A Prostituta do Rei
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Notas iniciais
Quando Edward saiu do banheiro, Isabella pensou que estaria mais calma, e por alguns minutos até aceitou que seria finalmente dele. Mas não aconteceu. Quando Edward saiu do banheiro, seu coração parecia ainda mais acelerado como se pudesse acontecer.
Levantou-se da cama em um pulo, atraindo a atenção dele para ela. Edward quase riu da situação, ele queria realmente rir das reação que ela estava tendo. Isabella se encolheu no canto da parede, a mão pequena tentando tampar a parte de frente da camisola que parecia um tanto transparente.
— O que há ? — Peguntou ainda enrolado no pano que se secava.
— Não há nada. E não vai acontecer nada.
Edward bufou.
— Pensei que tínhamos passado dessa fase.
— Não entramos em nenhuma Majestade.
— Deixei claro a você quem sou ?
Isabella franziu o cenho mais respondeu.
— Sim.
— E porque ainda tenta burlar minha ordem ?
— Deitar-me com o senhor é uma ordem ?
— Ainda não percebeu ?
— É assim que consegue as mulheres que dorme ? — Ironizou. Edward se surpreendeu com tamanha ousadia, mais ainda sim se irritou.
— Não tem medo do peso do meu nome e da minha posição, não é mesmo ?
— Não. — Respondeu com a voz tremida. Era mentira, é claro. Mas ele não precisava saber disso.
— Deveria — Comentou com amargura. — Eu mando em você e em tudo neste país.
— Olhe para mim Majestade — Murmurou Isabella — Como conheceste a mim ?
— Creio não ter entendido.
— Viu-me em uma rua, brigando com um oficial do rei por uma criança que roubou para comer. Porque achas que deitar-me com senhor seria tão fácil ?
— Por se tratar de uma ordem minha ?
— Não desejo deitar-me contigo.
— Ugh! — Rosnou — Estou frustrado! Porque não consigo simplesmente obrigá-la ?
Isabella deu de ombros. No fundo aliviada.
— Porque não desejas ? Sou teu rei, não tenho obrigação de cortejá-la.
— Basta deixar que eu me vá.
— Disse-lhe não irá acontecer!
— Ir para a cama com vossa Majestade também não!
— Sois tão teimosa! — Vociferou — Para de questionar-me! Está abusando de sua sorte. Eu mando aqui.
— Não em mim!
— Em ti tanto quanto!
Os dois ficaram ali. A densidade do ar pesada, ambos com o corpo quente, e irritados. Isabella mais, mas, por estar sendo atingida pela presença dele, que era uma mistura de sensações.
Edward, ao contrário estava excitação. Extremamente, mas não poderia simplesmente atacar Isabella. Primeiro, porque não foi assim que foi educado. Nunca pegaria a força nenhuma mulher, e segundo, que ele passou a desejar fervorosamente que ela pagasse por tudo que está falando. Ele desejava que ela o desejasse, e decidiu que faria com ela pagar cada negativa que ela faz tanta questão de esfregar na cara dele.
Era até engraçado por um lado, antes mesmo se subir ao trono, para ele mulher nunca foi difícil. Era apenas olhares para elas, ainda quando jovem e príncipe seduzia mulheres solteiras, casadas e até viúvas. Depois de rei, o olhar não era nem preciso, as mulheres se atiravam a ele. Demorou um pouco para ele sair do buraco negro que se infiltrou em sua vida quando perdeu sua esposa ainda jovem. Apesar das pouca idade, ele amou profundamente a mulher que quem casou aos vinte e um anos, mas a perdeu para um aborto espontâneo do primeiro filho. Naquela época, ele deixou de ser o rei jovem, bondoso e justo. Deixou todas suas decisões ao conselho. Demorou anos até que ele voltasse a si, e quando voltou, tornou-se esse homem que é hoje. Ainda rei justo, bondoso, mas completamente fascinado pela vida de libertinagem. Todo dia uma mulher diferente estava em seu leito, mas ele nunca mais ousou se apaixonar novamente.
O que o deixou em dúvida, talvez ela esteja apenas com medo da fama que ele carregava. Sorriu por dentro, faria com que está moça pague por todas essas negativas, iria tê-la. Mas iria fazer diferente, iria tê-la aos poucos. Ele adorava um desafio, e Isabella Swan, a plebe que mais parecia uma erva daninha era um desafio e tanto, ela seria dele ou ele não se chamaria Edward Anthony Christoffer Cullen, terceiro rei em sua linhagem.
— Pois bem — Murmurou ele enfim. Isabella permaneceu calada, apenas a observar as reações dele. Soltou o pano que tampava suas partes íntimas e ouviu o ofegar dela.
Isabella colocou as mãos na boca ao ver seu membro. Não estava totalmente ereto, mas era de um bom tamanho e grosso também. Sentiu seu rosto esquentar furiosamente e voltou a sentir a pressão em sua virilha. Edward percebeu que ela o olhava e sorriu presunçoso. Isabella virou-se de costas rapidamente e estava respirando fundo. Edward vestiu sua calça e calçou suas botas. O traje que normalmente usava no dia a dia, nas mãos. Tirou do bolso da calça a correntinha que Isabella tinha jogado ao mercador a dois dias e a depositou encima da escrivania.
— Tenha uma boa noite senhorita Swan.
Isabella virou-se surpresa e com um tipo novo de sentimento. Viu sua joia encima da escrivania e viu Edward abrir a porta.
— Isso significa que deixará que eu vá embora ?
Edward negou.
— Ficará aqui — Disse categoricamente — Isso não está em discussão. Amanhã Alice enviará sua carta aos seus pais.
E saiu.
Isabella se viu sozinha no quarto enorme novamente. Mas ao contrário das noite anterior, ela se sentiu a vontade para se deitar e adormecer, ou pelos menos tentar.
πππ
Mal tinha dormido como na noite anterior. Mas dessa vez, não chorou ou fez qualquer coisa. Apenas se pôs a pensar, como ele teve posse daquele gargantilha ? Era um presente do pai que ganhou quando completou seus quinze anos.
E àquele corpo ? E aquela coisa que ele tinha entre as pernas ? É claro que ela não era de todo uma boba, mas nunca tinha visto um tão de perto. Corou vermelho brilhante sozinha ao se lembrar de como era bonito e grande. Seus olhos não conseguiam deixar a imagem de seu corpo desnudo e muito, muito bonito.
Quando se levantou na manhã seguinte, viu que sua carta já não mais jazia encima da escrivania. O que era uma coisa boa, Alice deve ter entrado ali mais cedo e levado. Isso ao menos deu uma pouco de conforto a ela.
Ainda vestia a mesma camisola, e só tinha o vestido que viera. Andar de camisola estava fora do cogitação, então o jeito seria colocar o mesmo vestido que tinha ido ao palácio. Mas, antes que ela pudesse concluir qualquer pensamento, a porta se abriu e Alice entrou, mais sorridente que o normal.
— Bom dia — Murmurou com três
peças de vestido nos braços. Isabella sorriu, mesmo que sem saber porquê, aliviada de certo modo. — Já enviei sua carta, aliás.
— Obrigada. — Disse Isabella — Parece mais radiante que o normal.
Alice sorriu.
— Não se faça de tonta. Como foi sua noite ?
— Como ?
— Sim, dormiu bem ? Como está sua consciência ao enxotar o rei da Inglaterra do quarto ?
Isabella engasgou com a própria saliva. Estava constrangida, mas também achou graça.
— Como você sabe ?
— Meu irmão me disse.
— São tão próximos assim ? Porque diabos ele não apresenta você como da corte real ?
Alice suspira.
— Ele está trabalhando nisso. Além do mais, eu não me importo.
— Edward não parece o tipo que se importa com o que os outros dizem. — Desdenhou. Alice riu.
— Tu fostes uma desafio — Comenta — Ele acordou xingando Deus e o mundo. E tu fostes o motivo.
Isabella sorriu, não sabia porque. Mas apreciava o fato de ter sido motivo da insônia do próprio rei da Inglaterra em pessoa.
— Nada tem feito eu. — Mentiu — Vossa Majestade tem sido bem rude.
— Ogro é o sobre nome dele sim. — Disse Alice sorrindo — Você se acostumar. Vai tomar café hoje ?
— Sim. — Murmurou — Tenho fome.
— Claro que tens. Não te alimenta a dois dias ? Como conseguiste ficar ainda em pé ?
Isabella sorriu sem jeito. Nem ela mesmo sabia como.
— Aqui, estes devem ficar bom em ti. — Murmurou Alice tocando os vestidos.
— O que é isto ?
— São meus. — Deu de ombros. — Pelo menos até que meu irmão encomende os teus.
— Não será necessário, pois que não pretendo ficar aqui por muito mais tempo.
Alice sorriu.
— Bom, se conseguiste sair, avise-me para eu poder fazer o mesmo.
Isabella bufou.
— Vista-se! Tenho algo para mostrar-lhe.
— A saída ?
— Não sua faladeira. Vista-se.
Isabella, mesmo cheia de irritação, e completamente contrariada se vestiu. Optou por um vestido azul escuro. Um pouco apertado demais no busto, e a saia escandalosamente rodada. Não é nada como a plebe usaria.
— Ficou bom — Começou Alice — Este você pode ficar.
Sorriu.
— Vem. Quero que conheça um lugar.
Bella não protestou, apenas seguiu Alice, que por incrível que pareça, parecia sua irmã. E por mais incrível ainda, ela confiava em Alice.
Desceram as escadarias, Alice sempre a frente. Bella tentando lidar com o vestido pesado e sofisticados demais.
Quando estavam em baixo, Alice puxou Isabella por um salão grande, e logo atrás um corredor com duas provas enormes.
— Aqui — Murmurou e empurrou as portas, que se abriram com um rangido macabro.
Isabella entrou no local, mas não viu muito. Alice caminhou até às janelas gigantes e puxou com força as pesadas cortinas da cor vinho escuro. No minuto seguinte, a luz do sol inundava o local e isabella abriu a boca vergonhosamente. Era uma biblioteca!
— Oh meu Deus! — Guinchou — Livros! Centenas deles! Alice, eu não sei como agradecer.
— Não agradeça a mim. — Deu de ombros — Agradeça a ele.
Gesticulou, Isabella vacilou alguns minutos mas se virou.
Edward estava observando ambas. Mais Isabella que tinha a feição surpresa.
Bella não conseguia deixar de admirar a beleza que ele era, ainda mais em seus trajes elegantes. Ela não sabia dizer o que a deixava mais admirada. Se era as botas de montaria bem lustradas. Ou a calça cor creme colada ao corpo, ou a peça que mais parecia um uniforme militar, mas sofisticado e majestoso, a cor igualmente creme. Como um casaco, as mangas e as golas azuis claras, e a traseira um pouco mais longa. Ele estava completamente divino. Isabella engoliu em seco, e pelo canto do olho viu Alice saindo a passos rápidos e silenciosos.
— Vejo que gostou da biblioteca. — Comentou ele — Gosta de ler ?
— Muito. — Responde rapidamente e logo se arrependeu. — Quero dizer. Ler é um hobby que gosto.
— Imaginei — Sorri — Dormiu bem ?
— Claro.
— Alice disse-lhe que enviou sua carta aos seus pais ?
— Sim. Obrigada.
— Bom... — Ele suspirou profundamente. Mas não saiu dali, o que deixou Isabela um pouco incomodada.
— Não tem cabeças para decapitar hoje ?
Isso o fez rir.
— Não. Hoje estou tranquilo. É raro as vezes que posso não ser rei por alguns minutos. — Ele a estuda atentamente — Eu estou incomodando você ?
— Não. — Diz sinceramente — Além disso, a biblioteca é sua.
— Não mais. — Ele sorri. — Não percebeu que estou dando-lhe ela ?
Isabella riu nervosamente.
— Não pode fazer isso. — Guinchou — não ficarei muito. Não pode me dar uma... Uma biblioteca!
— Ficará até eu decidir quando irá embora. — Disse rispidamente. — Você só ouve o que lhe é conveniente, não é ?
— O senhor também é assim! Porque julgas a mim ?
— Não estou a julgar nada. — Passou os dedos cumpridos pelo cabelo macio. Isabella acompanhou o movimento, e desejou secretamente que fosse seus dedos a fazer aquilo. — Quero dizer-te algo.
— Estou ouvindo senhor.
Edward bufou. Odiava a maneira como ela usava a ironia com ele. Mas o deixava igualmente fascinado, e excitado. Era frustrante.
— Hoje acontecerá um baile no salão principal.
— Tranquiliza-se. Prometo não sair do quarto.
Edward bufou.
— Exatamente o contrário. Desejo que vá.
— Não.
— Porque ?
— Não sou desse nível Majestade. Não me sentiria a vontade.
— Vai estar comigo.
— Vai começar a mostrar aos teus súditos que já sou sua nova prostituta ?
— Você está começando a me irritar! — Vociferou — Mesmo que estivesse! Porque se denomina assim ?
— Porque será isso que me tornarei quando deitar-me com o rei! Tua prostituta! E olhe só, nem fiz a meus serviços e já ganhei uma biblioteca. Imagine quando fizer, ganharei o que ? Um mini palácio?
— Achas que fiz isso porque se deitar comigo ?
— Estar a dizer-me que não dava presentes as mulheres que se deitou ?
— A nenhuma delas, se lhe apraz saber.
— Então isto me torna ainda pior. Não acha ?
Edward bufou. Puxou os cabelos nervosamente. Quem diabos essa plebéia pensava que era ? Porque diabos ele não acabava com isso logo, e pegava-a do modo como desejava ? Ele sabia porque, adorava um desafio. E ela era um, o melhor na verdade. Mas diabos! Ele era o rei, a droga do homem poderoso s ela não se importava ? Era... Maravilhoso! Ele se moveu rápido indo até ela.
— Não me irrite — Rosnou. — Alice te arrumará! Esteja pronta. Isso não é um pedido.
E saiu, deixando uma Isabella atônita, novamente.
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