Notas iniciais
Pedimos mil desculpas pela demora , quando não é pela falta de tempo, problemas que mexem com nossa mente de tal forma que escrever ou ler é a última coisa que queremos , é pela falta de internet mesmo , odeio modem oficialmente! Enfim boa leitura!

Ver a loira ali, parada em minha frente é como um sonho, um sonho bom que eu realmente desejei a muito tempo, um sonho onde eu sei que tirou a vida de minha filha. Por tantas décadas eu sonhei realmente com ela, para em minha frente com um enorme sorriso estava ela quicando no ar. Eu corro até Rebekah, o abraço foi o mais reconfortante que tive em décadas, ela é umas das poucas pessoas vivas que sabe sobre meu passado, sabe como eu era a cem anos, sabe como eu me sinto, ela sempre sabe.

– Mechas rosas , jura? – Perguntei tocando o cabelo da loira que não batia além do seu ombro.

Meus sentimentos estavam uma bagunça , e eu me fazia de forte por Alana. Mas com Rebekah tão presente eu me sentir livre para soluçar de verdade. Livre para chorar, livre para ser apenas Michelle, não a caçadora bruxa poderosa, líder de um clã antigo, a única bruxa “imortal” do mundo, a única remanescente do antigo mundo viva.

– O moda dessa década é uma bagunça. – Disse Rebekah limpando as lágrimas do meu rosto. – Sinto muito por Klaus …

– O que você sabe sobre isso? – Perguntei desconfiada dando um passo para trás. Mesmo depois de tudo que Klaus tinha feito a própria irmã , eu sabia que ela sempre o amaria , e estranhamente eu não a julgá-la, Rebekah faria tudo pela família como eu mesma.

– Calma , eu cheguei hoje , Klaus me pediu para lhe fazer uma proposta de paz. – Rebekah sorria , eu apenas me sentei na grama , tendo como amparo a grossa árvore nas minhas costas. Ela se sentou do meu lado. – Você parece cansada Mi...

– Eu estou. – Garantir abraçando minhas pernas. – Procurei você , Kol por tanto tempo e quando eu achei que ia matar o infeliz , ele transforma minha última filha em vampira. – A loira mudou sua expressão , de calma para emburrada , como uma criança. – Não fique com ciúmes, você vai amar ela. Eu me senti tão sozinha por esses anos, Alana é adotiva, mais eu a amo de todo o meu coração.

– Humm … – Rebekah olhou minhas mãos e as apertou. – Klaus quer devolver Kol , mas …

– Há condições. – Terminei por ela, ao sentir a grama nas minhas pernas de modo fresco. – Eu usei muita magia para trazer Ala na de volta a vida.- Essa resposta fez ela levantar as sobrancelhas curiosa- Elijah a matou em um ataque de ciúmes e o resto de magia que tinha eu usei contra Klaus no ritual Rebekah. Por isso me sinto tão cansada , tão fraca, mas não burra. –Lembrei fazendo uma expressão emburrada enquanto massageava meu pescoço. – Sei que ele esta tramando algo.

– Eu também. – Rebekah sorriu de lado , meio sapeca como se já tivesse um plano em mente. – Por isso já sei a localização do caixão de Kol e Finn. Porque Elijah matou sua filha?– Uma das coisas que eu sei de minha mais antiga amiga é que, ela é esperta, ela ainda não perguntou sobre Henrick , Klaus não deveria a trazer fazer acordos comigo, Rebekah o ama, mais ela ficaria ao meu lado sobre tudo, isso foi uma medida desesperada ou ele calculou errado, não é a primeira vez, rapidamente me sentei mais ereta a olhando com receio de o que ouvir fosse verdade. – Não fiquei o tempo todo com os bruxos do meu irmão só fazendo compras. O que aconteceu com Henrick? Você sem magia eu não acredito, o que aconteceu?

Segurei rapidamente a manga de sua camisa , sentindo um pingo de felicidade na loucura da tristeza. As respostas podem fazer ela mudar de idéia. Respiro fundo e começo a dilacerar minha alma falando sobre esses assuntos.

– Elijah é apaixonado por Alana minha filha. Eles ficaram um bom tempo juntos, ele não soube na época que Alana era adotada por mim, a alguns dias ele a matou por ciúmes, assim fazendo ela morrer e bom quebrando um feitiço chamado A Sombra. Elena é Duplicata, a copia de Katerina Petrova, Alana é sua gêmea, quando elas nasceram, Isobel a mãe delas,fez um feitiço e jogou sobre Alana, se Elena morrer Alana ia em seu lugar, Elijah a matou, em vez de eu trazer Alana por necromancia a vida, eu dei minha força vital a ela, minha magia para trazer ela de volta assim eu perdi temporariamente minha magia, minha carga máxima, por isso eu não consegui parar Klaus.- Rebekah estava em silencio esperando eu terminar, mais ela suspirou fundo tentando colocar tudo em sua mente. – Henri morreu nas mãos de Mikael quando você e Klaus fugiram de New Orlends, o mesmo dia em que Kol foi empalado, Mikael queria Kol ao seu lado Rebekah. – Se eu pudesse continuar a falar em continuaria, mais a lagrimas caíram mais rápido. É doloroso falar de Henri.

– Nick nunca me disse sobre Henri, ele tem culpa né. – Ela respirou fundo chorando junto comigo. – Eu não sei o que fazer, mais eu ... – ela ficou em branco, como se escondesse algo.

– Aonde eles esta? – respiro fundo com ansiedade, é um furação minhas emoções.

– Nova Zelândia , e precisamos ir logo antes dele descobrir. – Rebekah se levantou com um único movimento. – Ele me mandou aqui para fazer um trato com você. Ele diz aonde estar o caixão de Kol , e você em troca esquecer sua vingança contra ele , e como …

– Nem um dos dois vai acontecer. – Também me levantei terminando a frase dela. Como nos velhos tempos. – Vamos o enganá-lo. Mas … – Olhei para trás notando que o cemitério já estava vazio. – Alana , ela precisa de mim …

– Amiga , será que você não pode deixar ela uns dias sozinha? – Perguntou a loira demonstrando totalmente seu desgosto por não ser mais a única prioridade minha. Mais isso se deve ao fato que ela esta ainda em choque, eu sei bem como ela ama Elijah.

– Eu preciso falar com ela. – Garantir indo até o meu carro.

– Então nos encontramos depois. – Percebi que Rebekah não me seguia , apenas estava emburrada para trás. – Klaus ainda esta esperando sua resposta, tentarei o manipulá-lo o máximo possível.

Voltei para a abraçar novamente.

– Nos encontramos o final do dia na saída da cidade, tenho certeza que Alana vai vim. – Prometi soando confiável , mas por dentro tinha dúvidas.- Eu preciso resolver muitas coisas antes de ir, e é de manhã, fale pra Klaus que você não me achou, e bom lembre ele de Nova Orleans, lembre a ele de Henri.

–Pode deixar, eu vou fazer, pedir por Elijah, falar de família sempre o deixa irritado. Ele precisa espairecer e ai que nos dá tempo. Eu senti sua falta Mi.

–Eu mais ainda Bekah, esperei 80 anos só para ver você novamente.- a abraço forte.

Rebekah apenas sorriu e desapareceu em um borrão quando eu pisquei. Entrando no carro para encontrar Ala na.

Encontrei Alana no Grill comendo que nem louca um prato de bife mal passado, sentada afastada de todos, em um mesa aonde não batia sol. Eu sabia que a fome dela estava começando a aflorar. E só sangue podia dar conta do recado.

Me sentei em sua frente jogando minha bolsa na outra cadeira.

– Ainda esta com dúvidas. – Resolvi tocar no assunto mais leve primeiro.

– Não , apenas protelando. – Ela falou de modo seco, voltando a cortar sua carne. De repente ela parou e me encarou com o rosto sendo suavizado de forma rápida. – Desculpe-me , não sei por que …

– Tudo bem , suas emoções estão ampliadas , logo você terá pleno controle sob elas. – Avisei olhando ao redor. – Quer ir pra casa?

– Não. – Ela voltou a beber a bebida agora mais clara, Absinto, o cheiro do alto teor de álcool chegou até min. Ela apenas bebeu como se fosse água.

– Isso vai aliviar por um tempo , mas não muito. – Avisei sombria , colocando a mão no queixo. – Precisa tomar logo …

– Esta apresada, aconteceu algo? – Alana perguntou cortando o assunto de ainda não “tomar” sangue e completar a transição, de forma que me conhecia plenamente.

Eu suspirei fundo e depois mordi meus lábios.

– Eu acho que seria bom se fossemos embora. – Comentei de forma leviana não lhe dando muitas informações. – Podemos cuidar …

– Eu não vou embora. – Alana retirou uma garrafa de Absinto e voltou a encher seu copo. Novamente ela tomou um longo gole como se não fosse nada. – Quando me transformar vou viajar , não sei , acho que seria bom para mim … – Ela balançou seu copo no ar encarando o teto, como se refletisse as próprias decisões. – Stefan vai me ajudar.

– Você conversou sobre isso com Stefan , e não comigo? – Perguntei me sentindo confusa. Olhei para os lados como se eu pudesse realmente dar uns cascudos na cabeça do vampiro.

– Mãe … – Me perdi na forma como ela me chamou. Tão doce , tão firme. Tão adulta. – Eu preciso de um tempo , de tudo. – Sua mão foi para o coração e ela apertou seu peito como se sentisse , e eu sabia que sentia , muita dor. – E preciso que você … Não se preocupe comigo.

– Como não vou me preocupar com você? – Questionei abismada. – Você é minha filha.

Alana suspirou e coçou os olhos , novamente bebendo todo o líquido de seu copo.

– Como sua filha, estou te pedindo, me deixe sair um pouco do ninho , debaixo das suas assas. – Seu sorriso brincalhão não chegou até seus olhos. – Se quer viajar , viaje. Eu vou ficar bem , vou descobrir como ficar bem. Eu prometo. Eu preciso de um tempo, me acostumar com isso.

– Não, eu não … posso. – Balancei a cabeça várias vezes , como se o que tinha acabado de ouvir não fosse verdade.

– Pode sim. – Alana se inclinou e pegou minha mão para a beijar. – Você já fez tudo que podia por mim e eu agradeço de todo coração agora, cabe a você respeitar o que eu quero.

– Como vou saber que você se transformou ou não? – Perguntei de modo firme.

Ela sorriu minimamente , e me mostrou sua bolsa aberta. Lá dentro havia bolsas de sangue , do tipo A+ , B – e muito mais.

– Vou me afastar antes … Não quero machucar ninguém. – Convicção brilhava nos seus olhos.

Um suspiro de alívio por ver aquilo nos olhos dela me fez suspirar em … paz. Uma estranha paz , mesmo sendo suave me aliviou.

–Eu sei que você não vai machucar Alana, desde criança você é como uma camaleão, se adapta a qualquer ambiente, sempre foi assim. – Era verdade, Alana sempre se adaptou muito bem em tudo, quando foi a universidade mesmo muito nova, ela virou uma adolescente precoce, quando foi pra treinar para ser uma caçadora ela virou uma turrona, quando é pra ser dama, ela vestia a melhor grife e sorria delicadamente, eu me sinto orgulhosa dela. – Você cresceu tanto esse ano, deixou muita coisa para traz mais tem tanto em troca.

– A melhor coisa que eu deixei para traz foi com toda certeza os sentimentos de raiva e rejeição, as vezes me arrependo de não chamar você de mãe – ela fala de supetão e eu sorri de volta. – Você chegou a Mystic Fall’s como uma adolescente, como se visse a liberdade pela primeira vez em décadas, serio mãe, foi ótimo te ver agindo como alguém normal, não só como a general.

Eu gargalhei, gargalhei muito e alto chamando atenção de todos. Alana estava certa.

– Fiquei por muito tempo sendo a general filha, quando você ligou eu simplesmente vim, ficar aqui e bom acho que a Michelle que chegou a Mystic Fall’s seria a mulher que eu seria se não fosse a general Dracul. Mais nem tudo que eu quero eu tenho, então fiquei assim por tanto tempo que tive. Jeremy o doce lembrança – suspiro dramaticamente que a fez me olhar espantada – fazia tanto tempo que eu não pegava o berçário.

–Para por favor, Jeremy é como meu irmão e caramba, ele transou com minha mãe – ela fez uma cara de nojo e no final nos duas gargalhamos.

–Mas agora tudo volta ao normal – respirei fundo a olhando.

– Sabe, eu nunca soube como você agüenta, ser líder, ser você, é como se você fizesse tudo com tal maestria, toma decisões certas mesma que mesmo sendo difícil não tem como não admirar sua força. – por essa não esperava, Alana me olha intensamente, acho que é por causa das emoções amplificadas. – Estou orgulhosa de você mãe.

–Eu que devo falar isso, eu sou sua mãe, você roubou minha fala. – resmungo brincando e ela abre o sorriso. – Você deve agir como a sua idade Barbie, serio, faça algumas merdas, durma com caras sem compromisso, se embebede bastante, vampiros gostam de beber muito. Sorria Alana, essa é só mais uma nova fase. – ela me olha mais intensa e pula para a cadeira ao meu lado me puxando para um abraço.

– Eu vou sentir sua falta, mais eu preciso fazer isso. – A convicção de sua fala me fez sorrir, mesmo não querendo eu preciso deixar ela livre, nós criamos filhos para o mundo, não para nós, esse é meu problema, eu não quero deixar ela ir embora, receio talvez mais é melhor assim. Ela precisa viver e eu resgatar Kol.

–Eu sei, eu não quero deixar você ir, ficar por ai sozinha, mais não tenho escolha tenho?- a pergunta fez ela ficar uns minutos ao redor deitada em meu pescoço, como uma criança.

– Eu vejo mais tarde, preciso conversar com Elena. Promete que se despediremos?- sua pergunta me pegou de surpresa, a ultima vez que nós se despedimos, deu a merda que deu, antes dela vir a Mystic Fall’s.

– Claro.- falo sorrindo a ela e a abraço já de pé e ela se agarra mais forte me olhando como fosse me perder – Nós despedimos agora e depois também. Eu preciso resolver algumas coisas antes de ir.

–Agora então, bom depois eu vou estar com meu problema vermelho, agora é melhor, quando nos vir novamente eu vou ser vampira – ela me olha e me abraça forte – Eu amo você mãe.

–Eu também te amo, para sempre e depois.

–Para sempre e depois.

Com essa reza eu respirei fundo e sai do Grill. Nunca é fácil deixar nossos filhos para traz. Primeiro passo da minha agenda. Katherine.





O loft do Rick ainda estava intacto, pelo menos ao meu ver, ela estava sentada em uma cadeira e quando me viu suspirou de alivio, eu não tenho tempo para papo furado e muito menos para a provocar hoje.

–Vim cumprir minha parte do trato, libertar você, na Bulgária eles conseguiriam todos os registros da antiga abadia onde os órfãos ficavam, você pode começar por lá, depois disso pode ir para a Russia, novos documentos, uma nova vida, e por ultimo venha aqui – a voz como trovão, Kat tem uma mania de provocar que hoje eu não tenho tempo.

– Sem sarcasmo, nem uma brincadeira, como isso?- sua voz debochada me fez revirar os olhos.

– Minha filha morreu, virou vampira, John e Jenna morreram, minha agenda esta cheia, sem ânimos para brincadeira. – sorri desanimada e ela se coloca na minha frente, com o resto da minha magia eu desfaço a compulsão de Klaus. Ela gritou literalmente, sentindo dor, eu nunca disse que isso é fácil, a dor em sua mente e cérebro a fez rosnar para mim, eu só sorri sacana. – Eu nunca disse que isso era fácil e muito menos o que eu fiz, eu quebrei a compulsão de Klaus. Foi bom fazer negócios com você Katerine, até mais.

Deixei a vampira deitada no chão e ela suspirou fundo, mais não me atacou. Assim sai da porta e fui ao carro. Pouco tempo e muitas pessoas a ver. Segundo compromisso. Bonnie Bennet.

A casa estava em silencio e eu deu uma batida ritmada, Bonnie abre a porta e dá um grande sorriso a mim, com vergonha e algo como medo. Respiro fundo. Entrar ali é ver um pedaço do mundo a que pertenço, pertenço as bruxas. Por natureza somos mais resistentes do que humanos normais, quase não ficamos doentes.

– O que aconteceu? – A pergunta ficou no ar quando as lagrimas da bruxinha morena de olhos verdes me fitavam.

– Morte sempre lembra a minha vó, eu lembro de mim mesma quando isso acontece. – Bonnie é uma menina sozinha e eu fui a única companheira dela por algum tempo. A puxo para um abraço e ela se agarra a mim como uma ancora.

– Eu sei o quanto é difícil para você Bonnie. Tão nova e lidar com tudo isso, muitas vezes você lembra a mim mesma em sua idade. – sorri enquanto seco suas lagrimas. – Vamos eu preciso falar com você.

–Você esta indo embora não é?- Sua pergunta me fez acenar um sim com a cabeça e ela suspira fundo me levando até a sala. – Eu não queria que você fosse, ter você aqui é como ter..

–Família, eu entendo o sentimento, nós bruxas temos que estar sempre em contato com nosso povo, sentir o fluxo da vida, é como ter algo a se apoiar nos momentos de necessidades. – falo alto para ela entender. – Bon, eu sei o que você esta sentindo, eu não te culpo, foi John que escolheu.

Bonnie se joga no sofá, respirando fundo, como se o ar fugisse e se senti-se sufocada. Ela é uma boa garota, só temo pela sua sanidade quando toda essa baderna acabar. Klaus solto, Elena sendo Elena, Alana vampira, Jeremy se deteriorando rápido.

– Eu sinto culpa, você me falou tanto de Alana que me sinto como se eu deveria ter feito o feitiço para ela, não Elena, eu sinto que te trai, trai seus ensinamentos, trai minha espécie. – ela bufa mais suas lagrimas caem novamente. Bonnie fez uma escolha, muito difícil, a filha de sua mentora ou sua amiga desde sempre.

– Eu não te culpo Bonnie e Alana muito menos, bem eu acho, eu só quero que você fique bem, por isso tenho que tocar em assuntos desagradáveis. Bruxas nasceram para proteger a vida em um todo, existimos desde o começo dos tempos, existimos para combater o mal por assim dizer, o que no caso não é verdade. – Ela levanta as sobrancelhas em duvida. – Eu sei de ramos da magia muito negros, magia negra, necromancia, Vodu. Existe muita coisa fora por ai tentando tirar o equilíbrio, mais proteger seus amigos é uma coisa nobre, o que quero dizer é, cuidado para não usar magia negra Bonnie. Eu sei que você não gosta de Damon, ele é um vampiro, a única coisa que impede você de o matar é Elena. Por isso eu sei que você segura seu gênio. A muito tempo atrás eu escolhi a família, e no final eu me ferrei, quase foi expulsa do meu clã porque me apaixonei por um vampiro. Vampiros nasceram por causa de motivos egoístas, mais a natureza permitiu que eles existissem, por isso eles fazem parte dos sobrenaturais como eu e você. Por mais que você queira matar Damon, você sabe que Elena a odiaria, a questão é, vale a pena? Vale a pena trocar uma vida sem vampiros e ficar longe de seus amigos? – a pergunta ficou no ar e ela suspirou fundo e me olhou.

–Não, eu não quero ficar longe deles, mesmo que eu tenha que aturar Damon. Mais eu não gosto disso, Elena as vezes tenta me manipular para ajudar, eu amo e faria tudo por ela, mais as vezes o que quero é paz sabe. Minha avó morreu por causa deles, Alana foi transformada por causa deles, eu quase morri por causa deles. – o suspiro foi longo, Bonnie tenta se acalmar e eu respondo uma pergunta muda.

– Vampiros foram levantados por magia negra Bon, por isso que nós bruxas quando ficamos muito perto deles, começamos a pensar coisas diferentes, não nos vemos mais como protetoras, começamos a usar a magia por motivos egoístas. Eu mesma faço isso a todo tempo e já perdi minha sanidade. Bonnie, só me prometa que você ira dizer não quando você estiver no seu limite. – seus olhos grandes arregalados e assustados tiveram um toque de medo. Eu já expliquei para Bonnie muitas coisas sobre magia negra, e o preso da bruxa que a conjura é a sanidade.

– Eu prometo. – Sua promessa não me convenceu mais vamos ao próximo tópico.

– Kol a muito tempo me falou sobre as Duplicatas, ele conheceu Tatia a primeira pelo menos conhecida, Katerina Petrova e agora Elena. As copias puxam a sua primeira, então como elas nascem nesse ciclo sem fim, elas tem algumas características peculiaridades, primeira, elas atraem pessoas para si, segunda é que sempre tem o sobrenatural envolvido e terceiro e ultimo, é como um charme que faz muitos fazerem suas vontades. – Bonnie começa a rir, mais rir muito.

–Eu desconfiava disso depois de ler seu grimorio, Kol é o irmão de Elijah não é?

–Sim, ele é. – Suspiro fundo e abro meu sorriso, daqui a alguns dias eu o tenho de volta para mim. – Eu só preciso falar mais alguma coisa, eu vou para a Russia, preciso tomar conta do meu povo, mais eu ensinei tudo o que você precisa pra continuar em sua jornada.- pego a caneta em cima da mesa e rabisco em um papel o telefone de David, meu sobrinho. – David é o comandante dos Dracul nos estados unidos, ele pode te ajudar em qualquer em qualquer coisa que precisar, ele já sabe sobre você. Se você precisar de qualquer coisa me liga, me manda e-mail e por favor você e Jeremy precisam de assumir.- sorrio para ela, isso é uma despedida.

Bonnie me surpreende e sai correndo e pula em meus braços, chorando baixo me abraçando com força. Minha pequena bruxinha Bennett.

– Eu vou sentir sua falta, tem algo que você precise?

–Tem sim, uma equipe de mudança vai a casa alugada e vai colocar todas as coisas em seu lugar na casa do lago, você pode cuidar disso para mim?- peço dando meu melhor sorriso de persuasão.

–Claro que sim, eu só não queria que você fosse embora, você é importante para mim.

–Eu sei Bon, mais eu preciso ir.

– Quer que eu fique de olho em Stefan? Sabe eu sei de tudo. – ela fala com cara de sapeca, essas bruxas.

–Eu desconfiava que você sabia, mais fique de boca fechada, pessoas usariam Stefan para chegar até a mim. Eu preciso ir falar com Elena. – agora sim Bonnie gargalha.

– Boa sorte. Você sabe, ela não gosta de você porque ela teme que você, você e Alana, ela sente ciúmes. Não leva isso pro lado pessoal.- preocupação, Bonnie tem medo que eu faça algo estúpido.

– Já lidei com pessoas piores do que ela Bon, fique tranquila só que John me deixou a guarda dela e Jeremy para mim, tipo até Elena ter maior idade.- Sorri blasé para ela.









Querida Alana.

O tempo não pode descrever o que sinto por você minha filha, por tanto tempo foi eu e você e agora eu sinto que estou te perdendo. Não perdendo no sentido literal mais perdendo para a vida. Pais tem uma mania de querer seus filhos debaixo de suas assas como se fossem só seus. E eu me sinto assim, sinto que estou te perdendo. Eu sei que preciso deixar você ir embora. Eu sei que preciso deixar você ir, fazer suas escolhas, lutar contra seus próprios demônios. Quero te contar algo que a muito tempo pesa em minha mente.

Lembra quando você era criança e nós brincávamos no tumulo de Henrick? Que você jogava um jogo imaginário onde só você sabia as regras e fingia que ele estava lá? Esses momentos eu olhava para você e sentia que você dois estavam ali, parados brincando. Imaginava onde vocês poderiam estar brincando e como muitos pais que perdem seus filhos tentam substituir por outro. Mais você não é assim, não é uma substituta, você é a minha pequena, minha filha linda que eu criei como minha, como eu criei para ser essa linda mulher que eu vejo caminhar com muita vontade de vencer. Você não precisa viver na sombra da família Dracul. Você é dona do seus destino.

Por muitas vezes eu desejei que você me chamasse de mãe. E quando você se perdoar eu sinto realmente que eu faria tudo por você e começa a me chamar de mãe é o momento de deixar você partir. Dói Alana, dói muito, dói ver você viver sozinha e pensar que você não precisa mais de mim. Dói saber que a minha Barbie cresceu e eu perdi ela para o mundo. Eu seu que é drama, mais é assim que me sinto. Mais eu vou me comportar e deixar você viver.

Talvez o destino não seja tão cruel e me deixe viver em paz. Viver uma vida plena em que eu veja você viver, ser feliz, sorrir. Ser uma mulher completa. Ter um pouco de felicidade por mim mesma. Ser livre. Mais até lá eu só quero que você saiba que eu te amo. Que não importa o que aconteça, eu sempre vou estar ao seu lado.

Com todo amor do mundo. De sua mãe.

Michelle Andreza Delain Tudor Dracu

Coloquei a carta no meio do pequeno diário de capa preta com as letras A.G.D em dourado , que havia descoberto a pouco tempo nas coisas de Alana. Sabia que alguma hora ela iria voltar para pegar suas coisas e a encontraria. Eu esperava que ela soubesse que eu sempre a amaria. Com aquele pensamento me retirei da casa e encontrei Rebekah na saída da cidade. Esperava sinceramente não voltar tão cedo para Mystic Falls.

– Esta pronta? – Perguntou Rebekah apreensiva.

– Mais do que pronta. – Garantir lhe sorrindo e acelerando o carro.