A Rosa Serpenteada
7 Viagem a Floresta de Deão!
Notas iniciais
A semana seguinte passara voando, Scopius não imaginara o qual rápido chegou sexta-feira. Ainda não eram mais que nove horas quando o jovem Malfoy despediu-se de sua família e seguiu em direção a casa dos Potter. Ele vestia uma bermuda e regata preta com uma botina marrom escuro, a mochila pesara em suas costas.
– Pensei que você não viria mais! – falou Alvo assim que seu amigo aparatou em sua frente.
– Foi mal, minha mãe retrocedeu e não queria deixar eu vir. Mas meu pai insistiu!
– Então podemos ir? — perguntou Alvo apanhando sua mochila do chão. O moreno estava quase igual ao amigo, contudo usava uma camiseta azul com o brasão de seu time preferido de Quadribol.
– Você não vai se despedir da sua família? – disse Scorpius apontando para a casa dos Potter.
– Já me despedir, mesmo assim só a Lily está em casa, os outros estão trabalhando – os rapazes seguiram pela estradinha de paralelepípedos. Eles viraram para esquerda onde passaram para um caminho de terra batida e depois seguiram reto até chegarem no início da floresta.
– Acho que aqui está bom... te vejo lá! – falou Scor desaparecendo. Alvo seguira seu amigo. Em poucos segundos os dois aparataram em uma clareira cercada por arvores diferentes que acabaram de ver ao redor de Godric’s Hollow. Em meio a vegetação era possível ver o reflexo da luz do sol em um lago de águas esverdeadas.
Scorpius começara a retirar a barraca de sua mochila, utilizando do Feitiço Armador para fazer a barraca ficar em pé sozinha.
– Que isso? – disse Alvo espantando-se com a magnitude da barraca. O fato é que a família Malfoy não negava conforto e luxo e aquela barraca de cor purpura aparentemente tinham dois andares com uma bandeirinha no topo.
– Ah, eu tentei arrumar uma menor. Mas eu só tinha essa! – falou Scorpius entrando. Por dentro a barraca parecia ainda maior, a “sala” estava cheia de sofás e poltronas de veludo negro. Ao lado oposto estava uma cozinha padrão. No centro encontrávamos a sala de jantar com uma mesa para vinte lugares ao fundo ficavam quatro quartos, todos com banheiros.
– Pelas barbas de Merlin! – disse Alvo quando entrara atrás de Scorpius.
– Eu sei que é de mais para um simples acampamento. Mas era isso ou dormir sob o céu.
– Eu não estou reclamando, eu achei perfeito!
CRACK
– Que foi isso? – perguntou Scorpius sacando a varinha e seguindo para o lado de fora da barraca.
– Calma, é que eu convidei alguém... – falou Alvo correndo atrás do amigo.
– Você? – disse Scor perplexo.
Rose estava parada no meio da clareira, ela usava uma camiseta branca com short jeans e uma bota de cano curto. Seus cabelos estavam trançados repousados sobre o ombro direito. Ela trazia uma bolsinha de contas na mão.
– Oi! – disse ela sorrindo para Alvo e Scorpius.
– Então foi a Rose que você convidou?
– Foi, eu ia te falar, mas achei que não tinha problemas. Afinal, ela é nossa amiga – Rose mantivera-se calada todo esse tempo.
– Ah, não, não tem problema – falou o loiro retornando para o interior da barraca sem expressar nem uma emoção no rosto. Rose chegara mais perto de Alvo.
– Onde estão suas coisas? – quis saber Alvo ao reparar que Rose só trazia uma bolsinha.
– Tenho tudo que precisa aqui! – disse a Ruiva mostrando sua bolsinha.
– O que? Balas de alcaçuz? – falou o moreno sarcástico.
– Não né, essa bolça pertence a minha mãe e nela tem um feitiço indetectável de extensão.
– Brilhante! – falou Alvo pensando se seria possível fazer isso com seus bolsos.
– Que barraca grande?
– É da família do Scorpius. Você precisa ver por dentro! – os dois foram em direção ao interior da barraca.
– Nossa, eu achei que sua casa era grande Alvo! – disse Rose sentando-se em uma cadeira na cozinha.
– Vocês querem? – perguntou Scorpius trazendo uma jarra com chá gelado.
– Sim – disse Rose apanhando um copo com o loiro que mais uma vez evitara olhar em seus olhos.
– Eu vou querer também – Alvo apanhara seu copo e fora se sentar à mesa com Rose. Scorpius apanhara um copo e ficara em pé encostado em um dos paus de sustentação da barraca.
– O que vamos fazer agora? – perguntou Scorpius tomando de uma só vez seu chá gelado.
– Eu trouxe o snap explosivo do Hugo! – disse a Ruiva tentando não repara o quanto Scorpius ficara bonito com aquela regata. Ela meteu o braço todo dentro da bolsinha e tirou de lá um pacotinho de cartas.
– Boa Rose, eu adoro esse jogo! – Alvo sorrira de orelha a orelha.
Após passarem duas horas jogando, Alvo reclamara que estava ficando com fome.
– Então o que você trouxe para comer? – perguntou Scorpius para Alvo.
– Só pão e geleia, eu achei que você ia trazer a comida! – Alvo levantara da cadeira perplexo.
– Não olhem para mim, eu não trouxe nada... – falou Rose que já sentira sua barriga roncar também.
– O.K., sem problemas, eu vou ver o que posso arrumar – disse Malfoy sacando a varinha do cinto.
– Hum, hum. Você não vai tentar usar magia para fazer comida do nada, vai? Pois, de acordo com a primeira lei de Gamp: a Comida"; ela pode ser convocada se a pessoa souber onde achá-la. Emmeio a isso a comida pode ser transformada e aumentada a sua quantidade; porém, não pode ser produzida comida "do nada". – disse Rose citando o mesmo texto que lera no Guia de Transfiguração Para Iniciantes no seu primeiro ano. Scorpius por sua vez ignorara Rose e apenas seguira para o lado de fora da barraca.
– Você sempre tem que demonstrar que sabe das coisas! – falou Alvo trazendo de sua mochila um saco de pão e geleia.
– Não consigo controlar. Afinal, onde ele vai? – disse Rose olhando para a entrada da tenda.
– Não é obvio, caçar. Em quanto isso vou comer uns sanduiches...
Scorpius ultrapassara o círculo de árvores que cercavam a clareira em torno da barraca, ao feito que caminhava mais fundo ele se embrenhara na floresta do Deão, parando uma vez ou outra para analisar rastro de animais, sua intenção era caçar alguma galinha selvagem. Por uma hora ele caminhou e esperou não obtendo nem um sucesso, foi quando uma densa chuva caíra sobre a floresta deixando a situação ainda mais complicada.
Rose estava impaciente a frente da entrada da barraca com seus braços cruzados. A chuva salpicara com força no teto.
– Você acha que ele pode ter se perdido? – perguntou a Ruiva a seu primo.
– Rose ele está bem! – respondeu Alvo pela terceira vez.
– Mas ele já saiu a muito tempo, e se foi atacado por uma fera?
– Ele sabe muito bem se defender... – a voz de Alvo fora abafada por uma forte trovoada.
Mãos muito brancas afastaram o pano da tenda. Era Scorpius que entrara totalmente ensoado pela água da chuva, a sua mão direita trazia a varinha e na esquerda um coelho recém abatido. Seus cabelos estavam escorridos a frente do rosto só restando duas pequenas brechas por onde se viam os olhos prateados do rapaz.
– Onde você esteve? – disse Rose olhando espantada para o loiro. – Você me deixou morrendo de preocupação! – Ele nada disse, apenas erguera a caça na altura dos olhos da garota.
– Você acha que a gente vai comer isso? – perguntou Alvo enojado.
– Você nunca comeu cozido de coelho? – perguntou Malfoy seguindo até a cozinha.
– Não, você já? – surpreendeu-se Alvo.
– Eu já comi também, foi uma vez que viajei com meus pais para Escócia – disse Rose que voltara a se acalmar.
Scorpius depositara o animal sobre uma mesinha que avia na cozinha e apontara sua varinha, dizendo:
– Capillo pellem! – a pele do coelho desaparecera, fazendo com que só restasse a carne rosada do animal. Rose e Alvo se olharam, eles não conseguiam acreditar que Scorpius tinha o domínio sobre a caça e que sabia um feitiço como aquele.
– Diffindo! – disse o loiro cinco vezes cortando a cabeça e as patas do coelho.
– Agora eu vou temperar, eu apanhei algumas ervas na floresta... – disse ele tirando sua camisa ensopada. Rose conseguiu não deixar que sua boca se escancarasse. Rose pensara como nunca percebeu que seu amigo era tão bonito e forte daquele jeito. – Mas acho que antes vou tirar essa roupa molhada!
Rose virara de costas para Scorpius achando ele fosse fazer aquilo na frente dela.
– Não seja patética Rose! – falou Alvo quando Malfoy já havia ido para um dos quartos da tenda.
– Você viu como ele...? – disse Rose balançando o dedo freneticamente para o coelho sobre a mesinha.
– Eu vi. Eu não sabia que ele era capaz de fazer essas coisas: caçar e por cima ainda vai cozinhar – cochichou Alvo.
– Voltei! – Scorpius voltara a cozinha trajando outras roupas, e ele dera um jeito de secar seu cabelo também. Rose agradecera pro ele ter posto um suéter, pois ela estava com medo com que ele percebe-se que ela estava o tempo todo olhando para seu tanquinho. Depois de uma hora, o cozido de coelho estava pronto, um cheiro muito bom tomou conta da barraca. Tanto Alvo quanto Rose aceitaram provar o cozido do Scorpius.
– Nossa, isso é muito bom? – falou Alvo tirando mais um bocado da panela.
– Uhum, acho que é o melhor que já comi – falou Rose. Scorpius apenas sorrira e voltara a comer seu cozido.
– Onde você aprendeu a caçar e a cozinha? – quis saber Alvo.
– Com meu pai e meu avô. Acho que desde meus dez anos que eles me levavam para caçar... agora cozinha foi a primeira vez que fiz – Rose e Alvo se olharam não acreditando.
– Você é quase perfeito! – disse Alvo.
– Em que esse ‘quase’ não me torna perfeito? – perguntou Scorpius abafando uma risada.
– Você é bom em tudo no que faz. É artilheiro do time da sua casa, é bom com feitiços e poções, é rico e bonito. Só tem um pequenino problema... – Alvo fizera uma pausa – É sangue-puro!
Ambos os três bruxos riram. Naquele dia os três amigos permaneceram dentro da barraca por conta do mal tempo. Scorpius e Rose mantiveram distância um do outro e pouco trocaram palavras. A noite, depois que eles comeram pão com geleia, Avlo ligou o velho rádio que tinha na tenta, tocara uma música da Celestina Warbeck bastante animada e o começara a dançar, sendo seguido por Rose. Os cabelos da garota balançavam para o lado e para o outro. Scorpius não fora dançar com seus amigos, mas ele dera boas gargalhadas da dança maluca que Alvo fazia.
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