A Sombra Sem Face

4 Capítulo 4 - Sem Saída.


Notas iniciais
Gente queria agradecer a todos os comentários e os que estão acompanhando e pedir minhas sinceras desculpas pelo tempãoooo que fiquei sem postar, estava realmente difícil escrever e no fundo pensava em desistir da fic, porém agora que entrei de férias eu andei lendo os capítulos que eu havia escrito (corrigindo também alguns erros de grafia) e me deu uma vontade de escrever, então aí está! Boa Leitura! ^^

Capítulo 4

Sem Saída.

Sua camisa estava aberta e meio rasgada, haviam marcas em seu peito como se estivessem enfiado garras afiadíssimas em seu coração, sua roupa e seu corpo estava banhado de sangue e seus olhos estavam abertos arregalados, em seu rosto havia uma expressão de pavor...

–Não! Não! O Dake não! Mais um não! –Eu não conseguia aguentar mais, as lágrimas simplesmente escorriam de meu rosto como uma enxurrada, ele era mais que meu melhor amigo, era meu irmão do peito, ele estava morto! Morto! Eu não conseguia associar as palavras Dake e morto juntas... Isso não pode ser verdade...

–Não, isso não é possível, não é como eu havia previsto!

–O que você esta dizendo Luana?! Como assim você preveu o que?!

–Aaaaaah! Não, você não ta morto, fala comigo Dake! Fala comigo!

–Victor... Ele está morto, você tem que entender isso, não adianta apertar seu coração, ele já está todo estraçalhado...

Rose se agachou ao meu lado chorando no meu ombro, enquanto em estava deitado no corpo do Dake.

–Não dá para ficarmos parados aqui! Vocês não percebem isso?! Se pararmos para nos lamentar vamos ser mortos também! Estamos sem saída!

–Você só pensa em você né Eduardo! Só em você!

–Como assim só em mim?! Eu estou preocupado com todos! Não adianta se lamentar por quem já morreu e esquecer que você está vivo! Nós estamos vivos, e ninguém aqui quer morrer!

–Acalme-se Eduardo! Você não vê que o Victor está deprimido?

–Como se eu não estivesse Rose.

–Eu concordo com o Eduardo, eu e ele vamos preparar as barracas para mais uma noite e ver se tem sinal, enquanto isso vocês podem ficar aí... Vamos Eduardo.

Os dois foram embora.

...

–Ei Luana, o que você disse sobre ter previsto algo?

–Eduardo, apesar das marcas de animais selvagens eu não acho que seja um animal que tenha matado tanto a Meg quanto o Dake agora, no fundo eu acho que eu sei quem é, eu... –Luana foi interrompida.

–E aí, o que estão cochichando?

–Resolveu se juntar a nós Victor...

–Sem pressentimentos Eduardo, se queremos sair daqui precisamos trabalhar em Equipe.

–Concordo. –Nós trocamos um aperto de mão.

Eu, Luana e Eduardo estávamos montando novamente ás barracas e Rose estava procurando sinal.

–Há! Acho que agora vai funcionar... De novo não, que droga! –Ela andava em círculos –Acho que vou um pouco mais adiante pra ver se consigo e... Espera, aquilo ali é um morro? Tem uma árvore enorme lá, isso me lembra quando eu era criança e costumava subir em árvores grandes assim... Nossa que ideia! Eu posso subir nela, lá deve ter sinal!

Eu vi Rose correndo para a mata e na hora já a chamei:

–Rose! O que você está fazendo?

–Ta vendo aquele morro? Lá perto tem uma árvore enorme e eu acho que lá tem sinal!

–Como assim?! Isso é perigoso! Por acaso você sabe escalar árvores?

–Claro que sei! Caso contrário não teria esta ideia; quando eu era pequena eu amava subir em árvores grandes assim, eu conseguia ir até o topo, nem faz tanto tempo, acho que não perdi a prática.

–Você acha...

–Aaah Victor, você e seu instinto protetor, se eu disse que eu consigo subir eu consigo! Confie em mim!


–Hmmm, não sei não hein...

–Por favor! –Ela meu olhava com seu olhar pidão e mais uma vez eu não resisti.

–Tudo bem, mas eu vou com você, caso apareça algum animal selvagem no caminho.

–Ok.

...

–Bom, acho que todas já estão montadas...

–Espere Eduardo, falta uma.

–Essa eu deixo pra você de presente Victor... Victor?

–Rose, ela também sumiu!

–A não... De novo não!

–Venha, precisamos procurá-los!

...

–Chegamos! Agora é só subir, você me dá apoio com sua mão? Acho que assim vou alcançar aquele galho.

–Ok, pode subir. –Eu estiquei minhas mãos como escadinha, Rose subiu, ela era pesada!

–Pronto consegui! –Ela foi subindo á partir daí sozinha, se pendurando nos galhos, ela realmente não havia perdido a prática, subia rapidamente como uma macaca... Sem querer ofendê-la.

–Victor! Está me ouvindo?!

–Sim, pode falar!


–Já subi aqui em cima, tem sinal! Finalmente! Vou ligar para meu pais nos buscarem!

–Ok.

(No topo da Árvore)

–Alô oi mãe! Então olha tenho que ser rápida, eu e meus amigos estamos perdidos na floresta... Sim, aquela próxima... Ah? Mãe? Acho que a ligação caiu... Espera, vou ligar de no... Aaaaaaah Victoooooooooor!

...

–Nossa ela está demorando... Ah? Rose!

Eu não havia acreditado no que estava vendo, em um segundo ela estava no topo da árvore, e no outro ela já estava no chão ensanguentada!

Notas finais
E aí como ficou? (Eu acho que ficou um pouco grande) Se gostou comente! Irei responder todos os comentários.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.