A Segunda Chance - HIATUS

4 Pela segunda vez, Grover me salva!


Notas iniciais
Esta ai o capitulo que prometi! Espero que gostem! :3

Acordo com Grover batendo em meu rosto e meu amigo Jake logo atrás dele me olhando com cara de preocupação. Abri os olhos e tentei voltar ao mundo. Pelo que meus olhos perceberam de imediato, não estávamos mais naquela minúscula salinha da minha escola. Pisquei várias vezes, pois ali a claridade era forte. Levantei-me e, desnorteado, percebi que eu fora carregado para fora da escola.

– Já era hora hein bela adormecida — dei um salto e comecei a olhar para as pernas de Grover. Ele estava de calças, e eu procurava suas pernas de bode. Franzi o cenho e cocei os olhos com a palma de minhas mãos.

–Tive um sonho maluco-comecei a falar — Mary... — meu coração disparou ao pronunciar o nome dela — A Mary se transformara em um monstro e tentara me atacar, o tiozinho ai que se chama Grover — apontei para o garoto e prossegui — Ele a transformou em poeira com suas muletas. Você estava feito estátua Jake, e ele começou a me contar algo. Dizia que os deuses gregos existiam e que eu era filho de um, um tal de semi... Semi... Semideus — disse lembrando-se da palavra — E disse também que ele era um...

–Um sátiro — diz grover tirando novamente suas calças e revelando suas pernas de bode. Saltei e fiquei de pé, me afastando deles.

–OPAAA... Então quer dizer que isso tudo foi real? — digo arregalando os olhos — A Mary era um tipo de monstro e você é um bode?

–Sátiro, o termo correto é sátiro — diz Grover entediado — Olha Patrick, eu sei que você esta confuso e tudo mais, sei também que você não entendeu muito bem essa dos deuses terem filhos com mortais e tudo mais. Mas se você não acreditar em mim e quiser falar com sua mãe e perguntar se isso é verídico fique a vontade. Mas você deverá me prometer que virá comigo aonde eu te pedir — diz Grover e olha para Jake — Ah, e você também amiguinho do Patrick. Você virá comigo.

–Se prefere assim, tudo bem — diz Jake animado — Patrick, vamos pra sua casa falar com sua mãe?

–Mas não sei nem onde eu estou — meus olhos correram ao redor do local. Aquilo era uma espécie de pátio abandonado e afastado da cidade.

–Não se preocupe, disso eu mesmo cuido — o sátiro disse e assoviou.

Dos céus, algo grande e com asas enormes e negras planava e de vez em quando batias as asas e dirigia — se em nossa direção. Fui me afastando da linha de pouso do objeto, e meu amigo Jake fez o mesmo. Quando aquilo realmente pousou no solo, pude perceber que era um animal. Um cavalo alado. Eu me lembrava do termo correto de acordo com a mitologia, porém antes que eu falasse algo, meu amigo gritou:

–Isso parece uma galinha gigante em forma de cavalo.

Grover começou a rir e eu olhei com uma expressão de poker face para Jake. Revirei os olhos e comecei a falar:

–Isso é um Pégaso, não é Grover?

–Sim. Chame-o de Noturno. Apresento-lhes nossa carona até o acampamento meio-sangue. Mas antes, deveremos passar em suas casas.

Sobrevoávamos New York nas costas de um Pégaso, tinha como ser mais perfeito?

A vista dali de cima era bem mais apresentável do que a vista do solo. Sentia o vento bagunçando meu cabelo. O vento era gélido, e tocava minha pele com velocidade. Estávamos distribuídos na seguinte ordem: no comando do Pégaso, logo à frente, encontrava-se Grover, logo em seguida eu e o Jake. Ele estava encolhido, com os olhos fechados. Ele não era fã de alturas, mas também não tinha medo. Ele é complicado. Percebi que aos poucos o Pégaso ia abaixando a altura de decolagem e reconheci o bairro. Estávamos chegando próximo a minha casa. Porém, notei algo errado...

Assim que pousamos, o mais disfarçadamente possível, avistei a porta de minha casa aberta e chamas saindo de dentro dela. Corri desesperadamente para dentro de minha casa e avistei minha mãe encolhida no canto de uma parede. Arregalei os olhos ao ver a criatura que a ameaçava.

–MARY?!?! -gritei e ela virou-se para mim, brandindo seus dentes pontudos — Deixe minha mãe em paz — corri para cima do monstro, porém com um movimento rápido de mão ela me socou, o que me fez cair longe e bater as costas na parede.

–Seu tolo. Pensou que escaparia de mim? — ela andava lentamente em minha direção. Sua voz era sinistra, e me deixava com muito medo. "Ótimo, ao menos ela esqueceu minha mãe" penso — Você é meu bonitinho. Darei-te uma morte lenta e dolorosa — olhei para minha mãe a tempo de vê-la olhar com pavor para mim. Dei um sorriso torto e triste para ela e novamente fechei os olhos, esperando minha morte. Porém, ouvi um baco e abri os olhos e vi Mary, ops... a versão monstro de Mary caída no chão.

Avistei meu amigo com um pedaço de madeira em mãos e liguei ao acontecido. Ele havia me salvado. Voltei os olhos para o lado onde Mary caíra a tempo de vê-la avançar contra mim. Rolei para o lado e me levantei com um salto, desviando do monstro. Fiquei ao lado de Jake e vi Grover entrar na casa com a muleta em mãos. Ele investiu contra ela com a muleta em mãos, porém vi algo diferente na muleta. Ela se transformara em uma lança e Grover a usava para lutar contra Mary. A cada golpe do sátiro, o monstro desviava, dando evasivas rápidas e saltos acrobáticos com velocidade. Peguei a madeira que sustentava um abajur e corri até minha mãe, me colocando em posição de defesa. Vi Jake livre e gritei.

–Jake, vem e me ajuda a tirar minha mãe daqui — esse fora o pior erro que eu poderia ter feito, porém nos deu uma vantagem.

Mary virou-se em minha direção e começara a jogar longe os objetos que estavam em sua frente, a fim de abrir caminho até mim. Grover correu atrás dela e usou a lança para derruba-la. Mary caiu contra o chão e eu aproveitei. Jake percebera o que eu iria fazer e se preparou. Saltei sobre o sofá e depois em cima do monstro, usando o peso de meu corpo para prendê-la ao chão. Ela começou a se debater no chão e quando grover tentou se aproximar com a lança ela me jogou contra a parede e deu uma rasteira rápida no sátiro, o derrubando. Ela ficou de pé e saltou contra o sátiro que juntou suas forças e empunhou a lança a tempo de ser atacado, erguendo a ponta da lança contra o monstro, que caiu debruçado sobre a arma e se transformou em pó.

Minhas costas doíam muito, porém eu me levantei, apoiando-me na parede. Olhei ao redor e vi Grover caído e limpando a poeira de sua roupa. Jake estava encostado na parede descansando e vi a razão da luta de todos nós. Minha mãe estava encolhida no canto da sala. Corri até ela e a levantei.

–Você esta bem mãe? — perguntei preocupado, vasculhando para ver se ela estava ferida.

–Estou sim meu pequeno Patrick. O que era aquilo? — perguntou ela assustada.

–Isso é só o começo de mais longas aventuras desses semideuses — disse Grover a minha mãe.

Notas finais
Comentem! Recomendem! Obrigado :3