Notas iniciais
Espero que gostem do segundo Capítulo, com a ajuda novamente de Lucas ^^ PS: Nesse capítulo, Erin já tem 16, igual no resto da fanfic.

–-- 5 Anos Depois... ---

Hoje é um dia especial, na verdade. Estamos para receber um grupo de voluntários para ajudar no tratamento. Eu acho uma idiotice, desde que o meu pai me abandonou, eu tenho medo de me abrir para os outros, não quero ninguém saindo por ai com uma ficha colorida com o meu nome e minha "história" escrita nele".

Terminei de me arrumar e escutei um grande barulho no primeiro andar, minha mãe as vezes era um pouco neurótica, ela abandonou tudo e todos para cuidar de mim. Terminei de pentear meu cabelo e ajustei as cânulas nas minhas narinas, arrumei meu cilindro de oxigênio, puxei ele até as escadas e desci as mesmas lentamente.

– Vem filha tomar café, daqui a pouco você tem grupo.

Eu odiava me lembrar daquilo, porque, em todos os momentos, minha mãe me lembrava daquilo ? era tortura, caminhei até a cozinha e me sentei, fitei meu suco de laranja e dei um longo gole dele.

– Esta muito bom, mãe, Obrigada. — Falei, começando a comer a panqueca com recheio de chocolate que minha mãe fazia toda quarta-feira.

Peguei meu cilindro e puxei ele até a sala, me sentei e liguei a TV, comecei a assistir algum desenho de 1989 que devia ser muito chato, já que eu quase cai no sono na metade, virei o olhar para minha mãe e voltei a encarar a televisão.

Algum tempo depois, minha mãe saiu da cozinha e sentou do meu lado, me fitou por um momento e me levantei, o qual a mesma repetiu, ela me levou até o carro e entrei nele entediada.

– Por quê eu tenho que ir para grupo de apoio ? — Perguntei para ela, logo depois, dei uma pequena bufada e fiquei olhando pela janela da caminhonete F-150 dela, Encostei minha cabeça no banco e fechei os olhos.

Minutos depois, já estávamos na frente do grupo de apoio, dei um beijo na bochecha dela e sai do carro exausta, Ela esticou a cabeça pra fora da janela.

– Se Sozialize ! — Ela gritou, antes de eu entrar no velho casarão, fui até as escadas e subi todas até o 4° andar, lá estava o padre que conversava com Jovens e Crianças que tinha câncer, na maioria das vezes, eu achava grupos de apoio idiota, mas esse era I-M-B-E-C-Í-L.

Depois de um longo tempo, comecei a observar todos que estavam sentados em roda em cadeiras de veludo vermelha, observei um menino por um momento, ele me encarava com um sorriso de canto, retribui o olhar por um momento até que o Padre chamou meu nome.

– Erin ? — Ele falou num tom cativante e virei o olhar rapidamente, ele estava bem calmo, com cara de durão, mudando logo depois para um pequeno sorriso.

– Sim ? — Falei um pouco tímida enquanto ele me observava animado.

– Como você ta sentindo ? Como você esta agindo com sua doença ? — Ele perguntou por final enquanto eu fazia uma pequena careta.

– Bem... Uma droga. — Sussurrei a última frase enquanto ele chamava outra pessoa.

Após falar com no mínimo 5 pessoas, ele falou um nome que me surpreendeu de cara, mas tentei esconder em um inventado olhar sério.

– Nathan ? Pode comentar com o grupo seus sonhos ?- O Padre comentou enquanto olhava pro menino que tinha me encarado tempo antes.

O Menino se levantou e fitou todos, um por vez, parou o olhar em mim e abriu um pequeno sorriso, desviei o olhar e encarei minhas unhas que estavam num tom vermelho muito escuro.

– Meus sonhos ? Essa é fácil... Ser feliz — Ele falou rápido e voltou ao seu lugar, o Padre ficou quieto por um momento e levou todos até a mesa de lanche.

– Esse não seu sonho. — Falei pro Nathan que estava ao meu lado olhando pros biscoitos secos, ele mudou o olhar para mim e confirmou com a cabeça.

– Você esta certa, não era meu sonho, afinal, já sou feliz. — Ele disse, pegando suco de maçã e servindo num copo reciclável, deu um longo gole e logo depois fez uma careta.

– Por favor né... ninguém no mundo ia pedir para ser feliz, as pessoas tem sua própria felicidade, não precisa de outra, apenas os idosos ou os mendigos, mas isso não vem ao caso — Falei para ele num trom um pouco grosseiro.

Sai dali e desci as escadas, caminhei para fora do casarão e senti uma mão segurar meu braço firme, senti um desconforto, e logo depois, entortei o braço da pessoa com força, fazendo a pessoa cair no chão.

Percebi que era Nathan e ajudei ele a se levantar, ele me encarou assustado e segurou minha mão levemente, colocando um pedaço de papel dobrado nela.

– Me liga... por favor. — Ele disse num tom amigável, confirmei com cabeça.

Esperei no mínimo cinco minutos e minha mãe chegou, puxei o cilindro de oxigênio até o carro dela e abri a porta, entrei e fechei a mesma, peguei o papel dobrado e salvei o número no meu celular.

– Quem era aquele menino ? — Minha mãe perguntou enquanto eu mexia no celular.

– Não é ninguém... — falei, ela começou a dirigir até o hospital cancerígeno da nossa cidade.

Desci do carro e puxei o cilindro até a entrada do hospital, esperei minha mãe e entrei no mesmo, me sentei numa cadeira de rodas e uma mulher me levou até a sala particular e me deitei na cama, eu bufei por um tempo até que o meu doutor entrou.

– Okay, agora vou contar até 3, você vai encher seus pulmões e vai soltar, Certo ? — Ele perguntou.

– Essa frase se baseia na minha grade diária, Doutor. — Falei para ele, o mesmo soltou uma pequena risada e começou a contar até 3.

Comecei a encher meus pulmões de ar, logo depois, soltava o mesmo fortemente, fazendo assim, 2 vezes seguidas enquanto ele contava até 3.

Parei por um momento e encarei ele, me levantei da cama e voltei para a cadeira de rodas, uma das enfermeiras me levou para a Sala de Radioterapia, Fiquei lá por alguns minutos até que comecei a passar mal, me levaram pro meu quarto e me deitaram na cama.

Dormi por um tempo até que meu celular tocou, peguei ele com dificuldade e atendi, não escutei nada e desliguei o mesmo. Tempo depois, um médico entrou na minha sala, ele estava com olhar apreensivo e segurava uma prancheta.

– Srta. Howl ? — O Médico falou, logo depois, engolindo um seco.

Confirmei com a cabeça e ele caminhou até minha cama e sentou ao meu lado, fitando meus olhos verdes que estavam fracos.

– Sim ? — Eu falei minutos depois que ele começou a me encarar.

– Enquanto você dormia, algumas médicas fizeram pequenos exames em você e descobrimos que, a Radioterapia e nem a Quimioterapia vão ajudar nesse momento, já que seu câncer esta num estágio muito avançado, como sempre, mas antes, tínhamos esperanças. — Ele falou, se levantou e me encarou com um olhar de pena.

– Sinto muito. — Falou por ultimo, logo depois, saindo do meu quarto.

Fiquei em silencio por alguns segundos, para mim aquilo era normal, estar morrendo. Eu sabia que não teria tempo de vida, mas agora, para mim isso é pior, Pois jogaram na minha cara minha doença.

– Erin ? — Uma mulher comentou enquanto entrava no meu quarto, era minha doutora.

– Podemos conversar querida ? — Ela observou meu rosto fraco e meus lábios inchados e roxos, confirmei com a cabeça e ela se aproximou.

– Creio que já sabe, então, eu vim falar que, vamos dobrar o número de remédios para você tentar melhorar. — Ela falou, soltei uma pequena risada irônica e fitei ela.

– Bem... você vai começar a tomar três vezes por dia seis pílulas de paclitaxel e cinco pílulas de pazopanibe, não irá doer, eu juro. — Ela falou, saindo do meu quarto.

Me cobri com o cobertor roxo que estava na cama e tentei dormir, mas a dor de cabeça era insuportável e tenebrosa, horas depois, finalmente o sono chegou com força, fazendo assim, eu cair num sono profundo.

Notas finais
Espero que gostem, me perdoem se estiver muito pequena e_e