Notas iniciais
Depois de um século olha eu aqui de novo! Não me batam, não me xinguem pfvr. Estava sem pc, e ainda estou, mas agora estou escrevendo tudo no tablet e só pedi o pc para postar. Vou tentar continuar assim e espero que dê certo. Mil desculpas e boa leitura!

O piso preto e branco em mármore estava lhe fazendo voar. Ela nunca gostou disso! Sua cabeça sempre foi muito confusa e cheia de questões e aquele piso só parecia querer zoar com sua cara. O preto negava todas as suas perguntas, mas logo olhava para o branco ao redor que confirmava todas as suas questões. Ela sabia que esse problema com padronismo era sinal de que algo maior estava por vir.

Mas quem sabe voar para um mundo distante não seja o melhor naquele momento?

Voar para bem longe, onde só ela estaria là!

Não, sozinha não!

Alguns gatos poderiam estar com ela. Sim porque eles eram macios e quem sabe eles poderiam ter dois metros para que ela pudesse se aconchegar? Rachel poderia estar lá também para se esquentar em seus gatos.

Quinn balançou a cabeça para se livrar daqueles pensamentos. Não seria muito legal começar a delirar nos corredores, muito menos surtar. Voltou a olhar para os padrões no piso, quem sabe eles não poderiam lhe dar algo util?

Preto, branco, preto, branco, preto, preto, preto...

Preto, escuro! Quinn tinha medo do escuro. Ele sufocava, judiava de seus pensamentos e recordações. Precisava chegar logo ao dormitório. Rapido! Um pouco mais. Vamos Quinn, lá tem oxigênio suficiente. Corra! Saia da escuridão!

"Ei, garota pare de correr!"

Essa não. Tem alguém atrás de você!

"Ei garota!" Um funcionário gritava enquanto ela corria esbarrando nas pessoas.

Mas ela não conseguiu chegar ao quarto tão rápido quando desejava. Uma muralha, um trem ou seja lá o que for apareceu na sua frente e lhe fez recobrar a consciência. Agora estava caída no chão, com uma dor na testa e com no mínimo uma duzia de pessoas rindo de sua desgraça.

Elas não sabiam o que era aquilo. Não era engraçado. Era perturbador.

"Quinn!" Uma voz conhecida ia abrindo caminho na multidão. "Quinn o que aconteceu? Saiam da frente seus idiotas!" Rachel rangia enquanto ajudava Quinn a se levantar.

Ela não tinha o que falar. Ela não queria.

~~~~~~~~~~~~

Há porta da enfermaria a mente de Rachel estava a mil. O que foi aquilo? Ela só viu um furacão passar por si e se jogar de frente a uma coluna. Chegou a ser assustador, ainda mais depois que reconheceu aquele furacão. Seu dia já estava cheio com o receio das provas bimestrais e aquele só foi o seu auge.

Quinn passou o caminho todo até a enfermaria calada, com o sangue escorrendo de sua testa até quase entrar em sua boca. Mas bastou chegar a enfermaria e Rachel dizer que não à deixaria sozinha lá dentro para ela recuperar a fala e berrar à plenos pulmões que não era necessário.

Ela gostaria muito de saber o que era aquilo. Queria saber o que Quinn tinha, e não deixaria isso passar por mais tempo. O que precisaria acontecer para Quinn abrir a boca? Quebrar um osso? Se jogar da janela? Ser decapitada por a hélice de um de seus mini helicópteros? Não!

"Olá, você é a amiga da senhorita Fabray não é?" O mesmo médico que as tinha atendido da outra vez chamava a sua atenção.

"Sim, sou eu. Como ela está?"

"Fisicamente bem, somente com um corte na testa." Falava receoso.

"Fisicamente? O que mais ela tem?" Essa seria uma chance!

"Bom, isso eu não posso falar. Ela pediu sigilo e já sei como conseguir o que ela precisa." Ele falou com leve sorriso que era para ser confortante, mas só deixou Rachel mais irritada. Droga! Pensou.

"Posso vê-la?" Disse sem fazer esforços para esconder sua frustração.

"Claro. Ela está um pouco lenta por causa da medicação, mas creio que esteja consciente." Acenou com a cabeça e virou-se novamente, dessa vez indo para outros pacientes.

Ela andou pelo longo corredor até chegar no leito de Quinn, que ficava ao lado de uma janela. Quinn olhava fixamente para o dia frio lá fora somente com uma fresta dos olhos aberta. Rachel sentiu algo ruir em seu interior. A raiva já havia passado. Era incapaz de sentir raiva de um ser humano que estava em uma enfermaria.

"Quinn?" Chamou baixo para que a outra não se assustasse. Quinn virou-se devagar e Rachel notou a sua mudança, de expressão de apática para levemente assustada.

"Rachel. Você ainda está aqui." Foi mais uma afirmativa do que uma pergunta.

"Eu queria saber se você está bem. O doutor não me disse nada. Fiquei preocupada." Quinn abaixou o olhar e ela sentou na beirada da cama. "Como está?"

"Bem!"

"Mentira!" Quinn virou-se rápido e ela sentiu vontade de enfiar a cabeça em um buraco, como um avestruz. "Quer dizer... Você não quis que dissessem nada. Por que?"

"Nada, Rae... chel. Não importa, eu estou bem." Sorriu amarelo, tentando provar mas ao mesmo tempo negando.

"Claro que importa. Fui eu quem te trouxe, lembra?" Sua irritação voltava.

"Não, precisava." Rachel se levantou bufando e batendo o pé.

"Mal agradecida! Eu te ajudo desde o dia em que chegamos aqui, mesmo você me assustando e sabe o que é que você faz? Nada." Os olhos de Quinn não lhe encaravam, mas ela precisava falar. "Acho que pelo menos tenho o direito de saber algo de você, não é?"

"Não precisa... fazer nada." Falou entre dentes. Não estava com raiva, estava magoada e não estava em seu melhor estado. "Obrigada... por ter me trazido aqui." Voltou a olhar a janela.

Isso Rachel, seja uma idiota novamente! Ela pode não ser tão aberta, mas precisa de ajuda. Seus impulsos não adiantariam. Nunca adiantaram. Estava gritando com uma pessoa que acabou de se jogar em uma coluna, estava ferida e entupida de medicamentos. Quinn não merecia isso. Ela era sua amiga. "Desculpe..."

Ela não sabia se Quinn a tinha escutado, pois a loira já estava de olhos fechados. Ela não sabia se Quinn lembraria dessa discussão ao acordar. O que ela sabia é já estava arrependida do que havia dito. Quinn não tinha obrigação de lhe contar nada. Ela contou tudo sobre si porque não sabia ficar de boca fechada, mas Quinn era diferente, era discreta, algo do tipo enigmático. Era sua essência, era o que havia lhe chamado mais atenção.

Mas cedo ou mais tarde, algo a mais iria surgir.

Notas finais
Capítulo bem pobrinho, ainda estou voltando ao ritmo. Perdão! No próximo eu pretendo esclarecer algumas coisas e por uma conversa entre Rachel e Quinn. Talvez saia nesse final de semana. Comentem, pra eu ver quem ainda está aí pfvr! :)