Notas iniciais
Sim, eu custei! E sim, foi de propósito, fiquei um pouco magoada porque meu capitulo anterior só recebeu quatro comentários. :( Entããããão, vamos comentar, por favor! É a única maneira de eu saber se vcs estão gostando ou ñ. Deem a opinião de vcs, seja qual for!

Sabe quando você tem um problema, quer resolve-lo, mas sabe que é impossível? Era assim que Quinn se sentia naquela manhã, dois dias após o halloween.

Seus olhos estavam embaçados e o pouco de si que via no espelho não era nada muito bom. O embrulho no estomago, o nó na garganta e a tontura não ajudavam também.

"Só mais alguns dias e tudo vai voltar ao normal!" Dizia baixinho assim mesma, enquanto encarava a pequena pílula branca com verde causadora de todo esse seu mal e a colocando em sua boca. Ela sabia que o 'normal' que ela enfrentaria daqui aduas semanas não seria nada muito normal, pelo menos não para ela!

Se sentia traída por Santana, após receber o telefonema com uma ordem gritada da senhora velha que teve que aguentar durante toda a sua adolescência. Agora ela voltava ao modo zumbi que acreditava ter se livrado no momento que decidiu ir para a faculdade.

Respirou fundo e saiu do banheiro. Ainda era cedo e Rachel dormia tranquilamente embaixo de uma pilha de lençóis. Quinn sorriu. Não sabia como alguém que morava em Ohio ia para Nova York sem levar agasalhos suficientes para o inverno.

Vestiu uma roupa quente, pegou uma enorme caixa encostada no canto do quanto e desceu as escadas do corredor até o campus. O tempo estava nevoado e úmido, o que não impediu Quinn de sentar o traseiro no gramado e não se incomodar com o molhado que penetrava por sua calça.

Abriu a grande caixa e de lá tirou as pequenas peças que compunham seu presente de aniversário 10 anos. E era exatamente essa a idade que a replica do helicóptero russo Mil Mi-24 faria no ano que estava próximo a chegar.

Quinn ainda se lembrava do rosto de sua mãe quando viu o manual escrito em cirílico. Também lembrava da sua própria expressão de choro e a promessa de sua mãe de aprender russo só para que Quinn tivesse mais uma réplica em sua coleção.

10 anos... Faria 10 anos e tudo que ela tinha eram 5 páginas das 50 que constava no manual.

E era com aquelas 5 que ela iria começar.

O barulho de passos a fez virar e ver Rachel com um sorriso começar sua caminhada matinal com um leve trote.

"Bom dia!" Disse Rachel

Quinn a acompanhou com o olhar mesmo depois que a morena já havia virado de costas. O sol que começava a sair de entre as nuvens e fazia o agasalho branco de Rachel brilhar intensamente. Quinn não desviava o olhar enquanto a outra dava suas voltas desviando das árvores.

A verdade era que o branco intenso à estava cegando e sua vista já estava prejudicada por causa dos medicamentos, mas parecia a luz em pessoa diante toda a escuridão que sua vista havia se tornado nos últimos dias. Desviava o olhar para as peças e ferramentas de vez em quando, mas a luz que se movia no campus parecia bem mais interessante para seu cérebro.

Ele tinha um sério interesse por coisas brilhantes e Quinn já sabia disso a muito tempo.

Depois de uma rápida meia hora a luz branca veio se movendo em sua direção e se converteu em uma Rachel arfante sentando-se em sua frente debaixo da árvore. As bochechas de Quinn ganhavam um tom rosado enquanto ela olhava a garota a sua frente. Não pensava nada, sua mente estava em branco e sua nuca começava a suar mesmo no frio que fazia aquela manhã.

Deve ser mais um efeito do medicamento.

"Quinn!" Rachel chamou ao perceber o estado da garota. Ela estava inda mais magra do que quando a havia visto pela primeira vez e tinha olheiras intensas, mas suas bochechas estavam mais coradas.

"Oi, Rae... chel!" Saiu como um suspiro.

"O que faz aqui tão cedo? Não me acordou."

"Eu estava fazendo isso." Disse apontando as peças abandonadas na gramas.

"Você gosta mesmo de fazer isso, não é? Eu vejo mais você com peças de replicas do que com instrumentos. Deveria ganhar dinheiro com isso!" Levantou a cabeça ao céu com os olhos fechados.

"Eu não quero dinheiro!" Voltou a tenção as peças.

"Não? E o que vai fazer quando não poder mais depender de seus pais?"

"Acho que isso não vai acontecer!" Sussurrou.

Rachel abaixou a cabeça para olhar a loira que não a encarava mais. "Por que? Todos nós precisamos de independência, Quinn."

"Mas isso não quer dizer que todos podem te-la!" Encarou intensamente os olhos chocolate que prestavam atenção em sua postura.

"Por que pensa assim?" Não estava sendo grossa, só estava tentando compreender a linha de raciocínio de sua colega.

"Porque... Porque você nunca pode ser completamente independente!" Voltava a mexer nas peças sobe o atento olhar de Rachel. "Algumas podem ter liberdade financeira, mas tem que viver sobre as regras que o dinheiro e outras pessoas as impõe. Outras escolhem ter liberdade em suas próprias escolhas, mas não tem apoio porque não vive sobre as regras e consequentemente não conseguem liberdade financeira." Fez uma pausa mas não tirou os olhos das peças. "Já outras, são consideradas inferiores e são obrigadas a viver sobre as regras dos outros, não podem ter liberdade de escolha e muito menos financeira, não porque não queira, mas porque não tem o direito de escolher o tipo de liberdade que vai ter. Não podem ser independentes, porque dependem dos outros mesmo que não queiram." Levantou o olhar.

Rachel estava confusa... Quinn não podia ser independente, mas queria independência e que não era a financeira. De alguma maneira ela sabia que aquilo era verdade. Pode ver pelo tanto de impotência que Quinn demonstrou quando estava sendo encurralada por Santana no novo lar de Kurt ao mesmo tempo na necessidade que tinha da latina para se sentir bem quando estavam no táxi.

Seu pensamento foi interrompido pelo som do alarme de seu celular. Viu Quinn pular de susto e não pode impedir o sorriso que também se espalhou pelos lábios da loira que voltava a corar.

"Só temos 20 minutos. Quer tomar café?" Perguntou desligando o alarme.

"Não, estou um pouco enjoada. Acho que não vou pra aula." Tinha uma leve careta no rosto. O enjoo retomava com força total.

"Está bem, até o almoço!" Se levantou caminhando para o prédio.

"Rae...chel!" Levantou ficando no mesmo lugar.

"Oi?"

"Sabe russo?" Disse sorrindo e provocou uma leve gargalhada em Rachel.

"Pode me chamar de Rach!" Ignorou a pergunta da loira se virando e voltando ao seu caminho.

O casaco de Rachel voltou a brilhar quando ela se expôs novamente ao sol. Quinn ficou a olhando com um sorriso, ainda de pé, sem se mexer, até que ela sumisse no interior do prédio.

Notas finais
Comentem, ou vou castigar vcs de novo! ;p Quero saber a opinião de vcs seja qual for. bjs até a proxima! Xo xo