Notas iniciais
ATUALIZAÇÃO DUPLA! PALMAS !!!!!!

Isabella sentiu seu corpo agir de forma natural. Ela estava completamente perdida nos braços daquele que deveria odiar, porém, lá estava ela sendo embalada por braços fortes e reais.

A força com que todos os olhares eram dirigidos ao casal na pista, poderia de fato ser sentida. Isso a deixou ainda mais envergonhada, mas não pôde sair de onde estava. Edward fechou os dedos firmes em sua cintura, todo seu controle sendo usado para não puxá-la para si e fazer o que tento deseja. Nunca demorou tanto para ter uma mulher, era frustante.

A melodia era lenta, quase uma valsa. Edward rodava com Isabella de modo delicado, ela sentia-se desconfortável, mas ao mesmo tempo flutuante. Ele era um exímio dançarino, conduzindo-a de forma firme. É claro que ele era, ele era bom em tudo.

— Você vê, quem mal tinha ? — Indaga se referindo as negativas da dança. Isabella ergue o olhar encarando-o.

— Não percebeu quantos olhares estão ao nosso redor ?

Edward sorri.

— Sim. Mas não olham para ti, olham para mim.

— Porque és o rei. — Murmura ironicamente. Edward nega ainda sorrindo.

— Porque estou a dançar. — Isabella o fita confusa. Que mal há em dançar ?

— O que há de errado nisso ?

— Não faço isso. — Deu de ombros — A seis anos.

— O que houve a seis anos ? — Indagou.

— Minha esposa morreu. Junto com meu filho em seu ventre.

— Ah... — Foi tudo o que conseguiu dizer. Não se lembrou desse assunto delicado, e pela primeira vez, se sentiu envergonhada por fazê-lo passar por isso. — Perdão.

— Não é necessário. — Disse simplesmente. — Danças bem.

Isabella sorriu.

— Não tão bem quanto vossa majestade. — Murmurou. Edward riu.

— No curso de como ser rei, eu aprendi uma coisa, ou duas.

— Oh claro, porque um rei deve sempre saber dançar. — Disse descontraidamente.

— Graças ao céus que aprendi a este ofício. Imagine, como dançaria com vós se não tivesse conhecimento desta função ?

Isabella sentiu o sangue esquentar-lhe a face. Não era para estar acontecendo assim, nada de conversas amigáveis. Ele era o rei, e ela não era nada.

— Talvez não fosse necessariamente comigo Majestade — Murmurou — Há tantas outras damas.

— Nenhuma delas como vós. — Murmurou, seu olhar intenso. Como um imã, Isabella sentiu como ele poderia controlá-la se usasse deste dote se estivessem a sós.

Ali, olhando sua face de perto, boca avermelhada, maçãs do rosto alta e cabelos levemente revoltos. Com duas lindas orbes esmeraldas, ela se deu conta de que, ele era de fato a pessoa mais bela que já viu, e que ela nunca deveria deixar que ele soubesse deste fato.

Estavam rodopiando pelo salão, sendo seguidos por olhares curiosos, raivosos, invejosos, mas sem nunca deixar a bolha frágil em que estavam. Isabella não ouvia, e nem se deu conta. Mas já estava com o nome na boca de várias mulheres, mesmo sem fazer absolutamente nada, seu título de meretriz já estava na boca das invejosas, pelo simples fato de dançar tão publicamente com o rei.

— Majestade. — Disse o homem. Edward e Bella se viraram, Bella assustada e saindo completamente da bolha em que estava. O que diabos estava pensando ? Já Edward, olhou em dúvida para o homem que o interromper.

— Sim ? — Murmurou. O homem fez uma leve reverência. Isabella soltou-se de Edward e permaneceu ao seu lado, porém com a cabeça baixa.

— Senhor, perdoe-me interromper. São assuntos urgentes senhor.

— De que tipo ? — O guarda olhou Isabella. Edward bufou. — Diga-me.

— Bom senhor — Murmurou devagar — São de propriedade particular senhor.

Isabella o olhou, ela entendeu que não poderia ouvir o que tinha que ser ouvido. Não sabia porque, mas ficou triste por ter acabado a dança.

— Vá. — Murmurou surpreendendo o rei e seu súdito — Temo ser de muita importância. Nossa dança pode esperar.

Edward a examinou com o olhar. Tentando entender se ela realmente estava falando sinceramente, não que fosse de importância sua opinião, mas se sentiu bem em ouvir isso dela. Como um apoio que não era sentido a muito tempo.

Edward assentiu, não olhou para trás quando deixou o salão, mas sentiu Isabella olhando para ele, queimando suas costas.

Isabella permaneceu onde estava, em pé, agora vários outros dançaram no meio do salão agora. Por um momento, não soube o que fazer, estava meio deslocada. Sentiu uma movimentação a sua volta, e se virou rapidamente.

— Ora, ora... — Uma mulher alta, os cabelos cor do ouro presos em cascatas no alto da cabeça. Vestido vermelho sangue, apertando-lhe a cintura, fazendo com que seus seios quase tocassem o nariz. Isabella quis rir, como ela respirava ali dentro ? — Qual tua graça, senhorita ?

Qual tua graça ? Quem diabos era essa mulher, e de onde ela saiu ?

— Porque há de querer saber ? — Disse rapidamente

A moça riu, dentes perfeitos, mas um sorriso maldoso.

— Sou lady Denali. — Murmurou acidamente — Tu és lady de onde ?

— Não sou lady. — Disse sem se importar com a cara de espanto e superior que lhe foi lançado.

— Não és ? — Indagou. Os dedos longos com unhas bem feitas passeando por seu queixo fino. Olhos semicerrados em desconfiança. — De onde tu viestes ?

— De onde eu veio, moças com a senhorita não frequentam. — Isabella murmurou acidamente.

— E onde estou, moças com tu não são bem vindas. — Retrucou destilando todo seu veneno. Isabella sorriu sem deixar abalar-se. — O que estás fazendo com vossa majestade ?

— Creio não ter entendido.

— Perguntei o que tens com o rei. — Disse rispidamente. — Acaso é sua nova prostituta ?

Isabella sentiu todo seu sangue esquentar-lhe a cabeça. Seu primeiro impulso seria esbofetear a face da mulher repugnante em sua frente. Mas apenas se limitou a rir de forma dura.

— Já frequentou a cama dele não é mesmo ? — Murmurou maldosamente. Lady Denali enrijeceu incomodada, Isabella notou e continuou — Acaso fostes a última ?

— O que pensas está fazendo ? — Guinchou nervosamente — Com que liberdade falas comigo desta forma ?

— E não o fez igual em relação a mim ?

— Tu não és ninguém. — Provocou — É só uma meretriz.

Isabella não negou, balançou a cabeça em concordância.

— E tu és invejosa. — Murmurou calmamente — Se sou a meretriz de vosso rei como dizes, então não sou pior que tu. Que além de ter sido uma das; Ainda sofre por algo que não tens e que nunca terá.

Ainda desconfortável lady Denali cerrou os dentes. Como essa pobre de fome ousa ?

— E achas que tu terá ? — Indagou tentando não parecer tão afetada. Isabella riu.

— A diferença milady — Disse — É que entre vós e eu, eu não espero nada dele.

Enroscou os dedos no pano do vestido, e curvou-se minimamente antes de se virar e caminhar calmamente até a saída do grande salão.

Quando conseguiu sair de lá, não conseguiu segurar o suspiro de alívio que soltou quando pôde respirar um ar puro. Seu coração estava frenético no peito, um frio na barriga de forma boa, ela não sabe.

Recostou-se na parede de pedra e jogou sua cabeça para trás. Deus do céu, como ela pôde falar aquelas coisas ? Ela não era uma meretriz, porque diabos deixou que a mulher confirmasse ? Amanhã nesse horário, todos saberiam que agora ela estava ' deitando-se ' com o rei.

E se era tão ruim esse título, porque ela não conseguia tirar o sorriso do rosto toda vez que lembrava do que disse a lady Denali dentro do salão ? E a face dela retorcida em desagrado ? Ela conseguirá superar isso sem rir a cada minuto que se lembrasse.

Estava cansada, e um pouco aliviada. Não sabia pelo quê, achou seu caminho de volta, conhecendo aos poucos o palácio que estava confinada. Subiu rapidamente as escadas cumpridas indo diretamente ao seu quarto.

Fechou a porta pesada atrás de si, jogando-se na cama com vestido pesado e tudo. Abriu um sorriso para o teto, e fechou os olhos por alguns minutos. Mas adormeceu em seguida.

πππ

O

calor estava demais. Abriu os olhos de repente, se situando de onde estava e porque tinha tanto calor. Viu estar deitada na cama de seu novo quarto, e ainda com o vestido pesado da noite passada, ou está noite já que o céu ainda estava escuro pela janela grande do quarto.

Ergueu-se sentando na cama, e quase desmaiou quando viu uma silhueta no canto do quarto. Forçando a visão de forma dura ela percebeu se tratar de ninguém menos que o esperado.

— Me observa dormir agora ? — Murmurou com um risinho. Edward se surpreendeu pela graça, jurou que iria ser escorraçado dali.

— Perdoe-me. — Ele disse. — Não queria incomodar você.

— Não incomodou. — Murmurou sinceramente — apenas assustou-me.

Foram-se alguma minutos de silêncio contínuo. Era estranho estar ali, não é como se ele fosse o rei, e ela a plebeia. Era como se ela fosse uma pessoa, e ele outra. Simplesmente assim.

— Resolveu teu infortúnio ? — Indagou tentando sair daquele silêncio estranho. Edward suspirou. A muito ninguém se preocupava em fazer essa pergunta. Era de fato, reconfortante.

— Não na verdade. — Disse-lhe — As vezes ser rei não é tão divertido como parece.

— Na verdade, ser rei não parece com nada divertido. — Isabella sorriu sendo acompanhada por ele.

— Muitas pessoas pensam assim. — Murmurou — Pensa que ser rei é somente mandar e desmandar.

— Eu não sei como carregar um país nas costas. Sou completamente ignorante para isso. — Isabella murmurou — Mas essas pessoas são bem mais ignorantes que eu por pensarem assim. Compreendo que não seja fácil.

— E não é... — Suspirou cansado. — Estou um pouco cansado.

Disse calmamente. Sua voz saindo arrastada. Isabella sentiu seu estômago se retorcer com o pensamento que teve.

— É melhor que descanse majestade. — Murmurou. Edward a encarou, tentando entender se aquilo era um convite para ele se retirar, ou se deitar com ela.

Esse pensamento lhe fez sorrir, e resolveu testar sua teoria. Ergueu-se da poltrona e caminhou até a cama. Logo se desfazendo de sua camisa elegante, Isabella arregalou os olhos de modo surpreso e abrupto, mas não fez nenhum tipo de objeção.

Edward, sentindo-se mais confiante com este fato, desfez das botas e subiu na cama grande e macia. Isabella se encolheu do outro lado da cama, e o fitou de modo estranho. Edward sorriu genuinamente.

— O engraçado... — Murmurou — É que você realmente acha que vou atacá-la.

Isabella ruborizou furiosamente. O coro cabeludo pinicando com essa sensação.

— Apenas deixe-me dormir senhorita — Sussurrou — Não irei fazer nada contigo.

Isabella soltou a respiração que não sabia estar segurando.

— Hoje não.

πππ

O sol estava alto já, não se sabe quanto tempo foi que dormiram, e nem a hora que foram se deitar. Mas lá estava Isabella, deitada na cama com ninguém menos que o próprio dito rei.

Quando abriu os olhos, assustou-se por estar no braços daquele que deveria manter distância. Os braços de Edward estavam a sua volta, apertando-lhe contra seu torso nu, a sensação era incrível, era como estar protegida e o cheiro dele incrivelmente bom.

Não se mexeu de imediato, ficou ali, olhando sua face bonita de perto. Quando é que se poderia imaginar a uma semana atrás que ela estaria nos braços do rei da Inglaterra de modo tão inocente e com... Roupas ?

Sorriu consigo mesma, ela estava contradizendo tudo o que normalmente defendia. Seus olhos correram pelo rosto perfeito, como se tivesse sido lapidado por um Deus. Tudo nele era convidativo, e ela estava tentada a se perder.

Levou os dedos deliciados suavemente até o queixo quadrado e másculo do homem a sua frente, passou-os ali suavemente, de modo carinhoso. Quase como uma pena, subiu pela maçã alta do rosto, sentindo a deliciosa texturas que era a pele dele. Depois mordendo o lábio e com muita delicadeza, ela subiu os dedos até o cabelo macio e fechou os olhos com a sensação maravilhosa do simples contato nos fios sedosos.

Quando abriu os olhos, seu coração perdeu uma batida e depois deu uma guinada quando deparou-se com esmeraldas fitando-a intensamente. Como se pudesse ver sua alma, era um jeito sedutor, quase pecaminoso.

Isabella engoliu em seco, os dedos congelados ainda nos cabelos macios do rei, uma mistura misteriosa de sentimentos por ambos os lados. Isabella passou a língua pelos lábios para molhá-los, estava tensa, mas foi o suficiente para Edward perder a cabeça e tomar a boca dela.

Notas finais
E aí ? Digam-me! Bj da IsaM