A Segunda Chance - HIATUS

5 Um longo caminho a percorrer...


Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeey...Boa leitura!

Ok, esse dia foi muito louco.

Imagina você ir para escola e descobrir que sua paixonite é um monstro, depois ser salvo por um garoto híbrido, meio bode meio humano, conversar com ele e descobrir que você é um semideus, filho de um deus antigo que você nem sabe se existe.

Pois é, um caos total. E ainda por cima você ir para casa e ver sua mãe sendo atacada por sua paixonite e quase morrer nas mãos delas e ser salvo novamente por quem? Pelo perna de burro... Ops, bode!

–------------------------------------------------------------------------------------

Enquanto estava em meu quarto, arrumando minha mochila a pedido de Grover, Jake meu amigo tagarelava ao meu lado.

– Cara isso é incrivel,eu nunca vi nada igual. Eu sou um semideus, que emoção.

Continuava a arrumar a mochila, ignorando os comentários de Jake. Coloquei algumas roupas dentro da mochila, meu notebook e meus cards de "Magic" o meu vício. Peguei algumas coisas básicas de higiene, como perfume, desodorantes e o resto deixa pra lá...

Ouvi passos subindo as escadas, mas continuei a organizar. Grover entrou no quarto, todo preocupado.

– Tem certeza que você esta bem Patrick? — ele ficou me olhando, em busca de algum ferimento.

– Tenho Grover, só estou com as minhas costas doendo.

– Tem certeza?

Respirei fundo e comecei a ignora-lo. Ele falava sem parar de onde nós iriamos à tarde. Falou que naquele lugar encontraríamos nossas respostas, assim como encontraríamos pessoas como nós. Jake tagarelava junto a ele, e eu já estava perdendo a paciência. Assim que terminei de guardar minhas coisas, coloquei a mochila nas costas e desci as escadas para falar com a minha mãe.

Ela ainda estava meio em choque por consequência do ataque. Estava sentada em nosso mini sofá que sobrevivera ao ataque. Olhava fixamente para um ponto da parede onde eu fora arremessado, que ficara rachado devido ao impacto. Assim que me viu, virou o rosto e abriu um grande sorriso.

– Patrick, você esta bem — ela sorriu mais ainda e eu corri para abraça-la.

– Mãe, me desculpe por isso. Não vou a lugar algum com ele. Vou ficar aqui para te proteger.

Ela interrompeu o sorriso e levantou meu rosto com as duas mãos e olho bem em meus olhos. Era incrível como aquele rosto possuía uma bondade inconfundível.

– Filho, se você quiser me proteger, vá para o acampamento. Já era pra você estar lá há muito tempo, porém eu achei que conseguiria te proteger, mas não. Eu só estarei segura se você estiver seguro naquele local, com todos eles. É para seu bem!

– Mas mãe — estava com vontade de chorar, porém segurei as lágrimas — E se acontecer de novo, se te atacarem de novo, eu não estarei aqui para te defender!

– Filho, eu escolhi ter você, sabendo que um dia você teria de ir. Eu poderei te ver nas férias, é só para sua segurança. Sabia que você tem os olhos de seu pai? — ela sorriu como se lembrasse dele.

– Mãe...

Nesse momento, Grover desceu as escadas juntamente a Jake. Ele carregava uma mochila também e usava suas muletas e as calças para esconder suas pernas, além de tênis que escondesse seus cascos.

– Estão prontos? Teremos que partir agora. Bem, recebi uma mensagem e digamos que a situação de nossa será muito ruim se não partirmos agora! — o tom de urgência da voz dele me convenceu a ir, juntamente a segurança de minha mãe. Dei um abraço e um beijo nela e sai atrás de Grover e Jake.

–------------------------------------------------------------------------------------

Andamos um pouco até chegar a um parque que havia por ali. Grover retirou de sua mochila algumas moedas diferentes e se aproximou de um sistema que jogava água na grama. Arremessou a moeda na agua e disse:

– Ísis aceite minha oferenda! Acampamento Meio-Sangue, Quiron! — nesse momento a água tremeluziu e uma imagem do centauro apareceu. Porém a visão não foi tão boa. Embora estivesse impressionado com aquele ser, não gostei de olhar para o enorme trazeiro dele.

– Ah, oi senhor Underwood. Como vai? Esses são os semideuses que você esta escoltando até aqui?

– Sim senhor. Alguma notícia sobre as fronteiras do Acampamento?

– Bem, as fronteiras ainda estão cercadas de alguns monstros. Porém os filhos de Ares estão controlando a situação. Preocupe-se nesse momento em trazê-los em segurança.

Ao término da fala do centauro, uma rajada de vento nos atingiu. Após a rajada, três figuras cinzentas, semelhantes a nuvens desceram dos céus em nossa direção.

– Oh não, anemois thuellais. Protejam-se!

– Anemoi o que? — gritei e me pus a correr.

Nós corríamos em direção as ruas de New York, perseguidos por aquelas coisas. Já estava ficando cansado. As pessoas que caminhavam pareciam não ver aqueles monstros. Viramos em um beco até perceber que era sem saída. Já era tarde demais. Os monstros nos prenderam no beco.

– O que são essas coisas? — gritei.

– São espírtos da Tempestade e bem, eles não são amigaveis! — explicou Grover já tirando suas calças.

– Maneiro — disse Jake.

Os três espíritos tomaram a forma de soldados e nos atacou. Peguei a tampa de uma lixeira a tempo de me defender de um soco do monstro. O empurrei com a tampa, o fazendo cair. Corri até a grade que fechava o beco e comecei a escala-la, porém meus amigos não fizeram o mesmo. Jake estava encolhido atrás de uma lata de lixo enquanto Grover lutava contra os três espíritos. Praguejei silenciosamente e saltei, pegando uma barra de ferro que estava ali e parti para cima dos espíritos.

Desferi o golpe na cabeça de um deles, mas a barra de ferro inutilmente atravessou a cabeça dele sem causas nenhum dano. Lentamente o monstro virou para mim e na tentativa de fugir eu tropecei e cai. Fiquei olhando para o monstro vindo para cima de mim, até que Jake saiu de trás da lata de lixo.

– Saiam de perto do meu amigo — ele corria com uma estaca de madeira na mão, sabe-se lá de onde ele tirou essa estaca...

Um a um os espíritos se afastaram e fizeram uma reverência. Jake parou de correr e ficou olhando os monstros fazerem reverência. Olhei para Grover e depois pra Jake.

– O que esta acontecendo? — perguntei confuso — Por que eles estão fazendo reverência pra você?

Grover levantou-se no mesmo momento em que um raio azul surgiu em cima da cabeça de Jake. Olhei boquiaberto para aquela figura que flutuava em cima dele.

– O que foi gente, por que estão me olhando? — perguntou Jake assustado.

Grover respirou fundo e abriu um grande sorriso.

– Seja bem vindo, filho de Zeus!

Notas finais
Jake,filho de Zeus...Um protótipo de purpurina...quer dizer,de líder! Comentem! ^^