Notas iniciais
No capítulo anterior, nosso grupo ouve uma rajada de balas enquanto lancham no apartamento... o que será?

“Aí eu logo pensei: Para termos justiça, temos que ir ao Don Rookie.", falei.

“Porque você foi à EPF? Porque não veio à mim primeiro?”, perguntou Don Rookie.

“O que você quer de mim? Diga qualquer coisa mas faça o que estou implorando!”, implorei.

“O que você quer?”, perguntou ele.

Aproximei-me de Don Rookie e expliquei-o meu plano.

“Isso não posso fazer!”, exclamou ele.

“ Eu pago o que o senhor pedir!”, insisti, implorando.

“Nos conhecemos há muitos anos, mas é a primeira vez que vem à mim se aconselhar ou pedir ajuda, não me lembro da ultima vez que me convidou para tomar um café no seu iglu.”, disse Rookie. “Mas vamos ser francos, você nunca quis minha amizade. E tinha medo de ficar em débito comigo.”

“Eu não queria me meter em problemas...”, admiti.

“Eu entendo, você achou o paraíso no Club Penguin. Arranjou bons amigos, a EPF te protegia, tinha a ajuda da sorte também. Não precisava de um amigo como eu. Mas agora vem à mim e diz: ‘Don Rookie, faça justiça!’. Mas você não pede com respeito, não oferece amizade, nem pensa em me chamar de "Padrinho".

“Perdão, Padrinho.”, falei, levantando-me indo embora.

Oh, perdão. Esqueci de me apresentar.

Sou o Pinguito. Vocês já me conhecem, apareci na história anteriormente, e etc. Mas creio que saí do foco principal da trama após a guerra. Enfim, farei um resumo breve do que aconteceu comigo desde então.

Depois que o Club Penguin se reestabilizou a após a guerra, fiz de tudo para arranjar um emprego. Eu juro. Sério mesmo. Mas não consegui, pois parece que todos tinham tido a mesma ideia um pouco antes. Não havia vagas de emprego em lugar nenhum. Até pensei em encontrar Ghe, o Doutor e os outros, pois eu estava com saudade de aventuras, mas não os achei.

Numa de minhas tentativas de emprego, fui destratado pelo dono da pizzaria. Tentei reportar à má atitude do pinguim à EPF, mas eles não deram a mínima. Então apelei para algo que eu jamais pensei em fazer. Eu era um dos poucos que sabia a verdade sobre Rookie, que fingia ser um pacato agente da EPF, mas na verdade controlava todo um esquema corrupto que desviava recursos da empresa. Por algum motivo, ele gostava de ser chamado de Don Rookie. Tentei implorar pra ele, mas, bem, você viu o que resultou.

Saí do iglu-mansão de Rookie e fui andando até meu iglu. Até que lembrei que meu iglu era um aluguel terceirizado, e eu estava um mês atrasado, ou seja: despejado.

Ainda mais deprimido, vaguei pelas ruas até achar uma que parecesse confortável para dormir. Até que passei por uma rua bem pacata, vazia. A rua Baker. Foi quando vi aquela inconfundível cabine azul. A TARDIS. Máquina do Tempo. Cortesia do Doutor. Não pude ficar mais animado. Saí correndo em direção à mesma, sorrindo. Até que ouvi o barulho de uma saraivada de tiros e fui atingido.

Acordei numa sala de hospital. Deitado numa cama. Sorri.

As primeiras pessoas que vi, que estavam olhando pra mim, eram Ghe, o Doutor, Justin e Rodrigo.

“O que foi aquilo, Pinguito?”, perguntou Justin.

“Provavelmente, os agentes de Rookie”, falei. “Estou devendo dinheiro à ele. Muito dinheiro.”.

“Sempre soube que havia alguma coisa errada com Rookie.”, disse Ghe.

“Como?”, perguntou Rodrigo.

Ghe e o Doutor entreolharam-se.

“Estive numa espécie de universo alternativo. Não era muito bonito, tinham zumbis lá, e etc. Bom, o Rookie rendeu bastante problemas lá.”, explicou Ghe. “Mas eu conto isso melhor depois.”.

“Bom, ele tem todo um esquema de roubo de dinheiro e tecnologia por trás da EPF.”, expliquei. “E eu estou devendo uma graninha para ele.”.

“Péssima ideia.”, falou o Doutor.

Um médico entrou na sala.

“Acho que você já pode ir, Sr. Seus exames de sangue estão bons, e as balas já foram retiradas e levadas para a autópsia.”, anunciou o médico.

Saímos do Hospital, e lá, começamos a bolar um pequeno plano.

“Precisamos fazer algo à respeito sobre o Rookie.”, falou Justin.

“Podemos descobrir o motivo pelo qual ele anda desviando dinheiro e tecnologia.”, disse Ghe. “Você, Pinguito. Você sabe aonde o Rookie anda montando sua base?”, perguntou ele.

“Claro, oras.”, falei. “Tanto que fui lá pedir ajuda e acabei me ferrando.”.

“Você ainda tem papel psíquio, Doutor?”, perguntou Ghe.

“Vários.”, falou o Doutor. “Acho que já entendi aonde você está querendo chegar.”.

Voltamos para o apartamento de Ghe e Rodrigo, na 221B da Rua Baker, e entramos na TARDIS do Doutor, que estava estacionada ali do lado. Ele pegou vários pequenos blocos com papel em branco, e explicou:

“Esse é o papel psíquio. Quando você segura ele e imagina o que quiser, a informação aparece nele para as outras pessoas que possuem mentes facilmente enganáveis. E espero que esse seja o caso dos comparsas do Rookie.”.

“O plano é fingirmos ser novos recrutas que o Rookie acabou esquecendo que contratou.”, explicou Ghe.

Todos entendemos o recado, e fomos para a sede de Rookie, segundo os meus comandos.

Chegamos lá e batemos na porta. Fomos atendidos por um comparsa de Rookie, que assim que abriu a porta, já mirou a arma em nós.

“Calma, calma!”, falou o Doutor, mostrando o papel psíquio. “Somos novos recrutas.”.

O comparsa desculpou-se e nos recebeu na mansão de Rookie. Andamos pela mansão, como quem não quer nada, até achar a sala de máquinas da casa, que, por sorte, não tinha ninguém por perto. Com isso, entramos.

Lá dentro, haviam diversos computadores com imagens das diversas câmeras espalhadas pela casa. Finalmente encontramos a sala aonde Rookie estava. Era um salão grande, com uma mesa de reunião que parecia não ter fim. Mas na mesa, estavam apenas Rookie de uma ponta e uma televisão na outra. Ele estava fazendo uma vídeo-conferência.

Fomos esgueirando até a sala, sorrateiramente, e mostrando o papel psíquio para os comparsas de Rookie quen iam aparecendo aleatoriamente pelo meio do caminho, até que, finalmente, chegamos na sala de reunião aonde ele estava, e nos encostamos na porta, que era bem grande, para poder ouvir melhor a conversa.

“Meu tempo está acabando, Rookie.”, disse uma voz desconhecida. “Preciso fazer o upgrade máximo.”.

“Eu sei, senhor.”, disse Rookie, apreensivo. “É só uma questão de tempo, tecnologia e dinheiro. E, finalmente, depois de um tempo, já tenho todo o material necessário para que possamos começar a operação.”.

“Tem certeza?”, perguntou a voz desconhecida. “Preciso deles urgentemente.”.

“Confie em mim, mestre.”, disse Rookie. “Os Cyberpenguins estarão prontos mais rápido do que o senhor pode imaginar.”.

Notas finais
Referências usadas no texto:
O diálogo original é uma alusão ao livro / filme O Poderoso Chefão.
Quando Ghe fala do universo alternativo com zumbis, é uma referência à The Last Penguins, a fanfic anterior.
Quanto aos Cyberpenguins... você saberá no próximo capítulo.