Notas iniciais
Converso com vocês lá embaixo!

— ELE VAI SE CASAR!

Bella, com a mão no peito e o rosto em total susto encarou o garoto pequeno entrar como um trovão dentro do quarto. Enzo, que depois de quinze dias já se sentia em casa, estava mais do que a vontade dentro do palácio.

Isabella e o rei, pareciam estar em um conto de fadas, Edward, o rei que a tempos atrás não é o mesmo estava carinhoso e completamente diferente, e Isabella não conseguia achar espaço para apaixonar-se mais.

— O que dizes? — Indagou erguendo-se da cadeira em frente ao espelho. — Quem irá se casar ?

— O rei.

Isabella não conseguiu dizer uma única palavra. Ainda com o coração que de repente disparou no peito caminhou até o garoto e puxou de seus dedos miúdos um papel. Ele era amarelado, e parecia um tipo de panfleto.

Lá, em letras elegantes e de caixa alta estava escrito, lá, estava as palavras que fizeram com que seu coração que de disparado, mudou rapidamente para despedaçado. Sua respiração ficou engatada na garganta, como se estivesse como um bolor. Ela não sabia se engolia, se gritava, se quebrava tudo a sua volta. Era uma sensação de perda terrível.

Como se seu coração estivesse sendo arrancado por uma faca bem afiada. Era sufocante, uma dor não mais tão psicológica, tornando-se física. Seu peito subia e descia de acordo com sua respiração entrecortada. Suas mãos estavam tremendo, e seus dedos estavam apertando-se em volta do papel. Que diabos aconteceu em vinte e quatro horas? Ela não entendia como aquilo tinha acontecido, mas estava prestes a descobrir a verdade.

Sem dizer uma só palavra, caminhou a passos decididos até o quarto do homem que a poucos minutos era o homem de sua vida e seus sonhos. Como não o encontrou, desceu as escadas rapidamente, sem titubear e com agilidade extrema.

Caminhou decididamente até o escritório do mesmo, e sem bater escancarou a porta pesada. Quatro pares de olhos a encarou quando a mesma abriu a porta como se tivesse dado-lhe um chute. Ela não se importou menos, seu assunto era outro.

— Vais casar-se? — Perguntou simplesmente.

Edward, por sua vez, suspirou pesadamente antes de murmurar.

— Podemos ter depois? — Indagou com a voz cansada — Tenho umas coisas a fazer agora.

— Depois? — Cuspiu rudemente. — Não estarei aqui depois.

Edward bufou impaciente e trincou o maxilar ao murmurar.

— Sim, tu vais.

— Observe-me majestade! — Grunhiu.

Ela não ficaria ali nem mais um minuto. É claro que esperava por isso, mas não imaginou que doeria tanto assim.

Antes que ela pudesse subir as escadas de mármore do palácio, seu pulso foi agarrado. Ela não precisou se virar para saber de quem se tratava, e também, nem tivera tempo. Seu corpo foi agarrado feito uma boneca de pano, e quando deu por si já estava encima dos ombros do rei.

Quando ele fechou a porta atrás de si, e com uma delicadeza de um cavalo jogou-a na cama. Sua expressão era de pura irritação.

— Você não vais ouvir-me nunca?

Isabella saiu da cama desajeitadamente, porém, completamente furiosa.

— Ouvirei-o quando começares a dizer-me o que há! — Grunhiu ferozmente. — Doce Jesus! Vais casar-se e nem disse-me nada!

— Por favor, deixe-me dizer a ti o motivo.

— É verdade pois então?

No fundo, ela desejou fervorosamente que fosse somente fofoca da sociedade.

— Sim. — Sussurrou baixo. Isabella, que até então estava pensando consigo mesma que poderia ser uma piada. Sentiu todo seu corpo gelar instantaneamente. — Mas não eras para saber agora, quem disse-lhe isto?

— Doce Jesus! — Soprou entredentes. — Doce Jesus! Eu irei embora.

Disse-lhe indo diretamente até a porta. Edward arregalou os olhos e puxou o corpo miúdo contra si, e ambos foram até a parede.

— Não vais — Disse-lhe — És minha. E eu sou teu.

— Não sou tua! — Rosnou — E tu não és meu, se foste meu, não estaria se casando.

— Uma necessidade maior! — Vociferou entredentes saindo de perto dela. Os dedos passando nervosamente pelos cabelos sedosos. — Bella, eu não posso negar uma nova rainha ao meu país. Necessito de um herdeiro.

— Eu não estou o privando de nada majestade! — Murmurou acidamente — Pelo contrário, estou saindo de seu caminho.

— Não desejo que saia do meu caminho.

— Não ficarei aqui quando foste casado!

— Estará comigo e me servirá sempre que eu desejar! Se for todas as noites, então que seja cada maldita noite!

Isabella trincou o maxilar.

— Isso não vai acontecer Edward — Rosnou — Não vou me submeter a isso! Nunca!

— FIZESTE PIOR AO FICAR E SER MINHA VADIA!

— ERA DIFERENTE! — Berrou perdendo a paciência. Seu coração doendo ao ouvir tais palavras. — EU NÃO ERA MALDITAMENTE APAIXONADA POR VOCÊ!

Edward a olhou estupefato. Seu coração também disparou no peito. Um sentimento maior que ele sendo aflorado em seu interior. Todo seu corpo parecia ter entrado em uma estado de inércia. Como assim apaixonada por ele? Então era isso? Todo aquele ódio foi transformado em amor ? E porque ele senta que talvez pudesse sentir o mesmo por ela, mesmo que isso seja completamente fora do comum ? Meu Deus! Ele a amava também, como isso foi acontecer sem que notasse?

— Me ama? — Indagou tentando não soar tão receoso.

— O que isso importa agora? — Sussurrou derrotada.

Seu sorriso foi inevitável. Foi como uma bomba de felicidade vindo encima de si, seu corpo todo estava quente, e de repente um frio bom fazendo-o ficar ansioso.

Suas mãos fecharam-se em torno do rosto miúdo e beijou-lhe os lábios delicadamente.

— Isso não afetará a nós. — Murmurou — Será um casamento para me dar um herdeiro. Podemos continuar juntos.

— Porque? — Indagou com a voz embargada. — Isso vai me machucar, não vê?

— Bella... — Sussurrou — Eu prometo ser teu, sempre.

— Não podes prometer o que não podes cumprir.

— Mas eu vou! — Afirmou apertando-lhe contra si — Não crês em mim?

— Edward... — Sussurrou tocando-lhe a face esculpida. — Eu estou tão viciada por ti meu rei...

— Então fique comigo. — Murmurou — Bella...

— Você está pronto meu rei? — Sussurrou.

— Para que ? — Indagou confuso.

— Faça amor comigo. — Sussurrou baixo trazendo-o para si. — Por favor.

Edward sorriu presunçoso e atacou-lhe os lábios, e o resto, foi esquecido por um instante. Apenas um.

πππ

Seus olhos estudavam a face serena do anjo ao seu lado. O nariz curvilíneo, a boca rosada, cílios castanhos e longos. Maçãs altas, e cabelos cheirosos e ainda mais bagunçados.

Sua respiração estava calma, serena. Seu peito nu subindo e descendo com um lentidão hipnotizante. Isabella tinha os olhos marejados e a garganta seca. Era uma dor imensa, quase sem tamanho. Com cuidado, desceu da cama e na ponta dos pés pegou toda sua roupa que estava espalhada pelo chão e vestiu de qualquer maneira.

Ajoelhou-se ao lado da cama, beijou delicadamente os lábios que tanto ama.

— Eu te amo. — Sussurrou — Para sempre, meu rei.

Edward não acordou, apenas emitiu um som que poderia ser confundido com um gemido. Quase como se tivesse apreciado as palavras saídas das boca dela.

Saiu do quarto do mais absoluto silêncio. Caminhou rapidamente até seu quarto, Enzo, que dormia tranquilamente na cama espaçosa acordou assutado.

— Bella?

— Precisamos ir. — Disse simplesmente.

Enzo, confuso ergueu-se da cama indo até ela.

— É verdade então?

— Sim. — Murmurou calmamente controlando suas lágrimas — Precisamos ir.

— Ele sabe que está indo embora?

— Não. — Disse — Por isso não podes fazer barulho.

— Vamos voltar para casa do vovô Charlie?

— Seria o primeiro lugar que iriam nos procurar.

— Para onde iremos então?

— A casa de um amigo. De lá, resolvemos o resto. Arrume suas coisas, seja rápido.

Enzo afirmou energicamente andando pelo quarto a passos rápidos. Isabella, com peso na consciência pegou da caixinha algumas jóias de valores. Nada daquilo faria falta a ninguém.

Depois de devidamente pronta, colocou em Enzo uma capa de frio e logo vestiu-se da sua. Puxou o capuz sobre a cabeça e voltou-se ao garoto ajoelhando-se a sua altura.

— Me perdoe. — Sussurrou tocando-lhe a face pequena e delicada — Não queria trazê-lo para essa bagunça.

— Eu dormia na rua. — Sussurrou — Não tinha dias certos para comer, e não sabia se sobreviveria outro dia. Estar nesta bagunça com você, foi a melhor coisa que já me aconteceu.

Isabella sorriu, lágrimas grossas descendo por seu rosto.

— Eu estou machucada. — Sussurrou baixo — Eu não gosto de me sentir assim.

Enzo fechou os braços miúdos através dela.

— Eu sinto muito Bella. — Sussurrou — Não merecias isso.

— Eu tenho você. — Sussurrou com a voz entrecortada — És meu e está comigo não é ?

Enzo sorriu beijando-lhe a testa com lábios pequenos.

— Sim. — Sussurrou — És minha mãe jovem.

— Sim. — Afirmou — Sua mãe.

Fungou antes de ergue-se.

— Vem.. vamos.

Saíram do quatro em silêncio. Isabella sabia que podia-se encontrar inúmeros guardas acordados. Contava com sorte de conseguir levá-los já conversa.

Foi imediatamente até o estábulo, onde de cara viu o cavalo preto e reluzente que costumava montar. Enzo, colocado em sua frente colou-se em Isabella quando a mesma montou o cavalo.

Trotando quase silenciosamente, Isabella deparou-se com os guardas na entrada.

— Quem sois vós?! — Vociferou entredentes um deles. Isabella respirou fundo e puxou o capuz.

— Cá estou. — Murmurou.

— Senhorita Swan... — Desdenhou um deles — Vossa majestade sabe que o brinquedinho dele está de saída tão tarde da noite ?

— Sim, ele está. — Afirmou — Mas de quisestes que eu o vá chamar...

— Não será necessário. — Desdenhou — Soube o que acontece com os que ofendem a prostituta.

— Então sabes o que lhe ocorrerá se não saíste de meu caminho, certo?

— Vá! — Cuspiu — Deve ser algo importante.

Isabella não respondeu. Rodou seu braço livre pelo corpo delicado e miúdo de Enzo e bateu o pé no cavalo veloz deixando-o agitado e fazendo-o cavalgar a todo vapor.

Enzo estava agarrado a ela, as mãozinhas apertando o corpo que trotava juntamente com o cavalo.

Isabella avistou a prioridade dos Black ao longe. Não era um lugar luxuoso, pelo contrário, era tão simples que não levantaria suspeita a ninguém.

Logo que o som de cavalo foi ouvido, as pessoas da casa acordaram. Billy Black, o senhor da família saiu sendo acompanhado do filho mais velho, que por si só era Jacob Black. O homem tinha martelos em ambas as mãos.

— Quem está aí?! — Indagou tentando não soar medroso. Isabella respirou fundo e aliviada quando saltou do cavalo.

— Jacob, sou eu. — Ao reconhecer a voz, Jacob arregalou os olhos e abaixou os martelos do pai.

— Bella??

— Bella Swan? — Indagou Billy — A filha do Swans ?

— Sim senhor. Eu mesma.

Jacob caminhou até ela, a luminária iluminando sua face assustada. As maçãs do rosto estavam vermelhas do nariz também.

— Deus do céu, você está congelando. — Grunhiu ferozmente pegando-a pelo braço.

— Não... — Puxou-o o mesmo — Enzo...

Caminhou até o garoto e o pegou no colo. Os lábios estavam apertados em uma linha fina.

— Sinto muito, eu sinto muito mesmo. — Pediu beijando-lhe o rosto gelado. Ele não disse nada, apenas apertou-se mais a ela.

— Por favor, eu preciso que me ajude.

— Entre. — Disse abrindo caminho. Isabella sentiu o conforto da casa de imediato. Estava quente, e aconchegante apesar da simplicidade.

— Rumores diziam que estava no palácio menina... — A voz de Billy Black disse — E que eras a mulher que se deitava com o rei.

— Pai... — Jacob pediu.

— Eu não estou julgando. — Disse na defensiva — Estou apesar perguntando.

— Deixe esse assunto para depois. — disse — Bella precisa descansar. Ela, e o garoto.

— Quem é este garoto ? — Perguntou Billy.

— Meu. — Bella disse simplesmente.

Billy suspirou.

— Vou voltar para cama. — Disse — Deixe-me levar para que ele descanse.

Disse de referindo ao menino. Isabella o entregou depois de um beijo.

— Tente descansar menina.

Quando subiu, Jacob sentou-se ao lado de Isabella.

— Vai me dizer agora o que aconteceu ?

— Eu não sei por onde começar. — Sussurrou — E nem sei se posso começar.

Jacob concordou confuso.

— Jacob eu... — Suspirou — Eu estou apaixonada por ele.

— Eu já esperava por isso.

— Mas ele vai se casar.

— Isso também é previsível.

— Preciso que me ajude a ir embora daqui.

Jacob a olha surpreso.

— Quer ir embora?

— Não posso ficar! — Exasperou-se — Eu não posso ficar e ver alguém que eu amo casar-se com outra pessoa. Ele mentiu, eu não posso mais ser dele.

— Agora você me entende...

— Jake, por favor... Só me ajude.

— Farei isso. — Ele disse — Por você.

Isabella apenas concordou silenciosamente, antes que Edward acordasse ela já estaria longe. Ao menos, assim ela esperava.

Notas finais
Oi gatas! LEIAM AQUI! Mais cedo eu tava atrasada para consulta da minha prima, eu fui com ela e passei aqui rápidão. ENTÃAAAAAAAO! CHOQUEI! QUE ISSU REI? QUE CÊ TA FAZENDO IRMÃO? PARA COM ISSO, COME OU LARGA OSSO U.U MENINAS, QUE RECOMENDAÇÃO DIVA É AQUELA? ACABEI DE VER, AMODOREEEEEEEEEEEEEEI! ENTÃO VOU DEDICAR ESSE CAPÍTULO A DIVA LINDA QUE RECOMENDOU A FIC! PARA QUEM NÃO GOSTA DE DRAMA... LAAAAA VEEEEEEEM DRAMA SIM E SE RECLAMAR EU FAÇO MUITOOOOOOOO DRAMA! Vejo vocês no próximo OK? Até, e beijos!