A Sombra Sem Face

2 Capítulo 2 - Uma grande despedida.


Notas iniciais
Finalmente um novo capítulo, desculpe pela demora, andei bem ocupada nos últimos dia e finalmente agora consegui terminar, tentarei postar mais rápido da próxima vez. E sobre o nome do capítulo, já devem ter reparado que eu estava sem criatividade alguma, não tinha a mínima ideia de que título eu colocaria, então, ficou com este mesmo. Espero que gostem!

Capítulo 2

Uma grande despedida.

–Nenhum sinal dela Dake...

Estávamos á procurando faz um tempo, e como Victor disse nenhum sinal. Que ideia hein! Agora eu e Victor estamos aqui, no meio da noite, sozinhos, apenas como uma lanterna no meio no mato á procurando! Ás vezes eu me pergunto se ela sabe por que existem as trilhas.

–Logo estaremos no ponto de separação, provavelmente ela deve “ter se perdido lá”.

–Ah?

–Um pouco mais á frente esta trilha se separa em mais duas, uma que dá uma volta pela floresta, e outra que cruza o riacho, provavelmente não teria como ela se perder se seguisse uma das duas, pois em uma parte da trilha que dá uma volta pela floresta, ela passa bem perto das barracas, com a luz da fogueira e é claro, sua lanterna daria para perceber que estávamos ali, já a que cruza o riacho não preciso nem falar, afinal ela passou por aquele riacho miúdo o tempo toda na hora de arrumar as barracas.

–Mas e se ela foi pela trilha do riacho e se esqueceu do caminho?

–Impossível!

–Pensando melhor é verdade, a Meg não é tão surda para não escutar o som de nosso canto naquela hora, o riacho é do lado das barracas! O que, 5 metros de distância? Daria para ver claramente com a luz da lanterna.

–O mais provável seria ela ter saído da trilha, o que explicaria ela se perder.

–Isso é meio óbvio né.

–Bom, partimos de que ela estava andando por esta trilha, á única, que é reta e não se cruza com nenhuma outra á menos no ponto de separação. Ela poderia estar distraída, pensando em algo, por exemplo, então ela continuou andando reto, até o ponto de separação, onde em vez dela seguir pela direita, ou esquerda, continuou seguindo reto, depois reparou que se perdeu e...

–E...

–Daí eu não sei, o que ela poderia fazer? Gritar ajuda?

–Chamaria atenção de algum animal selvagem, não?

–Vamos primeiro chegar até o ponto de separação, aí vamos se lá tem algum sinal dela, como pegadas, algo do tipo.

–Ok. Melhor irmos logo Victor, pois esta ficando tarde e a bateria da lanterna pode acabar.

–Ta não podemos perder tempo, vamos.

...

–Eu não acredito!

–Calma Luana, vai ficar tudo bem com a Meg! Não precisa chorar!

–Mas... Mas, e se ela não voltar mais? E se algum animal a atacou!

–Calma Lu... Vai ficar tudo bem. –Rose abraçou Luana que chorava, Eduardo olhava tudo com calma, como se nada houvesse acontecido.

...

–Aqui! O Ponto de separação.

–E agora, o que vamos fazer Victor?

–Bom, pelo que vemos todas as ideias seguintes foram excluídas, restando a de que ela saiu da trilha, provavelmente aqui, no ponto exato de separação, em vez de ir para um das direções ela seguiu reto.

–Isso você já falou, é bem provável mesmo. Mas o que vamos fazer?

–Vamos fazer o caminho que ela poderia ter ido, assim talvez podemos encontra-la, mas bem perto da trilha, para não nos perdermos também né.

–Ok.

Fomos andando em linha reta alguns passos para frente e começamos a chamar por seu nome, correríamos este risco de algum animal aparecer.

E no final, nada. Nenhum sinal dela novamente.

–Megan! Megan! Sou eu Victor! Megan!

–Victor... Victor!

–O que foi?

–Ali, uma luz.

–Ah?

–Ali, olhe! Uma luz! Pode ser da lanterna dela!

–Fique aí Dake, vou lá ver o que é.

–O que! Eu não quero ficar sozinho aqui!

–Dake! Aqui você esta correndo menos risco do que eu! Não é muito longe. Eu vou lá, vejo oque é, e você fica aqui com a lanterna ligada para eu não me perder. Qualquer coisa grite.

–Ta, vai logo.

Victor foi em direção a luz, logo perdi ele de vista.

–Victor! Esta tudo bem?!

...

–Victor?

Comecei a ver a luz se mexer, e depois sumir. Comecei a ficar nervoso... Sim, estava com um pouco de medo.

“Não!” — Ouvi alguém gritar. Estava morrendo de medo!

–Victor! Victor volte aqui! Victor!

Logo vi outra luz se acender, e consegui enxergar o corpo de alguém... Com sangue nas mãos!

Gritei muito alto. Que se dane animais selvagens, aquilo ia me matar!

–Calma Dake! Sou eu! Victor!

–Suas mãos!

Ele ficou calado.

–Você se machucou?

...

–Responda!

–Este sangue não é meu.

–Victor deixou cair uma lanterna. Ela era preta com detalhes roxos, igual a da Meg.

–Não...

Ouvi um som de choro. Logo acabou.

–Eu não a encontrei, se é o que quer saber. Só encontrei a lanterna dela jogada no meio do mato acesa, dei alguns passos para frente, e logo vi alguns rastros de sangue... Depois disto voltei.

–Vamos voltar para as barracas.

...

–Então! A Meg! –Falou Rose baixo, saindo de uma das barracas.

Simplesmente ficamos calados, de cabeça baixa.

Rose estava com lágrimas nos olhos. Eduardo cobriu o rosto com as mãos, estava sentado diante a fogueira. Nenhum sinal de Luana.

Rose correu para abraçar Victor, que estava chorando também. Logo deixei escapar uma lágrima.

–Rose... Rose! Vá dormir, vai ser melhor para você. –Falou Victor.

–Isto Rose, já esta tarde. –Falei.

Rose parou de chorar, continuou calada, foi para a barraca.

–Eu também vou dormir agora, vamos todos esquecer um pouco o que aconteceu. Talvez seja melhor do que pensar no que não pode mais mudar.

–Concordo com você Eduardo. Vamos todos dormir, venha Dake.

Comecei a escutar o choro de Rose novamente agora alto, estava agarrada no saco de dormir de Meg dentro da barraca, Luana já estava dormindo.

E amanhã iriamos para casa, eu acho. Concordo com Eduardo, melhor esquecer por um tempo o que houve, afinal não vai mudar... Mas uma pergunta não se calava, como que a Meg morreu, parece besta, mas não acho que seja por animal selvagem... Besteira da minha cabeça! É claro! É a única opção, que mais poderia ter acontecido? Acho melhor tentar pensar em outra coisa, a vida continua.