Notas iniciais
Bom, é um capítulo curtinho, porém é para por fim aos dias de acampamentos. Logo, logo eles estarão voltando para Hogwarts onde acredito que tudo possa mudar. Boa leitura!

Já passavam da meia noite e a chuva ainda não cessara, mesmo sendo verão a temperatura despencara graças ao mal tempo e ventos frios vindo do norte do país. Alvo dormia em sua cama profundamente, soltando leves roncos quase que inaudíveis. Scorpius por sua vez perdera o sono a muito tempo e ficara na sala da barraca lendo um exemplar de Guia Para Defesa Contra a Arte das Trevas, por Edgar Van Boyer. Rose, que dormia em um quarto separado, inquietamente ela bagunçava a cama e espelhava os lençóis, o suor frio lhe dava uma expressão doentia. A garota acordara repentinamente de seu pesadelo soltando um grito estridente que percorrera por toda a extensão da tenda. O garoto Malfoy saíra correndo pela sala soltando o livro no chão, ele abriu o pano do quarto de Rose com força olhando a garota sobre a cama totalmente pálida com os olhos vidrados no nada.

– Rose, o que foi? – disse em bom tom o loiro ao ver o estado de sua amiga. Alvo não aparecera até agora após todo esse barulho, provavelmente ainda continuava dormindo.

– Eu... eu... – mais nem uma palavra saía de sua boca.

– Espera um minuto! – Scorpius fora o mais rápido que pode até a cozinha trazendo de lá um copo com água.

– Obrig... gado! – ele ajudara Rose a beber a água pois ela tremia muito.

– O que aconteceu? – perguntou ele com sua voz calma e paciente.

– Eu tive um pesadelo horrível... desculpe se te acordei...

– Eu não estava dormindo – falou o loiro pegando o copo vazio da mão de Rose. Ele ia se levantar para deixar o copo na cozinha quando a garota voltara a falar.

– Você estava no meu sonho, era a mesma cena na casa do ministro... – Scorpius achara estranho um acontecimento virar sonho. – Você tomava a minha frente e... você morria.

– Mas eu não morri, não precisa se preocupar, eu estou aqui!

– Mas foi tão real, foi como se tudo virasse preto e branco... acho que foi por isso que eu gritei, era desesperador ver você no chão sem vida – ela voltara a chorar.

Scorpius sentira pena de Rose, ele se colocara no lugar de sua amiga e tentara ver como seria se ela ou Alvo estivessem mortos. Por uma razão sem sentindo, Scorpius seguiu o que sua mente lhe dissera, ele foi até Rose e abraçou-a. Embora, seu coração ainda ferido, dissera para não fazer isso. Ele pôde sentir a macies de seu cabelo e o cheiro de morango que exalava.

– O fato é que quando entramos no mundo dos sonhos, tudo pode ser real. Mas, o meu abraço agora é mais real que minha não morte – falou Scorpius com seu tom meigo e sábio.

Rose, por sua vez, sentira-se protegida com o abraço de Scorpius, o seu cheiro era de menta e eucalipto. Ela repousara a cabeça em seu peito e sentira o calor do suéter dele que a aquecia; o coração batia rápido.

– Eu retiro o que eu disse? – falou Rose sussurrando.

– Retira o que? – perguntou Scorpius olhando Rose nos olhos pela primeira vez em muitos dias.

– Eu gosto quando você se preocupa comigo, o modo como me defendeu na casa do ministro e como nunca deixou alguém se quer fazer mal a mim – Rose se referia a Nott que sempre a infernizara desde que se viram pela primeira vez.

– Amigos de novo? – perguntou ele por mais que aquela palavra “amigo” pesasse. Ele queria ser muito mais que amigo, ele queria chama-la de “minha namorada”.

– Amigos! – disse Rose contente trançando a mão na mão de Scorpius.

Na manhã seguinte o sol retornara a iluminar e aquecer a floresta do deão. A clareira ficara aquecida logo cedo pela manhã. Alvo acordara com a cara inchada a procura pelo que comer. Rose e Scorpius saíram do quarto juntos tomando um susto ao verem Alvo sentado em uma poltrona da sala.

– O que vocês faziam ai? – perguntou o moreno desconfiado.

– Não é nada disso que você está pensando... – disse Scorpius na defensiva.

– É, nada disso... – concordou Rose se afastando um pouco de Scorpius.

– Então o que faziam? Tricô? – ironizou Alvo.

– Não seu trasgo... – Rose contara o que acontecera na noite passada para Alvo entender.

– Quer dizer então vocês voltaram a ser amigos? – quis saber o Potter.

– Sim, voltamos! – falou Scorpius depositando sobre a mesa sanduiches de atum e chá quente.

– Até que fim, não aguentava mais ver vocês dois daquele jeito? – Alvo correra para pegar os sanduiches.

– Daquele jeito como? – perguntou Malfoy.

– Cara de bobos... – disse Alvo comendo seu café da manhã.

– Há, há... você é muito engraçado Avlo Potter – disse Rose secamente. Os três jovens comeram e foram trocar de roupa. Rose vestira um short, com uma camiseta azul e sandálias. Scorpius vestira uma camisa e bermuda preto e calçara sandálias também. Alvo colocou um bermuda jeans e camisa branca, calçou um tênis simples.

Juntos seguiram em direção ao lago próximo a clareira. Scorpius e Alvo tiraram a camisa para nadarem. Os três deram as mãos e pularam no lago espalhando água para a borda depois que deixaram as varinhas sobre uma pedra.

Rose observara como o sol refletia na pele branca de Scorpius e o deixava mais destacado e bonito.

– Que foi? – perguntou o loiro a Rose.

– Que foi o que? – quis saber ela.

– Você que fica me encarando... – ele esguichou água no rosto da ruiva.

– Claro que não estou! – Rose repetira o ato do amigo.

– Recta Elementum! – disse Alvo que apanhara sua varinha sem que os outros vissem, a água do lago se erguera e formara uma onda que caíra sobre Scor e Rose.

– Por Merlin, Potter! – disse o loiro quase sem folego.

– Você está querendo nos matar? – gritou Rose vermelha de tanto segurar a respirar.

– Achei que a gente estava brincando! – disse Alvo rindo.

– Você vai vê só... – Rose seguira até onde estava sua varinha e apanhara a mesma executando um rodopio demorado. Uma rajada de vento saiu da varinha da garota acertando Alvo com força que o jogado na parte mais funda do lago.

– Boa, Rose! – disse Scorpius que apanhara sua varinha também.

– Rose, sua Pocotó desmiolada! – disse Alvo sério.

– Pelo menos eu não sou Diabrete patético! – disse a ruiva fazendo com que Scorpius risse quase sem cessar.

Logo mais, os três jovens bruxos descansaram sobre a grama, o sol tinha o trabalho de secar suas roupas molhadas. Logo eles estariam de volta Hogwarts, Scorpius iria para Sonserina, quanto que Rose e Alvo iriam para Grifinória. A verdade era que Malfoy se sentia um tanto deslocado de seus colegas de quartos, pois eles pouco trocavam palavras com ele devido o mesmo ser amigo dos Weasleys. Rose se sentira muito alegre por estar ali, raramente ela tinha esses momentos, quanto que sua vida era viver enfurnada na biblioteca estudando. Alvo não via a hora de retornar a Hogwarts, todo esse tempo sem treino de Quadribol fizera com que o garoto ficasse cada vez mais ansioso para que primeiro de setembro chegasse logo.

A tarde passara despercebida por ambos os amigos, eles não tardaram a desmontar acampamento e seguiram desaparatando para suas respectivas casas. Rose sentiu uma pontada de angustia, pois o pouco momento que estivera com Scorpius a fizera bem, logo agora que eles reataram a amizade. Malfoy sentira a mesma sensação. Os dois estavam ansiando um pelo outro mais algo externo e desconhecido os impedia que isso acontecesse. Ambos se questionaram se era por conta de suas famílias que não eram tão amigas assim, ou se era por Alvo e como ele se sentiria se seus dois melhores amigos começassem a namorar. Quanto mais esse amor esperará para desabrochar? Quanto mais?

A ruiva frisara o céu estrelado da janela de seu quarto a procura da constelação de Escorpião. Por sua vez, Malfoy acariciara uma rosa que estava em um vaso sobre o piano na sala de música de sua casa. Um tinha em mente o outro.

Notas finais
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