A Sociedade Da Investigação Dos Pinguins

20 Capítulo 20 - Uma cidade chamada Misericórdia


Notas iniciais
O último capítulo da fanfic. Espero que gostem.

Bom, acho que é aqui que termina.

Ah, olá, pessoal. Bom, o Pinguito narrou o último capítulo, devido a alguns acontecimentos cruciais aonde apenas ele estava presente. Mas fiz questão de vir aqui e narrar esse último. Eu, o Ghe. Vou contar para vocês, a história de como terminou a Sociedade de Investigação dos Pinguins.

Ah, os Cyberpenguins.

Sabe, na época em que eu saia viajando na TARDIS com Doutor causando pelo espaço-tempo, eu já havia visto alguns desses. Não exatamente como foram apresentados dessa vez, mas...

Enfim, eles são extremamente perigosos. Upgradam ou matam qualquer um que estiverem em sua frente. E agora, eles haviam dado as caras no Club Penguin.

“Você sabe quem eu sou, não é mesmo, Rookie?”, perguntou a voz misteriosa.

“Claro, senhor.”, respondeu Rookie, meio gago. “Dr. Ivo Robotnik. O pinguim mais inteligente que já pisou nesse planeta.”.

“E o que mais?”, perguntou o ‘Dr. Ivo Robotnik’.

“E o que detém o recorde de maior idade, também, senhor.”, falou Rookie. “O senhor tem...”

“NÃO VAMOS ENTRAR EM DETALHES DA MINHA IDADE, ROOKIE!”, disse Robotnik. “Sim, sei que já passei de minha hora. Sabe, muitas coisas mudaram desde que nasci. Nasci em 1988 A.D, sabe. As coisas eram muito diferentes. Fui um dos primeiros pinguins da ciência desse planeta quando eu era rapaz. Consegui, através de experimentos, uma vida anormalmente longa. Tive chance de ser tutor de um dos maiores cientistas da atualidade, o Gary. Mas já estamos em 7 D.D. agora, Rookie. Estou velho. Minhas experiências anteriores não vão me fazer durar para sempre. E é por isso que preciso dos Cyberpenguins urgentemente.”.

“Eu sei, mestre. Eles já estão sendo feitos agora, eu juro!”, disse Rookie.

“Acho bom.”, respondeu Robotnik. “Como andam as ações?”.

“Está indo bem, senhor.”, falou Rookie. “Você sabe, as Empresas Cybus nem existem de verdade. O senhor criou para que eu pudesse fazer uma faixada para pegar o dinheiro e tecnologia para os Cyberpenguins. Não há muitas ações além das nossas.”.

“Perfeito.”, concluiu Robotnik. “Agora, o relógio está batendo, Rookie. Eu não tenho a vida inteira...”, e, assim, a TV por onde ele falava desligou.

Nesse momento, meu sangue gelou.

Rookie levantou-se da mesa e foi caminhando em direção à porta, aonde estávamos encostados. Ele simplesmente saiu e nos viu.

“Mas que...”, praguejou. “INTRUSOS!”, e apertou um botão num pequeno controle remoto que tirou rapidamente do bolso de sua camisa.

Milhares de comportas abriram-se no teto, chão e paredes à nossa volta, e, de lá, saíram pinguins. Mas não eram pinguins comuns. Eram pinguins ciborgues. Com um corpo metálico e expressão facial inalterável. Apenas uma coinciência residia em cada um, porém, perdida. Manipulada por uma central de comandos. Os Cyberpenguins.

“Esses garotos ainda estão na versão 1.0”, falou Rookie. “Eu não queria fazer um primeiro teste prático e tão brusco assim, mas acho que será preciso. CYBERPENGUINS! DELETAR!”.

Os milhares de Cyberpenguins vieram marchando em nossa direção, gritando monotonamente os dizeres “Deletar... deletar...”

Pensei com o pouco tempo que me restava.

“Doutor...”, falei. “Quantas chaves de fenda sônica você tem consigo?”.

“Duas, ué.”, respondeu o mesmo. “Uma de uso e uma reserva.”.

“Pode me empresta-las?”, disse, enquanto íamos recuando e a frota imensa de Cyberpenguins se aproximavam.

“Eu geralmente não o faria, mas nessas circunstâncias...”, disse o Doutor, jogando para mim as duas chaves de fenda sônicas.

“Ei Rookie!”, gritei. “Sabe o que acontece quando juntamos duas chaves de fenda sônicas?”.

“Não.”, respondeu ele, confuso.

“Nem eu. Vamos descobrir?”, falei, juntando-as e apertando os botões simultaneamente.

“ESPERE! EU SEI O QUE ACONTECE!”, gritou o Doutor. “O EFEITO É HORRÍV...”

Um barulho extremamente alto, agudo e atordoante dominou a atmosfera sonora, fazendo os Cyberpenguins estalares, ficarem confusos e alguns até caírem. Eu, o Doutor, Pinguito, Justin e Rodrigo tapávamos os ouvidos, mas era tarde demais para Rookie, que caia no chão, chorando e com os ouvidos ensurdecidos.

“Melhor corrermos!”, declarou Rodrigo.

“Concordo!”, falou Justin.

“Que seja!”, falamos eu e o Doutor, surpreendentemente juntos.

E saímos correndo, no meio do percurso, joguei uma das chaves de fenda sônicas de volta para o Doutor.

“Desde quando essa chave é sua?”, perguntou o Doutor, intrigado pelo fato de eu ter jogado-o apenas uma.

“Ora, vamos lá. Eu perdi a minha.”, falei, ainda na correria.

De repente, os Cyberpenguins já haviam voltado a si e voltaram a nos encurralar, marchando e gritando “Deletar” naquele tom de voz monótono.

Tapamos nossos ouvidos e juntamos as chaves mais uma vez, mas dessa vez, o barulho não saiu.

“Droga, gastamos toda a carga delas.”, praguejou o Doutor. “Vai demorar um tempo até recarregar.”.

“É, parece que agora estamos perdidos.”, disse Rodrigo, resumindo a situação.

“Não seja ingênuo, nós sempre escapamos.”, disse Justin.

“Verdade.”, concordou Rodrigo. “Mas dessa vez, não vejo como.”.

Os Cyberpenguins mais próximos de nós já preparavam suas nadadeiras mecânicas para nos deletar, quando de repente, um tiro de bazuca abriu um buraco no meio de uma parede da mansão, atingiu um Cyberpeguin em cheio e atraiu a atenção dos restantes.

Do outro lado da sala, estava Azul, uma bazuca em nadadeiras e a atenção de todos os pinguins metálicos à seu dispor.

“Eu não podia deixar vocês sozinhos nessa.”, disse Azul.

E assim, saímos correndo, com Azul no nosso encalço atirando em grupos de Cyberpenguins com sua bazuca. Mas eles pareciam não acabar.

Até que chegamos no fim do longo e extenso salão do andar, que levava à diversos corredores. A porta no final do salão ia do teto ao chão. Era uma porta de cofre.

“Não temos tempo para descobrir uma senha!”, falei.

Azul mandou um tiro que quebrou a trava e abriu um gigante buraco na porta.

“Pois é.”, ele falou, e corremos para dentro.

Curiosamente, assim que pusemos os pés dentro do cômodo que ficava atrás da porta do cofre, todos os Cyberpenguins pararam de nos seguir. Ficaram simplesmente parados, em frente a porta.

“Ué...”, falou Justin.

“Como assim?”, perguntou o Doutor.

Rodrigo acenou para os Cyberpenguins. Nenhum deles se mexeu.

“O que tem de tão ruim aqui que eles não podem entrar?”, perguntou Azul.

Engolimos seco.

Viramos devagar e olhamos para o cômodo. Era uma sala bem grande e escura. O único feixe de luz vinha do restante do salão, e sua luminosidade só entrava na sala graças ao buraco que Azul havia aberto na porta. E ainda assim, a luz não encobria grande parte do enorme salão, que estava, em grande parte, às escuras.

Tratava-se de um gigante, um imenso, laboratório. Nele havia todo o tipo de tecnologia que você pode imaginar. (Excerto, claro, a tecnologia dos Senhores do Tempo)

Milhares de computadores, televisores, tubos de ensaio, projetos robóticos, (incluindo versões primárias e pedaços de Cyberpenguins) escrivaninhas, anotações, plantas e rascunhos de projetos colados nas paredes, porcas, parafusos, placas-mãe, vacinas, cadernos de anotações e até mesmo tonéis com conteúdo desconhecido pavimentavam o escuro laboratório. No fundo da sala, havia uma poltrona. Uma gigante e velha poltrona. Parecia ser a poltrona mais antiga do mundo, e, ainda assim, a mais confortável. Sentado nela, estava um pinguim.

Um pinguim cor salmão, com bigodes espetados laranjas e vestido de vermelho.

“Saudações, caros visitantes.”, disse o pinguim, com uma voz familiar. “Sou o Dr. Ivo Robotnik. Bem vindos ao meu escritório.”.

Azul mirou a bazuca carregada em direção a cabeça do Dr. Robotnik.

“Calma, calma. Não estou causando mal a ninguém.”, tossiu o velho pinguim.

“Excerto aos milhares de pinguins que você matou para dar origem a esses... monstros.”, falou o Doutor.

“E a nós, é claro.”, complementei.

“Você tem que parar por aqui, Robotnik.”, disse Azul.

“É mesmo?”, perguntou ele, em tom irônico. Então, tirou de seu bolso um pequeno controle remoto e apertou um botão. Ouvimos o ruído de milhares de compartimentos abrindo e de Cyberpenguins marchando, mas nenhum apareceu perto de nós.

“Agora, liberei minhas criações para o Club Penguin. Eles pegarão mais pinguins. Os melhorarão. Upgradarão. E assim, quando todos estiverem upgradados, posso finalmente fazer o upgrade final em mim mesmo e viver para sempre.”, falou Robotnik, com um sorrisinho.

“Me dê um motivo para não explodir a sua cabeça agora mesmo.”, declarou Azul.

“Tenho algo que pertence a vocês.”, respondeu Robotnik. Então, o pinguim idoso apertou outro botão no controle. Um pequeno compartimento abriu-se num pedaço de chão à frente de sua poltrona, revelando que um pequeno elevador subia de lá. Quando as portas do elevador se abriram, vimos ela. A TARDIS estava com Robotnik.

“Onde conseguiu isso?”, perguntou o Doutor.

“Trazido pelos meus comparsas enquanto eles estavam procurando pinguins para serem Cyberpenguins.”, explicou Robotnik. “Serie bonzinho e darei a vocês 10 segundos para entrarem aí e irem embora. Um...”

Como estávamos sem hipóteses, acabamos indo para TARDIS, como reféns.

Quando entramos lá, foi um choque.

Vários Cyberpenguins, quebrando e destruindo tudo no interior da TARDIS. Moe, meu puffle, também estava lá dentro, sem entender que diabos estava acontecendo.

Olhamos para trás. Robotnik entrou na TARDIS e fechou a porta.

“Vocês já me atrapalharam demais. Precisamos dar um jeito nisso.”, falou.

“Se corrermos por aí e nos desviarmos, talvez eles não nos peguem!”, sugeri.

E assim fizemos. Corremos por aí e nos desviamos dos milhares de tiros disparados pelos Cyberpenguins, que atingiam diversos pontos da TARDIS – inclusive o console central, que produzia comandos aleatórios e fazia a máquina do tempo mexer-se violentamente. Robotnik tentava, sem fôlego suficiente, perseguir-nos, mas, como não conseguia, contentava-se em continuar urrando ordens aos Cyberpenguins. Foi aí que tive uma ideia.

“Segurem-se!”, gritei aos meus colegas. Eles se seguraram em alguns lugares, ainda que confusos. Corri até a porta da TARDIS e fiquei em frente à mesma, me segurando para não cair, já que a mesma estava balançando.

“O que estão esperando? Acabem com ele!”, gritou Robotnik.

“DELETAR...”, declararam os Cyberpenguins indo em minha direção e mirando suas nadadeiras-armas em mim.

Segurei bem na porta e dei um impulso pra trás.

A porta da TARDIS abriu, e, Robotnik e todos os Cyberpenguins foram sugados para fora e sumiram em meio ao Vortex do Tempo.

“Eu falei pra se segurarem!”, falei.

Justin, Rodrigo, o Doutor e Azul seguravam-se firme em bordas do console principal da TARDIS.

Consegui, com muito esforço e quase tendo o mesmo destino de nossos inimigos, fazer um impulso para dentro e fechar a porta da TARDIS.

Foi um alívio. Todos paramos pra respirar fundo um pouco e descansar por um segundo, até que o Doutor falou:

“Espera um pouco... eles foram sugados pelo Vortex, não?”.

“De fato.”, respondi.

“E isso significa que estamos em movimento.”, refletiu o Doutor.

“Exatamente.”, concordei.

“E a TARDIS está danificada.”, continuou o Doutor.

“Pode apostar que sim.”, falei.

“E SE EU NÃO FAZER ALGUMA COISA VAMOS ACABAR CAINDO!”, gritou o Doutor, enquanto a TARDIS deu um giro de 360 graus fazendo com que todos balançassem e caíssem em diversas áreas do salão principal da TARDIS.

O Doutor segurou-se nos controles do console da TARDIS e foi tentando puxar todas as alavancas e apertar todos os botões possíveis para suavizar o pouso, mas ainda assim, a TARDIS, rebelde, continuava a fazer balanços bruscos.

“O que os franceses diriam numa hora dessas?!”, perguntou Azul.

“ALLONS-Y!”, gritou o Doutor, puxando uma alavanca.

“VAMOS BATEEEEEEEEEEEEEEEEEEER!”, gritou o Doutor enquanto a TARDIS descia em algum lugar em queda descontrolada.

“Pra onde estamos indo?!”, perguntou Rodrigo.

“EU NÃO SEEEEEEEEEEEEEEEI!”, respondeu o Doutor, apertando alguns botões.

A medida que íamos caindo, por sorte, o Doutor ia tomando controle da situação, fazendo com que, finalmente, a TARDIS pousasse, com um forte baque, porém em pé, e com todos sãos e salvos. Mas em um local desconhecido.

“Pousamos?”, perguntou Justin.

“Receio que sim.”, respondeu o Doutor. “Todos estão bem?”.

“Pelo menos, minha caveira estava aqui.”, disse Ghe, tirando a Caveira de baixo de uma das bancadas da TARDIS. “Ela está inteira! E eu também, acho.”.

“Estou bem...”, falou Azul.

“Idem.”, disse Justin.

“Tô bem. Como se você se importasse...”, reclamou Moe.

“Eu também. Agora... onde pousamos?”, perguntou Rodrigo.

“Não importa.”, respondeu o Doutor, apertando botões e puxando alavancas no console principal. “O que importa é que temos que voltar para o Club Penguin, impedir os Cyberpenguins e... oh, não. NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!”.

“O que foi?”, perguntei.

“Não está funcionando, não está funcionando!”, disse o Doutor, e então, bateu a cabeça no painel da TARDIS. “ELA PIFOU!”.

“Ora, você dá um jeito. É o melhor mecânico que já conheci.”, falei.

“Não há como consertar o dano que foi causado a ela.”, disse o Doutor, triste. “Receio que a TARDIS tenha pifado para sempre. Mas ainda assim, é grande. Podemos morar nela caso não achemos um lugar bom para morar nesse... lugar aonde paramos.”.

Saímos lentamente da TARDIS e olhamos a nossa volta. Estávamos num imenso deserto. As únicas coisas relativamente próximas da TARDIS eram alguns cactos e uma placa de madeira, em formato de seta, indicando o noroeste. Na placa, a palavra “Misericórdia”.

“Oh, não pode ser.”, falou o Doutor.

“O que tem de errado?”, perguntou Rodrigo.

“Já estive aqui antes.”, falou o Doutor. “Isso é, se for a mesma cidade, mas só indo até lá para descobrir. E creio que teremos de arrastar a TARDIS conosco.”.

O caminho até a tal Misericórdia foi longo. Fomos revezando de 2 em 2 para empurrar a TARDIS, com períodos de meia hora de empurrão por equipe. Como Moe não podia empurra-la, apenas ficou sentado em cima dela, reclamando do calor. Até que, finalmente, depois de muitas horas sob o sol escaldante, chegamos lá, quando estava quase anoitecendo. A tal Misericórdia era uma cidade. Uma pequena cidade, como as que vemos em filmes de faroeste.

A cidade estava movimentada. Diversos pinguins vestidos de caubóis nos olhavam com estranheza, até que por um segundo, paramos, e eu perguntei para um deles:

“Com licença, senhor... aonde, exatamente, e em que ano estamos?”.

“Ora, andou tão bêbado que não se lembra de nada? Estamos em 2013, ué. Esse é o Novo Oeste, que tomou o lugar do Club Penguin quando o Sol se expandiu e causou uma seca em todo o planeta. Bem vindo à misericórdia, parceiro.”, respondeu o pinguim.

“Oh... isso é bem diferente da outra cidade Misericórdia que eu tinha em mente.”, falou o Doutor.

“Que caixa é essa, parceiro?”, perguntou o pinguim.

“Oh, é só uma coisinha pessoal nossa. Acho que teremos de morar nela por um tempo, deixando-a em um canto ou coisa parecida.”, respondeu o Doutor.

“Eita, quatro pinguins e um puffle nessa caixa ai?”, perguntou o pinguim.

“É, mas preferimos não entrar em detalhes.”, falou o Doutor. “Obrigado pelas informações. Vamos indo, pessoal.”.

Andamos até uma construção abandonada no fim da cidade, e colocamos a TARDIS posicionada no porão daquela casa abandonada.

“Vai servir pra esconder por enquanto.”, disse o Doutor, aliviado de se livrar do peso.

“E agora... o que faremos?”, perguntou Justin.

“Teremos que viver aqui por algum tempo, até arranjarmos uma solução pra consertar a TARDIS, o que é quase impossível. Até lá, teremos de viver como mochileiros.”, respondeu o Doutor.

“Mochileiros em Misericórdia?”, perguntei.

“Exatamente.”, respondeu o Doutor.

Notas finais
A fanfic acabou, mas em breve, teremos a nova fanfic, em continuação dessa: Mochileiros de Misericórdia. Breve aqui, nesse mesmo site.
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Referências usadas no texto:
A cidade de Misericórdia e o titulo do capítulo são baseados em "A Town Called Mercy", um episódio de Doctor Who.
O Dr. Ivo Robotnik é uma homenagem à um personagem de mesmo nome da franquia Sonic the Hedgehog.
Os Cyberpenguins são uma homenagem aos Cybermen, de doctor Who.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!