. Era do quarto de Gabriela. Ela estava chorando.
–Ô meu amorzinho o que aconteceu? — perguntei a pegando do berço. — Você quer a mamãe é? É isso meu amor? — perguntei sorrindo para ela que deu sua risadinha infantil e vi que Edward nos observava da porta. — Sua safadinha. — brinquei rindo e ela deu mais uma risadinha.
–Ela é linda. — disse vindo até mim, me abraçando por trás e colocando seu queixo em meu ombro.
–Eu sei. — falei me separando do mesmo e voltando para a sala.
–Bella. -me repreendeu. E veio atrás de mim — O que você... Olha eu fui criado pelo meu pai, onde para mostrar que ama alguém são com atitudes, e não com palavras. — falou e eu balancei Gabriela, que sorria sem os dentes. — Bella eu sei que nunca te falei e que minha reação não foi uma das melhores porque eu juro... Eu juro que fui pego de surpresa. Eu casei e tive duas lindas filhas, Victoria nunca havia me dito essa palavra. E eu vejo que você não é como Victoria, é melhor, é... É a minha Bella, está me entendendo?- perguntou e eu assenti. Sim eu estava entendendo. Entendendo que ele me comparava sempre com Victoria e eu vencia ela em qualquer coisa. — Quero dizer não lhe comparo a Victoria sempre Bells. Sei que pensou isso, pois está mordendo o lábio — respondeu — Eu quero dizer que sempre que digo: Minha Bella significa Eu Te Amo. Talvez não tenha lhe falado com todas as palavras mas... Eu te amo. Te procurei feito um louco por esses meses. Milly mentiu para mim...
–Por que eu mandei! — lhe informei, vendo que Gabriela estava quase para dormir.
–Bella, as meninas... Não, não só elas. Mas eu também. Principalmente eu. Eu preciso de você... Muito... Talvez chegue a tanto para me fazer respirar. Se não fosse Jake me falando que você estava bem, eu já teria me trancado no quarto bêbado. Não que eu não esteja agora, mas estaria pior. — Ele... Ele me amava. Ah.... Não acredito. Acho que vou desmaiar.
–Já volto. — falei indo para o quarto colocando Gabriela no berço. — Então você me quer? — perguntei cruzando o braço.
–Sempre quis. — falou se aproximando e me abraçou — A cada beijo, eu queria mais. — falou aproximando seus lábios dos meus. — A cada provocação. — disse beijando meu ombro. — A cada abraço! — me apertou e eu tive que abraçar sua cintura, senti seu cheiro, era de menta com Hortelã e álcool. Ele abaixou a cabeça me dando um beijo saboroso em meus lábios. E eu estremeci meu corpo pedia por ele. Mais não poderia ser agora. Suas mãos foram para a barra da minha blusa.
–Edward não. — sussurrei — Gabriela. — o lembrei e ele deu risada
–Sim! Me lembro bem. Mais tarde? — perguntou e eu assenti — Eu te amo. — falou me beijando.
– Eu te amo!
"Porque eu preciso ouvir você dizer
Eu te amo
Eu sempre te amei
E eu perdôo você
Por ficar tao longe por tanto tempo
Então continue respirando
Por que eu não estou te deixando mais
Acredite em mim, segure-se em mim e nunca me solte"
Fale com o autor