Notas iniciais
Olá olá olá!!!!!!!!!! Caramba que saudades de vocês! Bem como o tão esperado o capitulo de volta a A Sombra tá aqui! Esperamos que vcs gostem e pedimos desculpas pelo Hiatus indesejado ;) Boa leitura xD

Se vale a pena viver
e se a morte faz parte da vida,
então,
morrer também vale a pena...



O chão era duro e gelado , seu corpo estava mais que pesado , estava dormente e muito dolorido , ela sabia daquilo antes de abrir os olhos , pois abrir os olhos fora um esforço e tanto . Sabia que estava deitada em um chão , mas não se recordará de ter deitado em um chão ou mesmo na sua cama . Será que caíra? Perguntou Alana a si mesma .

Tentou abrir um olho, para o fechar com força em seguida , sua cabeça começava a latejar e pesar , mas não era de sono, mas sim de dor . Abrindo com vontade agora os olhos ela respirou tão profundamente que uma mexa de seu cabelo saiu de seu rosto . Olhou para o lado virando um pouco seu corpo , vendo uma pequena sala com sofás vermelhos , e roupas jogadas no mesmo .

– Ai.- Resmungou baixinho se virando agora para o outro lado , onde uma cabeleira castanha lhe chamou a atenção .- Elena?

Alana não foi respondida tentou se sentar mais não conseguiu , sentiu uma movimentação perto aonde estava . Abaixou a cabeça fazendo seu queixo dobrar até sentir o chão gelado e viu dois homens fortes levantando um …. Caixão? Aquela cena era bizarra , principalmente por ter Alaric bem perto dela sentado em uma cadeira , com o rosto baixo sem se mover , como se tivesse dormido .

– Andem logo .- Falou uma voz feminina saindo de algum lugar que a loira achou que era a cozinha , tinha uma nítida impressão que já esteve naquele apartamento.

A garota que falava tinha a pele escura , algo na mente de Alana foi acesso como uma memória muito fresca .

– A transferência de sangue já está quase concluída .- Falou a garota e Alana viu uma bolsa de sangue do lado de Alaric com um tubo que ia até seu braço em uma agulha.

Alana tremeu involuntariamente , aquilo era magia de transferência?! Sabia que era ,pois viu uma vez um dos bruxos praticar dos Dracull, era usado para saber o que os inimigos sabiam , inimigos do clã de caçadores .

Sua mãe não gostava daquela magia , mas as vezes era necessária . A loira se sentou e quase podia contar os segundos que aquilo levou , talvez tinha demorado quase um minuto , se sentia grogue e nenhum dos três parecia lhe dar importância.

– Oh. — Ouviu a voz , acordando , e ali agora , olhando os grandes olhos castanhos da vampira , não sabia como alguém podia confundir ela com Elena.

– Katherine , o que esta acontecendo ?- Perguntou tão baixo que não soube se a vampira ouviu , mas pareceu que ouviu pois Katherine se sentou também no chão e arregalou os olhos.

Alana sentiu seus pelos da nuca se arrepiar quando a garota negra de olhos escuros e afiados como de um gato começou a recitar palavras que ela jurou que já tinha ouvido. A loira ajoelhou devagar , não comandando o próprio corpo e tocou a mão de Alaric , tão fria e sem reação , ela lhe beliscou e ele acordou balançando perigosamente o pescoço .

– Esta feito .- A voz da mulher foi incrivelmente cortante e cheia de luxúria .

Alana viu Alarick a olhar como se não soubesse o que ela , ou ele próprio , estava fazendo ali , Katherine ofegou tão alto que a loira lhe olhou , se vampiros pudessem desmaiar de medo ou mesmo ficar tão pálidos como mortos de verdade , Alana teve sua resposta ao olhar Katherine, sim podiam.

Depois notou que os dois homens e a bruxa , estavam ajoelhados de cabeça para baixo . Alana sentiu seu coração bater dolorosamente e engoliu em seco , tomou coragem e olhou para cima .

“Ele parece um demônio se um fosse loiro de olhos azuis”.

O sorriso de beleza anormal e beirando a inumana tocou as feições de Niklaus ao encarar a loira de cima.

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Michelle POV

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Quantas vezes em minhas escapulidas pelo mundo , não tinha ido até aquele cemitério? Parecia até ironia a encontrar ali. Virada de costas para min , em cima do seu tumulo, o seu próprio tumulo. Seus cabelos castanhos , exatamente iguais a de Elnea e Katherine , a fazia ainda mais familiar. Alana tinha puxado a fisionomia de seu pai , mas a beleza da descendência Petrova ainda as favorecia.

O vento forte e gelado , da noite sem estrelas , tocava meu corpo como um toque agourento. Ao vê-la depois de tanto tempo eu não me sentir feliz , nem aliviada. Mas derrotada . Principalmente quando ela se virou com seus olhos sem expressão , sem humanidade.

– Isobel. – O leve sussurrar do nome dela, saindo dos meus lábios , pareceu de alguma forma a irritar.

– Vejo que não mudou nada. – Comentou ela de forma seca.

Me aproximei cautelosamente , mas ela deu um passo para trás.

– Você mudou , infelizmente. – Rebati no mesmo tom.

– Infelizmente? Eu sou uma vampira , não envelheço , o que sempre quis. – Ela se sentou na lapide e me encarou de cima. – Não esta feliz por me ver?

– Não desse jeito. – Cruzei meus braços e mordi meus lábios , tentando parar de me sentir triste por algo que eu não tinha nada a ver. Foi decisão dela se tornar vampira. Foi decisão dela abandonar as filhas também. Não minha , então porque me doía tanto ver a outrora de uma garota que eu amei como filha. – Não uma falsa Isobel , que fingir não se importar com nada.

– Finjo? Deve ser bom saber de tudo não é? – A voz cínica dela , fez minha mão coçar. – Como é viver no seu mundo madrinha?! Tão perfeito que morrer como humana era o que você queria pra min!

– Eu queria que você tivesse tudo que queria Isobel , tudo. – Balancei a cabeça negativamente esperando que aquela conversa acabasse logo. – Não uma vida aonde você vive fingindo , e sim você fingi , aliás muito bem , porque se não ligasse para nada , não teria conversado com Alana a dias atrás , não estaria aqui agora , no seu tumulo. Como uma humana perdida.

Sentir que toquei em seu ponto , fraco , quando ela se levantou em um piscar de olhos meus , e cerrou os dentes como uma animal acurralado.

– Eu não sou uma humana! Nunca mais me chame assim. – Mandou a vampira deixando seus olhos ficarem cheios de veias negras por alguns segundos , como se achasse que aquilo me assustaria.

– Até um monstro pode ter certa humanidade, filha. – As vezes me sentia uma velha falando daquele jeito , mas estava tão cansada quanto uma anciã.

– Filha?! Por favor. – Ela riu cheia de amargura , que eu nunca entenderia. – Alana é sua filha. Você garantiu isso não foi? Garantiu que ela me odiasse.

– Eu? Você a abandonou , a deu para min , como se dar uma coisa , lembrando , sem olhar pra trás! – Exclamei raivosa. – Eu fiz o que qualquer mulher faria , não me culpe pelas suas merdas , sua garota mimada!

– Eu a deixei com você , tem diferença. Eu só tinha dezesseis anos , precisava …..

– Achar um jeito de parar de envelhecer , de encontrar uma magia que ajudasse você a encontrar todas as lendas que algum dia eu te contei. – A cortei de forma firme . – Viver eternamente... Mas vou te contar uma coisa , viver sem amor , é o mesmo que ter uma vida podre e morta. Não vale a pena.

Seus olhos ficaram límpidos em lágrimas que não cairiam.

– Você tem tudo , como pode saber o que vale ou não a pena? – A pergunta dela me fez sorrir amargamente.

– Isobel preste atenção sua garota estupida, eu passei mais de cem anos me lamentando, lamentando a morte de meu filho, passei mais de cem anos dizendo a mim mesma que eu poderia ter feito diferente, eu não posso morrer facilmente, eu já devia estar morta, você sabe o que é viver tanto tempo? Não não sabe, as consequências, ver todos a quem ama morrendo, enterrando um a um, matando e fazendo tantas chacinas para salvar a humanidade, protegendo, chorando a cada perda nessa estrada sem fim, eu quero morrer Isobel e nunca consegui, não me venha de blá, blá, blá ...Você fez isso porque quis. Você já pensou em quando Alana morrer? Elena morrer? John Morrer? o que você sentirá?! – Suspirei fundo percebendo que gritava. – Não você não sabe, porque o que resta é o arrependimento de não ter feito mais, o arrependimento de não feito diferente, não a um único dia em minha vida que eu não lamente em ir pra Nova Orleans . Você não sabe as consequências de viver eternamente, sua estupida, foi isso que eu tentei dizer pra você ter, uma vida inteira. Pare com isso , ainda há tempo de consertar as coisas.

– Talvez não tanto. – Ela encarou o céu , que se tornava alaranjado. – Sinto muito …

Algo se quebrou nela , talvez mais profundamente do que eu nunca tinha visto. Me aproximei tocando seu rosto , e o sentindo tão gelado quanto a um vampiro, uma lágrima caiu na minhas mãos.

– Isobel? – Chamei ela , a garotinha que eu amei , e notando pela primeira vez seu pescoço descoberto. – Cadê seu colar do sol?

Ela engoliu em seco , claramente tentando falar. Aquilo me apavorou . Hipnose.

– Precisamos sair daqui agora. – Segurei sua mão a puxando com força , mas ela não cedeu , como uma rocha fincada.

– Ele a encontrou não foi? Klaus? — Pergunto rápido não achando tanta energia de minha magia depois de fazer o feitiço para Katherine.

– Me perdoa mãe, me perdoa por não ter acreditado em você, me perdoa por ser tão ruim, me perdoa pela dor que eu causei, me perdoa por ser egoísta — Isobel chorava se ajoelhando no chão , mordo meus lábios trêmulos e pego suas mãos começando o feitiço.

Protection sur le soleil sur le soleil– Recito o feitiço em um sussurro , mas me sentia fraca, minha magia oscilava .

– Diga a Elena que eu a amei, minha doce e linda Elena — Isobel tremeu com uma expressão de pura dor.

Suas emoções estavam sendo ligadas e tudo de ruim que ela já tinha feito lhe voltou como uma onda gigantesca de emoções.

–Isobel, não eu posso — Tento falar ao engolir meu próprio desespero.

– Alana, minha doce princesa, eu a amo, eu queria ter tido tempo para pedir perdão a ela, eu me arrependo, eu a amo — Agora Isobel chorava desesperadamente , e eu me segurava para não fazer o mesmo. — Diga a John que eu realmente nunca o esqueci, que eu ainda o amo, diga a Rick que eu o amei imensamente e me arrependo de o fazer sofrer. — Ela me abraçou forte.

Eu ainda tentava fazer o feitiço dar certo, em meio ao meu desespero as palavras se tornavam inúteis na minha voz grogue.

– Eu amo você — foram as ultimas palavras que eu intendi.

Quando o sol chegou até nos , ela me empurrou com força para trás, e por um segundo desejei ter força de desviar o olhar do seu corpo queimando.