Notas iniciais
Hey people. Capitulo fresquinho, boa leitura! (Bônus no final do capitulo xD)

Deixe-me explicar como foram as longas horas que se seguiram após o acontecimento: foi irritante.

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Imagine a seguinte situação: um garoto, com hiperatividade, se achando porque a merda de um raio brilhou na testa (literalmente) dele. Agora imagine, pra piorar, que supostos “ex” inimigos estejam o seguindo, como cachorrinhos. É quase como insuportável ter que aturá-lo.

Após o transtorno, Jake percebeu que um dos espíritos agia como se ele fosse um cachorrinho, e que Jake era o “dono” para qual o bichinho se animava.

– Eu não acho isso uma boa idéia, Jake. – Grover observava nervoso, o espírito da tempestade se tornando um enorme Pégaso, enquanto Jake montava em suas costas.

– Isso é divino! Eu sou tipo aqueles reis, venerados por pesso...

– Espíritos!!! – corrige Grover.

Eu estava tão distraído em tentar ignorar os ataques de Jake, que nem percebi que o tempo escurecia aos poucos. Olhei para o céu da cidade grande, quase sem estrelas, e me imaginei deixando aquele local, minha antiga vida, para manter em segurança a mim e a todos ao meu redor.

Voltei à realidade, e fui até onde Grover e Jake discutiam sobre levar “Zunido”, o novo espírito de estimação de Jake, junto conosco até o tal local seguro.

– Zunido pode servir como transporte. – diz Jake, sorrindo e acariciando a crina tempestuosa do Pégaso/Espírito.

– Nem sabemos se isso é estável! – rebate Grover, desviando dos mini raios que escapam do corpo de Zunido.

Reviro os olhos e decido entrar em meio à discussão.

– Grover, que tal deixar Jake viajando com Zunido? Se der algum problema, ao menos ele se fode sozinho.

– Acontece que sou um protetor. Se algo acontecer a vocês, eu serei culpado.

– É só dizer que ele desceu pelo ralo de um esgoto. – dou de ombros.

– Não sou tão magro assim! – protestou Jake.

– Ainda não pedimos a sua opinião. – diz Grover, sem paciência – Tudo bem, ele irá conosco. Mas controle-o, ouviu bem Jake?

– Pode deixar, “chefe”! – ele sorria como uma criança que acabara de ganhar um presente.

Ajudamos a preparar o “Pégaso” para viagem, e logo em seguida, subimos no outro Pégaso, que Grover havia acabado de chamar de volta. Demorei um pouco para notar que era Noturno, que nos levou até a minha casa.

Grover e eu fomos na frente, enquanto Jake nos seguia na companhia de Zunido. Cada vez mais, a altura de voo aumentava, causando em mim uma forte náusea a cada vez que olhava para baixo. A velocidade que os Pégasos voavam era tamanha, que em questão de minutos, sobrevoávamos sobre Long Island.

Tenho que admitir, embora eu estivesse com medo, a visão da cidade em miniatura aos meus olhos, era de tirar o fôlego. As colinas verdejantes se estendiam até onde meus olhos conseguiam enxergar, lotadas de áreas de plantio.

– Isso é... DEMAIS! – exclamou Jake, pasmo com tudo o que via.

Eu não ousava ficar muito tempo com o olhar fixado, olhando para baixo. Fechei os olhos e apenas permaneci sentir o vento, leve e tranquilo, tocando a minha pele e fazendo cócegas. Senti o Pégaso se inclinar, e cheguei à conclusão de que estávamos pousando, então abri os olhos e admirei os imensos campos de morangos que se encontravam logo abaixo.

– Bem vindos ao Acampamento Meio-Sangue, sua casa a partir de agora!

Olhei para o Grover, incrédulo. Ele não falava sério, os campos de morango eram o acampamento? Só faltava ele dizer que os morangos são mutantes e deuses que irão nos proteger... FALA SÉRIO! O QUE É ISSO?

Logo à frente, fui percebendo o que Grover queria dizer. Forçando um pouco meus olhos a enxergarem, comecei a ver a imagem de algumas construções tremeluzirem, uma enorme casa azul, vi um lago, diversas pessoas que se assemelhavam a simples formiguinhas, do ponto de vista de onde decolávamos. Aquilo era lindo!!

Descemos mais um pouco, entrando e pousando em direção a um pequeno celeiro que se encontrava próximo ao lago. Algo estava estranho em Zunido, porque Jake tentava controla-lo.

– Esta tudo bem ai, Jake? – perguntei preocupado.

Foi Grover quem me respondeu.

– Não poderemos descer por aqui, monstros não são permitidos no acampamento meio-sangue, teremos de ir pela entrada do acampamento.

Não havia entendido direito, mas não tive tempo para perguntar, pois Grover já mergulhava com Noturno, em direção à copa das árvores, e quando fechei os olhos, percebi o que acontecia. Zunido estava descontrolado, e com Jake agarrado com toda força em suas costas, voava a toda velocidade em direção ao nosso Pégaso.

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500 metros... 350 metros... 200 metros... Aproximávamos-nos cada vez mais rápido do chão. O pouso seria forçado, e meu estômago estava quase saindo de mim. O que acontecia? Por que Zunido estava descontrolado? Aquilo era tudo estranho.

Grover deu um jeito, e quando estávamos a mais ou menos dez metros do chão, com uma guinada, ele fez Noturno se estabilizar e pousar perfeitamente no solo da floresta... Não posso dizer o mesmo de Jake. Ele foi arremessado com toda força contra o chão pelo Espírito da Tempestade, que se comportava de um modo muito estranho.

Ele mudou sua forma, se tornando um ser estranho. Da cintura pra baixo, possuía um corpo de serpente, dai para cima, o corpo de uma mulher com cabelos de serpente.

– Não é possível, como ele consegue se transformar em uma Górgona? – Grover estava apavorado, e havia descido rapidamente do Pégaso – Eu disse que não era uma boa ideia trazê-lo conosco.

– O que nós fazemos? – eu estava suando, e posicionava inutilmente minhas mãos em posição de luta, em frente ao corpo.

– Se vira, distraia ele para que eu chegue até Jake.

JAKE!! Havia me esquecido dele... Olhei para o lado oposto e vi ao longe, que ele se encontrava caído próximo a uma rocha, imóvel. Um instinto selvagem me fez perder a cabeça. Algo como uma mudança de personalidade, de repente, não era mais eu no controle de meu corpo. Eu sentia que estava ali, sentia os movimentos, as gotas de suor, mas era como se eu estivesse apenas aprisionado em minha mente. O controle do meu corpo não era meu, era de outra pessoa. Vi meus braços apontarem para a extremidade esquerda de onde estava e, traçando um arco sobre minha cabeça, vi o que o movimento comandava. Meu corpo, controlado por alguém, invoca uma onda pequena de água, que surgia de dentro da floresta... COMO EU HAVIA FEITO AQUILO?

Antes que a água atingisse o Espírito, ele se dissipou e inutilmente a água encharcou o chão. Voltei à plena consciência e controle do meu corpo, porém tarde demais. Um relâmpago tempestuoso, que eu acreditava ser Zunido, voava em minha direção.

– NÃÃÃÃÃÃO!!!! –Grover gritou, no momento em que uma fina adaga zuniu por entre as folhas.

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Vejam eles! :3 (Patrick,Grover e Jake)

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Notas finais
Para alguns, o Grover é ruivo, para outros não, então...Imagino ele como ruivo! >< Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.