A Sombra Sem Face

3 Capítulo 3 - Presos no Acampamento.


Notas iniciais
Olá! E aqui esta mais um Capítulo de A Sombra sem face! Espero gostem!

Capítulo 3

Presos no Acampamento.

–Dake... Dake!

–Ah... O que houve?

–Já esta de manhã, venha levante-se.

–Que horas são? –Falei me levantando lentamente da barraca. Eduardo já estava acordado também, Victor foi acordar as meninas.

–Nove horas. –Respondeu Eduardo.

–Bom dia... O que tem para comer? –Falou Rose sentando na grama.

–Hmm acho que vamos ter de comer algumas frutas, alguém trouxe algum lanche?

–Eu trouxe, podem pegar lá na minha mochila.

–Valeu Luana, estou morrendo de fome.

–Espere Eduardo, é para todo mundo comer junto, esfomeado.

–Ok.

Nós arrumamos o pano de piquenique em cima da grama, e lá colocamos os seis lanches, junto á algumas frutas, água e um suco de laranja de caixinha.

Todos nós comemos em silêncio, eu em particular achei os lanches muito gostosos, não sei se é porque estava quase morto de fome.

–Quem vai comer o lanche “dela”... –Falou Eduardo. Para que ele tinha de tocar no assunto!

–Ninguém ainda, vamos guarda-lo.

Pelo visto Luana já sabia o que aconteceu. Mas sabe, eu acho que no fundo, ela tinha algum pressentimento ruim, ela ficou muito preocupada com a caminhada da Meg, ta, também né, que ideia! Já dava para prever que não iria dar certo! Mas no momento, Luana foi a que ficou mais preocupada, na verdade, na viagem inteira, ela pareceu bem alegre, mas às vezes ela parecia perturbada...

–Bom pessoal, hora de desmontar as barracas, e guardar as coisas. –falou Victor.

Sem dizer nada, todos se levantaram e foram em direção as barracas.

Luana estava com uma cara estranha, ela foi à direção de Eduardo e cochichou algo em seu ouvido, e depois foi embora. Eduardo ficou sem reação, parece que estava tentando entender o que ela disse. Algo aconteceu com a Luana, parecia que ela tinha alguma coisa a ver com isso, parece que ela sabia, afinal, o que iria acontecer com Meg se ela fosse caminhar, sempre meio perturbada com algo, mas com o que? Eu tinha de investigar, não suspeitando que ela poderia ter feito algo com a Meg, pois elas eram bem amigas, e também ela esteve conosco o tempo todo, mas mesmo assim, iria investigar.

–Dake! Vamos, vá arrumar sua mala!

–Ah, já estou indo Victor.

Entrei na barraca, peguei minha mala e comecei a guardar minhas coisas.

–Victor, já vou ir guardar a minha mala no porta malas, ok? Já volto.

–Ok Rose.

–Pronto! Ei Rose! Espera! Vou ir com você, aproveito e já guardo a minha também.

–Dake, aproveita e já leva minha mala, que já esta pronta, enquanto eu desmonto as barracas.

Fui peguei a mala do Victor, carregava cada uma em uma mãe, sua mala estava bem mais pesada que a minha, o que será de tão pesado que o Victor leva aqui, hein.

Nós andamos um pouco, até uma hora que Rose parou e ficou com uma cara confusa. Começou a andar em círculos e observar ao redor, logo depois fez uma cara de pavor.

–Dake... Cadê o carro?

–Como assim?

–O carro! Victor o estacionou aqui, totalmente fechado, com travas, e o alarme ligado. Se alguém tocar um dedinho nele já apita o alarme, o mais estridente que conseguimos!

–Calma Rose. Tem certeza que o deixou aqui?

–Sim!

–Absoluta?

–Já disse que sim! Nós decoramos algumas coisas, por exemplo, aquela "pedrona" ali, do lado dela estava à frente do carro, que estava na horizontal, e um pouco atrás dele havia um arbusto enorme, e uma árvore. Esta vendo? Da para imaginar o carro estacionado aqui.

–Vamos avisar os outros, vem!

...

–Victor! Pare de desmontar a barraca!

–Por quê? E também porque vocês ainda estão com as malas?

–O carro sumiu!

–Como assim! –Victor já ficou revoltado.

–Vem!

Todos nos seguiram em direção ao local onde o carro deveria estar.

Ele ficou sem reação, depois ficou com cara de fúria e começou a procura-lo sem parar. Percebi que todos ficaram chocados ao verem o local vazio.

–Mas como! Não pode ser! Como o carro deve ter sumido assim!

–Calma Victor...

–Meu “Audi A5”! Vou ficar sem carro até arrumar um emprego!

–Enquanto você se preocupa com seu carro, eu me preocupo em como nós vamos voltar para casa! –Falou Eduardo.

Estava o maior caos! Todo mundo discutindo, o Victor desesperado!

Como voltaríamos para casa agora! Mas como que o carro pode ter sumido assim! Do nada! Com alarme e tudo. Nada fazia sentido, quando que isso iria acabar! Eu não deveria ter vindo para essa droga de acampamento!

Enquanto todos discutiam, fui me afastando e voltei para as barracas, não poderíamos deixar nossas malas ali.

Me sentei na grama e comecei a olhar o nada, não tinha nada para fazer, os celulares não tinham sinal... Um pesadelo!

–Dake!

–Ah.

–Dake!

–Rose?

–Dake! Me ajude! Dake!

–O que foi? Quem é?

–Dake! É a Meg! Me ajude!

–Meg!

Me levantei e fui em direção a voz.

–Socorro! Aaaaah!

–Meg! Meg! Cadê você! Meg!

–Aqui! Socorro!

...

Tinha vontade de explodir! Meu carro! Meu precioso carro! E também, como disse Eduardo, como iríamos voltar agora? Como!

–Eu vou voltar para as barracas! Que se dane este carro!

–Eduardo! –Falou Rose.

–Claro né Eduardo, o carro não é seu!

–Já chega! Gente vamos esfriar a cabeça! Vamos voltar para as barracas e esquecer um pouco isso! –Gritou Luana.

Todos ficarem em silêncio, Luana estava certa, tinha de tentar esfriar um pouco a cabeça.

–Gente, cadê o Dake? –Perguntou Rose.

–Ele deve ter ido para as barracas.

Era o mais provável.

Luana ficou com uma cara apavorada, saiu correndo em direção as barracas.

–Calma Luana! Espere por nós!

–O Dake... Ele não esta aqui!

–Calma, não se desespere, ele pode ter saído...

–Não Rose! Não!

Luana estava muito estranha agora, ela foi correndo em direção á trilha que Meg havia ido.

–Não!

Sai correndo atrás dela, quando cheguei me deparei com uma cena horrível! Dake estava... Morto!

...