Notas iniciais
Boa leitura!

Na manhã seguinte, Isabella já estava de pé, antes mesmo do sol raiar. Conseguiu dormir um pouco, já que graças aos doutores Edward estava bem. Isto meio que acalmou sua mente, e ela conseguiu dormir um pouco.

Mas agora lá estava ela. De pé. O vestido verde musgo realçando sua pele e os cabelos soltos com apenas uma tira prendendo a trança meio lateral que fizera. Fechou a porta do quarto atrás de si, e pôs-se a caminho ao quarto de Edward.

Não bateu como deveria ser o costume. Entrou logo em disparada e deparou com Edward sentando na cama, sua costa escoradas por travesseiros grandes e muito provavelmente macios. Ele estava desnudo no torso, e seu lado direito tinha um curativo. Sem se conter, ou se quer teve condições, Edward sorriu aliviado quando Isabella adentrou o local.

— Sente-se melhor ? — Indagou fechando a porta pesada.

— Pensei que neste horário, estarias bem longe daqui.

— Disse-lhe que ficaria. — Murmurou calmamente.

— Eu sei — Retrucou — Deixe-me confessar que, se acaso tivestes mesmo ido. Então que me cavalaria toda iria atrás de ti.

— Eu devia saber que não me deixaria assim tão facilmente. — Sorriu — ainda não fui. Cá estou como queres.

— Ainda não foi, e nem irás. Não permito que saia do palácio.

Isabella revirou os olhos e bufou irritada.

— Pelo jeito sua dor sarou não é mesmo ? — Indagou ironicamente — Voltou a ser um ogro completo. Que pareça pecado, mas prefiro-vós quando estar mal e consentidor de tudo.

— Delirei ontem a noite. Não estou dando liberdade nenhuma a ti.

— Como se eu realmente tivesse acreditado em ti! — Cuspiu rispidamente. — Agora fique quieto, vou limpar isso aqui.

Disse apontando para o corte. Isabella ergueu-se e andou pelo quarto. Pegando panos impossível e os materiais para um novo curativo que foram deixados ali.

Sentiu ao lado dele, a água limpa e os panos encima do móvel a cabeceira da cama. Levou seus dedos delicados até o pano que cobria o corte e o tirou. Não estava de todo feio, estava apenas começando a saturar. Realmente não foi uma ferida de morte. Mas o suficientes para fazer com que ele perdesse sangue. Graças a Deus ele ficou bem.

— Porque está fazendo isso ? — perguntou depois de um tempo. Isabella parou de passar o pano limpo sob a ferida e o encantou confusa.

— Creio não ter entendido.

— Digo, porque está fazendo isso ? Alice pode fazer, ou uma criada qualquer.

— Acaso deseja que eu pare ? — Indagou — Se sou difícil de lidar, está ruim. Se sou sociável, está pior ainda. Decida-se o grande rei!

Edward bufou.

— Não precisa. — Resmungou — Continue com isso.

Murmurou em tom de ordem. Isabela estalou a língua com atrevimento.

— Não te ordenas nada em mim Majestade.

— Chame-me pelo nome. — Resmungou.

— Não sou nada tua para chamá-lo pelo nome. — Retrucou.

— Em breve será minha companheira de cama.

— Em teus sonhos talvez Majestade. — Edward riu.

— Sabedoria tens e tu sabes disso certo ?

— Como ?

— Então há de concordar que, se não fosse para ser minha. Então não estaria aqui.

— Como tem presunção em cada uma de tuas palavras! — Mudou seu tom para chocada. — Tens noção do quanto é feio ?

— Não vindo de mim. — Murmurou — Ninguém diz não a mim. Sabes não é, sou teu rei.

— Rei. Não Deus! Pare já com isso. Ou deixo isso inflamar e o rei da Inglaterra morrer de infecção.

— Você seria presa e decapitada. — Zomba. Isabella revira os olhos.

— Claro. Nos encontraríamos na nossa segunda vida magestade. O senhor seria meu calo.

Edward riu, uma gargalhada alta que podia-se ouvir dos corredores.

— Não milady. Eu seria um camponês, e tu, minha esposa.

Isabella prendeu a respiração e encarou Edward seriamente. Do que diabos esse homem estava falando ?

— O quê ? — Arfou.

— Uma moça da boca atrevida me disse uma vez, que eu daria um bom camponês. — Sorriu — E que ela provavelmente ficaria comigo caso eu fosse um.

Isabella corou e abaixou a cabeça. Edward continuou.

— Pensa comigo — Sorriu — Ser camponês não implicaria em nada que a magoasse. Então, eu conseguiria ser feliz com ela.

— Porque ? — Sussurrou baixo. Sua voz rouca. Edward suspirou profundamente.

— Porque como rei eu ainda estou lutando. — Murmurou — Quem sabe como um camponês simples eu consigo tê-la. Tenho certeza que seria bem mais fácil do que como rei. Não concorda ?

Isabella estava nervosa. Todo seu corpo estava formigando com as palavras de Edward. O que ele queria com aquilo afinal ?

— Talvez — Sussurrou depois de um tempo em silêncio — Talvez como camponês ela não tomasse apreço por ele como tem pelo rei. Não pelo simples fato dele ser rei, mas por saber, que mesmo rei. Ele ainda é um homem de bem. Só tem que desenterrá-lo.

Edward sorriu matreiro. Seu coração sentindo algo diferente. Como se estivesse bombeando para ela, e por ela.

Não foi dito nada por alguns segundos, minutos talvez. Estava realizando quase impossível a tensão ali dentro. O que foi que acabou de acontecer ? Nenhum dos dois sabiam. Ou simplesmente não queriam nominar.

Isabella suspirou. Logo que terminou de limpar a ferida. Ergueu-se da cama indo até o móvel do outro lado e puxou um livro.

— O que é isso ? — Perguntou se esticando para ver. Bella sorriu balançou o objeto.

— Terás a nobre missão de ouvir-me ler para ti.

Edward riu, um sorriso grande demais em seu rosto.

— Por favor, deixe-me morrer de infecção.

Isabella bufou.

— Não seja grosseiro. Não é algo que um rei faria.

— A esta altura — Murmurou — Deveria saber que não sou como qualquer outro rei.

— Oh, mas eu sei Majestade... Como sei.

πππ

Isabella cessou sua leitura no findar do dia. Enquanto seus lábios moviam-se distraidamente e sedutoramente, Edward a observava com fascínio. Algo que ele deixou de sentir a muitos anos atrás.

Isabella era linda, era obstinada, forte e atrevida. Era tudo o que ele não gostava em uma mulher, contudo, era tudo pelo o que ele estava obcecado por ela. Ela era a peça mais rara que se podia encontrar hoje em dia, era tão pura, mas não tão inocente. Era tão cabeça dura, mas boa e sensata.

Quando sua leitura terminou, ela iria logo se erguendo e pronta para sair. Mas Edward não desejava isso. Ele queria ela ali, mais de sua voz. Mais de sua presença.

— Porque disseste que teus pais odeia você ?

Isso a fez parar no lugar. Não era algo que ela realmente gostaria de falar no momento.

— Me fizera uma visita ontem a tarde. — Murmurou virando-se para ele — Sabias disto ?

— Não. — Disse sinceramente — Como acharam-na ?

Bella sorriu.

— Não conheces minha mãe. Ela me acharia mesmo que eu estivesse entre milhões. Com máscaras e disfarces.

Edward riu.

— O que aconteceu ?

— Ele quis me levar embora.

— Mas aqui está você. — Murmurou confuso. Bella assentiu.

— Como pode ver.

— Por este motivo ?

— Disse-lhe que sou tua acompanhante também.

— Mas não és! — Disse simplesmente dando de ombros. Bella arqueou uma das sobrancelhas com ironia.

— Não sou ?

— Isabella..

— Olha magestade — Murmurou — Eu não fui. Resolvi ficar porque tinhas sofrido este acidente.

— Ficou somente por este motivo ?

— Por qual mais haveria de ficar aqui ?

— Levando em conta que brigou com vosso pai...

— Ele só ficou chateado com o fato de eu ser a nova diversão do rei.

Edward bufou impaciente.

— Não és minha diversão.

Isabella riu nervosamente.

— Claro que não. — Suspirou — Preciso de um banho, e comer alguma coisa. Consegue não morrer por alguns minutos ?

Edward revirou os olhos.

— Trabalhas com babá agora ?

— Se está ruim para ti, magestade... Então não volto mais.

Edward sorriu presunçoso.

— Você vai voltar sim. — Disse firmemente — Porque eu estou dizendo que vai. E além do mais, eu mandaria que buscassem-na.

— Mesmo ferido não deixa de ser arrogante. — Murmurou acidamente. Edward sorriu.

— Está em meu sangue. Perdoe-me.

— Eu volto logo magestade.

Murmurou e saiu.

No corredor, Isabella caminhou calmamente até teu quarto. Que por acaso era no corredor de baixo.

Abriu a porta e suspirou cansada. Não podia mentir, estava com um pouco de sono. Foi em direção ao banheiro e logo se desfez do vestido pesado. Seu corpo estava dolorido por dormir na poltrona, e sua cabeça latejava um pouco.

Enquanto estava imersa na água dá enorme banheira, seus pensamentos voaram imediatamente até os pensamentos que teve quando viu Edward ferido. Porque estava tão confusa em relação a ele ? Ela o odiava, certo ? Mas por incrível que pareça, não era desse modo que ela estava pensando no momento. Edward encima daquela cama, não se parecia nada com um homem que comandava um país. Ele era apenas uma homem, com piadas esquisitas é um humor volúvel. Mas era apenas ele, Edward o homem, e ela se deu conta de que, ela gostava desse homem. Esse, que apenas era o homem. Não tinha nada do rei.

Respirou fundo e afundou na água cristalina. Seus olhos fitando o teto fixamente. Sua cabeça começando a girar de acordo com a urgência da falta de ar. Fechou os olhos por um instante, seus pensamentos voando até às memórias dos beijos trocados com ele. Era bom, a textura, o modo como ele a tocava. E sua boca tocou-a nos seios ? A sensação maravilhosa dá boca dele em sua pele. Doce Jesus, como sensações assim podia não ser crime? Sorriu mesmo debaixo dá água. Não queria admitir, estava tão na cara dela, e mesmo que fosse proibido, ela sentia algo sim. Uma atração talvez, mas era algo, e ela sabia que era proibido.

A pressão ficou insuportável e ela subiu. Respirou profundamente quando ar entrou em seus pulmões. Passou as mãos pelos cabelos molhados jogando-os para trás. Puxou os joelhos até o queixo e escorou a cabeça ali.

— O que eu estou fazendo ? — Indagou para si mesma. Ela não sabia ao que se referia, mas tinha certeza que aquela pergunta se encaixava perfeitamente no que ela pensou.

Depois de alguns minutos e banho tomado. Isabella colocou um vestido meio amarelado. Várias camadas, mais um dos exagerados modelos que Alice arrumou para ela. Apertado, caro, e rodado demais. Era pesado, e um pouco cansativo de andar com eles.

Secou os cabelos como pôde. Saiu do quarto indo direto até a cozinha. Várias das criadas estavam lá, cada uma mexendo com alguma coisa.

— Oi Margô — Disse quando encontrou a mulher com fios de cabelo branco brotando em meio aos seus frios negros.

— Oi menina. — Respondeu — O que faz aqui ?

— Tenho fome. — Disse-lhe — Poderia arrumar uma bandeja para o rei por favor ?

Margô sorriu.

— A menina agora cuida dele ?

Bella deu de ombros.

— Parece que sim. Pode fazer para mim ?

— Cinco minutos.

Isabella sorriu agradecida, e pôs-se a esperar. Depois de pronta, é alimentado. Isabella subiu as escadas rapidamente.

Não se deu o trabalho de bater, entrou logo no quarto, deparando-se com Edward tentando se sentar. Sua face estava vermelha pelo esforço, e ele carregava uma expressão dolorida.

— O que pensas que está fazendo ? — Indagou impaciente. Deixou a bandeja encima do móvel e foi até ele.

— Não posso sentar-me sozinho mais ? — Cuspiu rispidamente. Isabella fingiu não notar seu tom mal educado.

— Não agora. — Murmurou. Passou seus braços pelo torso do rei, e o puxou para cima com um pouco de dificuldade. — Acaso não percebeu que tens um ferimento ?

— Não seja petulante. — Rosnou — Tenho dor. Estou incapacitado de mover-me com distinção! Isso não é vida de um rei.

— E como é a vida de um rei ? — Murmurou

— Como tu achas ? Tenho deveres! Um conselho para liderar! Coisas para resolver, e olhe só onde estou! Em uma cama com uma maldita ferida!

Isabella bufou irritada.

— Por Deus do céu! Não consegues deixar de ser bruto nem mesmo quando estas ferido ?

— Isso não lhe diz respeito!

— Pensei que tínhamos passado essa fase magestade — Disse amargamente — Mas ainda vejo que age como um bicho.

Edward não diz nada. Seus pensamentos bombeando furiosamente. Porque diabos ele estava tratando-a assim ? Essa não era sua intenção.

Isabella também não fez esforço para puxar assunto. Caminhou até o móvel e pegou a bandeja em mãos. Trouxe até a cama, onde depositou encima do colo do rei.

— Coma. — Ela disse — Pensei que tivesse fome.

Edward a olhou, notando seu tom baixo e amargo.

— Se precisar de alguma coisa. Talvez suas outras criadas possam ajudá-lo.

Ergueu-se da cama e caminhou até a porta. Edward sorriu, com esperança de que ela se voltasse e pedisse desculpa por ser tão petulante. Mas isto não aconteceu. Isabella saiu do cômodo sem olhar para trás. Edward bufou frustrado, como ele pensou que ele pediria desculpa, logo ela... Isabella Swan.

Notas finais
- Estou de ressaca ! :( :( :( Volto amanhã monas e ah... Para matar suas curiosidades, a primeira vez deles vai ser no 15 OK ? Morram de expectativa!! MUAAAAAAAAAAH! AI, MINHA CABEÇA! VOU NESSA! Bj da IsaM!