A Sombra Sem Face

1 Capítulo 1 - Á Caminho da Morte.


Notas iniciais
Espero que gostem do primeiro capítulo!

Capítulo 1

Á caminho da morte.

Árvores, mato, mais árvores, e mais mato! É apenas isto que consigo enxergar na paisagem de dentro do carro. Sim, estou indo acampar! Sem internet! Celular! TV! Parecia que eu era a única que não estou empolgada com a ideia, Dake, moreno de olhos escuros, Luana, morena índia, de lindos cabelos lisos e compridos castanhos e olhos castanhos, Eduardo, apesar do nome, meio nerd, ruivo, de olhos azuis, pele branca com sardas na região da bochecha, apesar disto é um menino bonito, Victor, de cabelos cor de chocolate e olhos mel, lindo, pele branca e Rose, cabelos mel longos e olhos verdes acastanhados, eles estavam agora super animados!

Meus cabelos eram pretos naturalmente, o que ninguém acreditava, com algumas mechas roxas, meus olhos na verdade eram castanhos, mas eu usava uma lente azul, minha pele era branca, e eu era considerada alta, mas nada que chegasse perto de Rose.

–Meg! Fique feliz, é nossa primeira vez acampando! –Disse Rose virando a cabeça para trás do banco do acompanhante. Victor dirigia, afinal era seu carro, e eu Dake e Luana estávamos espremidos no banco de trás.

Nossa até Rose no banco do acompanhante conseguiu perceber minha “anti animação”!

–Que animação! Uhuuuu! –respondi.

–É só uma semana! Ninguém vai morrer!

–Já me considero morta!

–Não adianta Rose! A Meg sempre será a Meg! Se gostar de acampar, não é a Meg!

–Concordo Victor! –Ela ria.

Passou o tempo e finalmente chegamos a tal lugar. Isolados na mata, sem absolutamente nada! Que legal!

Era nada mais de um “lugar” com mato baixo, perto das árvores, hmmmm, o solo era humoso e ficava perto de um rio miúdo, onde nadavam alguns peixes. O Carro ficou totalmente trancado perto das barracas, que genial! Deixar o carro largado em algum lugar da floresta perto das barracas que acabarmos de montar.

Sentei-me em uma pedra grande perto da barraca das meninas, uma barraca preta com detalhes rosa.

Já havia escurecido, Dake assava alguns peixes que conseguiu pescar no rio miúdo, em uma fogueira mal feita, Victor discutia com Rose sobre o lugar do carro e seu medo de algum animal selvagem ataca-lo, Luana arrumava os sacos de dormir, parecia um pouco perturbada, e Eduardo jogava em seu video game portátil, que me fez perceber que ele também não estava muito animado com a ideia de ficar longe de seu Xbox 360, me fazendo lembrar que eu deveria ter levado meu mp4. E eu simplesmente sentada em uma pedra grande observando a “linda” paisagem, pensando na “morte da bezerra”.

–E aí pessoal! Hora do rango!

Fiquei um pouco feliz em pensar em comida.

–O que temos para comer? –perguntei despreocupada, porém no fundo curiosa.

–Peixe Frito do Mestre de Culinária Dake!

–Só se for Mestre de Culinária para Monstros! –Brinquei.

Todos riram, mas no final aceitaram comer o seu incrível peixe frito. Eu recusei falando que depois comeria algumas frutas, e eles retrucaram que elas seriam nosso café da manhã! Ficaria sem comer mesmo...

–Até que não esta tão mal Dake! Pela primeira vez te devo um parabéns! –Falara Jorge.

Todos concordaram.

–E você Meg, nem depois destes elogios você não vai querer experimentar meu delicioso peixe?

–Hmmmm...

–Você não sabe o que esta perdendo... Vai querer ou não?

–Tudo bem Dake, mas só porque estou presente de um milagre! Pois sua comida quase já matou sua vó!

–Yes! Vou assar um no ponto para você! Vai ficar uma delícia, você vai ver!

–Bom, acho que vou dar uma caminhada pela floresta...

–A essa hora da noite!

–Não se preocupe Luana, vou só aqui pertinho, vai ser bem rápido, eu levo a lanterna se precisar, nem esta tão escuro!

–Hmmmm, não vá muito longe! Você pode se perder!

–Nossa Luana! Esta parecendo minha mãe! Eu hein... E Dake, por favor, não coloque veneno no meu peixe.

–Pode deixar!

–Vigiem ele hein, logo estou de volta!

Me pus em caminhada por uma pequena trilha, bem pertinho das barracas. Tentei memorizar as plantas, árvores e arbusto que via; tudo de diferente, para não me perder, pois se tiver outras trilhas...

Comecei a escutar o som do violão, e logo vozes e música, provavelmente Victor estava tocando violão e cantando com os outros, bem clichê de acampamento!

Sabe... No fundo eu gosto do Victor, desde que nos conhecemos, eu estava andando de skate no parque, tinha algumas rampas, também haviam outros skatistas andando, porém eu levei um tombo em um rampa grande, eu nunca fui muito boa em skate, andava só por diversão, voltando, apesar da multidão no Parque, Victor foi o único que foi me ajudar, me levou ao hospital, pois havia quebrado o pé, e foi assim que ele me apresentou o resto da turma, e então desde sempre serei grata a ele... Esse idiota!

–Ah!

Agora que reparei que fiquei tão perdida em minha mente que acabei me perdendo... Droga!

Estava tudo mais escuro, nem sei quanto tempo passei andando sem rumo. Olhei para o chão e vi que pisava no mato, a trilha avia sumido! Quer dizer, eu deveria ter saído dela. Liguei a lanterna e tentei fazer algum sinal de socorro em todas as direções, pois não lembrava da direção do acampamento, por todo lugar só havia mato e árvores, fiquei com medo de gritar socorro e chamar a atenção de algum animal selvagem, bom a luz também chamaria!

O espanto percorria meu corpo, sabia que algo de ruim iria acontecer neste acampamento, algum mal pressentimento, minha barriga roncava, estava com fome, que ideia de caminhar pela floresta!

Comecei a escutar barulhos de passos, não se sabia se era de animais ou alguém... É claro que seria de algum animal, em uma floresta já era de se imaginar...

Do nada minha lanterna parou de funcionar e desligou... Estava em uma floresta, perdida, sem luz, morrendo de fome, escutando passos, parecia que estava em um filme de terror! Queria gritar! Queria acordar dentro do saco de dormir! Queria que fosse um sonho... Um simples pesadelo...

Sentia algo se aproximando de mim, automaticamente comecei a correr sem direção, apavorada sem conseguir enxergar absolutamente nada! Só escuro, ouvia somente o som de passos, seria os meus ou o de outro alguém? Senti uma enorme dor no braço, e minha manga ficou molhada, doía de mais! Alguma coisa rasgou meu braço! Mas eu não conseguia parar de correr!

Instantaneamente paralisei! Fazia força, mas mesmo assim não conseguia me mexer... Não era eu que estava fazendo isto.

Tentei gritar, mas minha voz não soava, estava sem som, nada mais de um ar abafado.

Sabia que não teria jeito, minha morte se cumprirá aqui, não sei se lenta, nem rápida, por quem ou como, só sabia que iria morrer, mesmo sem querer saber, algo me obrigava a pensar na morte.

E escutei uma voz, sem conseguir detectar se era masculina ou feminina, que sussurrou em meu ouvido:

–Durma bem...

...