A Rebelião

7 Prisão em chamas


00:25 horas, 3 de fevereiro, armazéns abandonados fora da cidade.

Dois homens carregavam, com pressa, caixas de mantimentos para dentro de um grande galpão abandonado, um destes homens olhava constantemente para o relógio que estava em seu pulso.

O galpão era um antigo prédio e se encontrava em um estado crítico de conservação, teria sido condenado e derrubado há muitos anos, se estivesse mais próximo a cidade. Mas, para eles, era grande o suficiente e isolado o bastante para poderem realizar uma operação secreta sem serem incomodados. Os dois homens saíram mais uma vez do prédio, desta vez para buscar a última das caixas, a maior de todas. Eram necessários dois homens para levantar esta caixa, ela era feita de ferro e em suas laterais era possível ler algumas palavras em alemão e, acima delas, havia um desenho que lembrava muito um tanque de guerra.

Os dois retornaram no galpão e deixaram a dita caixa ao lado de um grande helicóptero, que estava escondido ali pelos últimos dias. A aeronave era uma das mais modernas já fabricadas, era espaçosa o bastante para levar um batalhão com mais de uma dúzia de soldados para o campo de batalha e sua blindagem era formidável, era visível que um míssil comum não conseguiria derrubá-la. Ambos pareciam impressionados com os dispositivos de combate instalados nas laterais, neste modelo específico, haviam dúzias de mísseis em cada dispositivo, além de um sistema de dispersão de armas teleguiadas.

— Olha, não sei quem está pagando por isso aqui, mas está de parabéns. Nunca vi um desses em quanto estava no exército. – Falava um dos homens, olhando para o helicóptero enquanto abria a caixa.

— Tô começando até achar que isso é trabalho pro governo. Esse contrato é sigiloso demais... – O outro homem respondia enquanto ajudava a abrir a caixa e finalmente podia ver o que era tão importante para estar em um pacote daqueles.

Os homens encontraram uma metralhadora antiaérea dentro daquela caixa, uma de modelo fixo, teriam que montar o equipamento para só então serem capazes de colocá-la na estação de alguma das portas da nave, e eles precisariam ser rápidos com isso. Um dos homens ainda revirou a caixa em busca de munições para a arma, mas não encontrou nada, isso o fez imaginar como alguém poderia esperar que usassem este canhão se não tinham nada para atirar.

— Vamos terminar logo com isso, nossa partida está marcada para daqui a quinze minutos. – Um dos homens falou em tom de comando, pegando uma série de ferramentas enquanto o outro apoiava a arma na posição correta, dentro do helicóptero.

Precisaram de poucos minutos para terminar, ambos suavam, mas não era possível saber se era por causa do exercício para terminar a montagem do equipamento ou por nervosismos para cumprir a missão que haviam aceito.

Estava chegando o momento de partir.

O homem, o piloto da aeronave, buscou dois pares de fones que usariam no voo, além de uns óculos escuros, que ele colocou assim que subiu na nave.

Ele sentou na cadeira do piloto com calma e ficou ali, sem fazer nada, por alguns minutos. O outro homem ficou na cadeira ao seu lado, esperando por alguma ação do seu companheiro.

Quando o piloto finalmente se mexeu, ele apertou um botão no controle remoto que estava no bolso da sua camisa. Um som de pesadas engrenagens começou a ser ouvido no galpão, enquanto o helicóptero era lentamente retirado de dentro do galpão em um sistema de trilhos escondido no chão. Quando o helicóptero chegou no final destes trilhos, o homem finalmente deu partida nos motores e começou a preparar a decolagem.

00:35 horas, 3 de fevereiro, área de carga do depósito da Nova Prisão da Ilha.

O Barão e seus capangas chegaram ao seu destino sem encontrar mais desafetos em seu caminho, mesmo que alguns deles estivessem com disposição de encontrar algum dos seus rivais no trajeto.

A grande porta do depósito estava totalmente aberta, permitindo acesso para um pátio amplo e com diversos caminhões estacionados. Infelizmente, todos os caminhões haviam sido depredados pelos presos no inicio da rebelião. Provavelmente algum prisioneiro deve ter imaginado que poderia fazer uma ligação direta nestes veículos e fugir dali, mas acabou tento um acesso de raiva quando percebeu que os caminhões eram especialmente desenhados para evitar estas situações.

O Garoto Pólvora foi até o primeiro portão do perímetro, verificar o estado do mesmo e como estavam as coisas além dele, voltando logo em seguida com uma expressão calma em seu rosto.

— Tentaram derrubar este portão, e tentaram bastante. Tem sinais de batidas com alguma coisa pesada. Mas não conseguiram muita coisa, ele está firme como uma parede de concreto. Também acho que tem mais uns dois portões antes de sair daqui. – O garoto falava enquanto olhava para o Barão, tentando decifrar se isso era mesmo que ele esperava.

— Os outros dois são mais resistentes que este. Eu já me certifiquei. Nessas condições, se alguém tentar entrar por aqui, vamos ter tempo o bastante para revidar. Podemos esperar nossa carona aqui mesmo. – O líder da rebelião terminou de falar e caminhou até um dos caminhões que estava no fundo do pátio, ele entrou no container e começou a procurar por alguma coisa, enquanto gesticulava para os demais entrarem também.

— Aproximem-se, um desses caminhões é nosso. Consegui alguns presentes para terminarmos a noite. – Ele falava enquanto pegava uma grande mala que estava jogada no chão do container. Tirou a poeira e terra que estavam cobrindo a identificação desta mala para confirmar que aquele era um dos seus presentes. Este, inclusive, era para o próprio Barão.

Ele colocou a mala no chão e abriu-a, tirando lá de dentro uma camisa social branca e um belíssimo terno preto, feito sob medido para o seu tamanho. Dentro deste terno, era possível ver um forro blindado, costurado especialmente para a situação que os homens se encontravam. O homem tirou rapidamente os trapos que a prisão considerava o seu uniforme e colocou o traje que tanto esperava, após isto, ele encontrou o seu relógio favorito no fundo da mala, um Rolex de ouro com diversos diamantes que havia comprado de um negociante do Congo. Por um minuto ele lembrou de quando comprou este relógio, estava negociando armas com o homem, mas encantou-se com a beleza da peça que o homem usava e acabou pagando uma fortuna só pelo relógio, e mais uma grande fortuna pelas armas. Quando voltou de suas lembranças, apontou para outra mala que encontrou, pedindo para o Garoto Pólvora abrisse a mesma.

O jovem seguiu as instruções do homem e levantou a grande mala do chão. Enquanto o garoto segurava, Munição abriu a mala e encontrou roupas para si e para o garoto, além de coletes a prova de balas e alguns equipamentos de segurança que poderiam ser úteis nas próximas horas, ele também acabou encontrando e pegando um fone que encontrou dentro de um estojo de couro. Os dois sentiram um grande alivio quanto tiraram os uniformes de prisioneiros e colocaram roupas limpas. O Garoto Pólvora rapidamente vestiu um dos coletes sobre suas roupas, mas Munição achava que isso é desnecessário e nem ao menos combinava com o seu estilo.

— Não seja tão confiante, proteção nunca é demais, ainda mais quando estamos na nossa posição. – Comentou o Barão, terminando de ajustar as suas roupas.

— Esses coletes vão servir pouco se atirarem no helicóptero, iria preferir se tivessem asas dentro desta mala. – Zombou Munição. O Barão teria respondido com um soco, caso outro homem tivesse feito alguma zombaria com a sua cara, mas Munição era um caso especial, ambos trabalharam juntos por anos e tinham um imenso respeito um pelo outro.

— Muito bem, então... vamos começar a preparar tudo para nossa saída. – O homem, falou enquanto descia novamente do caminhão e olhava atentamente para o espaço livre que o pátio oferecia. – Estamos com quase tudo pronto, estamos equipados e temos espaço para a nossa carona pousar aqui. Só falta a festa para distrair a cidade durante a nossa fuga. Está com o controle, garoto?

O jovem pegou o uniforme que estava usando até pouco tempo e começou a revirá-lo, procurando por alguma coisa. Precisou de alguns segundos até achar um pequeno aparelho que mais parecia uma caixa de fósforos.

— Aqui! Sabia que estava comigo. – O garoto correu até o Barão e lhe entregou o aparelho. – Isso é o detonador, ele emite constantemente ondas de rádio que impedem o dispositivo das bombas nas paredes de explodir. Se quebrar essa caixa, ou se nos afastarmos daqui: BOOM! A parede vai pelos ares e vai haver uma fuga em massa de quem ainda está vivo.

— Era exatamente isso que precisávamos, meu bom garoto.

00:30 horas, 3 de fevereiro, pátio da Nova Prisão da Ilha.

Um homem de proporções anormais atravessava aquele pátio da prisão com uma velocidade surreal, ele era rápido o bastante para ser um atleta olímpico, mas grande o bastante ser um lutador dos pesos pesados, o que não fazia sentido algum.

Os três jovens pararam de lutar entre si quanto viram aquela cena. Em situações normais, teria sido o bastante para qualquer pessoa ter um infarto, mas estar em um presidio durante uma rebelião já deveria mostrar que aqueles três não eram exatamente pessoas normais. Embora o garoto que flutuava sentisse uma imensa vontade de fugir voando dali, após desviar do homem que corria em sua direção.

O Açougueiro era exatamente como os jornais descreviam sua aparência, exceto pelo uniforme esfarrapado que usava no momento. Ele portava o seu cutelo em uma das mãos, parecendo pronto para partir ao meio qualquer um que se aproximasse mais do que deveria. Ele até mesmo vestia a infame mascara com focinho de porco que usara durante o massacre que lhe deu fama. Isso chamou a atenção do jovem que controlava as sombras, ele tinha certeza de ter escutado que a máscara estava sendo mantida em algum prédio da polícia, bem longe dali, como mais uma prova da autoria dos assassinatos.

— Vamos fazer uma pausa na nossa luta, pelo menos até eu acabar com esse grandão. Vocês, não saiam daqui até eu voltar. – O garoto de sobretudo desejava derrubar o gigante em pouco tempo, não poderia deixar que ele ficasse andando livremente pela prisão se quisesse acabar com essa confusão toda. Contudo, também queria respostas daqueles dois adolescentes.

— Você tá querendo o que? Enfrentar essa... e ele foi enfrentar essa coisa sozinho mesmo. – Gritou Joshua, enquanto observava o estranho correr para cima do adversário. Ele também viu o estranho levar um grande soco no peito e escapar de ser cortado pelo cutelo por pouco e somente graças ao fato de ter se desequilibrado com o golpe recebido e ter sido capaz de deslizar pelo chão para fora do alcance do homem que o golpeara.

— Esse cara deu uma surra na gente, e agora ele vai levar uma surra desse grandão? Eu voto em ficar fora dessa, exatamente como ele falou! – O garoto voador reclamava enquanto aproximava-se de Joshua. Era visível que ele estava gostando de ver que o outro jovem estava enfrentando dificuldades maiores do que poderia esperar. Joshua lançou um olhar de reprovação, mas logo disparou em uma corrida em direção ao gigante, sendo parado por um par de mãos que surgiram das sombras sob seus pés e o derrubaram.

O jovem das sombras recuperou-se a tempo de desviar de um golpe do cutelo usado pelo gigante. Após isto, teve que lidar com uma série de golpes em alta velocidade, enquanto recuava em direção à parede, ficando cada vez mais encurralado. Quando já não podia mais caminhar para trás, foi capaz de desviar uma última vez atirando seu corpo no chão, enquanto o Açougueiro acertava a parede com o cutelo, mas, para o seu infortúnio, o gigante tinha uma outra arma escondida em suas roupas, ele puxou uma peixeira com a mão livre e a enfiou com força no abdômen do adversário.

A surpresa e o medo tomaram conta do seu corpo enquanto tinha certeza de sentir o aço daquela lâmina o perfurando. O garoto sentia até mesmo o sangue subindo a sua garganta e enchendo a sua boca, isto, até ouvir o vento assobiar ao seu lado, ele teve certeza de ouvir uma risada sinistra entre o vento. Ao olhar para a faca, percebeu que ela não havia tocado o seu corpo, uma grossa camada de sombras estava formando uma proteção sobre o seu abdômen naquele momento. Um breve momento após isto, as sombras o jogaram para o outro lado do pátio, longe o bastante do gigante para que pudesse se recuperar.

— Que ideia é essa?! Não dá pra lutar com ele sozinho, não sei nem se conseguimos se formos os três juntos... – Joshua aproximou-se, já reclamando que precisariam lutar juntos se quisessem ter alguma chance de sair vivos desse confronto. O garoto voador também aproximou-se, mas não concordava muito com a ideia de juntar-se ao combate. – Ei, pra que mexer em time que está ganhando? Esse cara nem se machucou! Vai pra cima do grandão! – Ele recebeu mais um olhar de reprovação de Joshua.

— Ô da fantasia de dia das bruxas, você sabe que cara feia é fome, não é?

O jovem misterioso ignorou a movimentação ao seu redor e levantou, investindo contra o gigante mais uma vez. Desta vez ele corria concentrado no seu alvo, parando antes de se aproximar demais, fazendo um grande movimento de soco do ar. Alguns momentos depois, um imenso punho de sombras surgiu do chão, atingindo Açougueiro com uma violência incrível. Mais difícil do que acreditar em alguém sobreviver a uma parede de sombras atingindo o seu rosto, é acreditar que alguém foi atingido por uma parede de sombras e nem ao menos perdeu o equilíbrio, mas foi exatamente isso que aconteceu com o gigante.

Agora era o Açougueiro quem corria em direção ao seu adversário, antes de atingir o alvo ele guardou ambas as facas dentro dos trapos que vestia. Quando estava na distância de seus punhos, o homem começou a socar qualquer coisa que estivesse em sua frente, até, eventualmente, ser capaz de atingir o rosto do garoto e derrubá-lo no chão. Ele aproveitou os próximos momentos para desferir uma verdadeira surra no garoto caído, foram diversos socos no rosto e no peito.

O jovem estava em uma situação extrema. Embora estivesse ferido e começando a sentir o sangue escorrer pela boca, era o único que poderia enfrentar aquela coisa, qualquer pessoa normal que recebesse um único golpe certeiro daquele homem acabaria perdendo a consciência.

O Açougueiro estava aproveitando a oportunidade de lutar com alguém que não morria em poucos segundos. Seus olhos mostravam uma excitação sem igual, ele nunca teve a chance de enfrentar alguém nessas condições. Porém, sua diversão não duraria muito mais. Uma quantidade considerável de pássaros começou a circular sobre a sua cabeça e, quando o gigante parou para olhar o que estavam fazendo, foi violentamente atacado pelos mesmos.

O adolescente voador aproveitou a oportunidade para rapidamente puxar o jovem ferido até uma posição que poderia ser considerada segura, embora não concordasse que existisse um lugar realmente seguro em toda a ilha.

— Que tal começar a ouvir o que a gente tá falando? – Joshua falava sem tirar os olhos da cena em que o Açougueiro enfrentava uma revoada de pássaros. Se estivesse assistindo essa cena pela televisão ou pela internet, com certeza acharia tudo isto muito engraçado.

— Não que ver você ser surrado seja entediante ou coisa do tipo, mas... acho que precisamos de você pra sair vivos daqui. – Completou o outro jovem, enquanto o ajudava a ficar de pé. O adolescente também teve a sensação de ter visto a maquiagem do outro esmaecer por um segundo, para então voltar ao normal. O garoto até pensou em comentar se isso deveria estar acontecendo, mas considerou que tinham preocupações mais urgentes naquele momento.

— Se vocês têm um plano, podem desembuchar, meu plano não está funcionando com esse aí! – O olhar do jovem que tentou enfrentar o gigante lembrava o de alguém prestes a perder os sentidos, por mais que não quisesse demonstrar fraqueza, ele estava com graves ferimentos internos e precisaria de cuidados em breve.

— Pra começar, a única alternativa que temos aqui é fugir. Não temos como lutar contra isso, você acabou de ver. – Joshua apontou para o garoto flutuando antes de continuar. – Você! Pega esse cara e se afasta, se tiverem que sair da ilha, saiam! Depois vai precisar voltar e me ajudar a sair daqui!

O gigante ouviu toda a conversa e percebeu que precisaria matar os outros jovens, caso quisesse continuar o seu confronto de antes. Sendo assim, ele investiu com toda a força contra jovem que insistia em gritar. Ele correu com toda a velocidade, levantando um dos braços para desferir um soco com sua monstruosa força. Planejava atingir o golpe no rosto do adversário e, caso fosse preciso mais algum golpe, terminar o confronto esmagando o crânio do garoto. Quando estava próximo do alvo e começou a mover o braço para atingi-lo, sentiu seu corpo sendo puxado para atrás por algo.

As sombras que estavam atrás do gigante transformaram-se em cordas, grossas o suficiente para segurar o Açougueiro e o seguraram pela cintura e pelo braço levantado. O garoto com poder de voar havia tentado sair dali com o jovem ferido, mas acabou sendo imobilizado pelo mesmo, enquanto ele usava as forças que restavam para impedir que o outro garoto acabasse morto.

— Esse seu plano é uma porcaria, vai acabar como um suicida maluco nesse lugar. – Enquanto o jovem falava, a tintura em seu rosto oscilava entre o tom normal e um tom extremamente opaco, sinalizando que algo não estava muito bem com ele.

Joshua estalava os dedos de ambas as mãos de forma frenética. Se isso fazia parte do plano, era bom começar a fazer alguma diferença em breve.

As sombras que prendiam o gigante começaram a se desfazer e logo ele estava solto, voltando a sua atenção para o último alvo. Ele caminhou com pesados passos até Joshua, sem correr ou apressar seus movimentos, o gigante queria aproveitar cada segundo daquele olhar de medo, estava parecendo um viciado saindo da abstinência.

O homem levantou o punho e torceu para que o jovem não morresse no primeiro golpe, que essa sensação de poder continuasse, pelo menos por alguns minutos a mais. Ao apertar o punho, as veias do braço ficaram visíveis. Ele começou o movimento para atingir Joshua com um soco.

Os outros jovens assistiam a cena sem conseguir fazer nada para impedir o massacre que se aproximava. Aquele com o poder de voar não era rápido o bastante para percorrer a distância necessária e outro estava cansado demais, estava incapaz de ajudar de qualquer forma. Mas, mesmo que eles pensassem estar alucinando, ambos viram uma fumaça escura começar a tomar conta do pátio da prisão.

O braço do Açougueiro fez o movimento até o rosto de Joshua, como toda a força que era possível. Mas, para o espanto de todos, o movimento não foi seguido por um som de pancada ou de ossos quebrando. O gigante deu um pulo para trás, massageando o punho, como se alguma coisa tivesse atingido a sua mão antes de terminar o soco.

Joshua estava parado no mesmo lugar, com a mão direita levantada na frente do seu rosto. Com sua mão ardendo em chamas, criando uma atmosfera muito mais quente ao seu redor, além de uma fumaça grossa e escura.

— Que bom, agora eu finalmente consegui acender, já estava na hora mesmo.