Notas iniciais
Está preparado (a) para descobrir o porque a antiga amazona de Águia não estar em saint seiya Omega.

A nona casa zodiacal foi tomada pelo brilho dourado. O Deus das Tempestades se via no espaço sideral, com seus pés sobre uma nebulosa e acima de usa cabeça, a constelação da criatura, metade homem, metade equino, brilhava intensamente atrás do homem antes conhecido como: Pégasus.

Seiya disparava os seus meteoroso na velocidade da luz e mal deu tempo do deus se desviar. Seth, numa tentativa desesperada, cruzou seus braços para se defender. Os meteoros atingiam a sua escultura e o deus das tempestades não acreditava que sua poderosa armadura estava trincando.

As esculturas dos quatro grandes foram forjadas com um material especial que só existe nas profundezas do Duat. Como que um ser humano como esse foi capaz de trincá-la? ― pensou Seth.

Seiya urrou como uma besta selvagem e Seth arregalou os olhos ao notar que a cosmo energia explodiu. Os meteoros começaram a se unificarem num único ponto, até se tornarem uma espécie de estrela cadente.

― Então... ― Seth parecia tremendamente assustado. ― Este é o poder daquele que é conhecido como matador de deuses?

― Deus Seth! Você zombou do testamento de Ailos. Mal sabia você que o espírito dele descansa em mim! Sinta a fúria de Ailos... DEVASTAÇÃO ATÔMICA!

Seth não conseguiu mais ficar de braços cruzados e muito menos ver o que vinha em seu caminho. A luz dourada era tão intensa, brilhante e quente, que parecia que o próprio sol estava vindo em sua direção.

A colisão foi inevitável e o grito do deus das tempestades ecoou por toda a nona casa. Ele sentiu o seu corpo aquecer e sentiu sua escultura abandonar o seu corpo. Ele foi lançado para trás, enquanto destruía tudo ao seu redor. O ataque de Seiya escapuliu pela entrada da casa de sargitário e seguiu até o horizonte, onde destruiu completamente um morro.

Quando a luz baixou, Seiya estava sozinho em sua casa zodiacal, de punho estendido, observando toda destruição que causara. Ele respirou profundamente e olhou com tristeza para a sua armadura sagrada que exibia alguns sinais de destruição. Ele encarou o caminho que levaria a Aquário e pensou em Saori.

― Srta Saori! ― ele dizia como se soubesse que ela estava ouvindo. ― Finalmente acabamos com todos os deuses egípicios. Está segura. Eu vou subir as dozes casas e juntos pratearemos pelos guerreiros mortos nesse confronto.! ― lágrimas começaram a correr pelos olhos de Seiya. ― Tenho certeza de que se me vissem agora, brigariam comigo, relembrando-me que todo cavaleiro nasce com a certeza de que a qualquer momento pode morrer por sua missão. Me desculpe pelo meu momento de fraqueza, Athena.

Derrotou todos os deuses egípcios, foi? ― a voz cortante e gélida de Seth veio às suas costas.

Seiya virou-se com seu punho dourado erguido, mas foi engolido por um breu intenso e macabro. Ele viu seu cosmo dourado se apagar e não conseguia ver mais um palmo a sua frente.

― O que foi, Seth? O deus das tempestades é adepto de “esconde-esconde”?

Eu lhe disse, anteriormente, que a caos tem três formas: Areia e Ventos, Chamas e esta é a terceira: Trevas. ― Seiya sentiu um arrepio. ― E não são trevas comuns. São trevas que sugam todo feixe de luz que encontrarem.

― Vamos ver se isso é verdade! ― Seiya fechou os olhos e começou a elevar a sua cosmo energia intensamente. Um sorriso vitorioso surgiu em seu rosto, mas logo ele desapareceu, quando seu cosmo se extinguiu. ― Impossível.

Sim! Meus parabéns por me obrigar a usar isso. Ninguém nunca antes me forçou a isso. Eu contarei sua história no novo mundo criado por Rá. Agora morra, Seiya de Sargitário — Ex matador de deuses.

Seiya tentou retrucar, mas sentiu um golpe em seu queixo que o impulsionou até o teto da sua casa zodiacal. Ele penetrou na estrutura e expeliu bastante sangue pela boca e algumas cavidades do corpo. Não satisfeito, Seth o atingiu no estômago, puxou-o pelas pernas e girando-o, lançou-o de forma perpendicular para que ele atingisse algumas pilastras e abrisse uma cratera no chão com seu próprio corpo.

Seiya sentia que os golpes do deus estavam mais poderosos. Ele estava usando o seu poder total dessa vez. Ou não. Ele ainda não havia acionado o seu modo divino. Então, ele precisava arranjar um jeito de sobrepuljar essa habilidade.

Ainda não desistiu? ― a voz do deus voltara a ser carregada de deboche. ― Só vai descansar quando minhas trevas drenarem todo o seu cosmo, humano?

Seiya parecia um vagalume. Sua cosmo energia reascendia toda vez que as trevas de Seth a drenavam. Seiya estava se esgotando rapidamente, mas para a surpresa do deus das tempestades, ele conseguiu se colocar de pé.

― Entenda algo que eu vou lhe dizer, Seth! ― para desespero do deus, a cosmo energia do sargitariano estabilizou-se como uma fina camada dourada no meio da escuridão. ― Nenhum dos cavaleiros de Athena tem a sua vida por preciosa. Todos estamos dispostos a queimar as nossas vidas por aquilo que acreditamos. ― o deus liberou um som de dúvida ao notar o inimigo pegando o seu arco e flecha depositados nas costas da armadura. ― Esta flecha dourada voou na direção de muitos deuses. Ela atravessou os corações de Lúcifer e Éris, e ainda conseguiu arrancar o capacete da armadura de Poseidon, ferindo-lhe na testa. Então, não zombe da determinação dos humanos, Seth!

Seiya posiciounou a flecha em seu arco e mirou a esmo. Ele ajoelhou, sentindo a fraqueza lhe tomar, mas com um novo urro de guerra, seu cosmo se ascendeu.

― QUEIME COSMO! MESMO QUE VOCÊ NUNCA MAIS SE ASCENDA NOVAMENTE. GUIE ESTA FLECHA ATÉ O MEU INIMIGO! AIOLOS E TODOS OS CAVALEIROS DE SAGITÁRIO ANTERIORES, ME AJUDEM A PROTEGER A DEUSA QUE TANTO AMAMOS! ― Seiya sentia os efeitos da exaustão. ― VOE FLECHA DOURADA DA JUSTIÇA!

Quando ele largou a flecha e ela enveredou-se para o vazio e escuro, seu corpo tombou para trás e caiu inerte no chão. Um silêncio tomou as trevas da casa de sagitário, mas logo, a gargalhada de Seth cobriu o lugar.

― MORTO! ACABADO! EU, SETH- O COMANDANTE DAS TROPAS DE RÁ, DERROTEI O MATADOR DE DEUSES!... O quê?

As trevas pareciam estar sendo iluminadas ao longe. Seth não acreditou no que seus olhos lhe mostravam. Era primeiramente um pequeno ponto luminoso, mas ele vinha lentamente, iluminando tudo a sua frente.

Aquilo é... ― a flecha disparada por Seiya vinha em sua direção. Mesmo no escuro parecia que ela sabia exatamente onde ele estava. ― Nessa velocidade, ela nunca poderá me tocar, mas ainda sim... ― parecia que faltavam palavras para o deus das tempestades. ― Ainda sim, é algo absurdamente assustador para um humano... O quê?

Seth começou a pensar que estava ficando louco. Atrás da flecha começaram a serem projetadas as imagens de antigos cavaleiros que trajavam a mesma armadura dourada de Seiya. Eles encaravam o deus da tempestade com seriedade e determinação e mesmo escondido nas trevas, todo o seu ser tremeu diante daqueles meros humanos.

Seiya, Gestalt, Sísifo, Ailos, entre outros, de outras épocas e realidades. Seiya estava materializado na própria flecha como se ela fosse a extensão do seu punho que vinha diretamente na direção do deus das tempestades.

Então era verdade? A flecha de Sargitário está destinada a sempre atingir um deus?

Seth foi arrancado de seus pensamentos ao notar que flecha foi impulsionada no meio da sua escuridão. Ele foi revelado pela luz dourada e só teve tempo de inclinar o corpo para a sua esquerda. A flecha dourada atingiu o tórax do lado direito e arrancou um grito de dor excruciante do deus.

As trevas tremularam, assim que o sangue divino gotejou pelo chão. Seth encarou o corpo do cavaleiro dourado que jazia no chão desacordado. Ele cambaleou em sua direção, deixando o sangue sagrado cair de sua boca e da ferida em seu peito.

― E-eu... Não posso deixá-lo viver... Seiya de Sagitário. Você é perigoso demais.

Seth pegou a sua espada caída no chão e ia arrastando-a na direção do inimigo caido. Ele elevava seu tenro cosmo para que a lâmina atravesse a armadura dourada. Ele lançou um último olhar de respeito ao menino que o ferí-ra tão gravemente.

Pare imediatamente, deus Seth! ― ele parou a centímetros da cabeça do Pégasus e assustou-se ao sentir ondas de cosmo dourado no meio de suas trevas. ― Não deixarei que encoste um dedo sequer em Seiya.

Ele olhou para trás e viu que uma porta se abriu no meio de sua escuridão e que uma amazona de cabelo azulado marchava seriamente em sua direção. Ela exibia uma cosmo energia brilhante e cheia de vida.

― Como? Como que minhas trevas não lhe causam nenhum dano? Como consegue exibir sua cosmo energia dourada neste lugar?

― Para o seu azar, eu - Ìntegra de Gêmeos não sofro com os efeitos da sua forma de caos. Essas trevas não são mais do que uma dimensão de caos e senhor deus, eu sou uma especialista em distorcer dimensões! ― Seth arregalou os olhos. ― Prepare-se para dizer adeus as trevas que tanto lhe orgulham. OUTRA DIMENSÃO.

Seth chegou a largar a espada, assustado, por ver que as trevas estavam sendo drenadas por uma espécie de buraco negro acima da cabeça da amazona dourada. Íntegra saboreava o desespero da divindade e riu ao vê-lo decepcionado de se encontrar novamente na casa de sagitário.

― Você é uma matadora de deuses?

― Todos somos! Todos estamos dispostos a lutar por Athena! Pelo amor e a justiça! ― ela estendeu seus braços para frente e o deus não conseguia exibir o seu cosmo devido ao ferimento em seu peito. ― Parece que deuses também tem seus limites. Se prepare, Seth! Vou derrotá-lo como derrotei, Khonsu!

Ìntegra arregalou os olhos e seu cosmo se apagou. Seth estava de olhos fechados e já se preparava morrer, mas sentiu um cosmo familiar e encarou cena com surpresa.

Você deveria se envergonhar, Seth. Além de desobedecer, Lord Rá, você ainda perdeu vários soldados contra esses vermes da deusa Athena. ― dizia uma voz feminina que fez Íntegra arregalar os olhos.

A amazona de gêmeos estava paralisada, graças o punhal dourado que havia atravessado o seu abdômen pelas costas. Ela tentou virar-se para trás para certificar-se de suas suspeitas, mas uma luz branca a atingiu em cheio e seu corpo ricocheteou, enquanto era atingido por mil fagulhas de luz, e colidiu contra a sacada do segundo andar da casa de sagitário.

― O que está fazendo aqui, Ìsis? ― disse o deus olhando com nojo para a mulher branca que usava uma escultura em formato de corpete branco, ombreiras, caneleiras e teara. O seu rosto era coberto por uma máscara prateada que encaixava-se perfeitamente entre os cabelos ruivos e encaracolados. ― Eu já estava prestes a levar a cabeça de Athena, mas... mas o matador de deuses...

A deusa se aproximou de Seth e com um giro de mão, ela desintegrou a flecha dourada disparada por Seiya. O deus das tempestades olhou para trás, estranhando o som da lâmina da sua espada sendo branida. Ísis a encarava e parecia satisfeita com a arma.

Enquanto isso, o cavaleiro de ouro de sagitário começava a recobrar a consciência, dentro da cratera. Sua visão estava embassada, mas ele podia ver alguém vindo em sua direção, carregando uma espada em sua mãos.

― S-seth? ― Seiya conseguiu ficar de joelhos, prostrado. Mas notou que o par de pernas eram femininas. ― Mas você...

A deusa Ísis entrou em foco e ela sorria, vendo-se refletida na íris do antigo cavaleiro de Pégasus. Ela saboreava a sua dúvida, o seu medo, a sua tristeza e decepção.

― Não pode ser... Você estava o tempo todo? Como pode, Ma.... ― a espada de Seth transpassou o seu peito. O cavaleiro de ouro encarou o rosto familiar da mulher que foi como uma mãe para ele em sua infância e inicio de adolescência com remorso e pavor. ― Ma-Marin!

A deusa ísis largou a arma e fez questão de arrancar aquela máscara que era o último vestígio de sua antiga vida como amazona de Athena. Seiya sentia sua vista enegrecendo, mas conseguiu focar seus últimos segundos de vida, olhando o rosto por detrás da máscara de amazona.

― Saiba que sua mestra lutou muito para não se tornar o meu receptáculo, mas no fim foi inutil. Ela está vendo tudo, sentindo tudo e mesmo que por um milagre, ela conseguisse me expulsar, ela para sempre viverá com o fato de que pelas mãos dela, Seiya de Sagitário foi morto.

Seiya vomitou um pouco mais de sangue e tombou para o lado com suas últimas lágrimas caindo pelo seu rosto. Isis arrancou a espada de seu peito e lambeu o sangue do antigo pupilo de seu receptáculo. Seth encarou-a com pavor.

De longe, em todo o santuário. Todos os cavaleiros vivos sentiam e choravam a perda do cavaleiro mais fiel a Athena.

― Vamos Seth! Você precisa pagar pela sua rebeldia. Rá já esperou demais.

Isis saia da cratera, mas algo veio pelo ar e criou uma linha rente aos seus pés. Ela sorriu ao sentir um cosmo dourado inundado de ódio.

― Estamos de saída. Ninguém mais precisa morrer.

― Você precisa... ― a nova guerreira de cabelos esverdeados estava ofegante e com uma voz embargada. ― Deixe-me lembrá-la que você nunca ganhou de mim, numa batalha no mano a mano. Eu vou expulsar esse lixo de você com as minhas próprias garras.

A deusa começou a elevar a sua energia pura e cândida que rivalizava com a cosmo energia dourada e peçonhenta da amazona dourada do outro lado.

― Depois não diga que eu não a avisei... Shaina de Serpentário.