A Prostituta do Rei
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Notas iniciais
Foi de repente e incontrolável. A boca de Isabella foi tomada de forma abrupta, mas não deixou de ser carinhosa. Quando os lábios se tocaram, foi como um turbilhão de sensações ao mesmo tempo. Foi incrível, novo, foi perturbador.
Edward a beijava de modo delicado, mas firme. A língua passando suavemente pelo lábio inferior dela, que logo abriu a boca recebido de bom grado a sensação maravilhosa que lhe era proporcionada. Edward gemeu com a boca macia em contato com a sua, nunca foi um beijador. Ele só se interessava com o ato sexual em si, nunca se preocupou beijar as mulheres que dormiam com ele.
Mas lá estava ele, completamente rendido a boca macia e perfeita da dama em sua cama. Era incontestável o talento dela, embora algo como ciumes tenha sido instalado bem no fundo de seu âmago, ele apenas deixou ser embalado pela incrível sensação.
Isabella não estava diferente, sua cabeça rodava milhões de pensamentos ao mesmo tempo, ela estava se contradizendo ? Ela estava sendo hipócrita ? Ela estava errada ? Ela agora era uma prostituta como começaram a denominá-la ? Mas o que importa agora, ela estava ali, e a sensação era intensa e maravilhosa. Por um momento apenas ela poderia esquecer tudo e deixar ser enviada, por um momento apenas.
Edward gemeu excitado, o contato simples com a bela moça a sua frente era suficiente para deixá-lo duro e nervoso. Sem se conter, forçou seu corpo até estar encima do dela, Isabella não contestou. Apenas abraçou os pescoço masculino e afundou seus dedos macios na cabeleira novamente. O beijo estava rápido, e alucinado agora. Os dois estavam simplesmente seguindo seus instintos.
Edward soltou a boca de Isabella apenas para descer os lábios famintos pelo decote do vestido. Os seios fartos saltavam para fora, ou pelo menos ele via isso. Isabella arfou quando lábios quentes e ternos beijaram o decote de seus seios e logo depois dando uma mordida de leve. Era incrível, e errado para ela. Edward alcançou o decote com os dedos cumpridos e o puxou. Forte, e bruscamente. Isabella arregalou os olhos quando teve os seios nunca tocados sendo expostos para o olhar faminto do homem a sua frente.
Edward encarou os seios de Isabela, perfeitos, duros, macios e lindamente rosado. Gemeu longamente com a visão e não se deu ao trabalho se demorar na função, fechou os lábios em volta do bico rosado e rígido e sentiu Isabella arquear todo o corpo. Não conteve o sorriso, ele estava ganhando-a e não se sentiu mais macho por isso, apenas quis ser merecedor.
Isabella sentiu tudo ao mesmo tempo, a virilha se apertando, os seios sendo tocados, a cabeça rodar e uma sensação maravilhosa no baixo ventre. Isso só pode ser pecado. Pensou quando sentiu todas aquelas sensações e desejou não terminar nunca. Edward chupou seu seio de forma firme, nada grosseiro, mas o suficiente para enviar um choque por cada terminação nervosa de seu corpo.
Não entendeu porque, mas sentiu a necessidade insana de ter seu corpo todo tocado, e Edward pareceu entender, pois largou o seio perfeito e voltou a boca dela. Agora, já familiarizado com a textura deliciosa, suas mãos procuraram o final do vestido pesado. Bufou impaciente com tanto pano. Ajoelhou-se entre as pernas de Isabella levando-a junto. Dedos cumpridos indo até o fecho do vestido em suas costas. A expectativa matando a ambos.
Isabella não queria pensar no que iria acontecer, apenas que iria acontecer é que se exploda o mundo lá fora, por enquanto, ela só queria sentir o que estava sentido por mais tempo, ela gostou do que ele proporcionou a ela. Quando estava prestes a perder o vestido, e ficar somente com o espartilho, a porta pesada de madeirado quarto se abriu e uma Alice eufórica com um envelope na mão entrou no quarto, quebrando completamente toda a magia do momento.
— Deus do céu! — Exclamou rindo. Isabella arregalou os olhos quando percebeu o que iria acobertar. Edward grunhiu, não pelo fato de sua irmã está rindo da cara de ambos, mas por ter sido interrompido quando iria fazer exatamente o que vem sonhando desde que viu a menina mulher no meio das praça.
— Meu doce Jesus! — Exclamou Bella. Sem perceber, empurrou com certa brutalidade o homem a sua frentes. Ergueu-se da cama completamente perdida e segurando a peça solta em frente aos seios.
— Não se usa bater Alice ? — Murmurou Edward. O tom meio descontraído, e Isabella se perguntou se ele era assim longe de olhares alheios. Alice sorriu, como se estivesse falando com seu irmão. Não com o rei.
— Não me lembro de ter me informado que mudou de quarto irmão. — Debochou. Edward bufou.
Ergueu-se da cama também, Isabella ainda envergonhada estava envolvida no canto do quarto. Pegou seu traje da noite passada e o vestiu rapidamente. Calçou suas botas e olhou Isabella. Caminhou até ela, de modo calmo e estudado. Não queria colocar tudo a perder neste momento. Tocou-lhe a face, ao contrário do que imaginou, ela não o repeliu. Apenas o encarou ainda encabulada.
— Eu vejo você depois. — Isabella assentiu. Ela queria vê-lo depois ? E antes de poder negar, ela já dizia que sim. Incrivelmente ela desejava sim. Ele sorriu-lhe levemente e saiu do quarto ainda rindo da cara de Alice.
Quando estavam sós, Alice virou-se para isabella com um sorriso maior que o próprio rosto.
— O que há ? — Disse Isabella agora se recompondo. — Seu olhar me assusta.
— Não seja tola — Disse ainda rindo — Conte-me isto detalhadamente. Cedeu ao meu irmão ?
— Não.
— Mas iria se não tivesse interrompido ? — Estudou.
— Talvez — Murmurou. Mas arregalou os olhos quando percebeu que respondeu tão naturalmente. Ela Realmente iria fazer isso ?
— Tive um vago deslumbre — Ironizou. Isabella bufou. — Tenho carta de sua mãe.
Isabella pulou de onde estava e foi até Alice que lhe entregou o envelope e quase tropeçou quando foi até a escrivania para lê-lo.
— Quando terminar. Desça para o seu desejum.
— Eu irei. — Disse voltando sua atenção ao envelope. Alice sorriu e saiu do quarto.
Isabella raspou a pequena lâmina que tinha ali pelo envelope abrindo-o em seguida. A caligrafia de sua mãe inconfundível.
Não tenho palavras para descrever o quanto estou nervosa com a carta que mandou. Como assim tu irás ficar por aí ? Não há nada mais que queira dizer-me menininha ? Seu pai não diz nada, apenas que se está sob os cuidados de vossa majestade, então estará em boas mãos. Mas eu sei, e tu também sabes que não é somente isso. Diga-me imediatamente o que está acontecendo. O garoto Enzo está aqui, desolado com seu sumiço. Ele ainda diz que foi por causa dele. Apeguei-me a ele e nem sei porque, ele é tão doce. Agora entendi porque o defendeu na feira.
Espero sua missiva de volta, conte-me o que está havendo com você minha filha.
Com amor,
Mamãe.
Isabella secou as lágrimas. Ah, doce Enzo. Ela não sabia porque se sentiu tão afetada. O conhecia tão pouco, mas o garoto já ganhou até sua mãe. Como não ganharia a ela ? Ela estava decidida a ver sua situação, e dependendo do que lhe for imposto, buscará o garoto para ficar com ela. Embora a mãe esteja amolecida, não é o tipo de cuidado que ela se disponibilizara que iria ter. E além do mais, Isabella apaixonou-se pelo menino, e agora, ele era dela.
Guardou a carta consigo e decidiu escrever sua resposta mais tarde. Agora, realmente sentia fome.
Tomou um banho rápido, e vestiu um dos vestidos que Alice deixou ali no outro dia. Era era de um tom verde água, igualmente elegante e bonito como os demais.
Desceu as escadas cumpridas e bem limpas. Podia-se ver claramente seu reflexo no chão. Sorriu consigo mesma, que ficaria ali por horas a fio limpando tanto chão ?
Quando chegou ao fim das escadas, deparou-se com a mesma senhora que encontrou quando tentou ir embora.
— Ah! — Exclamou. — Milady...
Disse se curvando. Isabella bufou balando a cabeça, pegou-lhe pelos ombros e a endireitou-a.
— Não sou uma milady. Não se curve para mim.
Margô, como era seu nome. Sorriu, ela nunca se deparou com uma mulher assim no palácio, e incrivelmente gostou.
— Perdoe-me... — Disse — Em que posso ajudá-la ?
Isabella sorriu.
— Desejo comer, pode me ajudar ?
Margô também sorriu.
— Por aqui senhorita.
πππ
Isabella estava sentada em uma mesa grande e sozinha. Era enorme, completamente. Estava se sentindo uma intrusa ali, mas foi ali que Margô a colocou e que Alice disse ser o local do café.
Sua primeira reação era comer na cozinha, porém, Margô não deixou. Gargalhou de sua cara quando Isabella quase ficou roxa com de vergonha com a ida até o salão gigantesco onde tinha uma mesa gigantesca para um simples café.
Mas cá estava ela, sentada, sozinha, sendo vigiada por duas empregadas enquanto toma seu café. Era normal se sentir incomodada.
Quando terminou, agradeceu ao alimento e quando estava prestes a sair, ouviu algo que a fez tropeçar e quase cair no chão.
— Prostituta.
Isabella se virou. Não tinha ninguém mais além dela, e as duas empregadas. Seus olhos fecharam-se em fendas buscando vestígios nas duas mulheres ali presentes.
— Disse algo ? — Indagou. Uma das mulheres, era baixa e tinha cabelos loiros claros. Ela olhou Isabella com raiva.
— Disse-lhe prostituta! — Rosnou. Isabella voltou-se a ela. Caminhando lentamente, quase perigosamente.
— O que há contigo ? — Indagou. A outra criada tinha o olhar em pânico. Como se estivesse prestes a sair correndo.
— Vós está aqui como uma prostituta! — Retrucou a criada atrevida.
— E quem sois vós ? — Grunhiu — Uma santa ?
— Não me dou ao desfrute como tu!
— Porque estas falando isso ? — Quis saber confusa. Estava farta de ser acusada por todas as mulheres deste reino.
— Acha que ele a tornará alguém ? — Disse acidamente — És tão importante quanto um rato.
— Quem sois vós!!! — Exasperou-se. Sua cabeça parecia que iria explodir — Cala-te tua maliciosa. Nada do que dizes é verdade.
— Todas as mulheres com quem o rei deitou-se foram discretas. Olhe só para você, toma café a mesa do rei, dorme em quarto do rei, dança com ele publicamente... És nada mais que uma prostituta assumida.
Isabella empurrou-a contra a parede. Suas mãos apertando-lhe a pele alva do pescoço.
— Acaso disseste isto ao teu rei ? Diga a ele, diga a ele que sou tua prostituta! Diga a ele que as coisas que ele fizera estão erradas! Diga a ele que não deveria dar-me nada do que tem dado! Vá lá, diga-lhe, ou achas que pedi por cada coisa que vem acontecendo ? Ele não tem nada comigo, e mesmo que tivesse, nunca, isso nunca deveria ser de tua conta!
Isabella rosnou cada palavra com determinação e raiva. Observou a expressão desafiadora da criada, mas ao mesmo desolada. Só, aí que ela entendeu.
— Já esteve com ele não é mesmo ? — Indagou. Jane, como era o nome das criada ficou ainda mais pálida. Se dissesse alguma coisa, seria morta. Mas lá estava a resposta, estampada em sua cara. — E ainda julga-me a prostituta ? Porque ele dança comigo, ou porque deixa-me dormir em um dos quartos lá encima ? Ou porque todas vocês são tão prostitutas quanto eu ?
Jane não disse nada. Isabella teve sua resposta.
— Não direi nada a ele. — Disse sinceramente — Mas fique longe de mim. .
πππ
Foram-se segundos, minutos. Talvez horas. Isabella estava sentada em frente a sua janela pensando em tudo o que deseja, e o que estava acontecendo em sua vida no momento.
Estava tão cansada de ser chamada de algo que não era, por onde passava, via os olhares, os murmúrios. Eles estavam certos, a criada estava certa. Não era correto fazer o que faziam, ela só estava demostrando que era de fato a prostituta do rei. Como ela poderia defender sua tese quando tudo o que faz é completamente ao contrário ? Bufou irritado, tantos nomes, tantos apelidos. Estava sendo chamada de uma coisa que não era, então porque diabos não fazer uma coisa que falavam ?
Limpou o rosto e ergueu-se da cama. Iria dar a eles o que desejavam, iria ser a prostituta do rei. Quando iria sair, sua porta se abriu e Edward entrou, a expressão ainda um pouco cansada, mas nada demais.
Isabella respirou fundo antes de perder a coragem. Andou até ele, segurou-lhe a face entre os dedos.
— Creio eu termos algo para finalizar Majestade.
Edward a olhou confuso, estupefato, mas uma euforia se instalando em seu interior.
Sorriu presunçoso, um tanto galanteador. Soltou seu casaco encima da poltrona, tratou de acender a lareira e se voltou para a mulher a sua frente. Ele não poderia negar, estava louco por isso, e agora que lhe foi proporcionado, não iria parar. Não até o sol nascer.
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