A Sky full of Stars
3 Capítulo 3.
Notas iniciais
Faz muitos meses que eu estava assim, só eu no sótão, que ficava meu quarto. Ficava escutando música algumas vezes, apenas no tédio. Desde que eu fui '' Incapacitada de estudo escolar '', Eu ficava com minha mãe e lendo livros.
Já tinha faltado 2 semanas no grupo, mas minha mãe me obrigou a ir essa semana, ainda não entendi o motivo mas, eu pensava muito naquele menino do grupo.
– Mãe, por favor, isso é uma tortura. — Falei para ela enquanto comia meus ovos e bacon.
– Pare Erin, você esta muito solidaria. — Ela falou enquanto terminava de lavar a louça do café da manhã.
– Grrrrrrrr... — Bufei de raiva, me levantei da cadeira e puxei meu cilindro até o sótão.
Desci as escadas e caminhei até minha cama, me deitei e fiquei observando o teto enquanto pensava no grupo de apoio e todos meus exames médicos que iria ter essa semana.
Eu tinha piorado demasiadamente no decorrer dos anos, consequentemente, aumentando minha dosagem de remédios, exames. Mas agora, eu sobreviveria apenas dos remédios, eu fazia algumas vezes Quimioterapia, mas não tinha um grande efeito mas, mesmo assim, dava para sobreviver.
Depois de um tempo, subi as escadas e sai de casa, entrei no carro da minha mãe e esperei ela enquanto a mesma se arrumava, eu nunca entendi por que minha mãe me levava pro grupo, ela era dona de uma loja botânica, mas fechou ela por um tempo para cuidar de mim.
Depois de alguns minutos, minha mãe entrou no carro e começou a dirigir até o casarão, fiquei observando os desertos até que ela estacionou, dei um beijo em sua bochecha e desci da caminhonete, puxando o cilindro até a entrada, olhei para trás e o carro de minha mãe não estava mais lá.
Subi as grandes escadarias e abri a portinha que dava para a sala, me sentei numa cadeira de veludo vermelha e esperei todos enquanto brincava com minha pulseira hospitalar.
Demorou um certo tempo e apenas Nathan chegou, trocamos olhares por um momento.
– Senti sua falta — Ele falou caminhando até minha cadeira com um sorriso torto.
Revirei os olhos e cruzei os braços, fitei seu rosto e arrumei meus cabelos.
– Legal. — Falei por final, até que o padre entrou na sala com algumas pessoas.
Observei que Nathan estava sentado do meu lado até que um outro menino chegou e Nathan foi ao lado dele, agradeci o mesmo mentalmente e fiquei escutando o padre por um momento, até que, uma mulher entrou na sala e ele se retirou, deixando todos sozinhos.
Minutos depois, o padre voltou e voltou a se sentar, observou todo mundo por um certo tempo.
– Quero que todos formem dublas, os dois vão conversar sobre sua vida, e depois, vão se encontrar em algum lugar para se ajudar, e eu vou formar as dublas. — Falou o padre segundo depois.
– Certo... vamos começar, Nathan... você vai com... Erin. — Após ele falar meu nome, fiquei paralisada e olhei pra Nathan, percebi que o mesmo também me olhava e não escutei o padre falar mais nada.
Me levantei e sai da sala séria enquanto puxava meu cilindro pelas escadas, parando na porta de entrada.
– ERIN! ESPERA! — Alguém gritou, me virei rapidamente e percebi que era Nathan, fiquei com um olhar frio por um momento.
– Você... Me deixa em paz, Cara! — Falei para ele de maneira grossa, olhando para trás para ver se minha mãe tinha chegado.
– Você não pode deixar todos assim. — Ele disse enquanto eu encarava a grama.
– Já estou, agora, me esqueça. — Dei minha palavra final e sai dali, caminhei por um momento e observei minha mãe na esquina.
Entrei no carro dela e observei a mesma dirigir para casa, suspirei fundo e pensei no que Nathan tinha me falado, ele era muito idiota, então, peguei meu celular e respondi uma mensagem, desligando o mesmo.
– Aquele menino é muito bonito. — Minha mãe falou enquanto dirigia, observava as plantações, e depois, encarei ela.
– É... sei lá. — Falei enquanto encara minhas unhas vermelhas.
Após ela estacionar em frente de casa, desci rapidamente e entrei nela, desci as escadas e entrei no meu quarto, tranquei a porta e me joguei na cama.
Escutei um barulho vindo da janela e me virei, vi um corpo entrar e ficar de frente para mim, Era Nathan. Fitei ele grosseiramente e ele respirou fundo, começando a me encarar.
– Podemos conversar ? Lá fora. — Nathan falou, respirando fundo algumas vezes.
Confirmei com a cabeça e pulei pela janela do quarto, cai na grama limpa, percebi um telescópio e um cobertor grande e olhei pro Nathan, abri um pequeno sorriso e observei novamente o telescópio.
– Pra que isso ? — Falei para ele enquanto o mesmo caminhava até o cobertor.
– Sente-se e você vai descobrir. — Ele disse enquanto sentava no cobertor.
Caminhei um pouco e me sentei ao seu lado, coloquei o cilindro ao meu lado e fitei ele.
– Eu me decepciono com a terra, então eu observo o céu. — Ele falou enquanto olhava as estrelas, um céu cheio de estrelas.
– Você precisa ver algo de bom nisso, Erin. Eu quero ser seu amigo. — Ele completou enquanto observava uma das mais brilhantes estrelas do céu escuro.
– Eu nunca tive amigos, Nathan. E para mim... é tão... estranho, mas irei tentar ser sua amiga. — Falei, olhando para ele, mudando o olhar pras estrelas, suspirando.
Me deitei no cobertor e fechei os olhos, sentindo o vento passar pelo meu rosto.
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